terça-feira, 22 de setembro de 2015

O QUE COMER?

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“Se quiser, e obedecer, você comerá o melhor desta terra”. Mas se recusar, e for rebelde, será morto à espada; assim diz o SENHOR”.(Isaias 1:19-20).

Certo líder religioso caminhava com seu discípulo quando o discípulo lhe perguntou: “Mestre, quando um homem deve se arrepender?” Com muita serenidade o líder respondeu: “Você precisa estar certo de que se arrependerá no último dia de sua vida”. “Mas, …” Protestou o discípulo, “Não sei quando será o último dia de minha vida”. Sorrindo, o líder concluiu: “A resposta para este problema é simples – arrependa-se agora”.

É muito comum ouvirmos pessoas dizerem que terão muito tempo para se arrependerem de seus pecados e pensar em Deus. “Tenho uma longa vida a viver… mais tarde pensarei nesse assunto. Preciso aproveitar minha juventude e gozar de tudo de bom que o mundo oferece”.

Como nos enganamos ao pensar assim! O mundo é traiçoeiro e seus prazeres enganosos. As luzes brilham apenas por um tempo e logo se apagam. Os sonhos transformam-se em pesadelos e a juventude pode ser grandemente desperdiçada.

Se você quer realmente aproveitar sua juventude e gozar a vida da melhor maneira possível, deve, enquanto tem tempo, entregar os seus cuidados a Aquele que pode dar ao homem a vida abundante e eterna. Se não quer correr riscos e “comer o melhor desta terra”, o melhor a fazer é abrir o coração para o Senhor Jesus Cristo.

Muitas vezes adiamos e vamos protelando para deixar a vida de pecados que tanto nos envolve. Pensamos que o que estamos fazendo é o melhor para nossas vidas, mas, em verdade, estamos apenas comendo migalhas em vez das finas iguarias que o Rei dos reis tem colocado à nossa disposição. Às vezes temos tempo de nos arrepender e desfrutar ainda de algum tempo de regozijo e felicidade, outras vezes, somos surpreendidos e não temos mais a oportunidade que julgávamos ter antes de morrer.

O QUE COMER?

Levítico capítulo 11 nos dá uma lista de restrições alimentares que Deus deu à nação de Israel. Essas leis incluíram proibições de comer porco, moluscos, a maioria dos insetos e vários outros animais. Nunca foi a intenção que essas regras alimentares se dirigissem a mais ninguém além de Israel. Jesus depois declarou que todas as comidas era puras (Marcos 7:19). Deus deu ao Apóstolo Pedro a visão na qual Ele declarou que todos os animais eram considerados impuros: “Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou” (Atos 10:15). Quando Jesus morreu na cruz, Ele deu um fim à lei do Velho Testamento (Romanos 10:4; Gálatas 3:24-26; Efésios 2:15). Isso inclui as leis sobre as comidas puras e impuras.

Romanos 14:1-23 nos ensina que nem todo mundo é maduro o suficiente em sua fé para aceitar o fato de que todas as comidas são puras. Como resultado, se estivermos com alguém que se ofenderia por comermos comida “impura” – devemos parar de comer esse tipo de comida para não ofender a outra pessoa. Temos o direito de comer o que quisermos, mas não temos o direito de ofender a ninguém, mesmo se estiverem errados. Para o Cristão dos dias de hoje, no entanto, temos a liberdade de comer o que tivermos vontade de comer, contanto que não cause outra pessoa a tropeçar em sua fé.

Na Nova Aliança da graça, A Bíblia se preocupa muito mais com o quanto comemos do que com o que comemos. Apetites físicos são uma analogia de nossa habilidade de nos controlar. Se somos incapazes de controlar nossos hábitos alimentares, somos também incapazes de controlar outros hábitos, tais como: os hábitos da mente (desejo sexual, cobiça, ira/ódio injustos) e da nossa boca, como os de fofoca e brigas. Não devemos deixar que nossos apetites nos controlem; na verdade, nós que devemos controlá-los. Veja Deuteronômio 21:20; Provérbios 23:2; 2 Pedro 1:5-7, 2 Timóteo 3:1-9, 2 Coríntios 10:5.

O QUE COMER?

O que Paulo quis dizer no capítulo 14 de Romanos ao escrever as seguintes frases: V.2 …o débil come legumes; V.6 …Quem come para o Senhor come, quem não come, para o Senhor não come. Os versos 7 e 8 também. V.14 …nenhuma coisa é impura. V.21 …é bom não comer carne… Existe alguma explicação para estas afirmações?

Para algumas pessoas, o texto de Romanos 14 à primeira vista parece sugerir a abolição das leis dietéticas de Leviticos 11. Busquemos compreender a mensagem bíblica a respeito deste assunto.

O primeiro passo para compreensão deste texto, é analisar o fato de que em Deus não há nem sequer sombra de variação (Mal.3:6,Tia. 1:17, Heb.13:8), ele não pode mentir (Tito 1:2), Ele disse taxativamente: “Não alterarei o que saiu dos meus lábios” (Sal.89:34)

O segundo passo, é analisar o fato que a carta escrita aos Romanos foi escrita num período de menos de um ano da carta escrita aos Coríntios, ou seja, comparando-se os textos, chega-se a inevitável conclusão que Romanos 14 trata do mesmo assunto de I Corintios 8, ou seja, “carnes sacrificadas aos ídolos…”(I Cor.8:1).

Observe atentamente o que diz Romanos 14:2: “Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.”, em I Corintios 8:7 definitivamente esclarece: “Entretanto, nem em todos há esse conhecimento; pois alguns há que, acostumados até agora com o ídolo, comem como de coisas sacrificadas a um ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, contamina-se.”

O fraco (Rom.14:2), ou de consciência fraca (ICor.8:7) mencionado por Paulo consiste na falta de conhecimento visto que alguns cristãos abstiam-se inteiramente de alimentos cárneos, o que significa que o seu alimento era restrito a “ervas”, isto é, vegetais “come só legumes”(Rom.14:2). Para o entendimento destas pessoas, os alimentos cárneos oferecidos aos ídolos não deveriam servir de alimento ao crente, no entanto Paulo repreendeu tal entendimento como imaturo: “Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só…”(I Cor.8:4). A partir deste verso passamos a compreender melhor o que Paulo disse aos Romanos: “estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.”(Rom.14:14), ele ainda diz sobre o perigo do mal testemunho em I Cor.8:9-13 e também em Rom.14:13.

Resta salientar que não é por comer ou deixar de comer algo que nos recomendamos à Deus. Seguir as leis dietéticas não pode se transformar num meio de salvação. Em Romanos 14:17 diz: “porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.”, e o mesmo entendimento se encontra em I Coríntios 8:8 “Não é, porém, a comida que nos há de recomendar a Deus; pois não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos.”

Não devemos utilizar textos isolados ignorando a mensagem predominante na palavra de Deus sobre um determinado assunto.

Veja que Paulo tem em alta consideração o corpo. “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós…glorificai pois a Deus no vosso corpo.” (ICor.6:19-20). Ou seja, as leis dietéticas mencionadas na Bíblia, visam trazer saúde ao corpo, e isto é agradável à Deus.

Diversos textos Paulinos exaltam a importância do cuidado com a saúde física; I Cor.10:31, 3:17 e Rom.12:1, O Profeta Isaías escreveu: “Os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor.” (Isa.66:17, ver também Isa.65:2-5, III João 1:2, Juízes 13:4)

Conclusão: Paulo em Romanos 14 está falando a respeito de comer ou não carnes sacrificadas a ídolos. Ele não está diminuindo a importância do cuidado com a saúde, nem abolindo as leis de saúde, dadas amoravelmente por Deus ao seu povo no Antigo Testamento.

O QUE COMER?



Os cristãos podem comer alimento com sangue e carne sufocada?




Muitos crentes sinceros se deparam com dificuldades durante a leitura bíblica. Todavia, como dizia o Dr. Martyn Lloyd Jones, "dúvidas não são incompatíveis com a fé". Deveras vezes, todos nós, nos deparamos com versículos e situações da vida onde não encontramos alguma solução imediata para a dúvida.


Dentre todas as incertezas, está aquela que diz respeito a licitude ou não de se comer alimentos com sangue e carne sufocada. Alguns são os versículos que suscitam tal ponto de interrogação:


- "Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo" (Lv 7.27);
- "Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro, que peregrine entre vós, comerá sangue" (Lv 17.12);
- "Tão-somente o sangue não comereis; sobre a terra o derramareis como água" (Dt 12.16);
- "Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne" (Dt 12.23).


Antes de entendermos tal questão, é preciso fazer uma ressalva que, confesso, me deixa intrigado. Permita-me, o leitor, um brevíssimo desabafo.


Comumente os evangélicos cometem o grave pecado de afirmar que a Lei de Deus, isto é, as leis civis do povo de Israel do Antigo Testamento, não são mais válidas para nós - quando, no entanto, Cristo foi cristalino em dizer: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir" (Mt 5.17). Ele mesmo disse que era a Lei e os verdadeiros profetas eram Sua boca: "E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos" (Lc 24.44). Porém, embora tais pessoas digam que a Lei não está mais em vigor (somente porque não conseguem vê-la sendo aplicada), frequentemente fazem proibições aos membros e à igreja usando a própria Lei! Ora, isto é um disparate profundo! Ou a Lei é válida, dentro do correto entendimento, ou não é!


Bem, exposto o que me deixa intrigado (mas sei que não somente a mim), destrinchemos a questão.


O Antigo Testamento trabalha com formas visíveis que expressam realidades invisíveis. Por exemplo, o tabernáculo e o templo eram Cristo prefigurado, a saber, apontavam para o Cristo que viria (Mt 26.61); as leis de separação de animais, sementes e tipos de tecidos (Lv 19.19), ensinavam ao povo que eles deveriam ser separados ao Senhor (Lv 26.12); o ano do jubileu, tempo em que se restituía a terra àqueles que a haviam vendido para pagar dívidas (Lv 25.13), era uma demonstração do perdão dado por Cristo e do amor que une os irmãos (Jo 13.35). Assim, seguindo esta mesma sequência, temos as referências ao não comer sangue.


O primeiro fato que devemos notar é o sangue não ser o mal em si mesmo. O sangue não poderia ser a malignidade por si só, pois se assim fosse, os sacerdotes não seriam instados a aspergir sangue no templo (Lv 7.14) de Deus. Se a substância "sangue" fosse pecaminosa, de modo algum o Senhor a requereria de Seu povo.


O segundo fato é o sangue ser uma figura que indica vida: "Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne" (Dt 12.23 - grifo meu). Notemos que é uma "figura", algo que remete à vida. Bem sabemos que a vida não está somente no sangue. Uma gota de sangue na estrada não indica que há um ser humano, literal e completo, na partícula. Nosso corpo é formado de muitas "juntas e medulas" (Hb 4.12), "De pele e carne" (Jó 10.11a), "de ossos e nervos" (Jó 10.11b)...


O terceiro fato diz respeito à necessidade, assim como nas leis de separação de sementes e demais coisas, do povo ser instruído a valorizar o sacrifício. Lembremos que o povo de Israel convivia constantemente oferecendo holocaustos (ofertas totalmente queimadas), os sacerdotes degolavam animais (Lv 4.15) e criaturas eram frequentemente oferecidas em sacrifícios ao Senhor.


Assim, Deus havia proibido o comer/beber do sangue, não por uma propriedade intrinsecamente má no sangue, mas, sim, por causa da necessidade do povo aprender a não confundir e se perder na leviandade.


Este fato pode ser provado com os elementos da ceia sob a luz do Novo Testamento (leia 1 Coríntios 11). Nenhum cristão, durante a ceia, crê que os elementos sejam literalmente o sangue de Cristo [1], mas nem por isso é displicente com eles - não se põe a ficar "fazendo bolinha" com o pão ou erguendo o cálice para admirar a textura do vinho contra a luz. Por que assim não se procede? Porque o momento é diferente; mesmo que os elementos sejam os mesmos usados nas casas, para os jantares e confraternizações, naquele momento eles representam algo mais importante. Cuida-se para não banalizar o significado, não o elemento.


Desta forma, quando lemos na Escritura que não dever-se-ia comer sangue, o propósito era ensinar os judeus sobre a necessidade de serem santos (que significa ser separado) ao Senhor, não ingerindo o líquido que o Senhor requeria para apontar o perdão dos pecados em Cristo Jesus (Hb 10).


Portanto, hoje, nós cristãos do Novo Testamento, podemos livremente comer qualquer coisa com sangue (uma carne "mal passada" ou galinha ao molho pardo, por exemplo), pois não mais vivemos nas sombras do que os elementos tipificavam, e sim na luz, às asas do Altíssimo. O sangue, sim, para sempre continuará a significar "vida" (tanto que somos instados a somente o utilizar na ceia, a fim de seguirmos o padrão bíblico), mas não mais como motivo de separação. Pelo sangue de Cristo estamos unidos a Ele, de modo que o sangue, o líquido, não deve ser proibido aos cristãos.

O que dizer, por fim, do versículo, "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes" (At 15.29; 21.15)? Para entendermos, é preciso analisar o porquê da recomendação apostólica.

No início do capítulo 15 é relatado que, "alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos" (At 15.1). Aqueles cristãos advindos do judaísmo não se conformavam com o fato de não haver mais necessidade de circuncisão física, pois agora ela se dava no coração (Rm 2.29). Havendo, então, esta dificuldade para conciliar a vida de judeus convertidos com gentios convertidos, "Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto" (At 15.16).

Tal assunto não foi facilmente resolvido, de modo que lemos haver ocorrido "grande contenda" (At 15.7) até mesmo entre os apóstolos e anciãos (demais presbíteros reunidos). Pedro se levanta em meio à assembleia e relembra aos irmãos, "que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem... dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" (At 15.7-10). A razão para isso era a referência à Lei, que nos dizeres do escritor de Hebreus: "(Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou)" (Hb 7.19). Os judaizantes estavam tentando persuadir aos convertidos de que a observância da Lei, por si mesma, seria a causa da salvação - e nisto estavam errados.

Com isso em mente e a discussão em pauta, "tomou Tiago a palavra, dizendo: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome...Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue" (At 15.13-14, 19-20).

Qual é, pois, a solução para nosso problema? Muito simples. Uma vez que a Igreja de Deus florescia com judeus e gentios vivendo conjuntamente, era necessário estabelecer um padrão, de modo que os judeus não se escandalizassem pela não prática de certos ritos da Lei que haviam cessado em Cristo e, também, de maneira a não levar os gentios (todos os outros povos que não eram judeus) a viverem licenciosamente, como se nada devessem observar.

Este mesmo princípio, a saber, o de não ser escândalo para o próximo, foi aventado pelo apóstolo: "Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize" (1Co 8.13). Ora, uma vez que a Bíblia não pode se contradizer e notro lugar lemos, "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Cl 2.16-17), o entendimento só pode ser um: que o motivo pelo qual os crentes do início do Novo Testamento deveriam se abster de sangue e carne sufocada, não era pela natureza em si dos elementos ou pela forma como ela era obtida, e sim para evitar o escândalo e promover a unidade. Tal qual Paulo estava disposto a nunca mais comer carne (sacrificada a ídolos [veja os versículos anteriores de 1Co 8.13)], caso isto trouxesse consequências na vida dos irmãos mais fracos na fé, bem faremos se de igual modo procedermos.


Que este breve estudo, pela graça e misericórdia de Cristo, o salvador de todos os Filhos de Deus, no qual as cerimônias sangrentas (assim chamadas devido ao sangue) e todas as outras que envolviam prefigurações, foram encerradas e definitivamente substituídas pelo novo Adão, possa, longe de nos levar à devassidão, acima de tudo, nos instar a amar a Deus e ao próximo nos laços fraternais de Jesus.


Louvemos ao Senhor pelo precioso Sangue de Cristo e não temamos o comer e o beber.

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31).



O QUE COMER?

#VocêPergunta: A Bíblia diz em Levítico 11. 7 que a carne de porco era considerada impura. Por isso, aquele povo não podia comê-la. Minha pergunta é: Comer carne de porco hoje em dia é pecado ao cristão? Por quê?

Caro leitor, o texto que você citou diz: “Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo;” (Lv 11. 7)

As restrições alimentares foram dadas por Deus aos israelitas (judeus). Nessa restrição Deus separou os animais em puros e impuros para a alimentação do povo. As restrições no Antigo Testamento parecem indicar que Deus, entre outras coisas, queria fazer distinção entre Israel e os gentios (os outros povos). Os animais puros representavam o povo de Israel, enquanto os impuros representavam os gentios. Essa distinção era vista em diversas leis para diversas áreas da vida, inclusive a alimentação.

Vemos Deus proibindo também várias praticas ao seu povo, que eram praticas comuns a povos pagãos, inclusive alguns hábitos alimentares.

Muito tempo mais tarde, quando a nova aliança mediada por Jesus Cristo passou a incluir os gentios (não-judeus), esses conceitos alimentares foram suspensos, pois, sendo os gentios participantes dessa aliança, já não há a necessidade dessa distinção. É o que chamamos da aplicação da Graça de Deus, que é superior à Lei, mas que a cumpre em todos os seus princípios morais.


Jesus demonstrou a suspensão das restrições alimentares nessa ocasião: “…porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.” (Mc 7. 19).

O principio da lei é mantido quando a Bíblia no Novo Testamento sempre indica a importância da santidade e da pureza (em todas as áreas da vida), que são as marcas de um santo (de um separado, consagrado a Deus). Restrições alimentares, portanto, já não são necessárias.


Por isso, não há problema algum em o cristão comer carne de porco.

Para um aprofundamento maior sobre o assunto, leia Atos 10. 9-16

O QUE COMER?

Canibalismo, o extremo da fome ou da miséria espiritual



O canibalismo é uma prática comum para índios selvagens, mas para os demais seres humanos, representa uma aberração da natureza humana praticada apenas em casos extremos de fome, miséria espiritual ou de ambos, como foi o caso das mães canibais de Samaria (II Re 6:24-33).


No caso de grave fome, pessoas podem chegar ao extremo de se alimentarem de carne humana. Em uma história real, dezesseis sobreviventes de uma queda de um avião nos Alpes da América do Sul, depois de comerem os alimentos que restaram no avião e não haver mais o que comer, não tiveram outra opção de sobrevivência senão comerem os cadáveres das pessoas que morreram no acidente.

A Bíblia anuncia previsões de canibalismo para períodos de grave fome vindos em conseqüência do pecado e da ausência de Deus (Lv. 26:29, Jr 19:9; Lm 2:20; Ez.5:10). Infelizmente, há pessoas que interpretam essas previsões erradamente e afirmam que o Antigo Testamento (AT) incentiva o canibalismo. Isso não é verdade, pois, dentro do contexto, esses textos são previsões e não poderiam ser incentivos do canibalismo pois, no próprio AT, Deus proíbe comer sangue e tocar corpos mortos. Além disso, A Bíblia orienta desde o Gênesis uma alimentação saudável para o homem.

Já o canibalismo como miséria espiritual está relacionado a rituais satânicos ou a estado de grave loucura. Em rituais satânicos, acredita-se que comendo a carne de uma pessoa, absorve-se a energia, e o poder dessa pessoa. No caso de loucura, um exemplo foi o alemão Fritz Harmann, conhecido como o Vampiro de Hannover, que foi condenado em 1924 pelo assassinato de 27 garotos. Ele fazia salsicha da carne dos meninos, não somente para consumo próprio, como também para venda em seu açougue.

O canibalismo, portanto, sempre virá de uma necessidade, da loucura humana ou do primitivo desejo de poder, mas não de Deus.

O QUE COMER?

As mães canibais


Em tempo de extrema fome na terra de Samaria, duas mães combinam de cozinhar e comer os próprios filhos.


II Reis 6:24-33







No tempo em que Jorão reinava em Israel, Ben-Hadade, rei da Síria, cercou todas as terras de Samaria com suas tropas. Por ter suas fronteiras fechadas pela Síria, começou a faltar recursos dentro da cidade de Samaria. Como o comércio havia enfraquecido e a cidade estava desabastecida de recursos, até o que não tinha qualquer valor começou a ser vendido por alto preço. Em pouco tempo, faltava tudo na cidade e Samaria foi abalada por uma gravíssima fome. A situação ficou desesperadora tanto para ricos quanto para pobres. Em Samaria vendia-se até cabeça de jumento por oitenta peças de prata. Já a fome supervalorizou até as fezes de pombos, que eram vendidas por cinco peças de prata cada duzentas gramas.




Mas além da falência da terra, faliu-se também a humanidade das pessoas, que chegaram ao ponto de cometer atrocidades para matar a fome. As pessoas de Samaria, que viviam acostumadas à fartura, agora disputavam fezes de pombos para se alimentarem e algumas chegaram ao extremo de apelarem para o canibalismo para sobreviverem.




Certa vez, estando o rei de Samaria passando pelo muro da cidade, uma mulher tomada por uma aparência de desespero começou a gritar diante do rei dizendo: Acode-me, ó rei, meu Senhor!




O rei olhou para a mulher e friamente disse: Se o Senhor não te acode, de onde te acudirei eu? Terei eu trigo ou vinho para ajudá-la?




Mas vendo o estado de desespero da mulher, o rei disse-lhe ainda: que tens? Ao ouvir o que a mulher disse, o rei entrou em estado de grande abalo emocional.




A mulher apresentou ao rei uma outra mulher, que não tinha o mesmo parecer de desespero, mas, ainda assim, tinha uma aparência castigada pela miséria que assolava Samaria. Era como se o silêncio dessa segunda mulher disesse que pior do que estava não ficaria mais.




A primeira mulher então desabafou aos prantos o que havia acontecido. Ela disse ao rei que a outra mulher disse a ela: já que não temos mais nada para comer, vamos cozinhar o seu filho hoje e comê-lo, e amanhã cozinhamos o meu filho para fazermos a última refeição de nossas vidas. O rei, já em estado de choque, continuou ouvindo a história da mulher. Ela finalizou dizendo que elas jantaram o filho dela, mas que a outra mulher, no dia seguinte, recusou-se a cozinhar o próprio filho e o escondeu, não cumprindo o trato.




Sem poder suportar mais ouvir a miséria das palavras daquela mulher, o rei, em alto estresse emocional, rasgou as próprias vestes.




O rei começou a caminhar pelo muro da cidade em total desconsolo e o povo viu que ele, por dentro, vestia panos de saco, o que em Israel significava um manifesto de grande sofrimento interior.




O rei perguntou ao profeta Eliseu se foi Deus quem fez cair toda aquela desgraça sobre Samaria. O profeta Eliseu deu a seguinte mensagem da parte Deus ao rei: “Amanhã a esta hora, você poderá comprar em Samaria três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada por uma peça de prata.” Essa mensagem anunciava que a prosperidade estava chegando à Samaria e que os dias de fome chegavam ao fim.




No dia seguinte, os sírios já haviam fugido de Samaria e deixado no arraial muita abundância de alimentos. Conforme a palavra do Senhor, Samaria foi abençoada com muita fartura. Fiel é Deus!




Textos sugeridos




IIRe 7:1-2 - Eliseu anuncia, da parte de Deus, prosperidade e fartura para Samaria.

IIRe 7:16-18 - O povo recebe de Deus grande fartura.

IIRe 7:19-20 - A pessoa que não creu no anúncio de prosperidade do profeta Eliseu morre atropelada pelo povo que corria em direção à aos alimentos abandonados no arraial dos sírios.

Sl 37:25 - O justo e a sua descendência não mendigarão o pão................................................................................................................. .................................................................................................................
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domingo, 20 de setembro de 2015

A HIERARQUIA NA IGREJA

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LIDERANÇA E FUNÇÕES

PASTOR:
Homem ungido por Deus para apascentar o rebanho (Igreja).


EVANGELISTA:

Homem, conforme o próprio nome indica, responsável pela evangelização do campo ou área afeta à Igreja local. Tem atribuição básica de divulgar a mensagem. Sua função é parte do Ministério da Igreja. Tem voto como Pastor nas Assembléias de Convenção.


PRESBÍTERO:

É o auxiliar direto do Pastor, em alguns casos. Na falta do Pastor, o Presbítero pode assumir a direção da Igreja local (congregação). Mediante autorização do Pastor-Presidente, pode exercer funções Pastorais como pregar e realizar batismos e ceias. Em geral, realizam estes trabalhos em Congregações sempre com a Mediante autorização do Pastor-Presidente.


MISSIONÁRIO:
Enviado/Comissionado por uma Igreja local para evangelizar em outro local (Interior do Estado, do País ou no Exterior).


DIRIGENTE:
Pastor, Evangelista ou Presbítero com a responsabilidade de dirigir uma Igreja ou Congregação subordinada à Liderança da Igreja sede.


DIÁCONO:
Tem funções operacionais, cuidando da parte material da Igreja e de serviços como o preparo e a distribuição da Ceia do Senhor, organização, segurança e portaria, arrumação, ordem nos cultos, obras, recolhimento das ofertas e dízimos, recepção aos visitantes, ...


COOPERADOR:
(Auxiliares de Trabalho) Pode ter cargos ou administrar informalmente alguma área, como louvor, visitação, secretaria, guarda das ofertas, porteiro, etc. Também auxiliam nos diversos trabalhos da Igreja como: portaria, secretaria, tesouraria, manutenção, etc.


OBREIRO:
(Veja: PRESBÍTERO, DIÁCONO, COOPERADOR).


SUPERINTENDENTE:
Responsável pela Escola Dominical.


PROFESSOR:
Professor de Classes de Escola Dominical (Adultos, Jovens, Adolescentes, Crianças, Discipulado, Obreiros).


COORDENADOR:
(Veja: LÍDER).


LÍDER:
(COORDENADOR) Dirigentes de Departamentos (Círculo de Oração, Mocidade, Adolescentes, Infantil, Evangelismo, Coral, Banda, Louvor, ...).


MEMBRO:
(CRENTES ou IRMÃOS) Compõem o corpo da Igreja. As pessoas tornam-se membros da Igreja Espiritual pela experiência da salvação (arrependimento e aceitação de Jesus Cristo). Entretanto, tornam-se membros da Igreja local, através do batismo em água e, se vierem de outra Igreja, por Carta de Transferência ou por Aclamação.


CATECÚMENO/Congregado:
Membro novo em vias de preparação para o Batismo nas Águas.

Aumenta a cada dia o número de crentes que não se sujeitam aos líderes e pensam que estão certos. Não respeitam pastores, verberam contra a liderança e afirmam que só devem obediência a Deus. “Igreja não é quartel general”, argumentam. E, generalizando, chamam qualquer liderança firme, segura, de coronelista.



Entretanto, vemos na Bíblia que o próprio Deus prioriza e hierarquiza. Ele — que podia ter formado todas as coisas com uma única palavra — fez questão de formar tudo a seu tempo, dia a dia (Gn 1). O Senhor também pôs em ordem as tribos de Israel (Nm 2), pois o nosso Deus é um Deus de ordem (1 Co 14.40).


De acordo com 1 Coríntios 12.28, há uma hierarquização dos dons e ministérios — estabelecida por Deus, é evidente. Ela existe, não para que um portador de certo dom e ministério se considere superior aos outros, e sim para que haja ordem na casa do Senhor.


Deus pôs na igreja “primeiramente apóstolos” (1 Co 12.28; Ef 4.11). Existem apóstolos hoje? Sim! Mas é claro que há também pseudo-apóstolos, que propagam muitas “apostolices”. Quem são os apóstolos do Senhor, então? São homens de Deus, enviados por Ele, com grande autoridade, e não autoritarismo. Eles formam a liderança maior da igreja, independentemente dos títulos empregados pelas denominações (pastores-presidentes, bispos, reverendos, pastores, presbíteros, etc.).


É importante não confundir títulos com ministérios e dons. Estes vêm do Espírito Santo, enquanto os títulos são recebidos dos homens. Na Assembleia de Deus, por exemplo, não existe o título de apóstolo. Mas isso não significa que não exista o ministério apostólico. Este, segundo a Bíblia, perdurará “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).


O texto de 1 Coríntios 12.28 afirma, ainda, que Deus pôs na igreja “em segundo lugar, profetas”, mencionados — na mesma posição, depois dos apóstolos — em Efésios 4.11. Não confunda esses profetas com os crentes que falam em profecia nos cultos, também chamados de profetas em 1 Coríntios 14.29. O ministério profético neotestamentário é formado por pregadores (pregadores, mesmo!) da Palavra de Deus, portadores de mensagens proféticas.


Em seguida, a Palavra do Senhor, em 1 Coríntios 12.28, assevera: “em terceiro, doutores”. Veja como essa hierarquização ocorria na igreja de Antioquia da Síria: “havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo” (At 13.1). Nesse caso, os doutores, que atuam juntamente com os profetas, são ensinadores da Palavra de Deus.


Há casos, como o de Paulo, em que três ou dois dos ministérios mencionados (apóstolo, profeta e doutor) se intercambiam (1 Tm 2.7). Os ministérios de pastor e evangelista certamente fazem parte dos três escalões mencionados em 1 Coríntios 12.28, posto que são títulos relacionados com a liderança maior da igreja.


Finalmente, em 1 Coríntios 12.28, está escrito: “depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. Milagres só vêm depois de apóstolos, profetas e doutores? Isso mesmo. Na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra é mais prioritário que os milagres, haja vista serem estes o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.17). Observe que João Batista foi considerado por Jesus o maior profeta dentre os nascidos de mulher, mesmo sem ter realizado sinal algum (Jo 10.41).


Se não houver hierarquia nas igrejas, para que servirão os cargos e funções? Qualquer pessoa, dizendo-se usada por Deus, poderá mandar no pastor. Aliás, isso estava acontecendo na igreja de Tiatira, e o próprio Senhor Jesus repreendeu o obreiro frouxo que não estava exercendo a liderança que recebera do Senhor (Ap 2.20).


Deus é Deus de ordem! O princípio divino da hierarquização aparece em várias outras passagens neotestamentárias. Em 1 Coríntios 14.26, vemos que, no culto coletivo a Deus, deve haver ordem. Quanto à ressurreição, está escrito: “Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co 15.23). E, no Arrebatamento, tal princípio também será aplicado: “os que morreram em Cristo ressuscitarãoprimeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (1 Ts 4.17).


Em 1 Tessalonicenses 5.23, vemos que Deus prioriza o espírito, na santificação. Muitos pregadores têm dito: “Deus nos quer por inteiro: corpo, alma e espírito”. Mas a Bíblia afirma: “e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essa ordem mostra que a obra santificadora do Espírito Santo ocorre de dentro para fora, e não de fora para dentro.


O apóstolo Paulo também parabenizou os crentes da cidade de Colossos porque naquela igreja havia ordem (Cl 2.5). E ordem também significa respeitar a hierarquia! Afinal, os ministérios não são invenção humana. Eles foram dados por Deus para edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11-15).




É normal para o homem estabelecer níveis e hierarquias para manter uma melhor administração e organização, e não é diferente quando não temos o entendimento bíblico sobre os dons ministeriais querermos instituir isto também dentro do Reino de Deus.

Existem pessoas e igrejas que entendem os dons ministeriais como uma pirâmide hierárquica instituída por Deus para a igreja, como se ao perceber um membro dentro da igreja que tivesse um chamado para atuar dentro desses cinco dons ministeriais citados em Efésios 4, esta pessoa teria que começar primeiro como evangelista, para somente depois de algum tempo e sendo aprovado em sua função instituída pela igreja, ela pudesse um dia vir a ser pastor, e após isso só um milagre e muito suor para o levar a ser um dia um apóstolo. E aqueles que entendem dessa forma, para não pararem de crescer e deixarem de receber suas promoções acabam criando outros títulos que nem vemos na bíblia. Quem sabe, estão tentando chegar um dia a serem chamados de semideuses.

Efésios 4
11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,

Percebemos no texto que Jesus designou dons para alguns e outros dons para outros. Está falando de cargos e pessoas diferentes. Não se trata de algo piramidal. Não quer dizer em nenhum momento que um dom é mais importante do que outro.

No texto de I Coríntios 12:28, que também estamos acompanhando nessa sequência de estudos, está enquadrado em um contexto onde Paulo está falando sobre a diversidade na unidade do corpo de Cristo, onde ele deixa claro que não existe qualquer parte do membro de um corpo que possa ser considerado menos importante que outro, mas que todos contribuem com seu propósito específico. (dica: leia o capítulo inteiro)

Diferente do que alguns pensam, os dons não são citados por ordem de importância ou hierárquica, pois se assim fosse, o próprio apóstolo Paulo que escreveu tanto o texto de Efésios 4 e também o de I Coríntios 12 estaria se contradizendo ao colocar, por exemplo, o dom de mestre em escalas diferentes nos dois textos.

Existem ministros da palavra que parecem se orgulhar mais do título que possuem, do que do privilégio que há em estar servindo ao corpo de Cristo naquela função. Há alguns que ao colocar o nome em um cartaz para a divulgação do evento o título aparece de todo tamanho na frente do nome. Há também aqueles que já até colocaram o título a frente do nome e não permitem serem chamados sem que se o mencione. Ex.: Oh, fulano! Ele responde: Fulano não, Pastor Fulano. Imagina, uma pessoa ficar chateada simplesmente porque o chamaram com o seu próprio nome?!

Preste atenção que quando a bíblia fala sobre os dons ministeriais em Efésios 4:11 e I Coríntios 12:28, não está se referindo a um título ou uma patente, ela está falando sobre a função que para alguns poderá ser de apóstolos, outros profetas, outros evangelistas, outros pastores e mestres. Note que os dons não são citados em letras maiúsculas, estão todos em letras minúsculas.



O GOVERNO DA IGREJA 

Cada denominação ou segmento evangélico tem sua forma de governo eclesiástico. De forma geral, encontramos duas distintas formas de governo. Algumas igrejas centralizam tudo numa só pessoa, o pastor-presidente; outras dão autoridade a um grupo eleito pelos membros que os representam e decidem tudo, cabendo ao pastor acatar suas decisões. Um deles julga que o governo não deve estar sobre um só homem, e sim com um grupo que fiscalize e cobre do líder; o outro grupo, por sua vez, nega qualquer prestação de contas e permite ao líder fazer o que quiser e como quiser.

Por um lado entendemos que ninguém deve governar sozinho, sem a necessidade de prestação de contas, e por outro lado entendemos que nenhum grupo, por melhores que sejam as suas intenções, deve tentar assumir a posição de autoridade que Deus concedeu ao governo espiritual da igreja (muitos grupos afirmam que os pastores deveriam governar só a vida espiritual da igreja e não a parte natural e administrativa). Porém, a Bíblia é clara quanto a QUEM governa e COMO governa:

“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (1 Timóteo 5.17 – ARC)

Em primeiro lugar, o texto fala quem governa: o presbítero. Em segundo lugar, o texto fala como se governa: em equipe (note o termo plural: “os presbíteros”). Ao usar o termo presbítero – palavra grega que significa “ancião” – a Bíblia fala da maturidade necessária para se liderar. O apóstolo Paulo escreveu a seu discípulo Timóteo e lhe disse: “Ninguém despreze a tua mocidade” (I Tm.4:12), indicando assim que a maturidade não era vista do ponto de vista cronológico, mas acima de tudo espiritual (e isto Timóteo esbanjava – At.16:2; II Tm.1:5 e 3:14,15).

O PRESBITÉRIO

Entendemos que nenhum homem deve governar uma igreja sozinho, pois o modelo do Novo Testamento nos fala de um corpo, um conselho de anciãos que decidem juntos; as Escrituras chamam este corpo de presbíteros de “presbitério”.

Na Bíblia, a palavra presbítero só aparece no singular quando se trata de uma menção de seu caráter; fora isto, todas as outras referências estão no plural “presbíteros” ou no coletivo “presbitério”. O próprio fato de Jesus ter enviado os discípulos de dois em dois (Lc.10:1) revela que o Senhor não quer nenhum dos seus trabalhando sozinho (Ec.4:9-12) ou isolado (Pv.18:1).

O livro de Provérbios nos declara que “na multidão dos conselheiros há segurança” (Pv.11:14), Por isso é melhor trabalhar em equipe. Além de que, numa equipe há equilíbrio de opiniões, ênfase ministerial, experiência de vida, etc.

Entendemos também que não basta apenas formar uma equipe, é necessário que haja entre seus componentes uma voz “maior”. Isto concorda também com o que encontramos nas cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, onde Jesus se dirigia ao “anjo” (mensageiro) da igreja (Ap.2:1), o que nos mostra que, mesmo em igrejas que tinham um presbitério (como é o caso de uma destas – Éfeso, At.20:17) havia uma pessoa responsável perante o Senhor por ser o mensageiro principal da igreja.

O PRESBÍTERO SÊNIOR

Por isto afirmamos: ainda que o governo neo-testamentário seja plural, deve haver alguém responsável por ser a voz maior na igreja. A este membro do presbitério que se destaca em momentos de decisões mais delicadas e que tem a responsabilidade de ser o anjo da igreja, chamamos de “presbítero sênior”.

Muitos me perguntam: “Como distinguir quem, dentro de uma equipe, deve ser o pastor sênior?”
Sempre digo que este assunto é mais simples em igrejas que já começaram trabalhando com um presbitério. Normalmente a pessoa que estabeleceu a igreja forma uma equipe à volta de si ou prepara alguém que assuma este lugar se ela mesma for prosseguir para outros lugares plantando mais igrejas. Mas consideremos o modelo bíblico…

O primeiro presbítero-sênior que vemos no Novo Testamento é o apóstolo Pedro. Quando ele se levanta para pregar no dia de Pentecostes, os demais apóstolos se levantam com ele (At.2:14). Com esta atitude silenciosa, eles refletiam seu apoio ao que Pedro pregava e demonstravam também que ele falava em nome de todo o grupo, o que aconteceu outras vezes (At.4:8). Pedro já era um líder que se destacava entre os doze, e o Senhor parece ter dado evidências de que ele teria destaque na liderança (Mt.16:19; Lc.22:32).

Basicamente, percebemos que o líder principal tem uma direção de Deus e alcança o respeito dos demais de sua equipe. Porém quando uma equipe já existe e nunca definiu seu líder, quando decide fazê-lo é bom contar com a ajuda de outros líderes de fora que sejam bem respeitados por toda a equipe e os orientem nesta hora.

Para se estabelecer um presbítero, é importante que primeiro ele traga o respeito do povo por sua vida e ministério. Paulo falou a Timóteo a respeito de não impor as mãos precipitadamente (antes da prova) para estabelecer alguém e também falou acerca dos bispos e diáconos serem primeiro provados. Se você somar a tudo isto o que fato de os presbíteros eram eleitos… O texto bíblico declara: “E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (At.14:23). A palavra grega traduzida para “eleitos” é “cheirotoneo” e, de acordo com a Concordância de Strong, significa: “1) votar pelo ato de estender a mão; 2) criar ou nomear pelo voto: alguém para exercer algum ofício ou dever; 3) eleger, criar, nomear”. Isto não fala do povo escolhendo por si estes presbíteros, e sim que o presbitério indicava as características que os aspirantes deveriam apresentar e então o povo apresentava os que tinham as características. Portanto, o reconhecimento do povo é importante.

PRESBÍTERO, BISPO OU PASTOR?

É importante não só entender que o governo está ligado aos presbíteros, mas quem são eles. Há muita confusão nas igrejas em geral por causa de termos distintos que o Novo Testamento emprega, como “presbítero”, “pastor” e “bispo”. Em muitas igrejas, estes três termos indicam uma hierarquia ministerial, onde geralmente o presbítero é inferior ao pastor, que por sua vez é inferior ao bispo. Mas o quê, de fato, ensina a Bíblia?

As Sagradas Escrituras jamais apre
sentaram estes termos como se referindo a pessoas e cargos diferentes; note o que diz a Bíblia:

“De Mileto mandou [Paulo] a Éfeso chamar os presbíteros da igreja”. (Atos 20:17)

E, quando o apóstolo se encontrou com eles, disse-lhes:

“…Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu BISPOS, para PASTOREARDES a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. (Atos 20:28)

Observe que os três títulos são usados para as mesmas pessoas! Paulo chamou os presbíteros de bispos e disse que eles foram constituídos para pastorear a Igreja. O apóstolo Pedro também se referiu aos presbíteros como sendo pastores:

“Rogo, pois, aos PRESBÍTEROS que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: PASTOREAI o rebanho de Deus que há entre vós”… (1 Pedro 5:1,2)

Se os três termos se referem a uma só pessoa, então qual é a necessidade de nomenclatura diferente?
Entendemos esta diferença de nomenclatura como se referindo a aspectos diferentes de um mesmo ministério.

O termo “presbítero” fala da capacitação e sempre indica A PESSOA.
O termo “bispo” fala da hierarquia eclesiástica; indica A POSIÇÃO na Igreja.
O termo “pastor” fala do serviço realizado; indica o ministério.

No quadro abaixo estamos expondo esta definição dada acima (que aprendi com Frank Damazio, em seu livro “Princípios da Vida da Igreja” publicado em português pela Comunidade Cristã de Curitiba):



PRESBÍTERO-BISPO-PASTOR

Os três termos falam de uma só pessoa e não de uma cadeia hierárquica. Quero tomar como exemplo de diferentes nomenclaturas se referindo a uma só pessoa no caso de um médico. A graduação (conclusão e aprovação) no curso de medicina mostra a capacitação do indivíduo para ser médico; mas “médico” é o termo que indica o seu trabalho, enquanto que um termo como “chefe da pediatria” indica um cargo que ele possui dentro de um hospital. Neste caso você não separa os termos “graduado”, “médico” e “chefe da pediatria” dizendo que se referem a três pessoas, pois são três aspectos diferentes em uma só pessoa. O mesmo se dá com os termos pastor, bispo e presbítero.

Porque é tão importante entender isto?
Para vivermos a forma correta de governo bíblico.

Nossa é igreja é governada pelos presbíteros, que também são bispos, e que possui entre eles pastores. Mas vale ressaltar que nesta equipe de pastoreamento não temos só pastores, mas também os demais dons ministeriais de Efésios 4:11.

Todo presbítero é um bispo e todo bispo também é presbítero, estas duas características são inseparáveis; e onde estiverem estas duas, estará a terceira: o pastor (ou outro dom ministerial; Pedro, por exemplo, era presbítero e seu dom ministerial era de apóstolo – I Pe.5:1 e pastor – Jo.21:15-17).

Porém, nem toda pessoa com o dom ministerial (como um pastor ou evangelista, por exemplo) é um presbítero e bispo, pois pastor ou evangelista (ou qualquer outro dom ministerial) são um ministério exercido dentro da Igreja de Cristo, mas não são cargos e nem tampouco governo. Um bom exemplo disto é o caso de Felipe, a quem a Bíblia chama de evangelista (At.21:8). Contudo, mas mostrando que ele exercia um dos cinco dons ministeriais, a Bíblia mostra que o cargo que ele ocupava na Igreja era o de diácono, não o de um presbítero.

Quando examinamos a história da Igreja, descobrimos que foi só no segundo século que começaram a utilizar o termo bispo para designar um chefe de pastores ou o supervisor de uma região eclesiástica. Alguns crêem que as definições que a Igreja da primeira era apostólica não tinha, vieram depois (como esta definição de bispos como sendo apenas os que cuidavam de uma região eclesiástica). Não concordo com esta idéia. O modelo inicial foi estabelecido por direção de Deus e plena liderança do Espírito Santo; logo, se houve mudanças depois, prefiro descartá-las e permanecer com o modelo original. Um bispo, porque cuida de uma região de Igrejas não precisa ser chamado de outro nome, pode ser chamado de bispo. No entanto, isto não significa que o presbítero da Igreja não seja um bispo! Estes valores não podem ser confundidos…

COM O SE ESTABELECE UM PRESBÍTERO?

Segundo o ensino do Novo Testamento, um presbítero sempre tem que ser estabelecido por outros presbíteros. Paulo falou a Timóteo sobre ele ter recebido imposição de mãos do presbitério (I Tm.4:14). Quando uma igreja se inicia, um presbitério de outra localidade dá posse ao presbitério local:

“E, promovendo-lhes [eles, os de fora]* em cada igreja a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido”. Atos 14:23

Embora os presbíteros de Antioquia tenham estabelecido estes presbitérios nestas cidades visitadas pelos apóstolos Paulo e Barnabé, entendemos que depois de um presbitério já ter sido estabelecido, ele é responsável por estabelecer seus novos membros.

É muito importante que presbíteros da própria localidade sejam levantados (isto indica o crescimento em maturidade da própria igreja), como foi feito por Paulo e Barnabé em cada cidade. Contudo, não podemos deixar de destacar o fato de que, algumas vezes (normalmente ao iniciarem algo) os apóstolos se serviam de ministérios já formados de outras localidades para os auxiliarem, como fez Barnabé com Paulo (At.11:25,26) e Paulo com Timóteo (At.16:1-3).

Cremos nos cinco dons ministeriais como devendo funcionar na igreja em nossos dias, mas ninguém é ordenado ou estabelecido num dom ministerial específico, e sim como presbítero ou diácono. No Novo Testamento não vemos ninguém sendo ordenado como pastor, evangelista ou qualquer outro dom, mas somente como presbíteros:

“Por esta causa te deixei em Creta para que pusesses em ordem as cousas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi”. Tito 1:5

Alguns passos precisam ser observados antes de se estabelecer alguém como presbítero. Cremos em quatro etapas bíblicas distintas a serem seguidas:

1. A Vocação. Tudo começa com um desejo: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (I Tm.3:1). A palavra traduzida por “aspira” no original grego é “oregomai” e significa: “esticar-se a fim de tocar ou agarrar algo, alcançar ou desejar algo”. Fala de alguém que não só tem um desejo, mas se esforça por alcançar aquilo. Esta é a fase inicial, o primeiro passo, uma vez que Deus opera em nós o querer e o realizar (Fl.2:13). O próprio anseio pelo ministério é um dos primeiros indícios de que há um chamado de Deus.

2. As Qualificações. O aspirante ao ministério precisa ter mais do que apenas o desejo, precisa de qualificações. É por isso que Paulo segue dizendo a Timóteo as características que o mesmo deve apresentar: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo” (I Tm.3:2-7). Vale ressaltar que de todas estas características só uma envolve habilidade ou aptidão para tarefa (apto para ensinar); as demais são traços de caráter que precisam estar presentes na vida de um ministro.

3. A Prova. Um período probatório é importante antes de estabelecer alguém. Paulo aconselhou Timóteo: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (I Tm.5:22); E como nos versículos anteriores ele vinha falando acerca dos presbíteros, entendemos que ele está dizendo que não se deve ordenar um presbítero depressa, pelo contrário, deve se ter paciência, dar tempo. E por que não ter pressa? Para que o aspirante seja provado. O apóstolo Paulo mencionou isto quando falou dos diáconos, mas o princípio vale pra todos: “E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis” (I Tm.3:10). O ser provado é demonstrar pelo trabalho e serviço as qualificações a ponto de alcançar bom testemunho diante dos líderes e do povo. Note que tanto na ordenação de presbíteros como de diáconos a Bíblia diz que elegeram tais pessoas (At.6:5 e 14:23); isto não fala de um processo eleitoral democrático, e sim que os presbíteros indicavam as características que os aspirantes deveriam apresentar e o povo indicava aqueles nos quais elas eram vistas. Este reconhecimento que vinha do povo era um sinal de que os aspirantes haviam sido aprovados no seu serviço.

4. O Estabelecimento. Este é o último nível deste processo. Depois de vocacionado, qualificado e provado, o aspirante ao presbitério deve ser estabelecido. Esta etapa do processo acontece com
outros presbíteros já estabelecidos ministrando sobre quem será estabelecido (Tt.1:5). Esta ministração envolve: oração e jejum (At.14:23) e imposição de mãos e profecia (I Tm.4:14), e deve acontecer perante o povo da Igreja que passará a se sujeitar à autoridade conferida a estes ministérios.

AS QUALIFICAÇÕES DE UM PRESBÍTERO

As Sagradas Escrituras são claras a respeito das qualificações que os presbíteros devem apresentar em suas vidas. Observe o texto bíblico:

“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”. I Timóteo 3:2-7

Abaixo detalhamos cada uma destas características em seu significado no original grego e com alguns comentários do que é esperado do bispo/presbítero com mais alguns textos bíblicos que realçam a necessidade destas características:

1. Irrepreensível. Palavra grega “anepileptos” que significa: “não apreendido, que não pode ser repreendido, não censurável, irrepreensível”. Não fala de ser perfeito, mas de alguém que não anda no erro, que não merece ser corrigido (Fl.2:15). Fala do exemplo que o mesmo deve dar, seguindo o padrão ensinado por Cristo aos seus discípulos (Jo.13:15) e também pelos apóstolos (2 Ts.3:9).

2. Esposo de uma só mulher. É óbvio que o texto fala da monogamia. Um presbítero, à semelhança de qualquer outro cristão, não pode ter um caso ou relações extra-conjugais. Mas o enfoque aqui vai para a característica de não ser alguém casado de novo fora dos padrões bíblicos (Mt.19:9; I Co.7:39).

3. Temperante. Do grego “nephaleos”, significa: “sóbrio, controlado, abster-se de vinho, seja totalmente ou pelo menos do seu uso imoderado”. Como a seguir Paulo fala sobre ser sóbrio e depois sobre não ser dado ao vinho, entendemos que a temperança em questão fala mais do comportamento diante das circunstâncias. A NVI traduziu esta palavra como “moderado”, a Versão Corrigida de Almeida preferiu a palavra “vigilante”, enquanto que a Tradução Brasileira optou por “discreto”. A forma de falar pode refletir isto (Cl.4:6).

4. Sóbrio. Do grego “sophron”, significa: “de mente sã, equilibrado, que freia os próprios desejos e impulsos, auto-controlado, moderado”. Fala de auto-controle – não só quanto à bebida, mas também quanto a cada aspecto da vida espiritual, emocional e física (II Tm.4:5). A NVI traduziu este termo como “sensato”.

5. Modesto. Do grego “kosmios”, significa: “bem organizado, conveniente, modesto”. Fala de características como organização (pessoal e do trabalho), comportamento agradável e humildade. A Versão Corrigida de Almeida traduziu esta palavra como “honesto”, enquanto que a Tradução Brasileira optou por “circunspecto”. Já a NVI optou por “respeitável”.

6. Hospitaleiro. Do grego “philoxenos”, significa: “hospitaleiro, generoso para as visitas”. Fala de um coração aberto e amoroso que permite que seu lar seja um lugar de acolhida. Esta característica revela alguém que se importa com os outros e que não é egoísta (Hb.13:2).

7. Apto para ensinar. Do grego “didaktikos”, significa: “apto e hábil no ensino”. Fala do entendimento bíblico necessário para viver e ensinar a palavra de Deus em todos os aspectos, o que inclui a capacidade de correção e refutação do erro (Tt.1:9-11).

8. Não dado ao vinho. A palavra grega é “paroinos” e significa “dado ao vinho, bêbado”. Não proíbe a ingestão do vinho (Ef.6:18; I Tm.5:23), mas revela a necessidade de cuidado e atenção nesta área (Gn.9:21; Pv.20:1).

9. Não violento. Do grego “plektes”, significa: “brigão, pronto para um golpe, contencioso, pessoa briguenta”. A Versão Corrigida de Almeida e a Tradução Brasileira traduziram esta palavra por “não espancador”. Fala de alguém que se domina em suas emoções e não seja um “pavio-curto” (II Tm.2:24).

10. Cordato. Do grego “epieikes”, significa: “aparente, apropriado, conveniente, eqüitativo, íntegro, suave, gentil”. Fala de educação, amabilidade e simpatia. A NVI preferiu traduzir esta palavra como “amável”, enquanto que a Versão Corrigida de Almeida e a Tradução Brasileira traduziram esta palavra por “moderado”.

11. Inimigo de contendas. Do grego “amachos”, significa: “irresistível, invencível, pacífico, que se abstêm de lutar”. A Versão Corrigida de Almeida traduziu como “não contencioso” enquanto que a NVI optou por “pacífico”. Fala de alguém que não tem a briga (ainda que só verbal) ou intriga como opção.

12. Não avarento. Do grego “aphilarguros”, significa: “que não ama o dinheiro, não avarento”. A Tradução Brasileira optou pelo termo “não cobiçoso” enquanto que a NVI optou por “não apegado ao dinheiro”. Fala de contentamento (Fl.4:11; Hb.13:5) e ausência de ganância (I Pe.5:2).

13. Que governe bem a própria casa. “…criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)”. A família do líder deve ser referência e modelo ao rebanho. A principal razão de Deus ter eliminado a casa de Eli do exercício do sacerdócio foi a desestrutura familiar (I Sm.3:12-14).

14. Não seja neófito. “…para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo”. A palavra “neófito” significa “novo na fé” e foi traduzida pela NVI como “recém-convertido”. A maturidade advinda do tempo de caminhada cristã é essencial, uma vez que a palavra “presbítero” significa “ancião” e fala, como já vimos, não de maturidade cronológica, mas espiritual (I Tm.4:12).

15. Ter bom testemunho dos de fora. “…a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”. Sua vida cristã deve primeiro ganhar o respeito dos que o conhecem no dia à dia, para depois servir de referência à Igreja, caso contrário será envergonhado e preso pelo inimigo.

AS DELIBERAÇÕES DO PRESBITÉRIO

O propósito de uma equipe é a soma (ou sinergia) produzida pelas diferenças de cada um. Isto proporciona equilíbrio de aptidões, supre as limitações pessoais de um com as virtudes de outros, propicia uma sabedoria maior com a opinião de outros presbíteros e ainda permite que a carga de tarefas e atividades seja melhor distribuída.

Entretanto, estas diferenças não significam que sempre haja divergência. Antes de mais nada, um presbitério deve ter fortes laços de unidade que sejam a manifestação de uma forte aliança, primeiro com Deus e depois com o restante da equipe. Quando Pedro se levantou para a sua primeira pregação públic
a em Jerusalém, no dia de Pentecostes, os onze (o restante do presbitério) se colocaram em pé juntamente com eles:

“Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos”… Atos 2:14

Nenhum deles falou, só Pedro (o líder, ou presbítero sênior da equipe então), mas os demais se levantaram junto. Vejo nisto uma forma de expressar publicamente apoio e concordância para com aquilo que estava sendo dito. Esta deve ser a essência da equipe de presbíteros: a unidade. O presbitério existe para promover acordo. Não quer dizer que não haja debate, divergência inicial ou diferença de opinião, mas deve terminar promovendo concordância nas suas decisões.

Todo presbitério deve se reunir para buscar a Deus e deliberar juntos sobre o que deve ser feito e quais as medidas a serem tomadas, sejam decisões ministeriais ou administrativas, preventivas, corretivas ou qualquer outra. Vejamos alguns exemplos das reuniões e deliberações dos presbíteros na Bíblia:

1. A decisão acerca dos diáconos. Em Atos 6:1-7 encontramos um problema a ser resolvido e os apóstolos vindo a público com a solução (obviamente já conversada entre eles). Eles não poderiam mais servir as mesas e decidiram estabelecer os diáconos que o fizessem, enquanto eles voltavam a priorizar o ministério da Palavra e a oração. Alguns acreditam que este processo foi algo democrático, uma vez que as palavras “eleição” e “escolha” estão presentes. Contudo, quando os apóstolos dizem ao povo que deviam escolher os diáconos, a palavra traduzida como “escolhei” é a palavra grega “episkeptomai” e significa: “inspecionar, examinar com os olhos, procurar por”. Os apóstolos, na verdade, vieram com as claras diretrizes de quem podia ser um diácono e, depois de apresentar uma decisão tomada, deixaram que o povo, de acordo com os critérios por eles mesmo impostos, escolhessem os que tinham tais características. O v.5 fala que eles “elegeram” sete pessoas. Esta palavra no original grego é “eklegomai” e significa: “selecionar, escolher (dentre muitos)”. Resumindo, vemos o governo permanecendo sobre os presbíteros; ainda que tenham permitido ao povo participar da decisão, ela veio à público já definida. E isto foi resultado de conversa entre a equipe ministerial.

2. A liberação de Paulo e Barnabé. Um presbitério deve gastar tempo diante de Deus. Os presbíteros devem buscar e ministrar ao Senhor juntos; suas reuniões não podem ser meramente administrativas. Vemos este modelo na Igreja de Antioquia (At.13:1-3). Os irmãos estavam perante o Senhor e receberam direção profética sobre a liberação de Paulo e Barnabé para uma obra apostólica; concordaram a respeito e os comissionaram ao trabalho.

3. O envio de Pedro e João à Samaria. Os apóstolos receberam notícias precisas do trabalho em Samaria (o que indica que havia prestação de contas) e reconhecem que precisam suprir algo que o ministério de Felipe, sozinho, não lhes havia suprido; então enviam Pedro e João (At.8:14-16). O texto não diz que Pedro e João foram sozinhos, mas enviados pelos apóstolos! Isto nos mostra reuniões entre eles que terminavam com diretrizes práticas, fruto do acordo chegado nas decisões tomadas em equipe.

4. Pedro fala do que houve na casa de Cornélio. Depois de Pedro ter pregado aos gentios da casa do centurião Cornélio, os apóstolos receberam notícias do ocorrido (At.11:1) e houve (dentro da equipe) discordância quanto às ações de Pedro. Este, por sua vez, lhes expôs a revelação que recebera de Deus, porque quebrara seus próprios paradigmas e os resultados do que o Senhor fizera por seu intermédio entre os gentios. Então os que eram da circuncisão (uma ala de pensamento mais forte sobre este assunto dentro da equipe apostólica) se apaziguaram e deram glória a Deus. Ou seja, terminaram removendo as divergências e entrando em concordância a respeito do assunto.

5. O Concílio de Jerusalém. Em Atos 15 vemos que todos os apóstolos e presbíteros se reúnem (incluindo presbíteros de outras localidades) para examinarem a questão da circuncisão entre os gentios. A divergência fica claramente percebida no v.7 que menciona ter havido grande debate. Pedro se levanta (v.7-11) e testemunha o que Deus fez por seu intermédio na casa de Cornélio e destaca a salvação pela graça, mediante a fé, o que fez a multidão silenciar (v.12). Então Paulo e Barnabé relatam os sinais e prodígios que o Senhor operara através deles, indicando com isto o aval de Deus sobre a fé dos gentios. Note que não foram todos os que falaram; a oportunidade foi cedida principalmente aos que tinham algo especial a ser comentado. Por fim, depois de Barnabé e Paulo testemunharem, Tiago se levanta e traz um posicionamento bíblico sobre a situação, mencionando o que foi profetizado acerca deles e como a igreja deveria tratar o assunto. E o v.22 diz que “pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros”, o que mostra a importância de se chegar a um ponto de concordância.

Além do tempo para buscar a Deus juntos (At.13:1,2) acredito que a equipe deva investir em relacionamento. Gastar tempo juntos em refeições, conversas, passeios, e até mesmo em entretenimento e diversão. Isto tudo, como em qualquer outro relacionamento, aproxima, fortalece vínculos, ajuda a criar mais cumplicidade e intimidade entre os membros da equipe. Os doze que caminhavam com Jesus viveram juntos, comendo, rindo, buscando a Deus; não pense que só trabalhavam feitos robôs!

READEQUAÇÕES

Por melhor que seja a equipe, não é eterna. Não só porque um dia irão morrer, mas pela dinâmica do Reino de Deus. O Senhor falou com o presbitério da igreja de Antioquia e Paulo e Barnabé foram enviados a cumprir outra missão. Muitas vezes, e por muitos e diferentes motivos, membros do presbitério podem ser trocados ou remanejados. Eis algumas razões:

1. Envio. Foi o que aconteceu com Paulo e Barnabé; reconheceu-se um chamado do Senhor para os dois e eles foram liberados para aquilo que se sentiam chamados (At.13:3,4).

2. Disciplina ou juízo. Foi o que levou Judas a ser substituído (At.1:16-26) e foi a possibilidade da qual Jesus falou ao anjo da igreja de Éfeso (Ap.2:5).

3. Morte. Ítem óbvio; ninguém dura para sempre e uma hora haverão substituições pela partida dos servos de Deus ao Lar Celestial (II Pe.1:14).
4. Remanejamento de posição. Embora inicialmente Pedro tenha se destacado como o líder da Igreja em Jerusalém, este lugar parece ter sido depois assumido por Tiago, irmão do Senhor (Gl.1.19). Paulo, ao mencionar as colunas da igreja de Jerusalém, menciona os nomes nesta ordem: Tiago, Pedro e João (Gl.2:9). No episódio ocorrido em Antioquia e descrito por Paulo aos galátas, vemos o apóstolo Pedro temendo o que os da parte de Tiago pensariam a seu respeito (Gl.2:12), o que indica que Tiago tinha, nesta ocasião, uma voz maior que a de Pedro. Parece que isto ocorreu depois da prisão de Pedro (At.12) e não sabemos a razão; talvez o próprio Pedro tenha sentido a necessidade de se dedicar mais às viagens… o fato é que readequações podem acontecer e devemos agir com sabedoria e sensibilidade à voz de Deus nestas horas.


SUBMISSÃO AS AUTORIDADES

SUBMETER-SE ÀS AUTORIDADES

TEXTO – RM. 13:-1-5
INTRODUÇÃO - Toda autoridade constituída deve ser obedecida. Existem pessoas que se submetem a uma autoridade e são rebeldes em relação a outras. A Bíblia nos ensina a sermos submissos a todo aquele que tem autoridade sobre nós. Deus trabalha dentro da visão de hierarquia(hierarquia=é uma ordenação de autoridade, em diferentes níveis, dentro de uma estrutura).
Procure identificar bem a hierarquia da igreja e se submeta a autoridade constituída.

1. TODA AUTORIDADE É CONSTITUÍDA POR DEUS – RM.13:1
Não existe autoridade que não venha de Deus, porque não há autoridade que não proceda Dele. Estou falando da permissão de Deus na investidura do cargo. Dn.4:17; João 19:11; Tg.1:17; João 3:27. Nenhuma autoridade existe que não tenha sua base na soberania de Deus.
2. QUEM RESISTE À AUTORIDADE RESISTE A ORDENAÇÃO DE DEUS – RM.13:2
Quando um filho é rebelde com os pais, ele está se rebelando diretamente contra Deus que estabeleceu os pais como autoridade sobre os filhos. Da mesma forma, um membro que se levanta contra um líder ou um líder da igreja que se levanta contra uma autoridade superior a ele. Se você aplicar o princípio bíblico de hierarquia você será abençoado.
3. O REBELDE ATRAI PARA SI MESMO MALDIÇÃO OU CONDENAÇÃO – RM.13:2
Rebeldia é uma atitude ilegal. Quem planta rebeldia vai colher o fruto da sua rebeldia. O rebelde sempre acaba mal. Se a rebeldia fosse uma coisa boa, o diabo teria se dado bem. Existem dois caminhos: submissão e a obediência para a bênção ou a rebeldia e desobediência para a maldição.
4. TEMOS QUE ESTAR SUJEITOS POR DEVER DE CONSCIÊNCIA – RM.13:5
Quando entendemos o princípio de autoridade, somos submissos não por causa do temor de sermos punidos, mas por causa da consciência que temos que toda autoridade vem de Deus, e quando estamos sujeitos às autoridades nos submetemos diretamente ao nosso Deus.

CONCLUSÃO - Deus é representado na autoridade, por isso nos submetemos aos nossos líderes(1ªPe.2:13; Ef.6:5). A submissão à autoridade é uma ordem de Deus, independentemente de concordância, de sentimento ou entendimento(v.1). Quando estamos sujeitos ou submissos à autoridade estamos honrando a Deus(1ºSm.2:30 “...aos que me honram, honrarei, porém, aos que me desprezam, serão desmerecidos.” Palavra de Deus ao sacerdote Eli).


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Damares - A Batalha Do Arcanjo (Apocalipse) Letra

Cd Completo: Rose Nascimento - Harpa Cristã

Harpa Cristã na voz de Mattos Nascimento

sábado, 19 de setembro de 2015

VENCENDO O MAL

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1 – Ele faz com que as pessoas duvidem da sua existência.

Quantas e quantas vezes eu ouço pessoas dizerem o diabo não existe, isto é historia, o diabo não existe, não existe inferno, o inferno é aqui mesmo esta estratégia esta funcionando bem, pois enquanto as pessoas acham que ele não existe ele vai trabalhando e afundando cada vez mais a pessoa, pois se a pessoa não acredita no diabo ele também tem duvidas a respeito da existência de Deus, o que a pessoa não entende quando ela diz que o inferno é aqui é que: o que nos acontece tanto de bom ou de ruim é o fruto das nossas decisões a lei da semeadura que o apostolo Paulo fala em Gálatas tudo o que o homem plantar isto também ele colherá.

2 . ELE FURTA A PALAVRA DOS CORAÇÕES.

Jesus contou a parábola do semeador que saiu a semear (Mt 13.1-23). A semente que caiu à beira do caminho foi pisada pelos homens e comida pelas aves do céu (Lc 8.5). Jesus, interpretando a parábola, disse que essas aves simbolizam o diabo, que vem e arrebata a palavra do coração para que a pessoa não creia nem seja salva (Lc 8.12).
Aquela mensagem que fere o coração, que revela ao homem sua indignidade e a hediondez do seu pecado, que mostra a necessidade urgente de seu arrependimento e a inevitabilidade do juízo, essa é a mensagem que o homem pisa, pois ela golpeia o seu orgulho e o humilha até o pó. Dessa mensagem o diabo tem medo e faz de tudo para furtá-la do coração do homem.

3. ELE SEMEIA JOIO NO MEIO DO TRIGO.

Jesus fala que, enquanto os filhos do reino estavam dormindo, veio o diabo e semeou o joio, filhos do maligno, no meio do trigal de Deus, a igreja (Mt 13.24-30, 36-43). O diabo age aqui não de fora para dentro, mas de dentro para fora. Ele colocou os seus agentes dentro da igreja. Pessoas com aparência de crentes, com o nome de crente, usando jargões de crente, mas na verdade são filhos do maligno. Estão na igreja, são membros da igreja, mas pertencem ao reino das trevas, são filhos do diabo; preste atenção ao fato de que o diabo semeou seus filhos no meio da igreja, porque esta estava dormindo. Enquanto a igreja dorme, o diabo trabalha.

4. ELE INTERCEPTA A RESPOSTA ÀS ORAÇÕES DOS SANTOS.

Daniel, vivendo na Babilônia, sob o governo de Ciro, rei da Pérsia, estava orando e jejuando durante 21 dias. A Bíblia diz que Deus ouviu e deferiu a oração de Daniel desde o primeiro dia em que o profeta dirigiu aos céus a sua oração. Todavia, o anjo mensageiro que trazia a resposta ao profeta foi interceptado no caminho. Foi preciso que o arcanjo Miguel saísse em ajuda ao anjo mensageiro, para que Daniel recebesse a resposta. Nós provocamos grandes reações no reino espiritual quando nos colocamos de joelhos para orar. O diabo treme quando vê um santo de joelhos. Quando a igreja ora, os céus se movem, o inferno treme, e coisas novas acontecem na terra. Nenhuma igreja pode estar preparada para a batalha espiritual se não tem uma vida de oração. As orações são os mísseis que atiramos contra o arraial do inimigo, desarmando suas ciladas e neutralizando suas estratégias. Quando a igreja permanece na oração, os anjos de Deus se agitam nas regiões celestes, guerreando em nosso favor.

5. ELE OPRIME PESSOAS COM ENFERMIDADES.

A Bíblia faz referência a algumas pessoas que o diabo oprimiu com enfermidade: é o caso de Jó, da mulher, filha de Abraão, que andou encurvada dezoito anos, (Lc 13.10-17), com um espírito de enfermidade, e de outras pessoas com surdez, mudez e loucura. As pessoas que sofrem dessas enfermidades precisam ser libertas do jugo do diabo. Foi isso que Jesus fez com aquela pobre mulher que andava cabisbaixa durante dezoito anos. Há pessoas que vivem debaixo desse terrível cativeiro de uma enfermidade provocada pela ação do maligno. Precisamos ter discernimento para não cairmos no pecado dos amigos de Jó, que viram a sua grave enfermidade procedente das mãos de Deus. Mas, quando lemos o livro de Jó, descobrimos que por trás de todo aquele espetáculo de sofrimento e dor estava a mão iníqua de Satanás. E o Senhor permitiu toda aquela tragédia na vida de Jó para que Satanás saísse derrotado e Jó mais fortalecido.

6. ELE ATORMENTA AS PESSOAS EM CUJO CORAÇÃO NÃO HÁ ESPAÇO PARA O PERDÃO.

Quem não perdoa não tem paz. Quem guarda mágoa no coração e nutre ressentimento na alma vive atormentado (Mt 18.23-35). Paulo, em Efésios 4.26 e 27, diz que a ira é uma porta de acesso que o diabo encontra para atormentar a vida de alguém. Quando uma pessoa agasalha a mágoa e o ressentimento no coração, tornando-se azeda de ódio, o diabo assume controle de sua vida para lhe causar grandes danos. Jesus diz que o grande segredo para ministrarmos o perdão aos nossos devedores e aos nossos ofensores é reconhecer a grandeza do perdão que recebemos de Deus.

7. ELE AGE NA DISSEMINAÇÃO DE ENSINOS FALSOS.

Paulo fala que nos últimos dias muitos obedeceriam a ensinos de demônios (1 Tm 4.1). O diabo é um grande inventor de religiões. É o pai de muitas doutrinas geradas nas sucursais do inferno, para desviar as pessoas da verdade. É o pai da mentira, que não suporta a verdade. Ele trabalha incansavelmente para criar novas doutrinas, novos credos, novas religiões. Temos de gritar como Isaías: “[…] à lei e ao testemunho! Se eles não falarem assim jamais verão a alva’’
(Is 8.20).

8. ELE ATACA A MENTE DOS HOMENS.

O diabo insinua dúvidas com respeito à veracidade da Palavra de Deus (Gn 3.1). Põe na mente das pessoas a falsa compreensão de que o caminho da cruz poderia ser evitado sem afetar em nada a nossa salvação (Mt 16.21-23). Também atira sobre as pessoas seus dardos inflamados, colocando na mente delas pensamentos impuros e malignos. A mente é um campo de guerra, em que o inimigo peleja incansavelmente.

Mas, como vencer o diabo?

1. REVISTA-SE DO PODER DE DEUS (EF 6.10). Efésios 6.10 nos fala da necessidade de poder. Quando olhamos para a igreja de hoje, constatamos algo de errado. A igreja está fraca, os crentes estão sem autoridade. Estamos como os discípulos de Jesus no sopé do monte da transfiguração; impotentes diante da terrível manifestação do diabo. Para confrontar o poder das trevas, precisamos do poder de Deus. Jesus disse que o poder para confrontar o maligno só se consegue com oração e jejum.

2. USE DE TODA A ARMADURA DE DEUS (EF 6.11,13). Paulo fala de sete peças dessa armadura. Sete é o numero da perfeição. É preciso revestir-se de TODA a armadura de Deus: 1. O cinto da verdade; 2. A couraça da justiça; 3. Os pés calçados com a preparação do Evangelho da paz; 4. O escudo da fé; 5. O capacete da salvação; 6. A espada do Espírito; 7. A oração. Se você deixar de usar uma dessas peças da armadura, não terá vitória nessa guerra espiritual.

3. MANTENHA VIGILÂNCIA CONSTANTE (EF 6.11). Ficar firme contra as ciladas é ficar atento, de olhos abertos, vigiando a todo instante. É ficar de prontidão para o combate.

4. NÃO CEDA ÀS PRESSÕES (EF 6.13). Se não estivermos atentos, corremos o risco de ficar revoltados e amargurados com Deus ao nos deparar com o dia mau. Precisamos ter discernimento para não cair nessa cilada do diabo.

5. NÃO ABRA GUARDA DEPOIS DE UMA VITÓRIA (EF 6.13). A nossa luta continuará até que o diabo seja lançado no lago do fogo. Enquanto aqui estivermos, viver é lutar.







A ação de Satanás para atingir os filhos
de Deus não é novidade para nós, cristãos.
A Palavra está repleta de versículos e relatos
que falam acerca das constantes tentativas
do diabo de derrotar os salvos.
Jesus preparou seus discípulos
para que tivessem vitória na luta
contra o inimigo, Mt 26: 41.



I - OPRESSÃO

Opressão é a presença de demônios em determinados ambientes e sua influência direta sobre as pessoas. Há no Novo Testamento diversas referências à opressão demoníaca, Lc 4: 18; At 10: 38. As forças do mal invadem o local e o tornam pesado e carregado. Os demônios assediam as pessoas que moram ou freqüentam aquele lugar, exercendo pressão sobre elas e, muitas vezes, as levam à exaustão e à depressão. Essa invasão maligna só ocorre quando se dá lugar à ação do diabo.

a) Os demônios procuram nossos pontos mais vulneráveis. Com isso, enfraquecem nossa resistência moral e espiritual. Eles trazem a preguiça, o desânimo, as incertezas, a indiferença, a desobediência, etc. Para trazer males à igreja, o inimigo procura agir com freqüência na família. E muitas abrem as portas para o tentador. Quantas que, quando se reúnem, o que mais gostam de fazer é falar mal dos outros. São lares onde as palavras são instrumentos de destruição, ao invés de bênção e edificação.

b) Todos os seres humanos, inclusive o crente, estão sujeitos à opressão. A opressão pode atingir qualquer área da vida. As mais afetadas são as seguintes:


moral, levando à mentira, prostituição, roubos, assassinatos, etc;


física, causando enfermidades e doenças.O diabo oprimiu Jó e, mediante permissão de Deus, trouxe-lhe enfermidade. No entanto, nem todas as enfermidades e doenças são de origem maligna;


material, levando o homem à obsessão por bens, dinheiro, cargos, etc;


espiritual, induzindo à idolatria, à prática de ocultismo.

c) Como obter vitória? O crente que luta contra essa ação do maligno é vencedor, porque seus pés estão firmados na Rocha Eterna, Sl 40: 2. A maneira que Jesus ensinou para vencermos o maligno é atacá-lo pela oração, jejuns e proclamação da Palavra, destruindo suas armas de engano e tentação demoníacas, Mt 17: 21.


II - POSSESSÃO

Se a opressão é a presença de demônios em torno da pessoa, a possessão é a presença de um ou mais demônios dentro dela, Mc 5: 9-13. A opressão opera de fora para dentro, já a possessão, de dentro para fora. É sinal de que o diabo alcançou grande domínio sobre a vida da pessoa.

a) Demônios controlam reações. Quando os demônios não apenas dominam o ambiente, mas passam a controlar uma pessoa, existe um típico caso de possessão. Em Mc 5: 1-20 há um exemplo disso. O homem andava sempre nu, Lc 8: 27, de noite e de dia clamando entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras.

Quando uma pessoa está possessa, ela perde o controle de si mesma. O homem gadareno (Marcos 5) tinha o corpo dominado e usado por demônios, vv. 1-4; perdera a sensibilidade física (não sentia dor, frio, fome), v. 5, bem como o controle das faculdades: voz, ação, locomoção, vv. 6-7.

No entanto, depois de libertado por Jesus, foi encontrado assentado, vestido e em perfeito juízo. Outros casos de possessão demoníaca podem ser vistos em Mc 9: 17-27; Mt 9: 32, 33; 12: 22. Alguns deles estão ligados a enfermidades.


b) Opressão e possessão podem atingir o crente?



Quanto à opressão, o crente deve estar atento, pois o inimigo vai persegui-lo a cada dia, a cada esquina, a cada passo, para tentar derrubá-lo ou desviar de seu propósito de busca de santidade e da consequente comunhão com o Senhor. Ele anda ao derredor. Apenas ao derredor.



Quanto à possessão, Ef. 1: 13 diz que o verdadeiro crente é selado com o Espírito Santo e a Palavra também ensina que luz e trevas não têm como coexistir, Jo 8:12; 1:5; 12:46. O crente tem um só Senhor vivendo em seu coração e dirigindo sua vida. Assim, onde a luz entrou, as trevas desapareceram. Quando o Espírito Santo entra na vida do cristão, transforma seu caráter e seu estado anterior de trevas, substituindo-os pela luz. Neste caso, a presença do Espírito Santo no crente, afasta a possibilidade de que as trevas tornem a dominar sua vida material e espiritual, At 26:18.


Na verdade, nossa batalha contra falhas pessoais e aberturas de brechas para que o inimigo possa atirar uma seta deve ser constante. Que nossas atitudes e as palavras que proferimos venham a se constituir em bênção a todos, Ef 4: 29; que confessemos a vitória, Fp 4: 3; que vigiemos e oremos em todo tempo, Mc 14: 38; Lc 22: 40.

Maior é o que está em nós. Deus nos chamou para abençoar a todos indistintamente. Abençoar é declarar o bem das pessoas, crendo que Deus endossará as nossas palavras. Abençoar é clamar a Deus em nosso benefício ou de alguém, Nm 22: 6.


III - A VITÓRIA EM CRISTO, Fp 3: 12-14

Cristo libertou-nos para que pudéssemos apresentar a Deus, voluntariamente, nossa adoração, reverência, fé, amor e esperança. Jesus nos devolveu a alegria de uma comunhão sincera com Deus. Nosso espírito está livre. Nossa alma, outrora escravizada pelo inimigo, estava oprimida, desfalecida. Contudo, agora, liberta por Deus, ela libera:


a força do seu intelecto. Servimos a Deus com inteligência, Rm 12: 2;


a força emotiva. Antes, chorávamos de tristeza; agora choramos de alegria pela presença de Jesus, Sl 126: 3;


a força da memória. Esquecemo-nos do que ficou para trás, prosseguindo para o alvo da nossa vocação, isto é, do chamado por Deus, Fp 3: 13;


a força da consciência, fazendo tudo para agradar a Deus, de livre e espontânea vontade, 1Jo 3: 22;


a força do seu raciocínio, meditando e agradecendo a Deus pela grande salvação e libertação oferecidas por Jesus Cristo, Hb 2: 3.




No estudo anterior falamos sobre a origem do mal e do diabo. Vimos que era um ser perfeito, que morava no céu. Foi o orgulho que moveu Satanás a se rebelar contra o seu Criador. Houve guerra no céu e o diabo foi expulso de lá, vindo para este planeta onde enganou o primeiro casal, Adão e Eva.

Satanás empenha-se numa obra mortal contra o homem na qual emprega todo o seu poder, toda a sua sabedoria e astúcia, bem como todo o seu tempo. Na primeira carta de Pedro, capítulo 5 versículo 8 encontramos: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.”

Na carta de Paulo aos Efésios, capítulo 6 versículo 11, temos uma relação das ciladas do diabo.

A primeira delas é enganar. A Bíblia descreve o príncipe das trevas como “aquele que engana todo o mundo”. Apocalipse 12:9. Para enganar, ele até se “transforma em anjo de luz”. (Segunda carta aos Coríntios, capítulo 11 versículo 14). Ensina e faz até coisas boas, mas com elas mistura o erro, torcendo as verdades contidas na Bíblia.

Um engano especial que Satanás tem empregado, é o ensino de que o homem é imortal, de que, na morte, na realidade continuamos vivendo.

Deus disse aos nossos primeiros pais: “… certamente morrerás” (Gênesis 2:17). Contrariando frontalmente a palavra divina, Satanás disse a Eva, mediante a serpente: “É certo que não morrereis”. Gênesis 3:4. Essa mentira do diabo, de que somos imortais, tem sido mantida desde então.

Para sustentar o seu falso ensino, Satanás, com o seu grande poder, personifica os mortos, reproduzindo-lhes a aparência e imitando-lhes a voz. Ele personificou o finado profeta Samuel. O relato está no capítulo 28 do primeiro livro de Samuel.

Pelo fato de que os demônios e não os mortos se manifestam aos que tentam falar com os mortos, a prática de consultar os mortos é severamente proibida por Deus. Em Deuteronômio 18:10 a 12 encontramos a seguinte recomendação: “Não se achará entre ti… quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor.” No livro de Levítico, capítulo 20 versículo 27, Deus foi ainda mais duro: “O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos, serão apedrejados.”

Jesus, em Mateus 24:24, declarou que no tempo do fim surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.”

Um dos sinais do fim do mundo, é a operação de prodígios por parte de Satanás. Curas maravilhosas são certamente empregadas pelo enganador. Ele até procura personificar o Senhor Jesus Cristo (Mateus 24:23).

Sendo que Deus também opera curas, miraculosamente, como podemos saber se a cura vem do Senhor, ou do inimigo, o diabo? A resposta é esta: Deus opera somente por meio dos que Lhe obedecem, dos que guardam os Seus mandamentos. Os que operam prodígios e não vivem segundo Deus, são mencionados em Mateus 7:21 a 23. Na segunda carta de Paulo aos tessalonicenses, capítulo 2 versículos 9 e 10, lemos: “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder e sinais e prodígios de mentira e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para sem salvos.”

Outra cilada do diabo é incutir idéias errôneas a respeito de Deus. Satanás procura colocar no homem o mesmo espírito de rebelião contra Deus que ele próprio tem. Para isso atribui ao Senhor Deus as suas más obras: a doença, o sofrimento, as guerras, os flagelos da natureza, a morte. Faz crer que Deus é inimigo do homem, quando a Bíblia ensina que Deus ama a todos e por isso deu o Seu próprio Filho para nos salvar do pecado. João 3:16.

E uma outra cilada de Satanás é induzir ou levar-nos ao pecado. O pecado nos separa de Deus. Isaías 59:2. Incitando o homem a pecar, Satanás lhe causa o maior dos males.

Mas como vencer a Satanás? O segredo é ficarmos ligados ao Salvador Jesus Cristo, mediante a fé.

Paulo, na carta aos Efésios, capítulo 6 versículos 10 e 11, recomenda: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.” Já na carta aos Colossenses, capítulo 2 versículo 15, temos o resultado da ação de Jesus, que despojou principados e potestades, ou seja, Satanás e seus anjos. Publicamente os expôs ao desprezo, vencendo-os na cruz.

Satanás é um inimigo poderoso, mas já foi vencido por Cristo. Por Sua morte na cruz, o Senhor Jesus remiu, resgatou o homem. Jesus venceu a Satanás e garante a destruição dele no fim da História. Hebreus 2:14. Por isso pôde dizer: “No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” João 16:33. “Sabendo que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes Aquele que nasceu de Deus (Cristo) o guarda, e o maligno não lhe toca.” (Primeira carta de João, capítulo 5 versículo 18).

Só em Jesus podemos nos defrontar com Satanás e vencê-lo. Sem a guia e força divinas seremos fatalmente enganados e também vencidos.

Talvez você pergunte agora: “Mas como poderei ter uma ligação mais íntima com Jesus?”

Querido amigo, isso não é difícil. Tomemos o exemplo de dois jovens no tempo de noivado: o rapaz faz tudo para estar ao lado da sua amada e juntos conversam por longas horas. Esta é a experiência que necessitamos ter com Jesus. Precisamos andar com Ele através do Seu Livro, falar com Cristo através da oração e amá-Lo de todo o coração, confiando em todas as suas promessas


A derrota de satanás


Um dos assuntos mais sérios é a realidade espiritual. Existe um mundo diferente do material - o mundo espiritual. Nele há duas forças - o bem e o mal.
 Vamos aprender a origem do ser que é o responsável por todos os sofrimentos e calamidades que existem no nosso mundo. É ele que faz com que milhares de pessoas vivam como se fossem bestas-feras, roubando do próximo, mentindo, traindo, estuprando crianças e indefesos.

Veremos o que foi que deu entrada no nosso planeta a este ser tão vil e desprezível, que, desde que aqui chegou, tem espalhado o ódio entre as pessoas e feito todo o tipo de pesadelo tornar-se realidade.

Mas, veremos também que ele hoje é derrotado, e não pode mais nos oprimir. Foi o Senhor Jesus quem o derrotou, e Ele fez isso por nós. Somos de tal maneira privilegiados que a vitória de Cristo foi lançada à nossa conta, como se nós a tivéssemos realizado.

O que fazer quando o diabo nos ataca? É um dos tópicos desta lição. É preciso que se saiba que nenhuma ação do diabo deve ser tolerada. A nossa redenção é um fato verdadeiro e glorioso.

Estudaremos uma advertência bíblica sobre procedimentos que devemos adotar para não dar chance ao maligno de nos atacar, e como viver a nossa redenção.

Aprenda a sua real posição diante de todas as coisas. Passe a ser um vencedor. Assuma os seus direitos em Cristo e viva a vida abundante que foi trazida pelo Senhor Jesus.

Apesar de muita gente considerar como inexistente o diabo, nós sabemos que ele é real e atuante. Basta olhar as páginas dos jornais para ver as suas obras, bem como visitar os hospitais e casas de recuperação, para se conhecer a sua capacidade destruidora. Se ele não existe, quem é o causador de todos estes males que vemos portadas as partes? Se ele não é real, a Bíblia e o próprio Senhor Jesus nos enganaram quando afirmaram categoricamente a sua existência.

Considerá-lo como lenda ou figura de retórica é fazer-lhe um grande bem; pois, deste modo, ele ficará livre para continuar nas suas funestas ações.

SUA ORIGEM

Satanás era originalmente um anjo de Deus. Seu nome: Lúcifer (o que leva a luz). Era um anjo glorioso; porém, permitiu que o orgulho surgisse em seu coração, aspirou ser "como o Altíssimo" e caiu na "condenação do diabo".

Vejamos duas passagens bíblicas que falam deste ser:

Como caíste do céu, ó estrela da manha, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.

Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo (Is 14.12-15).

Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Jeová:

Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônia, o topázio, o diamante, a turqueza, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei profanado, fora do monte de Deus, e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tomei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste e nunca mais serás para sempre (Ez 28.12-19).


COMO O DIABO ENTROU EM NOSSO MUNDO

Deus criou a terra e a entregou ao homem. Porém, advertiu o Senhor ao homem que não Lhe desobedecesse comendo o fruto de uma certa árvore, o que acarretaria a sua morte. Apesar de ter sido advertido pelo Senhor, ao ser tentado pelo diabo, ele comeu o fruto. Diz a Bíblia:

Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram (Rm 5.12).

A morte a que o Senhor Deus Se refere neste versículo é a natureza de Satanás. Desde então, o diabo passou a ter livre trânsito aqui na terra, realizando as suas terríveis ações. O pecado cometido por Adão deu-lhe o "direito" de agir nesta terra.


A DERROTA DE SATANÁS

Esta situação durou até o nosso Deus ter-Se encarnado, e, vindo a este mundo, aniquilado com o poder do diabo. ...Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo (Cl 2.15).

Estas Escrituras nos informam que o Senhor Jesus destruiu todas as obras do diabo. O diabo está derrotado e vencido e não pode em hipótese alguma ter poder sobre a nossa vida. Na verdade o diabo só tem poder na vida do cristão se ele o permitir ou se o cristão não conhecer os seus direitos em Cristo.

...Escrevo-vos, porque vencestes o maligno... (1 Jo2.13).

Podemos confessar que triunfamos sobre o maligno, pois quando aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador, tudo que o Senhor fez foi lançado à nossa conta. Nós somos vencedores sobre o diabo. É assim que Deus nos vê. O diabo foi eternamente vencido e derrotado quando o Amor deu a Sua vida por nós lá no Calvário. É bom se lembrar sempre disto e, toda vez que ele tentar levantar a cabeça para nos atacar, devemos repreendê-lo, dizendo: "Derrotado, fora! Na minha vida não, eu não lhe permito contradizer a Palavra de Deus."


O QUE FAZER QUANDO O DIABO NOS ATACA?

Não devemos temer as ciladas do diabo. Em Isaías 54.17 está escrito:

Toda ferramenta forjada contra ti, não prosperará...

Devemos ficar acordados e sempre identificar que atrás de todo mal que nos ocorre está a mão do maligno. É bom prevenir porque ele nunca aparece e diz: "Eu sou o diabo e vim tentá-lo." A verdade é bem ao contrário, ele tudo fará para que você não acredite que isto que está lhe ocorrendo é dele.

Muitos são tão enganados que chegam a ponto de exclamar: "Puxa, também tudo é do diabo. Que nada, a gente tem parte nisto também. Afinal de contas quem foi que mandou que eu comesse aquela comida. Coitadinho do diabo, agora tudo que acontece de mal foi ele que fez." É triste, mas é verdade. Declarações como essas muitas vezes saem dos lábios de pessoas que são filhas de Deus.


UMA ADVERTÊNCIA BÍBLICA

A Bíblia nos adverte em 1 Pé 5.8, o seguinte: Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.

É bom levar a sério esta advertência do Espírito Santo. Ele sabe que o diabo é astuto e tem conseguido tragar muitos. No entanto, não temos que temê-lo, nem nos acovardar quando ele vier com as suas tentações, porque Cristo nos libertou completamente do seu poder.

Também não precisamos ficar suplicando a Deus que faça algo contra o diabo. Tudo que Ele tinha que fazer, já foi feito. Agora Deus não tem mais nada a fazer com o diabo. Na mente de Deus o diabo já foi vencido e derrotado. Ele nos recomenda:

Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou... (Gl 5.1).

Você não deve se sujeitar mais ao diabo. É seu dever se levantar e sair do cativeiro. Pois, através da obra de Jesus, você já venceu o diabo. Faça com que o diabo ouça isto dos seus lábios.

Reconheça a sua libertação e passe a confessá-la ousadamente.


O QUE FAZER COM A NOSSA REDENÇÃO?

Deus espera que a aceitemos e passemos a agir como redimidos. O diabo sabe que tem que obedecer a todos que descobrem esta verdade. A Bíblia diz: Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20).

Devemos exigir que a doença saia do nosso corpo, deixando-o livre. Pois, como poderemos glorificar a Deus nele, se o mesmo está sendo consumido pela moléstia?

Também devemos exigir que todo o pecado saia do nosso espírito, senão nos será impossível glorificar a Deus em nossos corações.

Quando Deus declara um fato, para Ele é assunto encerrado.

Toda vez que o diabo vier lhe trazer qualquer mal, repreenda-o em Nome de Jesus e mande-o dar o fora.

A nossa redenção é real. Somos território liberto. A escravidão sobre a nossa vida terminou. O senhorio do diabo


Derrotar o Diabo


"Não ignoramos os seus ardis." (2Cor.2:11)

1.De onde saiu o diabo?
A. Deus criou o diabo:
Pro.16:4 O Senhor fez todas as coisas... até ao ímpio
Isa.45:7 Eu formo a luz, e crio as trevas... e crio o mal; Eu, o Senhor, faço todas estas coisas
Eze.28:14,15 Querubim ungido... desde o dia em que foste criado
João 1:3 Todas as coisas foram feitas por Ele (Jesus)
Col.1:16 N`Ele (Jesus) foram criadas todas as coisas


B. A queda do diabo por orgulho:
Isa.14:12-15 Tu dizias... serei semelhante ao Altíssimo
Eze.28:13-17 Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura
1Tim.3:6 Para que, ensoberbecendo-se não caia na (mesma) condenação do diabo


2.O diabo está sujeito ao controle e limitações impostas por Deus:
A. Satanás só pôde afligir Jó como Deus Permitiu:
Jó 1:6-12 Tudo quanto tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão
Jó 2:1-7 Ele está na tua mão; poupa, porém, a sua vida


B. Deus governa sobre o mundo inteiro:
Dan.4:17 O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer
Dan.4:34,35 Segundo a Sua vontade Ele opera... não há quem possa estorvar a Sua mão, e Lhe diga: que fazes?
Sal.24:1 Do Senhor é a Terra (V. também. Atos 17:24)
Sal.89:11 Teus são os céus, e Tua é a Terra
Jó 41:11 O que está debaixo de todos os céus é Meu


C. Mas, dentro de certos limites, Ele permite que o diabo o governe:
Jer.27:5 Eu (Deus) fiz a terra... e a dou àquele que Me agrada em Meus olhos
Luc.4:5,6 Todos os reinos do mundo... todo este poder e a sua glória... me (Satanás) foi entregue
João 12:31 O príncipe deste mundo (V. também. João 14:30;16:11)
2Cor.4:4 O deus deste século
Efé.2:2 Príncipe das potestades do ar


D. O diabo governa sobre os anjos caídos:
(V. Mat.12:24; Luc.11:15; Apoc.12:3,4,7-9)


3.Vitória sobre o diabo:
A. O poder de Deus é muito maior do que o do diabo:
1João 4:4 Maior é O que está em vós (Jesus) do que O que está no mundo (o diabo)
Luc.10:17 Pelo Teu nome até os demônios se nossujeitam
Luc.10:19 Vos dou poder... (sobre) toda a força do inimigo, e nada vos fará dano
Fil.2:9-11 Ao nome de Jesus se dobre todo o joelho
Tiago 2:19 Tu crês que há um só Deus... Também os demônios o crêem, e estremecem
(V. também Zac.3:2;Judas 9)


B. Jesus derrotou o diabo:
1João 3:8 O Filho de Deus se manifestou paradesfazer as obras do diabo
Heb.2:14 Pela morte (destruiu) o que tinha o império da morte, isto é, o diabo
Col.2:15 Despojando os principados e potestades... deles triunfou
Luc.10:18 Eu vi Satanás, como raio, cair do céu


C. O poder de Jesus para exorcizar demônios:
Mat.8:16 Ele, com a Sua Palavra, expulsou os (demônios)
Mat.9:32,33 Expulso o demônio, falou o mudo
Mat.12:22 Um endemoninhado... e (Jesus) o curou
Mat.12:28 Eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus
Mar.1:34,39 Expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios
Luc.4:33-36 Até aos espíritos imundos manda comautoridade e poder
Luc.9:42 Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino
Luc.8:27-33 [Jesus repreendeu Legião; os diabos entraram na vara de porcos] (V. também Mar.5:1-15)
Atos 10:38 Jesus (curou) a todos os oprimidos do diabo
(V. também Mar.1:23-27;7:25-30;9:17-27)


D. Jesus deu aos Seus discípulos poder sobre o diabo:
Mat.10:1 Deu-lhes (aos Seus discípulos) poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem
Luc.9:1 (Jesus) deu-lhes (autoridade) e poder sobretodos os demônios
Atos 5:16 Conduzindo [até aos discípulos] atormentados de espíritos imundos; todos eram curados
Rom.16:20 O Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés
(V. também Atos 8:6,7;19:11,12;26:17,18)


E. Jesus dá a todos os crentes poder sobre o diabo, inclusive a você:
Mar.16:17 Estes sinais seguirão aos que crerem: em Meu nome expulsarão os demônios
Luc.9:49,50 Vimos um que em Teu nome expulsava os demônios [os apóstolos não eram os únicos que tinham esse poder]
João 14:12 Aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço
1João 2:14b A Palavra de Deus está em vós, e jávencestes o maligno


4.A guerra espiritual:
A. A nossa guerra contra o diabo:
2Cor.10:3-5 As armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus
Efé.6:10,11 Fortalecei-vos... tomai toda a armadura... estar firmes contra o diabo
Efé.6:12,13 Lutar... contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade... ficar firmes
(V. também 1Sam.16:23; Apoc.12:7,17)


B. Esteja em guarda, resista ao diabo e o desafie:
1Pe.5:8 Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor... buscando a quem possa tragar
1Pe.5:9 Resisti (ao diabo) firmes na fé
Efé.4:27 Não deis lugar ao diabo
Mat.4:10 Vai-te, Satanás, porque está escrito: ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele
Mar.8:33 Retira-te [afasta-te] de diante de Mim, Satanás


C. Promessas para clamar para combater o Diabo e derrotá-lo:
Isa.59:19b Vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a Sua bandeira
Mat.16:19 Tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus
Luc.10:19 Vos dou poder... (sobre) toda a força do inimigo
Rom.16:20 O Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos vossos pés
Tiago 4:7 Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós
1João 2:14 Sois fortes, e a Palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno
1João 4:4 Maior é O que está em vós (Jesus) do que o que está no mundo (o diabo)


D. Esteja preparado para batalhar quando confrontar o diabo:
Mat.12:29 Como pode alguém entrar em casa do homem valente... se primeiro não maniatar (amarrar) o valente
Mar.9:29 Esta casta (só) pode sair... com oração ejejum
Atos 19:13-17 [Sete filhos de Ceva tentaram fazer exorcismo sem estarem eles próprios cheios de Jesus, e tiveram resultados desastrosos]


E. Oração unida por libertação dos oprimidos:
Mat.18:19,20 Se dois de vós concordarem... pedirem, isso lhes será feito
Ecl.4:9-12 Melhor é serem dois do que um


F. Quando forem libertados, precisam se encher de Jesus e da Palavra; ou poderão acabar piordo que estavam:
Luc.11:24-26 Quando o espírito imundo tem saído do homem [e retornando a ele, encontra-o vazio, volta a entrar com mais outros 7 espíritos]
(V. também Mat.12:43-45a)


5.Os ardis do diabo:
A. Não ignore os ardis do diabo:
Gên.3:1a A serpente era a mais astuta de todas as alimárias (animais)
2Cor.2:10b,11 Para que não sejamos vencidos por Satanás; porque não ignoramos os seus ardis
Efé.6:11 (Estai) firmes contra as astutas ciladas do diabo


B. O diabo é um mentiroso e enganador:
Gên.3:1b [Faz duvidar da Palavra:] É assim que Deus disse?
João 8:44b É mentiroso, e pai da mentira
Atos 5:1-4 Encheu Satanás o teu coração, para quementisses ao Espírito Santo
2Cor.11:3 Como a serpente enganou Eva... assim também sejam corrompidos os vossos (pensamentos)
2Cor.11:13,14 Satanás se transfigura em anjo de luz (V. também. 2Tes.2:9-11)
1João 4:1,3 Amados, não creiais a todo o espírito (V. também. 1Tim.4:1)
Apoc.12:9 O Diabo, Satanás, que engana todo o mundo


C. O diabo tenta desviar as pessoas da salvação:
Mar.4:15 Tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a Palavra (V. Mat.13:19; Luc.8:12)
Atos 13:8,10 Elimas... filho do diabo (procurava) apartar da fé o procônsul
2Cor.4:4 O (diabo) cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do Evangelho


D. "O atrapalhador":
Zac.3:1 Satanás estava à sua mão direita para se lhe opôr
1Tes.2:18 Bem quisemos... ir ter convosco... mas Satanás no-lo impediu


E. "Ardis" específicos contra os quais estar se precaver:
Mat.16:21-23 [Faz os homens contradizerem e duvidarem da verdade. Ex. de Pedro]
João 13:2 Tendo já o diabo posto no coração de Judas... que O traísse
Atos 13:10 Filho do diabo... não (cessas) de perturbar os retos caminhos
1Cor.14:33 Porque Deus não é Deus de confusão
Col.1:13 O qual nos tirou da potestade das trevas
2Tim.1:7 Porque Deus não nos deu o espírito de temor
1João 3:10 [Ódio:] Os filhos do diabo... não ama a seu irmão


6.Acusador e tentador:
A. Satanás tenta os homens a pecar:
(V. Gên.3:1-6;Crô.21:1-3,7,8;Mat.4:3-9;1Cor.7:5;Luc.4:1-13)


B. O diabo é o acusador, como um advogado de acusação:
Apoc.12:10 O acusador dos nossos irmãos... o qual diante do nosso Deus os acusa de dia e de noite
Jó 1:6 Os filhos de Deus vieram... perante o Senhor, e veio também Satanás [Observação: "Satanás" significa "acusador"]


C. Jesus é o nosso intercessor, como um advogado de defesa:
1João 2:1 Se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo
Rom.8:34 Quem os condenará? Cristo... está à direita de Deus, e intercede por nós
Heb.9:24 Cristo... entrou... no Céu, para agora comparecer por nós perante... Deus (V. também 1Tim.2:5)


7.O diabo é um destruidor:
A. Ele provoca escravidão, ciladas e opressão:
(V. também Luc.8:29b;Atos 10:38;Rom.8:15;1Tim.3:7;2Tim.2:26)


B. Doenças:
(V. também Jó 2:7; Luc.13:11,12,16; 2Cor.12:7)


C. E destruição:
(V. João 8:44a; Heb.2:14; 1Pe.5:8,9)


D. Às vezes Deus usa o diabo para castigar os desobedientes:
(V. 1Sam.16:14; 1Cor.5:5; 1Tim.1:20)


E. Satanás procura corromper os santos:
Jó 18-11 Porventura teme Jó a Deus debalde? Estende a Tua mão
Jó 2:3-5 Estende a tua mão... e verás se não blasfema de Ti
Luc.22:31 Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo


8.Julgamento do diabo e seus demônios, e fimtotal:
A. Alguns estão presos, esperando o julgamento:
2Pe.2:4 Os anjos que pecaram... entregou às cadeias da escuridão
Judas 6 Reservou... em prisões eternas até ao juízo


B. Pelo visto a maioria ainda está solta, sua hora ainda não chegou:
Mat.8:28,29 Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?


C. O diabo antes de ser expulso do Céu tinha acesso ao trono:
Jó 1:6; 2:1 Filhos de Deus... perante o Senhor, veio também satanás entre eles
Apoc.12:10 O qual diante do nosso Deus os acusava de dia e noite
Apoc.12:7-9, 13,14 [O diabo é expulso totalmente do Céu, no começo dos últimos 3 anos e 1/2, no tempo do fim]


D. O Diabo será aprisionado por 1.000 anos na prisão de Deus:
Apoc.20:1-3, 7,10 [Satanás preso por 1.000 anos, depois solto por um curto período de tempo antes de ser lançado no lago de fogo]


E. O Diabo e seus demônios são finalmente jogados no lago de fogo:
Mat.25:41 O fogo eterno preparado para o diabo e os seus anjos
Apoc.20:10 O diabo... foi lançado no lago de fogo e enxofre


9.A sua armadura e armas para derrotar o diabo:
A. Sua armadura espiritual:
Efé.6:11,13 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo
Rom.13:12 Rejeitemos as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz
2Cor.6:7 As armas da justiça, à direita e à esquerda


B. O seu escudo poderoso:
Efé.6:16 Tomando o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno
Sal.91:4 A Sua verdade é escudo e broquel
Sal.3:3 Tu, Senhor, és escudo para mim (V. também Sal.28:7; 33:20; 115:9; 144:2; Pro.30:5.)


C. A sua invencível espada do Espírito:
Efé.6:17 Tomai... a espada do Espírito... a Palavra de Deus
Heb.4:12 A Palavra de Deus é viva e eficaz (poderosa), e mais penetrante do que espada algumade dois gumes


D. A sua couraça:
Efé.6:14 Estai pois firmes... tendo vestida a couraça da justiça
(V. também Isa.59:17)
1Tes.5:8 Nós... (vistamos) a couraça da fé e do amor


E. Seu capacete impenetrável:
Efé.6:17 Tomai... o capacete da salvação
1Tes.5:8 Nós... (tenhamos) por capacete a esperança da salvação


10.Poder, liberdade e libertação das trevas do diabo:
A. Deus nos dá poder para vencer:
Luc.10:19 Vos dou poder... (sobre) toda a força do inimigo
Efé.3:16 Para que... vos conceda que sejais (fortalecidos) com poder pelo Seu Espírito no homem interior
2Tim.1:7 Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza e de amor e de uma mente sã (NBI)


B. Libertação dos ardis e controle do diabo:
Sal.91:3 Ele te livrará do laço do passarinheiro
Sal.124:7 A nossa alma escapou, como um pássaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapamos
Pro.14:27 Temor do Senhor [ajuda] a preservar dos laços da morte
2Cor.3:17 Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade
2Tim.2:25,26 Para conhecerem a verdade... e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo


C. Libertados para o glorioso reino de luz de Deus:
Atos 26:18 Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de satanás a Deus
Col.1:12,13 O qual nos tirou das potestades das trevas... para participar da herança dos santos da luz


D. O diabo não pode nos separar de Deus:
Rom.8:38,39 Nem os anjos, nem as potestades... nem qualquer outra criatura nos poderá separar... de Cristo Jesus
1Pe.1:5 Estais guardados no (poder) de Deus para a salvação


11.Os nossos incríveis aliados celestiais, as hostes do Céu:
A. Elas são muito mais numerosas do que as forças do diabo:
2Re.6:16,17 Mais são os que estão conosco do que os que estão com eles... o monte estava cheio de... carros de fogo
Apoc.12:3,4 A cauda (de satanás) levou após si aterça parte das estrelas (anjos)
(V. também Apoc.5:11)


B. As suas fantásticas armas flamejantes:
Gên.3:24 Querubins... e uma espada inflamada que andava ao redor
2Re.6:17 O monte estava cheio de cavalos e carros defogo, em redor de Eliseu
(V. também Núm.22:23; 1Crô.21:6)


C. Eles lutam contra o diabo e o derrotam:
Apoc.12:7-9 Miguel e os seus anjos batalhavam contra o (diabo) e os seus anjos [e as forças do diabo foram derrotadas]


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