domingo, 17 de março de 2013

PROSTITUIÇÃO


Prostituição

Como são as prostitutas? A Bíblia diz em Provérbios 9:13-18 “A mulher tola é alvoroçadora; é insensata, e não conhece o pudor. Senta-se à porta da sua casa ou numa cadeira, nas alturas da cidade, chamando aos que passam e seguem direitos o seu caminho: Quem é simples, volte-se para cá! E aos faltos de entendimento diz: As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável. Mas ele não sabe que ali estão os mortos; que os seus convidados estão nas profundezas do Seol.”
Deus proíbe o envolvimento com prostitutas. A Bíblia diz em Provérbios 5:3-14 “Porque os lábios da mulher licenciosa destilam mel, e a sua boca e mais macia do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes. Os seus pés descem à morte; os seus passos seguem no caminho do Seol. Ela não pondera a vereda da vida; incertos são os seus caminhos, e ela o ignora. Agora, pois, filhos, dai-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca. Afasta para longe dela o teu caminho, e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis; para que não se fartem os estranhos dos teus bens, e não entrem os teus trabalhos na casa do estrangeiro, e gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo, e digas: Como detestei a disciplina! e desprezou o meu coração a repreensão! e não escutei a voz dos que me ensinavam, nem aos que me instruíam inclinei o meu ouvido! Quase cheguei à ruína completa, no meio da congregação e da assembléia.”
O desejo de Deus é de que sejamos puros no aspecto sexual. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:3 “Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição.”
Deus oferece salvação, perdão e aceitação às prostitutas.A Bíblia diz em Mateus 21:31-32 “Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele.”
Deus incluiu a prostituta Raabe na lista dos que estão salvos. A Bíblia diz em Hebreus 11:31 “Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os desobedientes, tendo acolhido em paz os espias.”


Diferentes palavras são usadas na Bíblia para designar o sexo fora do padrão estabelecido por Deus, que é o matrimônio: adultério, fornicação, prostituição, lascívia são algumas delas.

Adultério é quando um (ou ambos) praticante do ato sexual é casado com outra pessoa. Em algumas passagens o termo é usado no sentido de infidelidade do povo de Deus se entregando a outros deuses.

Fornicação é o ato sexual entre pessoas não casadas, e a palavra também pode aparecer referindo-se ao adultério, por causa de seu sentido mais amplo.
Prostituição envolve a troca de favores sexuais por dinheiro ou algum tipo de benefício, é a venda do corpo (ou sua compra pela outra parte).

Lascívia é a sensualidade exagerada, a prática de atos libidinosos que estimulem a sexualidade.

Efeminados e sodomitas refere-se ao ato sexual entre pessoas do mesmo sexo.

Em Gênesis primeiro livro da Bíblia, mais precisamente no capítulo 19 acontece uma visita na casa de Ló, na cidade de Sodoma. Eram dois homens que o visitavam, mas a noite sua casa foi rodeada por uma multidão que chamaram a Ló e diziam que era para trazer os homens para fora para que eles os conhecesse (estruparem). Os homens então puxaram Ló para dentro da casa e estenderam suas mãos e aqueles varões e eles foram feridos de cegueira.
 

Os homens, eram dois anjos que o SENHOR havia mandado para que retirassem Ló e sua família daquela cidade, pois o SENHOR iria destruí-la, devido ao alto grau de prostituição e homossexualismo que havia chegado aquele povo.



A prostituta do livro de Apocalipse 17, é identificada nas profecias do velho testamento como a infidelidade do povo de Israel, a qual foi comparada a uma prostituta. “A cidade de Jerusalém era fiel a Deus, mas agora está agindo como uma prostituta”. (Isaias 1:21). “Todos os seus ídolos farei uma assolação; porque pelo salário de prostituta os ajuntou, e em salário de prostituta se tornarão.” (Miquéias, 1:7).

“Vocês praticam imoralidade na adoração aos deuses” (Jeremias 2:20). “Eu me divorciei de Israel porque ele me abandonou e virou prostituta, mas Judá, ela também virou prostituta, ela cometeu adultério, adorando pedras e arvores.” (Jeremias 3:8 e 9). “Você correu atrás dos Assírios, você foi prostituta deles, você serviu de prostituta dos Babilônicos, você fez tudo isto como uma prostituta sem vergonha.” (Ezequiel, 16: 28-30). “Profanaram meu templo, e quebraram o Sábado que eu havia mandado guardar.” (Ezequiel, 23:38).

O escritor do livro de Apocalipse, era um profundo conhecedor das profecias e dos escritos proféticos do velho testamento. Nos textos acima citados, podemos observar a figura de prostitutas para representar a apostasia de Israel na adoração dos ídolos (deuses) das nações vizinhas...

No capítulo 14 do Apocalipse, o primeiro anjo é seguido por um segundo anjo que proclama: "Caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição." (Apoc. 14:8). O termo "Babilônia" é derivado de "Babel" e significa confusão. É empregado nas Escrituras para designar as várias formas de religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher, figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata.

Nas Escrituras, o caráter sagrado e permanente da relação entre Cristo e Sua igreja é representado pela união matrimonial. O Senhor uniu a Si o Seu povo, por meio de um concerto solene, prometendo-lhe ser seu Deus, enquanto o povo se comprometia a ser unicamente dele. Disse o Senhor: "E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias." (Osé. 2:19). E em outro lugar: "Eu vos desposarei." (Jer. 3:14). E Paulo emprega a mesma figura no Novo Testamento, quando diz: "Porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, Cristo." (II Cor. 11:2)

A infidelidade da igreja para com Cristo, permitindo que sua confiança e afeição dele se desviem, e consentindo que o amor às coisas mundanas ocupe a alma é comparada com a violação do voto conjugal. O pecado de Israel, afastando-se do Senhor, é apresentado sob esta figura; e o maravilhoso amor de Deus, que assim desprezam é descrito de maneira tocante em alguns trechos: "Dei-te juramento, e entrei em concerto contigo, diz o Senhor Jeová, e tu ficaste sendo Minha." "E foste formosa em extremo, e foste próspera, até chegares a ser rainha. E correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da Minha glória que Eu tinha posto sobre ti. Mas confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama." "Como a mulher que se aparta do seu companheiro, assim tu fizeste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor. "Como a mulher adúltera que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos." (Ezequiel. 16:8, 13-15 e 32; Jer. 3:20.

No Novo Testamento, expressão muito semelhante é dirigida aos professos cristãos que buscam a amizade do mundo, em lugar da amizade e amor de Deus.
Diz o apóstolo Tiago: ”Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tiago



Prostituição na Bíblia

Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo.
1 Coríntios 6:18

Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Gálatas 5:19-21

A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. 1 Tessalonicenses 4:3

Outros Versículos encontrados:

Cerca de três meses mais tarde, disseram a Judá: "Sua nora Tamar prostituiu-se, e na sua prostituição ficou grávida". Disse Judá: "Tragam-na para fora e queimem-na viva!" Gênesis 38:24

"Ninguém desonre a sua filha tornando-a uma prostituta; se não, a terra se en­tregará à prostituição e se encherá de perversi­dade. Levítico 19:29

"Olhe para o campo e veja: Há algum lugar onde você não foi desonrada? À beira do caminho você se assentou à espera de amantes, assentou-se como um nômade no deserto. Você contaminou a terra com sua prostituição e impiedade. Jeremias 3:2

"Por que deveria eu o perdoar?" "Seus filhos me abandonaram e juraram por aqueles que não são deuses. Embora eu tenha suprido as suas necessidades, eles cometeram adultério e frequentaram as casas de prostituição. Jeremias 5:7

Tenho visto os seus atos repugnantes, os seus adultérios, os seus relinchos, a sua prostituição desavergonhada sobre as colinas e nos campos. Ai de você, Jerusalém! Até quando você continuará impura?" Jeremias 13:27

Você usou algumas de suas roupas para adornar altares idólatras, onde levou adian­te a sua prostituição. Coisas assim jamais deveriam acontecer! Ezequiel 16:16

"E você ainda pegou seus filhos e filhas, que havia gerado para mim, e os sacrificou como comida para os ídolos. A sua prostituição não foi suficiente? Ezequiel 16:20

Em todas as suas práticas detestáveis, como em sua prostituição, você não se lembrou dos dias de sua infância, quando estava totalmente nua, esperneando em seu sangue. Ezequiel 16:22

Em sua prostituição dá-se o contrário do que acontece com outras mulheres; ninguém corre atrás de você em busca dos seus favores. Você é o oposto, pois você faz o pagamento e nada recebe. Ezequiel 16:34

Eles destruirão a fogo as suas casas e infligirão a você castigo à vista de muitas mulheres. Porei fim à sua prostituição, e você não pagará mais nada aos seus amantes. Ezequiel 16:41

Elas se tornaram prostitutas no Egito, envolvendo-se na prostituição desde a juventude. Naquela terra os seus peitos foram acariciados e os seus seios virgens foram afagados. Ezequiel 23:3

"Oolá envolveu-se em prostituição enquanto ainda era minha; ela se encheu de cobiça por seus amantes, os assírios, guerreiros Ezequiel 23:5

Ela não abandonou a prostituição iniciada no Egito, quando em sua juventude homens dormiram com ela, afagaram seus seios virgens e a envolveram em suas práticas dissolutas. Ezequiel 23:8

"Sua irmã Oolibá viu isso. No entanto, em sua cobiça e prostituição, ela foi mais depravada que a irmã. Ezequiel 23:11

"Mas Oolibá levou sua prostituição ainda mais longe. Viu homens desenhados numa parede, figuras de caldeus em vermelho, Ezequiel 23:14

Então prosseguiu abertamente em sua prostituição e expôs a sua nudez, e eu me afastei dela desgostoso, assim como eu tinha me afastado de sua irmã. Ezequiel 23:18

Eles a tratarão com ódio e levarão embora tudo aquilo pelo que você trabalhou. Eles a deixarão despida e nua, e a vergonha de sua prostituição será exposta. Isso lhe sobrevirá por sua lascívia e promiscuidade, Ezequiel 23:29

"Agora, assim diz o Soberano, o ­Senhor: Visto que você se esqueceu de mim e me deu as costas, você vai sofrer as consequências de sua lascívia e de sua prostituição". Ezequiel 23:35

Ele disse: "Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar para a sola dos meus pés. Aqui viverei para sempre entre os israelitas. A nação de Israel jamais contaminará o meu santo nome, nem os israelitas, nem seus reis, mediante a sua prostituição e os ídolos sem vida de seus reis, em seus santuários nos montes. Ezequiel 43:7

Agora, que afastem de mim a sua prostituição e os ídolos sem vida de seus reis, e eu viverei entre eles para sempre. Ezequiel 43:9

 FONTE:
 www.bibliaon.com › Temas da Bíblia
 www.jesusvoltara.com.br/info/prostituicao.htm
 solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/.../ABibliaEAFornicacao-Helio.ht...
 blogdoportalradiogospel.blogspot.com/.../o-que-biblia-diz-sobre-pro...
 tempo-do-fim.blogspot.com/.../simbolismo-de-prostituta-na-bblia.ht...


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sábado, 16 de março de 2013

DESVENDANDO A PSICOLOGIA

Pergunta: "Como a psicologia se encaixa com o aconselhamento bíblico?"

Resposta: A psicologia secular, a qual se baseia principalmente nos ensinamentos de Sigmund Freud, Carl Jung e Carl Rogers, não se encaixa com o aconselhamento bíblico. Também não se encaixa o que é chamado de "aconselhamento cristão", uma vez que aconselhamento "cristão" tem a psicologia secular, e não a Bíblia, como a sua base. Isto não quer dizer que alguém que se chama de cristão não seja também um conselheiro bíblico, mas muitas vezes conselheiros cristãos usam a psicologia secular como o seu modo de ação.

A psicologia é definida como uma disciplina acadêmica que envolve o estudo científico dos processos mentais e de comportamento, bem como a aplicação desse conhecimento, para as várias esferas da atividade humana. A psicologia é humanista por natureza. O Humanismo afirma o valor e a dignidade de todos os povos com base na capacidade de determinar certo e errado através das qualidades humanas universais, especialmente a racionalidade. O Humanismo rejeita a fé que não se baseia na razão, mas se baseia no supernatural e na Bíblia. Portanto, a psicologia é a maneira do homem de tentar compreender e reparar o seu lado espiritual sem qualquer referência ou reconhecimento do espiritual. A Bíblia declara que a humanidade teve um início diferente do que qualquer outra coisa criada. O homem foi feito à imagem de Deus e Deus soprou no homem (e só no homem) o fôlego da vida, transformando-o em uma alma viva (Gênesis 1:26; 2:7). Na sua essência, a Bíblia trata da espiritualidade do homem, da sua queda em pecado no Jardim do Éden às consequências que se seguiram, particularmente no que diz respeito à sua relação com Deus. É o resultado da queda – o pecado- que nos separa de Deus e que exige um Redentor para restaurar essa relação.

A psicologia secular, por outro lado, baseia-se na ideia de que o homem é basicamente bom e a resposta para seus problemas reside dentro de si. Com a ajuda do psicoterapeuta, e muitas vezes do conselheiro cristão, o paciente se aprofunda no labirinto da sua própria mente e emoções e "lida com todos eles" a fim de sair do outro lado de uma forma mais saudável por ter descoberto a causa das suas dificuldades. A Bíblia, no entanto, pinta um quadro muito diferente da condição do homem. Ele está "mortos nos vossos delitos e pecados" (Efésios 2:1) e seu coração é "enganoso mais do que todas as coisas" (Jeremias 17:9). Ele é a vítima do que é chamado de "depravação total" (Romanos 3:10-23). Mergulhar em uma mente que está à procura da saúde mental é um exercício de futilidade muito semelhante a tentar encontrar uma rosa crescendo no fundo de uma fossa.

O homem foi criado inocente, mas pecou contra Deus. Esse pecado mudou o primeiro homem, Adão, e todos os que vieram depois dele. O resultado foi morte física e espiritual (Gênesis 2:17, 5: 5; Romanos 5:12, Efésios 2:1). A resposta para os problemas espirituais do homem é nascer de novo, quer dizer, estar espiritualmente vivo (João 3:3, 6-7; 1 Pedro 1:23). O homem nasce de novo ao confiar em Jesus Cristo. Confiar em Jesus significa compreender que Ele é único Filho de Deus e o Deus Filho (João 3:16, João 1:1-3). Significa entender e acreditar que Jesus pagou pelos nossos pecados quando morreu na cruz, e que Deus demonstrou ter aceitado Cristo como um sacrifício por nós ao ressuscitar Jesus dentre os mortos (Romanos 4:24-25).

Os conselheiros bíblicos, ao contrário de psicoterapeutas e muitos "conselheiros cristãos", enxergam a Bíblia – e só a Bíblia - como a fonte de uma abordagem abrangente e detalhada para compreender e aconselhar pessoas (2 Timóteo 3:15-17; 2 Pedro 1:4). O aconselhamento bíblico tem como objetivo deixar com que Deus fale por Si mesmo através da Sua Palavra, assim como aprender a manejar a Palavra da Verdade corretamente (2 Timóteo 2:15). Esse tipo de aconselhamento segue a Bíblia e procura ministrar o amor do Deus verdadeiro e vivo, amor este que lida com o pecado e produz obediência.

A psicoterapia e muito do aconselhamento cristão são baseados em necessidades. As necessidades de autoestima, de amor, de aceitação e de importância tendem a dominar. Acredita-se que se essas necessidades forem satisfeitas, as pessoas serão felizes, gentis e morais; se não forem satisfeitas, as pessoas serão miseráveis, odiosas e imorais. A Escritura ensina que é Deus, e não nós, quem muda os nossos desejos e que a verdadeira felicidade só pode ser encontrada através do desejo por Deus e de viver uma vida que lhe agrada. Se as pessoas almejam a autoestima, amor e significado, elas vão ser felizes se receberem o que querem e miseráveis se não, mas uma coisa é certa: elas continuarão focalizando-se em si mesmas em ambos os casos. Por outro lado, se as pessoas desejarem a Deus, o Seu reino, Sua sabedoria e a glória da ressurreição, elas serão realmente satisfeitas, alegres, obedientes e boas servas de Deus.

Embora psicoterapeutas seculares tentem ajudar o paciente a encontrar dentro de si mesmo o poder para satisfazer suas próprias necessidades, para a maioria dos psicólogos cristãos, Jesus Cristo é quem tem o poder para cuidar das necessidades e das feridas do psiquismo. O paciente é apenas convidado a perceber o quanto é amado por Deus, e a cruz demonstra apenas como ele é precioso para Deus, aumentando assim a sua autoestima e satisfazendo a sua necessidade de ser amado. Na Bíblia, portanto, Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus crucificado no lugar dos pecadores. O amor de Deus realmente acaba com a busca incessante da autoestima. Ele produz, em vez disso, uma grande e grata estima pelo Filho de Deus, o Cordeiro digno de louvor, o qual nos amou e deu a Sua vida por nós. O amor de Deus não atende às nossas luxúrias de ser amado como somos. Ao invés, Deus nos ama apesar de quem realmente somos e nos ensina a amar a Ele e ao próximo (1 João 4:7-5:3).

Quando uma pessoa pecaminosa procura por um psicólogo secular ou um conselheiro cristão a fim de satisfazer suas necessidades ou para alcançar felicidade, autoestima e satisfação, ela vai inevitavelmente sair desse aconselhamento se sentindo vazia. Jesus disse que temos que morrer para nós mesmos e nascer de novo. Quando nos aproximamos dEle, devemos ter a intenção de colocar de lado a velha natureza, não só consertá-la, e de nos vestir da nova natureza, a natureza que vive para Cristo e que procura servir a Ele e a outras pessoas por amor ao que Ele fez. Os conselheiros verdadeiramente bíblicos procuram ajudar os seus clientes a fazer justamente isso. Eles seguem a Bíblia e visualizam o aconselhamento como uma atividade pastoral cujo objetivo não é a autoestima, mas a santificação, quer dizer, crescimento em piedade e em viver à semelhança de Cristo.

A Psicologia e a Igreja Evangélica

 


          Na história da igreja evangélica, nada tem induzido os crentes ao abandono da fé na suficiência da Palavra de Deus mais do que a pseudociência do aconselhamento psicológico.
         Considerem o seguinte: a igreja evangélica é um serviço mais que tudo de referência no aconselhamento por psicólogos e psiquiatras. Muitas grandes igrejas possuem psicólogos licenciados em seu quadro de funcionários. As agências missionárias estão exigindo que os seus candidatos a missionários sejam avaliados e aprovados por psicólogos profissionais licenciados, antes de serem admitidos ao serviço. Psicólogos e conselheiros cristãos tornam-se sempre mais conhecidos e respeitados pelos evangélicos do que os pregadores e professores. Quem já não ouviu falar do psicólogo Dr. James Dobson?

         A maioria dos evangélicos está convencida de que a psicoterapia é científica e necessária para suprir o que falta na Bíblia, no que se refere às necessidades mentais, emocionais e comportamentais. Quando emprego o termo “psicoterapia”, estou me referindo ao aconselhamento psicológico, à psicologia clínica e à psiquiatria (não biológica). Posso também usar o termo “psicologia”. Reconheço que existem algumas áreas da psicologia que são claramente distintas da psicoterapia e devem ter mérito e valor científico, quero dizer, os campos que estudam a percepção, a inter-relação homem-máquina, a ergonomia, qualquer psicologia educacional, e assim por diante. Contudo, estas representam uma pequena porcentagem na indústria da psicologia, a qual afirma ter “insights” científicos  dentro da mente humana.

         Então, qual o problema com a psicoterapia? De acordo com numerosos estudos científicos, ela raramente funciona (e quando o faz é apenas superficialmente) sendo conhecida como prejudicial. A partir de uma perspectiva bíblica, ela é um engodo anticristão. Estas duas conclusões vão se tornar completamente óbvias à medida em que prosseguirmos.

         Em razão da significativa influência que tem tido na igreja, o caminho psicológico comparado ao caminho bíblico deveria ser assunto de interesse crítico para todos os que crêem ser a Palavra de Deus sua autoridade e que ela é totalmente suficiente para nos dar “tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude” (2 Pedro 1:3).



 

        Como comparar estes dois caminhos?




         Eles não poderiam ser mais opostos. As teorias básicas do aconselhamento psicológico são contraditórias ao que a Bíblia ensina sobre a natureza humana e a solução divina para os seus problemas mentais, emocionais e comportamentais. Os conceitos psicoterapêuticos  com relação à humanidade são intrinsecamente bons. A Bíblia diz que, exceto Jesus Cristo, não existe homem bom e que este foi nascido com uma natureza pecaminosa, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

         O aconselhamento psicológico promove sempre a crença de que os problemas que afetam adversamente o bem estar mental e emocional da pessoa são determinados por circunstâncias fora da pessoa, tais como abuso de pais e o meio ambiente. A Bíblia diz que um coração humano maligno e suas escolhas pecaminosas é que são causadores dos problemas emocionais e comportamentais: “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:21-23).

         A psicoterapia tenta melhorar o ego através de conceitos, como amor próprio, auto-estima, auto-dignidade, auto-imagem, auto-atualização, etc.  A Bíblia ensina que o ego é o maior problema da humanidade e não a solução dos males que a afligem. Ela profeticamente identifica a principal solução mostrada no aconselhamento psicológico, o amor próprio, como o catalizador a uma vida de depravação: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos...” (2 Timóteo 3:1).

Ela nos ensina ainda que a reconciliação com Deus através de Jesus Cristo é o único meio do homem resolver os seus problemas mentais, emocionais e comportamentais relacionados ao pecado: “A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis” (Colossenses 1:21-22).

         A psicologia tem sabotado de muitos [cristãos] a fé no que se refere à suficiência da Bíblia. Visto como os psicólogos afirmam possuir “insights” dentro da natureza humana e também métodos para mudá-la, métodos esses que não se encontram na Bíblia, isso quer dizer que a Bíblia não é suficiente para aconselhar nem conduzir os crentes em suas necessidades mentais, emocionais e comportamentais. 

         A psicoterapia vendeu à igreja essa mentira de que a psicologia pode ser integrada à Bíblia. Isso deveria ser escandaloso para todo crente inteligente. Visto como a psicologia e a Bíblia estão fundamentalmente em oposição uma à outra, deveria ser óbvia a impossibilidade de uma real integração em seus ensinos. Além do mais, se a Bíblia [o Livro escrito por Deus] é insuficiente para englobar tudo o que diz respeito à vida e piedade, nesse caso os seres por Ele criados devem buscar em algum lugar o bem estar mental, emocional e comportamental. E como devem buscá-lo em algum lugar, então a afirmação que a Bíblia faz de ser autoridade, de ser infalível e suficiente, também é falsa!



 

         Como a psicoterapia tem influenciado a igreja?


         Seria de fato muito raro encontrar um sermão sem qualquer suposto “insight” de psicologia. Típica é a Igreja Willow Creek, perto de Chicago, cuja influência é nacional e internacional, através de suas 10.000 associações de membros de igrejas. Um pesquisador dos métodos  de crescimento das igrejas, o qual passou um ano em Willow Creek, observou: “[O Pr.] Hybels não apenas ensina princípios psicológicos como os usa como guias na interpretação da exegese da Escritura... O rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer auto-análise e Pedro tinha um problema de fronteiras”.  O livro recordista de vendas de Rick Warren - “Uma Vida Com Propósito” -  além da aceitação da psicologia na igreja, ainda inclui bobagens como “Sansão era co-dependente” e “A fraqueza de Gideão era sua baixa auto-estima e profunda insegurança”.

         Por que essa psicologização do Cristianismo? Ora, porque à igreja foram vendidas três idéias errôneas:

1. - A psicoterapia é um esforço científico

2. - O aconselhamento é somente para os profissionais.

3. - A psicologia cristã reconcilia a ciência com a fé.



Vamos dar uma olhada em cada uma destas:

Primeiro, a psicoterapia não é um esforço científico. Martin e Deidre Bobgan registram em seu livro “The End of Christian Psychology” (O Fim da Psicologia Cristã): “Tentando analisar  o status da psicologia, a Associação Americana de Psicologia nomeou o Dr. Sigmund Koch para planejar e direcionar um estudo subsidiado pela “National Science Foundation” (Fundação Nacional da Ciência). Esse estudo envolve oito eminentes eruditos analisando os fatos, teorias e métodos da psicologia. Os resultados desse extensivo esforço foram publicados numa série de sete volumes intitulada “Psychology: a Study of a Science” (Psicologia: um Estudo de Uma Ciência). O Dr. Koch resume as conclusão dessa plêiade nestas palavras: ‘Suponho que agora fica absoluta e finalmente óbvio que a psicologia não é uma ciência coerente’”.

O Dr. Carl Popper, considerado um dos maiores filósofos da ciência, depois de um completo estudo da psicoterapia, declarou: “Embora posando de ciência (a psicoterapia) tem de fato muito mais em comum com os mitos primitivos do que com a ciência (e) se assemelha mais com a astrologia do que a astronomia”.

Segundo,
o aconselhamento não é somente para profissionais. Graças a Freud, e a outros com antecedentes médicos, a psicoterapia possui termos e conceitos que dão a falsa impressão de que têm a ver com a ciência médica. Uma compreensão do termo “doença” é a chave para se entender essa ilusão.

Será que o processo mental de alguém, ou seja, o seu pensamento e comportamento podem ficar literalmente enfermos? Nossos cérebros, que são físicos, certamente podem, mas as nossas mentes, que não são físicas, não podem adoecer.  Nesse caso, o termo “mentalmente enfermo” está errado - é um mito. Além disso, com algumas exceções na área da psiquiatria, os psicoterapeutas não se referem aos problemas orgânicos nem físicos dos seus pacientes.

Então, o que fazem os psicoterapeutas? Ora, no máximo eles conversam com os pacientes e os escutam. O psiquiatra pesquisador Dr. Thomas Szasz nos revela: “Em linguagem clara, o que o paciente e o psiquiatra realmente fazem? Eles falam e escutam um ao outro. Sobre o que falam? Falando claramente, o paciente fala de si mesmo e o terapeuta fala do paciente... cada um tentando conduzir o outro a ver ou fazer coisas, de um certo modo”.

Entendo que a maioria dos evangélicos, quer esteja no púlpito ou nos bancos, pode, certamente, lidar com a média do aconselhamento - que se resume simplesmente em falar e escutar. [NT. - Em Tiago 5:16, lemos: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis...”]. Contudo, poucos dentre nós são profissionais treinados. Não somos treinados adequadamente no sentido de falar e escutar, nem temos estudado teorias sobre o comportamento humano, as quais não passam de opiniões de homens ímpios.  Isso sem falar que existem mais de 500 sistemas de terapia e milhares de métodos técnicos (muitas vezes contraditórios e algumas vezes, altamente bizarros).

Então, não sendo profissionais, deixamos de possuir todo esse assim chamado conhecimento. Nesse caso, será que os profissionais não são mais efetivos do que os não profissionais no auxílio a pessoas com problemas psicológicos? Não!!!

Depois de ver uma pesquisa comparando profissionais treinados com os não treinados, os pesquisadores Truax e Mitchell registram: “Não há evidência alguma de que o costumeiro programa tradicional gradual tenha valor positivo no sentido de produzir terapeutas que possam oferecer melhor ajuda, comparados aos não profissionais”.

Considerem a conclusão  de um extenso projeto de pesquisa liderado pelo Dr. Joseph Durlack.

Acima de tudo, os resultados descobertos em estudos comparativos têm favorecido os não profissionais... Não houve diferenças significativas entre os auxiliadores, em 28 investigações; contudo, em 12 estudos feitos, os não profissionais foram significativamente mais efetivos. A chocante conclusão  dessas investigações comparativas é que os profissionais não possuem habilidades terapêuticas visivelmente superiores, quando comparados aos não profissionais. Além do mais, a educação em saúde mental, o treinamento e a experiência não são exigências necessárias a uma pessoa que presta ajuda mental.

O psicólogo Dr. Bernie Zibergeld escreveu em seu livro bestseller -The Shrinking of América: Miths of Psychological Changes”  (A Retração da América: Mitos das Mudanças Psicológicas) ... “A maior parte dos problemas enfrentados pelas pessoas seriam mais facilmente resolvidos com uma conversa com amigos, esposos, parentes ou alguém mais, que pareçam estar agindo bem, o que acreditamos estar fazendo parcamente... Se eu, pessoalmente, tivesse um problema de relacionamento e não pudesse resolvê-lo com o meu parceiro não sairia para ver essa retração. Olharia ao meu redor em busca do tipo de relação que admiro... É para isso que eu iria. Gosto que alguém me testemunhe pela sua vida que pode fazer isso.” [NT. - Trocando em miúdos: um bom testemunho cristão em vencer os obstáculos - pela fé em Cristo e no Seu poder - é o melhor testemunho que se pode oferecer a um irmão com problema].

Ora, esse é apenas o conselho de um homem que entende de psicoterapia. Contudo, nestes “tempos trabalhosos” para a igreja, muitos (e os números continuam crescendo) têm abandonado não apenas o “senso comum”, mas, o que é pior, eles têm descartado o seu mandato bíblico, que é ministrar um ao outro, através da Palavra de Deus e no poder do Espírito Santo. Foram intimidados pelos mitos e abandonaram a verdade. 

Finalmente, a psicologia cristã não pode reconciliar a ciência com a fé. Por que não? Porque a psicologia não é uma ciência e nem pode ser cristianizada. Sem dúvida, existem cristãos licenciados e psicoterapeutas profissionais, porém não em ramo ou afluente algum identificado como cristão.


         Considerem esta declaração representando a visão da “Christian Association for Psychological Studies” (Associação Cristã de Estudos Psicológicos)

         “Somos freqüentemente indagados e somos ‘psicólogos cristãos’... Somos cristãos psicólogos, mas no momento não existe qualquer psicologia cristã aceitável, que seja significativamente diferente da psicologia não cristã. É difícil concluir que estejamos funcionando de um modo fundamentalmente distinto dos colegas não cristãos... Bem como não existe uma teoria  aceitável, um modo de pesquisa ou uma metodologia de tratamento distintamente cristão”.

         Então, como agem os psicoterapeutas licenciados? Eles se aproveitam seletivamente dos conceitos aprendidos, durante a sua educação e treinamento seculares, e tentam integrá-los ao seu sistema de crença cristã.  Contudo, esses conceitos são todos antiéticos à maneira bíblica de ministrar os problemas de um crente, relacionados ao domínio do pecado e a viver uma vida frutífera e produtiva que agrade ao Senhor.

         É de admirar que um cristão se volte para essas teorias da sabedoria de humana, as quais foram concebidas por homens tão obviamente anticristãos. Freud considerava a religião como uma ilusão e ficou conhecido pelo seu ódio ao Cristianismo, o qual ele acreditava ter ensinos anti-semitas.  Outros, como Abraão Maslow,  e Carl Rogers, eram ostensivamente novaerenses e ocultistas. Mesmo assim, considerem a citação de um conceituado líder psicólogo cristão: “Sob a influência de psicólogos humanistas, como Carl Rogers e Abraão Maslow, muitos de nós cristãos temos começado a ver a nossa necessidade de amor proprio e auto-estima. Este é um foco bom e necessário”.

Não segundo as Escrituras! 

         O Livro de Neemias nos dá uma descrição do que está acontecendo na igreja. Neemias (cujo nome significa Iavé é o nosso confortador) tipifica o Espírito Santo. Deus o envia para reconstruir e fortificar Jerusalém. Sob a desculpa de ajudar Neemias, os inimigos de Israel tentam subverter a restauração. Inacreditavelmente, o sacerdote dá ao adversário Tobias um aposento dentro do Templo. É exatamente o que está acontecendo, hoje em dia, na igreja, com a assim chamada psicologia cristã.

         É muito séria essa psicologização da igreja? Embora ela esteja sendo devastadora, agora mesmo, a Escritura nos diz que ela excederá em muito o que se possa imaginar: “SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:1-5).



17/02 por: admin 59 Comentários

O grave problema dos pastores que trocaram a Bíblia pela Psicologia



Nos últimos 20 anos tem se multiplicado assustadoramente o número de pastores que abandonaram as Escrituras Sagradas e o aconselhamento bíblico em detrimento ao estudo da psicologia e da psicanálise. Na verdade, boa parte dos líderes evangélicos acreditam ainda que inconscientemente, que a Palavra de Deus não é suficientemente capaz de sarar o coração ferido, sendo assim necessário a aplicação de técnicas terapeuticas bem como o auxílio de doutrinas psicológicas. Nesta perspectiva, tenho visto e testemunhado dezenas de pastores dedicando a maior parte de seu tempo tentando aprender aquilo que Freud e cia tem a dizer sobre o comportamento humano.
Bom, antes que seja apedrejado pelos psicólogos que me lêem, afirmo que considero a profissão de psicólogo extremamente importante em nossa sociedade, entretanto, ao contrário de outros segmentos, acredito que tanto o pastor como o teólogo deveriam priorizar exclusivamente o estudo das Sagradas Escrituras, como também da Teologia. No entanto, em virtude do relativismo de nosso tempo, onde o que mais se enfatiza é a satisfação pessoal, inúmeros lideres cristãos, das mais diversas denominações, tem abandonado o estudo sistemático da Palavra de Deus para dedicar-se ao estudo do comportamento humano, proporcionando com isso a “adequação” do evangelho de Cristo aos padrões humanistas deste tempo pós-moderno.
Ora, nestes últimos anos, o número de pastores interessados em psicologia aumentou consideravelmente. Em 2000, A revista Veja trouxe um artigo intitulado “A Bíblia no Divã”, mostrando que é cada vez maior o número de pastores que têm procurado os cursos de formação rápida de psicanálise tentando conciliar Freud com o Senhor Jesus Cristo.
Caro leitor, sinceramente fico a questionar qual o propósito desses pastores. Será que querem aprender como lidar com o ser humano usando concomitamente a Bíblia e Freud? Será que acreditam que através da psicanálise estão habilitados para a tarefa pastoral do aconselhamento?
Confesso que sinto-me profundamente entristecido em ver que homens de Deus têm abandonado a suficiência das Escrituras em detrimento aos ensinamentos da psicanálise. Ora, sem a menor sombra de dúvidas a Bíblia é fonte inesgotável, incomparável, insubstituível, indispensável, inequívoca, indiscutível de sabedoria.
As Escrituras Sagradas contém remédio para a psiquê. A Santa Palavra de Deus é o nosso maior e melhor manual de aconselhamento. Como bem disse o salmista: a Palavra de Deus é “perfeita e restaura a alma”; é “fiel e dá sabedoria aos símplices”; é correta e alegra o coração; é pura e “ilumina os olhos”. Seus ensinos são “mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado”. Por meio dela, o povo de Deus é advertido, protegido do erro e de angústias, e, “em os guardar, há grande recompensa” (Sl 19.7-11).
Pense nisso!
 FONTES:
 www.gotquestions.org/.../psicologia-aconselhamento-biblico.html
 www.chamada.com.br/livraria/detalhes/?cod=AIPB
 solascriptura-tt.org/.../PsicologiaEIgrejaEvangelica-TAMcMahon.htm
 www.monergismo.com/textos/.../aconselhamento-psicologico_street....
 www.ibcu.org.br/escolabiblica/Escola%20Bíblica%20...
 www.pulpitocristao.com/.../o-grave-problema-dos-pastores-que-troca...
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AMASIADOS


Amasiados - Qual a Posição da Igreja?
 

IMPLICAÇÕES ECLESIÁSTICAS QUANTO A RECEPÇÃO DE PESSOAS AMASIADAS NA MEMBRESIA DA IGREJA
 
Textos bíblicos: Ef. 5. 22-33; 2 Cor. 11.2; João 4.16-18; Fil. 4.8
Com o afrouxamento do casamento, tornou-se comum a união conjugal sem um ato formal. Com isso, surge uma tendência das nossas igrejas se adaptarem à situação, principalmente porque outras Igrejas modernas já se adaptaram, aceitando, naturalmente, pessoas amasiadas como participantes efetivos de sua membresia.
 
O assunto tem sido pouco estudado entre nós. A Ordem dos Pastores do Brasil, secção de São Paulo e Rio de Janeiro, não possuem nenhum trabalho sobre o assunto.
 
Para firmarmos uma posição sobre este assunto, teremos que tentar responder certas perguntas fundamentais, como: 1 - O que é casamento? 2 - Que tipo de casamento a Bíblia aprova? 3 - Que tipo de exigências as Igrejas do Novo Testamento faziam para a sua membresia?
 
Na consideração deste assunto, teremos que partir, antes de mais nada, para uma breve recapitulação histórica do casamento, tanto na história profana, como no Velho e no Novo Testamento.
 
E é o que faremos a seguir: O Casamento na História das Civilizações - Um breve passeio pela história profana, mostra que o assunto não é bem definido. Will Durant, um historiador ateu, mas considerado pelos críticos um dos mais imparciais em termos de história e documentário, começa seu relato dizendo que "casamento é a associação do macho e da fêmea para fins de proliferação". E diz mais à frente que quem inventou o casamento foram os animais (História da Civilização, Will Durant, Vol. I, pp.41/42). Will Durant, naturalmente, não crê na Bíblia e não aceita a idéia original do casamento, que foi instituído por Deus com toda a exuberância que o ato merece. E, na verdade, os animais "descobriram" e não inventaram - não o casamento, mas o "acasalamento". Aliás, acasalamento é o que muitos seres humanos estão fazendo hoje.
 
No seu relato, Will Durant traz algumas informações interessantes: Em Futuna e Havaí, a maior parte dos nativos não se casavam, pelo menos no tempo deste historiador. Os Lubus, juntavam-se indiscriminadamente sem qualquer concepção de casamento. Certas tribos de Bornéu, são sexualmente livres como os pássaros. Na primitiva Rússia, os homens se utilizavam das mulheres sem qualquer distinção e nenhuma mulher tinha um macho fixo. Os pigmeus africanos não conheciam o casamento, e seguiam simplesmente seu instinto. Um bloco de informações de Durant vale a pena citar na íntegra: "Uma variedade de uniões experimentais veio substituir a ligação indeterminada. Entre os nativos de Orang-Sakai a moça ficava algum tempo com cada homem da tribo, passando de um para outro até voltar ao primeiro. Entre os iacutos da Sibéria, os botocudos da América do Sul, as classes baixas do Tibé e outros povos, o casamento era completamente experimental, e rompia-se por vontade de qualquer dos cônjuges, sem que fossem precisas justificações. Entre os damaras, segundo Francis Galton, "a esposa era trocada semanalmente". Nos bailes a "mulher passava de homem a homem, e por sua própria vontade deixava um marido por outro. Jovens, ainda meninas de pouco mais de 10 anos, tinham, muitas vezes, quatro ou cinco maridos, e todos ainda vivos". A palavra original para casamento do Havaí, significa experiência. Nos taitianos, há um século, quando não havia filhos, as uniões eram livres e dissolúveis à vontade; e se vinha prole, os pais ou a destruíam sem nenhuma condenação social, ou criavam-na e ficavam morando juntos; o homem comprometia-se a sustentar a mulher em troca dos trabalhos de mãe que ela iria ter" (Ob. Cit., vol. I, p. 42).
 
Will Durant entende que o que fez os seres humanos deixarem a poligamia e organizarem mais o ato do casamento foi o fator econômico. Foi ficando difícil a um homem sustentar várias mulheres e todas as implicações desse tipo de união. Também foram surgindo problemas de propriedade e herança, com a melhora dos valores sociais do mundo. Isto levou os seres humanos a adotarem uma só mulher e procurar desenvolver com ela todo o empreendimento da família.
 
LUZES DA IDADE MEDIEVAL E DA RENASCENÇA
Um trabalho de 18 páginas preparado por Kirsti S. Thomas, de Seatle, e publicado na Internet, traz interessantes informações sobre o casamento, principalmente de suas formalidades.
 
Dentre outras, anotamos as seguintes idéias, em resumo: Apesar de tratar do casamento na idade Média e Renascença, ele começa por dar a mais clássica definição de casamento. Ele começa por perguntar: O que faz um casamento ser casamento ou, o que faz uma união ser casamento (isto é, que ação um casal precisa demonstrar para que a sociedade os reconheça como marido e mulher). E então anota a definição do New Shorter Oxford Dictionary: "Legalmente reconhecida a união pessoal realizada por um homem e uma mulher, com a intenção de viver junto e ter relação sexual, e implicando propriedade e direitos de herança".
 
O historiador francês Georges Duby, diz: "Casamento, o que é necessário que seja aberto, público, e cerimonial... está no centro do todo sistema de valores, na junção entre o material e o espiritual. Ele regula a transmissão de riquezas de uma geração para outra... porque casamento também regula atividade sexual para procriação, ele pertence ao reino do que é profano e do que é sagrado (The Knight).
 
De um lado, casamento é secular porque envolve transferência de propriedade. Por outro lado, é sagrado porque pode resultar em procriação, e porque os laços entre marido e mulher espelha os laços entre o ser humano e o divino.
 
Em termos cristãos, a relação marido/mulher é análogo à relação entre Cristo e a Igreja. A dupla natureza sagrada/secular tem um impacto definido no desenvolvimento da filosofia e dos costumes do casamento.
 
Os diversos segmentos dessa época, que gravitavam entre casamento com a intervenção Igreja, com a presença de um sacerdote e entre o casamento como um ato público, sem a intervenção da Igreja, marcam ponto, no século XVII, com a opinião de John Donne, em 1621, que dizia: "Sendo o casamento é um contrato civil, ele tem que ser público, e deve ter testemunho de homens. Sendo um contrato religioso, ele tem que ter a bênção do sacerdote" (Kirsti S. Thomas, não publicado).
 
O passo mais decisivo para o casamento civil, veio com a Reforma Protestante, principalmente com a influência de Martinho Lutero. Ele dizia: "Regulamento do casamento é da alçada da autoridade civil e não da Igreja" (ob. Cit.). Mas ele concordava que a Igreja poderia dar bênção a quem se casasse dentro do rito básico (1529).
 
Nota-se, portanto, que o casamento na história só começou a atingir o ideal quando veio o expediente civil, para que fosse devidamente oficializado e reconhecido pela sociedade. Dizemos: "começou", porque, ao lado da oficialização para reconhecimento e garantir direitos e deveres, deve haver o fator espiritual, isto é, o modelo do Éden, com a presença de Deus.
 
O Casamento no Velho Testamento - O que temos no Gênesis a respeito do primeiro casamento, é algo de mais elevado. Deus instituiu o casamento e realizou, pessoalmente, a primeira cerimônia. Como não havia ainda sociedade além de Adão e Eva, o fator civil era desnecessário. Mesmo assim, o ato foi público, isto é, aberto. Depois que o homem se afastou do Éden e da presença de Deus, o casamento, bem assim outros valores do ser humano, retrocederam e tiveram que recomeçar por sua própria conta.
 
A fonte que temos sobre o assunto é o Velho Testamento que, no entanto, não nos dá detalhes sobre muita coisa do casamento. Dentre outras, colhemos as seguintes informações:
 
Os pais cuidavam do casamento dos filhos:
Gen. 24; Juizes 14.1-4;
O casamento se dava freqüentemente dentro da mesma família:
Ex. 34.12-15; Deut. 7.3,4;
Em certa fase, persistiu a prática da captura da esposa pelo homem, principalmente durante a guerra:
Deut. 21.10
Mais tarde, a compra da esposa e o dote:
Ex. 22.16 x Deut. 22.29;
Era usual também, dar a filha mais velha primeiro e a mais nova depois, mesmo pagando por ambas. É o exemplo de Jacó: Gen. 29.26.
 
Não se encontra, no Velho Testamento, nenhum detalhe sobre o ato legal e formal do casamento. Infere-se que a legalização dava-se pela publicidade do ato e pelo testemunho.
 
No caso do testemunho, vemos que Boaz, para formalizar o seu casamento com Rute fê-lo publicamente diante de anciãos do povo, e tomou 10 homens como testemunha do fato (Rute 4.1-12). O ato de trocar os sapatos era o costume da época dos Juizes (4.7). Em geral, era o ato público que legalizava ou oficializava o casamento, para que fosse reconhecido: Uma festa na casa da noiva (Gen. 24; Juizes 14; Acompanhamento da noiva até à casa do noivo, com cantos e regozijos (Jer. 7.34; 16.9, 25.10) A noiva era escoltada por moças virgens até a câmara nupcial Em alguns casos, o acompanhamento levava tochas ou lâmpadas, com ramos de murta e grinaldas de flores. Este costume parecia perdurar nos dias de Jesus, daí sua parábola das 10 virgens (Ver Owen C. Whitehouse - Costumes Orientais - Antigüidades Bíblicas).
 
Naturalmente, escribas do Rei de tempos em tempos anotavam dados das famílias, pois se primava pelas genealogias. No Velho Testamento, como se pode notar, tolerava-se a bigamia. Inicialmente, um homem podia ter várias esposas no mesmo pé de igualdade, havendo apenas diferença de preferência do marido. Mais tarde, surgiu a figura da esposa principal e da secundária, chamada concubina, como era o caso de Abraão, de Davi, de Salomão e outros.
 
O Casamento no Novo Testamento - No Novo Testamento, no que se refere aos cristãos judeus, os costumes eram os mesmos dos últimos tempos do Velho Testamento. A parábola das dez virgens contada por Jesus, mostra isto (Mat. 25).
 
As alegorias pintadas por João no Apocalipse, reforçam esta idéia. Em virtude do surgimento da Sinagoga durante o cativeiro babilônico, o Rabino passou a participar dos cerimoniais.
 
Entre os gentios, os costumes de casamento variavam muito de acordo com as religiões pagãs.
 
Não há nada específico no N.T. a respeito das exigências da Igreja sobre as formalidades do casamento. Ele trata sempre o casamento como fato existente e consumado. Há restrições sobre casamento misto (jugo desigual - 2 Cor. 6.14-18), mas se o marido tem mulher descrente ou vice-versa, um é santificado pelo outro (1 Cor. 7.12-15).
 
A ênfase é à monogamia - um só marido, uma só mulher - O que estamos buscando, para nossas aplicações ao tema proposto, é a formalidade do casamento e sua validade para a sociedade e, conseqüentemente para a Igreja. Isto é, o que é, realmente, um casamento devidamente oficializado e reconhecido por todos.
 
O Casamento no Brasil - No Brasil, por causa de Portugal, país católico, o casamento, inicialmente, era apenas religioso, com rito católico. Era o que valia. A Constituição de 25 de março de 1824, ainda do tempo do Império, reforçou a questão declarando, no seu Art. 5o, que a religião oficial do País era a Católica. Mais tarde surgiu o decreto no. 181, de 14 de janeiro de 1890, que regulamentou o casamento civil. Daí para a frente, quem casa no Brasil é o Estado. Muito mais tarde, surgiu a lei que faculta a celebração do casamento religioso com validade civil. Na verdade, aproveita-se apenas a oportunidade e a burocracia para que o ato civil seja oficializado. Mas a Igreja continua não fazendo casamento. O que a Igreja faz é uma cerimônia religiosa, com aconselhamento e impetração de bênção para os noivos.
 
O Problema do Casal Amasiado de alguns anos para cá, começou a se formar uma jurisprudência no Brasil, dando certos direitos a concubinas, isto é, uma segunda mulher de certos maridos: tais como pensão alimentícia, indenizações e até heranças.
 
Atualmente, até namorados de muitos anos, quando terminam por culpa de um deles, há direitos a reclamar e a lei brasileira tem amparo para tais questionamentos. Daí, passou-se à figura do amásio, cujo termo técnico é "União Estável" que é o casal que vive maritalmente, sem casamento formal. A Lei 9.258 de 10 de maio de 1996 reconhece, para vários fins, a chamada "União Estável", que se caracteriza por uma convivência duradoura, pública e contínua de um homem e uma mulher, estabelecida com o objetivo de casamento. Neste caso, a dita união não é reconhecida como casamento. O que a lei reconhece são os direitos advindos dessa união. Parece que é este o caso em questão.
 
PRELIMINARES DE APLICAÇÃO AO PROBLEMA
Temos até aqui trabalhado nos conceitos, para que tenhamos uma idéia sobre a natureza do casamento e da chamada "união estável" ou de amasiados.
 
Para ficarmos prontos para uma aplicação ao caso, temos que considerar agora a natureza da Igreja, da sua membresia e das condições para que alguém se ligue à igreja. Nestas considerações, por falta de instruções específicas na Bíblia, principalmente no Novo Testamento, temos que jogar também com o que chamamos: Ética Cristã.
 
A Natureza da Igreja de Cristo e a Ética Cristã - Sem entrar em considerações mais profundas, podemos começar dizendo que a Igreja de Cristo é de natureza espiritual. Ela trabalha, antes de mais nada, com valores e objetivos espirituais e eternos, pois é a agência do Reino de Deus na terra, enquanto Cristo não volta.
 
Como, no entanto, está trabalhando no mundo, ela deve estabelecer para si normas de conduta diante da sociedade. Quando Jesus disse que a nossa luz deve resplandecer diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos Céus (Mat. 5.13-16), ele estava dizendo que a Igreja deveria projetar um testemunho aceitável, louvável. A idéia do sal da terra e da luz do mundo, por outro lado, mostra que a Igreja deve formar normas corretas e padrões dignos. Uma das figuras do sal é que ele conserva. Ele conserva uma massa para que não se corrompa.
 
A Igreja deve ter um padrão de comportamento tal que preserve a sociedade. O fato de tanta corrupção no nosso mundo é devido, em parte, à falta de testemunho objetivo e determinante das Igrejas do Senhor. Também o sal tempera e dá sabor. A idéia é que a Igreja promove o equilíbrio do comportamento da sociedade.
 
Em outras palavras, a ética que a Igreja dita para o mundo é aquela que brota de vidas transformadas por Cristo e que segue o caminho dos objetivos ideais do ser humano, como ensinados por Cristo.
 
Não é, como definem os filósofos, a formação de normas aprovadas por uma sociedade, pois a sociedade corrompida, dominada pelas leis do pecado, estabelece normas também corrompidas.
 
É o que acontece nos nossos dias, em que tudo é permitido: uniões ilícitas, casamento de homossexuais, jogos de azar, sexo antes do casamento, adolescentes dormindo juntos na casa do namorado, e outros costumes que estão sendo aprovados pela atual sociedade.
 
A Igreja e a Obediência às Leis - O Novo Testamento, mesmo a despeito de tanta perseguição enfrentada pelos cristãos, aconselha a obediência às autoridades constituídas, chegando a dizer que elas são estabelecidas por Deus (Rom. 13.1-7; Tito 3.1; 1 Ped. 2.11-17)
 
Na verdade, nem sempre a lei está de acordo com a moralidade cristã. É o caso de jogos de azar, por exemplo, que são aprovados pela lei, mas que não pode ser aprovado pela ética cristã.
 
É por isso que Paulo, ao mesmo tempo em que recomendava a obediência às autoridades, dizia que todas as coisas lhe eram lícitas (legais, permitidas), mas nem todas lhe convinham (1 Cor. 6.12-13). No entanto, aquilo que a lei não estabelece como moral ou ético para a sociedade, a Igreja não deve fazer. É o caso da "união estável", que refoge aos princípios do direito. Como Funcionava a Membresia da Igreja do Novo Testamento a primeira menção de membros de uma Igreja, vem logo depois do Pentecostes, em que quase 3 mil pessoas foram batizadas e "agregaram-se", isto é, foram ligados numa Igreja - formaram a Igreja. O texto não esclarece qualquer outro expediente eclesiástico. Apenas foram batizados o que de bom grado receberam a mensagem de Pedro e creram no seu conteúdo, que incluía arrependimento e aceitação de Cristo, como Filho de Deus.
 
Na verdade, no Novo Testamento, não temos nenhuma regra específica, além dessa, para que alguém se torne membro da Igreja. Naturalmente, a proporção em que as coisas foram ficando mais complexas, foram se multiplicando os grupos, as heresias, tornou-se necessário certo cuidado em receber pessoas, até chegarmos a critérios modernos.
 
A respeito de casamento, por exemplo, não aparece nenhuma instrução no N.T. Subentende-se que, tratando-se de uma comunidade judaica, todos os primeiros batizados eram regularmente casados, de acordo com os costumes de Israel. Entende-se, no entanto, que para tornar-se cristão era necessário cessar do pecado, e alguém que não estava regularmente casado, estava ainda em pecado, quer seja da fornicação ou do adultério.
 
O apóstolo Paulo lança bastante luz sobre a natureza da membresia da Igreja, quando diz: "Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo" (2 Cor. 11.2). A figura da virgem preparada para o marido, é a mesma para as formalidades do casamento dos dias do Novo Testamento. O que mostra que a Igreja deveria estar envolvida com pessoas que estavam vivendo uma vida conjugal pura e autêntica.
 
Outra vez é o apóstolo Paulo que nos lança mais luz. Em Ef. 5.22-33, falando do relacionamento entre Cristo e a Igreja, ele usa a figura do relacionamento do marido com a esposa. A figura usada, é óbvio, é de um casamento legítimo. Jesus, quando falou com a mulher Samaritana, revela detalhes maravilhosos do assunto. No verso 16, do capítulo 4, Ele manda a mulher chamar seu marido. Ela, sinceramente, diz-lhe que não tem marido. Mas Jesus que tudo sabe, revela que ela teve 5 maridos (talvez tenha se divorciado 5 vezes), e o marido que tinha agora (4.17,18) não era dela.
 
O fato da mulher dizer que não tinha marido e de Jesus dizer que o que ela tem não é dela, mostra que ela era divorciada de 5 maridos e vivia maritalmente com um atualmente, mas este, Jesus não considerava marido. E, pelo que parece, a mulher na sua sinceridade também não o considerava marido. Portanto, a situação marital da mulher era pecaminosa, por isso que ela precisava de Jesus.
 
Tudo isto nos leva a crer que a Igreja do Novo Testamento só aceitava na sua membresia, as pessoas regularmente casadas.
 
CRITÉRIOS DE DECISÕES SOBRE O ASSUNTO
1
. No caso da União Estável ou de Amasiados, há duas situações:
a) Quando os Cônjuges São Livres e Desimpedidos - Neste caso, para ligar-se à Igreja, podem perfeitamente formalizar o casamento.
 
b) Quando Um ou Os Dois Ainda São Casados Com Outro Cônjuges - Aí há o adultério. No caso, o cônjuge ou ambos devem provocar o divórcio, que é o expediente legal, para que possam outra vez se casar. A Igreja deve esperar que o procedimento se cumpra. É evidente que surgem problemas de custos do procedimento do divórcio e do casamento, mas vale a pena esperar. Se a Igreja aceita o divórcio como um expediente válido, não há maiores problemas para resolver o problema da "união estável". Evidentemente, o divórcio é outro problema a ser estudado em outra oportunidade.
 
O Casamento Formal Reconhecido - é uma conquista da sociedade e dos padrões elevados para o ser humano, por causa das suas implicações sociais e jurídicas, o que interessa à Igreja. Portanto, a Igreja deve valorizá-lo e dignificá-lo. A Lição de Fil. 4.8.
 
A Igreja deve primar pelo que é puro, para o que é de boa fama, para que outros sigam o seu exemplo. Este é um fator educativo. Se ela faz o que é errado, incentiva tanto para a sua comunidade como para a sociedade a mesma prática.
 
O Poder da Igreja de Ligar e Desligar - O texto de Mateus 16.18, cuja melhor tradução é: "tudo o que ligares na terra, terá sido ligado", e "tudo o que desligares, terá sido desligado", pode favorecer certas decisões não especificadas pela Bíblia. Neste caso, uma Igreja pode tomar a decisão de aceitar um casal amasiado e isto será feito. Só que a Igreja deve estar cônscia de que a decisão foi tomada primeiramente por Deus. Do contrário, a Igreja estará agindo a sua revelia, na carne e não no Espírito.
 
Foi assim que começaram os grandes desvios do cristianismo que culminaram com o surgimento da Igreja Católica e todos os seus erros doutrinários.
 
Os conceitos de Paulo em Efésios 5.22-33 e 2 Cor. 11.2, e o de Jesus em João 4.16-18, já expostos acima, são bastante fortes e convincentes. Eles nos dão bastante luz sobre como agir, pois fica claro que só se considera, em relação à Igreja, o casamento legítimo.
 
O Dr. A T. Maston no seu livro (Certo ou Errado, Juerp, Rio de Janeiro), apresenta alguns jogos de teste que muito nos ajudam a tomar decisões em casos em que a Bíblia não traz orientação específica.
 
Trago aqui algumas adaptações daquelas idéias: O Teste dos Três Efeitos - Neste caso, procura-se averiguar que tipo de efeito a nossa decisão vai provocar: Efeito Sobre Nós - Pergunta-se: De que maneira esta decisão vai afetar a vida de nossa Igreja? Vai melhorar o padrão das famílias? A juventude vai ficar mais propensa a não se casar legalmente ou não? Se a resposta for negativa, é provável que a decisão não seja recomendável.
 
Efeito Sobre os Outros - Pergunta: De que maneira esta decisão vai afetar as outras Igrejas? Se elas tomarem nosso exemplo como padrão, isso vai melhorar o nível de vida espiritual das famílias e das igrejas? Se a resposta for negativa, não é recomendável assumi-la.
 
Efeito Sobre a Causa de Deus - De que maneira esta decisão vai afetar a Causa de Deus, a boa fama do Evangelho, o próprio caráter de Deus? Se a resposta for negativa, é provável que a decisão seja desaconselhável.
 

Os Três Testes - Aqui temos outros caminhos de averiguação: O Teste do Segredo - Raciocínio: Isto que vamos fazer pode ser feito abertamente, todos devem tomar conhecimento sem problema de reprovação, ou devemos fazer veladamente, para que ninguém venha tomar conhecimento do fato. Se a resposta for negativa, é melhor que não se realize.
 
O Teste da Universalidade - Isto que vamos fazer, seria bom que todas as Igrejas o fizessem? Ou somente a nossa Igreja vai fazer numa circunstância especial? Se a resposta for negativa, é melhor não fazer.
 
O Teste da Oração - Podemos orar agradecendo a Deus pelo fato de estarmos recebendo uma família que não é casada formalmente, cujo casamento não é reconhecido oficialmente? Se a resposta for negativa, é melhor não fazer.
 

O Teste das Três Fontes de Luz
A Luz Que Vem de Dentro - É a luz da consciência cristã, formada pela presença do Espírito Santo na vida de cada crente e da Igreja. Se a decisão não dá paz interior a todos os membros da Igreja; se não há um "sinal verde" geral da Igreja, é melhor não assumir.
 
A Luz Que Vem de Fora - Neste caso, perguntamos a outros crentes, a outros obreiros, a outras Igreja, o que fariam. Muitas vezes, as experiências de outrem, ajudam-nos a tomar uma decisão mais acertada.
 
A Luz Que Vem de Cima - É a consulta a Deus. Neste caso, temos que orar a Deus, perguntando sinceramente o que Ele quer que seja feito. Deus dará a resposta de alguma maneira, e a convicção virá a todos. É bom notar que, segundo o Novo Testamento, a despeito de adotarmos o regime democrático, a melhor decisão que demonstra inequivocamente a vontade do Espírito Santo, é o da unanimidade. Se não há unanimidade, não se deve assumir certas decisões controvertidas.
 

CONCLUSÕES
Poderá haver um caso ou outro, muito especial, que a Igreja deverá analisar e aceitar a dita "união estável". Neste caso, vale a decisão unânime de uma Igreja autônoma.
 
Exemplo: No meu tempo de jovem, havia um casal amasiado com 50 anos de vida conjugal. Um deles era impedido porque casado, com cônjuge ainda vivo. A distância era grande. Ao tempo, não havia divórcio, mas apenas desquite, que não desfazia o vínculo do casamento. Um caso deste, eu não teria dúvida em levar a Igreja a aceitar, não como regra, mas como exceção.
 
Como hoje, muitos casais, por razões de direitos hereditários, não estão se casando civilmente, mas apenas fazendo um contrato de convivência conjugal, seria muito temerário uma Igreja Batista entrar indiscriminadamente na aceitação de tais uniões.
 
Com base nas considerações que vimos de fundamentar, cremos que não vale a pena entrar por este caminho. O apóstolo João, no Apocalipse 21.2, 9, fala da noiva do Cordeiro. A menção é de casamento legítimo e santo. Cremos que a Igreja do Senhor Jesus deve primar por ter na sua membresia pessoal oficialmente casado.
 
Autor: Pastor Damy Ferreira
Igreja Batista Central de Osasco
 
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