sábado, 6 de dezembro de 2014

LUTA INVISÍVEL





LUTA INVISÍVEL



Os Judeus da época de Cristo esperavam o Messias como um Rei, semelhante ao Rei Davi. Um Rei poderoso, guerreiro, vencedor de batalhas que pudesse liberta-los das mãos dos Romanos. Ou seja, eles queriam um Rei guerreiro, mas para vencer batalha contra a carne e o sangue. Mas Jesus veio para reinar e guerrear e vencer as guerras no mundo espiritual. Jõ. 18: 33-36. Mas eles não entendiam isto, pois estava oculto aos olhos deles. Mc. 4; 11. Eles não entendiam nada deste mundo espiritual. Pois eles na verdade não estavam cativos dos Romanos, mas sim de Satanás e seus demônios. Estavam em trevas e não sabiam. Mt. 4: 12-17; Jõ. 8: 12. Jesus conquistou a vitória na Cruz. Cl. 2: 13 –15; Ap. 1: 17-18.

O REINO INVISIVEL: O Evangelho é luz, para mostrar o que os nossos olhos carnais não podem ver. O Evangelho tem como objetivo nos mostrar e a nos ensinar a lutar neste mundo invisível. Lc.17: 20; Jõ. 18: 33-36; II Co. 4: 18. O QUE ESTÁ OCULTO: Fica fácil para os nossos inimigos nos atingir, nos usar, causar danos a nossa vida. Pois não podemos vê-los. Mas quando nós começamos a entender os ensinamentos de Jesus, ai sim nós começamos a dificultar as coisas para os nossos inimigos. Nós começamos a ver o que ninguém pode enxergar em nível espiritual. Começamos a ter visão espiritual e enxergar o que nos está no oculto. I Co. 2: 9,14 e 15. Lc. 12: 2.

LUTANDO CONTRA O INVISIVEL: Tendo a visão do invisível, podemos ver quem está nos atingindo, perturbando as nossas vidas. I Pd. 5: 8; Ap.12: 9 e 10.

Agora que já sabemos quem nos atinge, que nos acusa e que em todos os momentos quer nos derrubar, passamos a usar as armas que a Palavra de Deus nos dá para lutar e vencer este inimigo invisível, neste mundo invisível.Ef. 6: 10-18.

APRENDENDO COM O EVANGELHO: Quando Jesus falou a respeito, de alguém bater na sua face direita, e você oferecer a esquerda, muitos teólogos interpretam como sendo espiritual, mas não é. Esta Palavra é literal, o diabo incita uma pessoa a te agredir, esperando que você reaja da mesma forma, ou seja, olho por olho, dente por dente, mas se você oferecer a outra face, vai frustrar todas as intenções do diabo.Mt. 5: 38 e 39.

O diabo usa muitas pessoas para nos agredir, tentando fazer que através de nossas reações, nós venhamos a manchar imagem e a semelhança de Deus em nossas vidas. Tirando de nós a capacidade de perdoar, pois nós carregamos a imagem e a semelhança de um Deus perdoador. Quando nós perdoamos aqueles que nos ofende, nós atingimos em cheio os planos do diabo. E mostramos a ele que verdadeiramente carregamos a imagem e a semelhança do nosso Deus. Mt. 6: 14 e 15, Ef. 4: 32; Cl. 3: 13.

O diabo, nosso inimigo no mundo espiritual, faz com que venhamos a ter muitos inimigos no mundo físico. Fazendo com que o ódio venha a dominar os nossos corações, atingindo assim a imagem e semelhança de Deus em nossas vidas. Pois o nosso Deus não é um Deus de ódio, mas sim é um Deus que é amor. Porquê nós fomos inimigos de Deus por causa do pecado, mas Ele nos amou. Ao em vez de odiar os nossos inimigos nós devemos ama-los. Quem perde nesta batalha é o diabo. Porque quando amamos os nossos inimigos ficamos cada vez mais parecidos com o nosso Deus. Mt.5: 43-48; I Pd. 2: 20-25.

Nos dias de hoje, há algumas doutrinas que levam as pessoas a querer só receber, a buscar mais os seus próprios interesses. I Co. 10: 22-24; Rm. 12: 16; Atos 20: 35. O Evangelho nos ensina ao contrário. Para o Evangelho o melhor é dar e ter para oferecer. Pois o inimigo tem como objetivo nos atingir, fazendo com que nós venhamos a pensar mais nos nossos interesses pessoais. Mas quando nós fazemos ao contrário, em vez de pensarmos mais em nós, passamos a pensar mais nos necessitados, fazemos o que Deus fez por nós, pensou mais em nós do que NELE. Quando entregou o seu Filho por nós. Dt. 15: 9-11; Rm. 5: 5-8. Fazendo assim, frustramos os planos do inimigo.

Faz parte do caráter do diabo, criar guerras, fazer com que vivamos em guerra. Guerra em nosso lar, no trabalho, na escola, com os amigos. Mas quando nós em vez de vivermos guerra, passamos a viver em paz com todos, nós frustramos mais uma vez os planos do inimigo. Ef. 6: 15; Rm. 12: 18.

O inimigo também procura introduzir em nossas vidas pequenas coisas que não tem nada a ver com o Evangelho. Pequenas mentiras, pequenas corrupções, coisas que não são honestas. Dizendo sempre assim: Não tem problema, é tudo por uma boa causa. Mas quando nós damos um grande NÃO a estas pequenas coisa, nós quebramos as pernas dele e conquistamos a vitória no mundo espiritual. Rm. 12: 17. Ele também procura nos influenciar a oferecer o pior para Deus. A pior hora para as orações, pouco tempo para orar, pouco tempo para ler a Palavra, pouco tempo para ir a igreja, o que sobra para as ofertas. Quando fazemos ao contrário, atingimos em cheio o inimigo no Reino Espiritual. I Pd.2: 1-5; Lc. 22: 17-20; Ml. 1: 6-8.



Às vezes ainda me surpreendo como algumas famílias e pessoas ainda possam estar sendo enganadas por um inimigo há séculos conhecido. Entendo que com a modernidade e com a evolução do saber, todos já deveriam ter conhecimento também da necessidade da espiritualidade séria e compatível com a vontade do Deus Criador.

Tenho notado que muitos nem sequer percebem porque estão vivendo situações adversas a sua vontade e muita vezes difícil, e porque não dizer quase impossível de se viver. O mundo físico e o mundo espiritual andam lado a lado. O mundo físico será resultado do sucesso que adquirimos no mundo espiritual, haja vista que tudo começou no espiritual e se estendeu ao físico por um tempo. No final tudo existirá no espiritual, por isso para mim é fácil acreditar que somos resultados de uma vida espiritual.

Jesus é conhecido e respeitado por todos, sem importar a religião que se tenham, todos sabem e concordam que seus ensinos são verdadeiros e cheios de sabedoria. Jesus para nós cristãos é nosso guia, pai, nosso Deus encarnado. Jesus é nossa autoridade espiritual maior.

Jesus nos ensina como devemos vencer os inimigos invisíveis, aqueles que estão a nossa volta e não percebemos. Ele diz:

“Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa” (Mt 12.29).

Jesus fala desse homem valente se referindo a um espírito maligno que acabará de expulsar de um homem cego e mudo. Na verdade este homem se encontrava em uma situação muito difícil e Jesus percebe que a situação não era natural, mas na verdade a causa da enfermidade deste homem era uma possessão maligna. Ao exorcizar este espírito maligno o homem se tornou curado. Passou a ver e falar.

Muitos problemas, não todos os problemas, podem ser causados por causas espirituais. Se perceber que há algo te escravizando, então é preciso que seja liberto deste mal. Neste caso alguém que está preso não pode soltar-se a si próprio é preciso que alguém que está livre o solte. Jesus é Senhor sobre todos os principados e potestades, a Ele foi dado todo o poder e toda a glória (Mateus 28: 18). Jesus pode libertá-lo e quer libertá-lo. Este mesmo poder foi delegado a sua igreja. Por tanto você deve crer que Jesus não mudou. Hoje Ele pode e quer expulsar este valente que está te oprimindo.

Por isso muitas vezes você pode ter ouvido o termo está amarrado que os evangélicos usam com bastante frequência. Jesus disse que se o valente não for manietado, que quer dizer preso, amarrado, não é possível vencê-lo. Decida dar um basta na situação que está vivendo, Deus pode mudar a sua vida.

É bem típico usarmos um termo como: “está amarrado” quando nos referimos aos demônios. Mas é um termo apropriado biblicamente, porque Jesus o ordenou. Quando dizemos está amarrado, não estamos querendo dizer que prendemos um ser que é um espírito, uma vez que espírito não é constituído de matéria. Quando ordenamos que “está amarrado” com isso queremos dizer que estamos impedindo a sua ação sobre aquela situação, estamos decretando que o estamos subjugando pelo poder delegado por Jesus Cristo a sua igreja. (Marcos 16: 17).

Não apenas o amarre, o melhor é expulsar o demônio em nome de Jesus Cristo. Ás vezes é preciso ordenar a sua prisão temporária para que não cause distúrbios no decorrer do culto, afinal o objetivo é expulsar o demônio e não gerar um show de bizarrices.

Fato é que os espíritos malignos existem e afetam diretamente a vida das pessoas, mas o culto é para exaltar e adorar a Deus. Assim, a expulsão destes espíritos deve ocorrer de forma mais tranquila possível e mais rápida o possível sem causar tumulto e nem chamar a atenção. Nossa missão é demonstrar e falar das obras de Deus e não dos feitos do maligno.

Tem testemunhos que são muito impressionantes e cheios de emoção. Mas que trazem pouca edificação porque o relator do testemunho fica 1 hora e 30 minutos falando o que fez quando estava com o cão e 2 minutos falando sobre Jesus e sua conversão. Será melhor utilizar 1 hora para falar como se sente depois que Jesus o libertou e 2 minutos para dar alguns exemplos rápidos do que faz alguém que não tem Jesus em sua vida.

Nem todos os problemas são de causa espiritual. Acredito que 99% dos problemas sejam consequências de escolhas humanas. Colheita de suas decisões. Mas Satanás sabe como multiplicar as consequências de decisões erradas que você toma. Vou lhe dar um exemplo:

– Um casal com 4 filhos passando por dificuldades financeiras. Ele com 44 anos desempregado e ela ganhando dinheiro com bicos diversos. Onde está o culpado por esta situação. Quem causou este mal? O próprio casal. Vou explicar um pouco:
1- Aos quarenta e quatro anos ele já deveria estar com a carreira definida, preparado para um momento como este. A dificuldade em conseguir um emprego vem de não ter uma formação adequada a exigência do mercado (faculdade, pós-graduação, inglês). Cada dia mais o mercado de trabalho está mais exigente e difícil de acompanhar. É um desafio constante. Mas não pode ser menosprezado.

2 – Ela também não se preparou para a vida profissional.

3 – Será que se prepararam para o casamento e por tanto para o futuro, ou um olhou para o outro e apaixonados decidiram casarem sem o mínimo preparo?

Nesta situação bem difícil, é fácil perceber que nem Deus, nem o Diabo têm culpa desta situação vivida por este casal. Eles mesmos são os responsáveis diretos por esta situação. Mas o religioso diz que o capeta está furioso. E transfere a culpa para o cão.

É bem verdade que o Diabo irá aproveitar esta situação e irá multiplicar a dor e o sofrimento, irá criar barreiras e fechar portas. Irá incentivar as discussões e as brigas. Mas não é o principal responsável pela situação. Neste caso devemos repreender o maligno e impedir sua ação, mas o casal terá que vencer as dificuldades naturais.

O maravilhoso é que este casal poderá e deverá contar com a misericórdia de Deus que está pronto a impedir a ação do maligno e irá abrir portas inesperadas e irá surpreender a todos com sua benevolência. Jesus é assim. Não é a toa que o chamamos de Maravilhoso, Conselheiro, Emanuel que significa Deus conosco.

Jesus é o melhor amigo que você pode ter. Entregue teu caminho a Ele. E descanse nEle. Descansar é um estado de espírito e não de acomodação, aonde você irá lutar o que tiver que lutar, irá se esforçar o que tiver que se esforçar. Usar sua inteligência, que agora estará livre de qualquer bloqueio. E crendo que agora irá conseguir porque o maligno que te atrapalhava foi amarrado e expulso, ou seja, foi para longe e proibido pelo próprio Deus de agir em sua vida.



FONTES.:  http://www.palavrasdavida.com.br/estudos.html
                http://estudos.gospelmais.com.br/ ..................................................................................... ....................................................................................

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Por que Julgar?


Por que Julgar?

Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mateus 7.1).
Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?” (1 Coríntios 6.2)
Afinal: crente pode ou não julgar? Para algumas pessoas, o verdadeiro cristão é alguém que não julga. Ele sabe o que é o pecado, consegue reconhecê-lo quando ele acontece, mas ele nunca chamará outra pessoa de pecadora. Na verdade, ele sempre se mostrará compreensivo com o pecador, chegando a abrir mão da disciplina eclesiástica, pois, “quem sou eu para julgar o meu irmão?” Outros adotam uma postura mais agressiva: medem a espiritualidade das pessoas por meio de suas obras, não raro chegando ao ponto de criar uma escala espiritual dos crentes, aonde uns são santos e consagrados, e outros são mundanos e depravados. Os mais exagerados chegam até mesmo ao ponto de declarar que algumas pessoas são salvas, e outras não.
Por trás deste debate, está uma questão que é mal interpretada e compreendida nos círculos evangélicos. Afinal, o crente pode julgar? Se sim, quando e como deve ser este julgamento?

1) O CRENTE PODE JULGAR?

Como protestante conservador, entendo que não existe uma parte da Bíblia mais inspirada do que outra. Não acho que os Evangelhos sejam mais inspirados do que as epístolas, ou que a teologia paulina é superior à teologia de Marcos. Ler a Bíblia com este pressuposto significa entender que um ensino dos Evangelhos é tão autoritativo como um ensino contido em uma epístola. Os que dão preferência a uma porção da Bíblia em detrimento de outra acabam com uma teologia parcial e incompleta, além de quebrarem a unidade e harmonia das Escrituras.
Inicialmente, gostaria de dizer que, em algumas circunstâncias, o cristão pode fazer julgamentos. Embora Jesus Cristo tivesse dito que Ele não julgava as pessoas (João 8.15) ou que nós não deveríamos julgar (Mateus 7.1), podemos ver vários momentos em que o Senhor Jesus emitiu juízos:
“Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo”. (Mateus 23.13).
“Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo”. (Mateus 23.24).
“Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12.39).
“Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; ...” (Marcos 7.6).
“Respondeu Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino” (Marcos 9.19).
“Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mateus 7.6).
Estes versículos são apenas uma amostra de vários juízos proferidos por Jesus. Além destes, podemos achar outros, como os ais pronunciados contra Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Lc 10.13-15), a declaração de Cristo a vários judeus que haviam crido nele, dizendo que eles eram filhos do Diabo (Jo 8.44) e várias passagens aonde Cristo diz que quem não crê nele, já está condenado (Jo 3.17-18, 36, etc).
À luz destas passagens, revela-se falso o argumento de que, baseado no ensino dos Evangelhos e no modelo de vida de Jesus, o cristão não pode julgar a ninguém. Cristo julgou a vários grupos de pessoas. Ao contrário de nossa visão suavizada acerca do Senhor, vemos que Ele, em sua ira e verdade, chamou os fariseus de “hipócritas”, disse que não deveríamos jogar pérolas a “porcos” ou dar o que é santo aos “cães”, além de considerar a sua geração como sendo “perversa”, “adúltera” e “incrédula”. Em todos estes momentos, Jesus mediu estas pessoas, achou-as em falta e emitiu um comentário ou juízo sobre eles.
No entanto, alguém pode argumentar dizendo que Jesus, devido a sua condição única de Deus-Homem, tinha o direito de julgar aos outros. Afinal, de acordo com João 5.22:
“Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho”.
Em outras palavras, Jesus pode julgar as pessoas porque Ele é Deus. Ele nunca faria um julgamento incorreto ou impreciso, além de ter todas as qualificações morais necessárias para ser um Juiz. Nós não teríamos esta capacidade.
Mas, apesar de nossas limitações e finitude humanas, o ensino dos apóstolos nos diz claramente que devemos emitir juízos em algumas situações:
“Apesar de eu não estar presente fisicamente, estou com vocês em espírito. E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente (...) entreguem este homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Coríntios 5.3-5).
“Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer” (1 Coríntios 5.11).
“Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo- se apóstolos de Cristo” (2 Coríntios 11.13).
“Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês” (2 Pedro 2.12-13).
“De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus, quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas” (2 João 7-11).
Vemos portanto que três apóstolos, Paulo, Pedro e João julgaram a pessoas em seu tempo. Na verdade, é impossível cumprir alguns mandamentos sem que se avaliem as pessoas. Paulo disse que não devemos nos associar a quem diz que é cristão, mas é imoral, avarento, idólatra, entre outros. Para que eu obedeça a este
mandamento, preciso olhar para a vida do cristão e ver se ele incorre em algum destes erros. João diz que não devemos nem saudar aqueles que negam a encarnação de Jesus e os hereges que vão além do ensino de Cristo. De igual modo, para que eu obedeça à instrução de João, devo julgar a meus semelhantes cristãos.

O bom senso também nos mostra que fazemos julgamentos o tempo todo. Na hora de escolher um pastor, presbítero ou diácono, nós devemos julgar o caráter do candidato à luz das exigências bíblicas (Tt 1 e 1 Tm 3) e ver se ele é aprovado para a liderança da Igreja. Quando convidamos alguém para pregar, também examinamos a vida e o ensino do pregador, pois, caso ele seja um herege, entregar-lhe o púlpito significa causar transtornos à Igreja de Cristo.
Vemos também, à luz destes versículos, que a disciplina eclesiástica também é uma ordenança divina. O próprio Senhor Jesus nos dá base para a exclusão de membros em Mateus 18.17:
“Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano”.

2) COMO JULGAR E COMO NÃO JULGAR AS PESSOAS

Esclarecido, pois, este primeiro ponto, precisamos analisar agora como as pessoas devem ser julgadas.
Olhando para o exemplo de Jesus, vemos que os religiosos que não vivem aquilo que pregam são dignos de julgamento. Os fariseus foram criticados por Jesus por serem hipócritas. Eles, por exemplo, davam o dízimo de temperos, mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23). Jesus também condenou os fariseus por sua doutrina distorcida (Mt 23). Olhando para os evangelhos, também vemos que os fariseus eram pessoas que impediam o acesso de outros pecadores ao caminho da salvação (Mt 23.13), orgulhosas acerca de sua fé (Lc 18.9-14) e resistentes ao ensino de Jesus, chegando até mesmo a atribuir as obras de Jesus ao próprio Satanás (Lc 11.14-15).
Jesus também julgou a sua geração por querer tentar a Deus, pedindo um sinal. Na verdade, a multidão não queria acreditar em Jesus, eles não tinham fé. Pela mesma razão, Jesus teve vários embates com a multidão ao longo do Evangelho de João. Jesus apontava o pecado da incredulidade para aqueles que se recusavam a admitir suas falhas. O Senhor também julgou os "cães" que rejeitam o seu Evangelho, chegando a dizer que não deveríamos lhes atirar as nossas pérolas (o Evangelho).
Os pecadores resistentes, aqueles que se recusam a admitir o seu pecado (como Ananias e Safira ou os fariseus), os hereges que não aceitam correção (como os falsos apóstolos descritos por Paulo), os que se fazem passar por irmãos, mas não o são (os fariseus e os homens com os quais não devemos nos associar), os imorais que não se arrependem de seu erro e continuam a praticá-lo (o caso de disciplina mostrado em 1 Coríntios 5), todos estes são exemplos de pessoas que são passíveis de julgamento.
Mas não devemos condenar os pecadores que reconhecem seu erro e se arrependem. A adúltera apresentada a Jesus (Jo 8.1-11), o publicano Zaqueu (Lc 19.1-9) e a pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7.36- 50) são exemplos de pessoas que foram julgadas pelas pessoas que os cercavam, mas que não foram julgadas por Jesus. Tratavam-se de pecadores que estavam buscando o arrependimento, corações que tinham sede de Jesus e que não foram resistentes ao Evangelho. O pecador que sabe a gravidade de seu pecado e que está lutando para abandoná- lo e se aproximar de Deus, deve ser acolhido.
Jesus também não julgou os pecadores que ainda não tiveram a oportunidade de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. Ele andava com os publicanos e pecadores (Mt 9.10), provavelmente evangelizando-os. O pecador que não participa da Igreja e que não rejeitou definitivamente o Evangelho deve ser evangelizado, e não condenado. Sobre isso, vale a pena ler 1 Coríntios 5.12, que dá a entender que não devemos julgar aqueles que estão fora da Igreja:
“Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?”
Isso não quer dizer que não devemos falar para os incrédulos sobre os seus pecados. Ao contrário, toda evangelização séria mostrará, com clareza, que todos somos pecadores e merecedores de uma condenação eterna. Mas isso não nos dá o direito de condená-los, a nossa primeira preocupação deverá ser a de evangelizá-los, e, caso eles não aceitem o Evangelho, deixá-los e pregar o Evangelho a outros incrédulos (Mt 10.11-16).
Aquele que julga também deve ser uma pessoa de moral. Caso contrário, ela estará desqualificada para fazer qualquer julgamento:
“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco de seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Mt 7.3-5).
“Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (Rm 2.1).
Um adúltero não pode disciplinar outro, um ladrão não pode disciplinar outro ladrão, e por aí vai. Antes de alguém querer julgar a seu semelhante, convém recordar Mateus 7.2, que diz que:
“Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês”.
Uma última palavra deve ser dita. Condenar a alguém não significa tripudiar sobre a pessoa, nem caluniá-la ou ficar fofocando sobre o pecado alheio. Em Mateus 12.20, lemos que Jesus “não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante”. Jesus não foi enviado para condenar o mundo, mas sim para salvá-lo (Jo 3.17), e nem mesmo o arcanjo Miguel fez acusações injuriosas contra Satanás (Jd 9). A disciplina eclesiástica ou a condenação de alguém são eventos que devem despertar em nós tristeza e pesar, e não fofocas ou prazer. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente.
Espero que este estudo possa nos ajudar a entender melhor a questão da disciplina e possa nos dar uma visão bíblica e equilibrada sobre esta delicada questão que é a de julgar os outros.


AS PALAVRAS...

"O homem bom tira do tesouro bom cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira cousas más." (Mateus 12:35)
Mateus 12 é um dos capítulos mais penetrantes do Novo Testamento. Uma parte das palavras de Jesus aqui refere-se à língua. Ele está falando sobre a árvore e seus frutos.
"Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar cousas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração." (Mateus 12:33-34)
O CORAÇÃO É A ÁRVORE, E A BOCA É O FRUTO DA ÁRVORE
A árvore (o coração) é conhecida pelo fruto (as palavras). O que sai da sua boca demonstra o que está no seu coração. Jesus prossegue, aplicando isto especificamente às nossas palavras.
Não existe um nível intermediário entre o bem e o mal. Ou é bom até o fim, ou é mau até o fim. É a mesma corrente do início ao fim. Não pode se alterar.
"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado." (Mateus 12:36-37)
Em última análise, o destino da nossa alma é determinado pelas nossas palavras. Teremos que dar conta de cada palavra frívola que pronunciamos.
DEUS NUNCA USA PALAVRAS VÃS
Ele sustenta cada palavra que profere. E nos diz: "Que suas palavras sejam assim. Não use palavras vãs. Se usar terá que dar conta delas."
A epístola de Tiago provavelmente examina o assunto da língua de forma mais completa e penetrante que qualquer outra parte do Novo Testamento. Olhe apenas um versículo:
"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã." (Tiago 1:26)
Não quero me tornar pessimista ou crítico, mas para mim, com este golpe de caneta, foram riscados setenta e cinco por cento da religião atual.
AS PESSOAS QUE PRATICAM RELIGIÃO NÃO TÊM DOMADO A SUA LÍNGUA
E a Bíblia diz: "Se você não dominar a sua língua, sua religião é vã."
- Vamos examinar problemas específicos que encontramos relacionados com a língua:

FALAR DEMAIS: A seguir temos duas passagens que tratam desta questão.

"No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente." (Provérbios 10:19)
"Porque da muita ocupação vem os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras." (Eclesiastes 5:3)
Se alguém conversa o tempo todo, está simplesmente demonstrando a todos o que realmente é, pois a voz do tolo se conhece pela multidão das suas palavras.
Além disso, lembre-se das palavras de Jesus: "Porque a boca fala do que está cheio o coração."
Uma língua irrequieta denota um coração irrequieto.
Uma pessoa que não pode ficar calada não está tranqüila, por mais que fale sobre paz e alegria. Em todas essas coisas, ela proclama sua inquietude interior pelo que flui continuamente da sua boca.

PALAVRAS VÃS: Como já tratamos deste problema nos parágrafos anteriores, vamos apenas mencioná-lo aqui.

Em Mateus capítulo 12 verso 36, já citamos: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo."
No Sermão da Montanha, há um versículo paralelo: "Seja porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno." (Mateus 5:37)
Enfatizar exageradamente destrói rapidamente o efeito de uma palavra. A melhor maneira de impressionar os outros não é empregar palavras impressionantes; é simplesmente dizer o que você realmente quer dizer.

FUXICO (MEXERICO, MALEDICÊNCIA):
Vamos ver o que a Bíblia diz a respeito do fuxico.

Eu não brinco com o fuxico, porque é algo terrível. Embora seja verdade que os homens também fuxicam, basicamente concordo com o comentário de Ern Baxter que diz: "Fuxico é o risco ocupacional das mulheres". A mulher normal da nossa sociedade tem muito mais tentação e oportunidade de fuxicar do que o homem. Entretanto, estou ciente de que o homem também fuxica.
"Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo: não atentarás contra a vida do teu próximo." (Levítico 19:16)
"As palavras do maldizente são doces bocados, que descem para o mais interior do ventre." (Provérbios 18:8)
VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL LITERALMENTE MATAR UMA PESSOA ATRAVÉS DE PALAVRAS?
Sei de casos reais onde ministros morreram sob o opróbrio, vergonha e feridas de línguas maliciosas.
Em Jeremias capítulo 18 verso 18 diz que os inimigos de Jeremias falaram: "Vinde, firamo-lo com a língua, e não atendamos a nenhuma das suas palavras."
Muitos servos de Deus morreram de feridas causadas pela língua.
No Novo Testamento, examinaremos duas passagens: "Além do mais aprendem também a viver ociosas (falando a respeito de mulheres na igreja), andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem." (1 Timóteo 5:13)
"Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de outrem." (1 Pedro 4:15)
Você não acha interessante o intrometido ser classificado junto com os assassinos, ladrões e malfeitores?
A maioria dos religiosos ficaria horrorizada ao ser classificada como um assassino, ladrão ou malfeitor; no entanto, muitos deles são intrometidos.

MENTIRA:
Vamos começar novamente no livro de Provérbios.

"Seis cousas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16-19)
Das sete coisas abominadas pelo Senhor, três se relacionam com a língua:
  • A língua mentirosa,
  • A testemunha falsa,
  • E o que semeia contendas entre os irmãos.
Provérbios capítulo 12 verso 22 confirma isto, quando diz:
"Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite."
"ABOMINAÇÃO" é a palavra mais forte que se pode usar para descrever o que desagrada a Deus.
Encontramos mais um versículo sobre mentir no Apocalipse, onde há três advertências a respeito do perigo de mentir nos últimos dois capítulos. Apocalipse capítulo 21 verso 8 diz:
"Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe seja no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte."
TODOS OS MENTIROSOS SÃO DESTINADOS PARA O LAGO DE FOGO
Não quero estender-me nesse assunto, mas sejamos honestos - há muitos cristãos mentirosos. Embora eu não seja o juiz, fico me perguntando o que lhes acontecerá no último dia. Não quero ignorar a Palavra de Deus que afirma que todos os mentirosos acabarão no lago de fogo.
Creio que isto significa literalmente o que está escrito; contudo, lembremos também que sempre há arrependimento para aqueles que quiserem voltar-se a Deus.

A BAJULAÇÃO: Creio que a maioria das pessoas não entende o perigo da bajulação, e nem o quanto isso é desagradável a Deus. Como pregador da Palavra, aprecio a genuína gratidão e sou estimulado pelas expressões de estima das pessoas que me ouvem; entretanto, aprendi a vigiar contra bajulação, pois muitos servos de Deus têm se enredado por meio desse instrumento.

Eu poderia citar os nomes de diversos homens que foram bajulados a ponto de serem cativados e de perderem os seus ministérios.
"Socorro, Senhor! porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente." (Salmos 12:1-3)
São palavras bem claras, e outra vez acho que a maioria das pessoas concordaria que há uma abundância de insinceridade entre o povo religioso - uma riqueza de palavras açucaradas que no fim não significam nada.
TOME CUIDADO COM PESSOAS DE LÁBIOS BAJULADORES!

PALAVRAS PRECIPITADAS:

Provérbios capítulo 29 verso 20 diz: "Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele."
Esta é uma afirmação muito penetrante. Não diga tudo que sente na hora que sente. Se você fizer assim, acabará entrando em problemas sérios.
Aprenda a se dominar.
No Salmos 106 temos um quadro bem trágico de Moisés, que perdeu o privilégio de guiar o povo de Deus para a terra prometida por causa de uma frase impetuosa que pronunciou. Nada poderia melhor nos mostrar até que ponto Deus é exigente quanto a nossa maneira de falar do que esse acontecimento com Moisés.
Os filhos de Israel estavam se queixando da falta de água, e Deus ordenou a Moisés: "Volte ao povo, e fale à rocha. Quando você falar, a água sairá."
Da outra vez, Moisés havia tirado água da rocha, ferindo-a com a sua vara. Agora, por estar realmente irado com o povo, ao invés de fazer como Deus ordenou, ele feriu a rocha outra vez e disse: "Precisamos tirar água para esses rebeldes?" Deus o honrou, e a água saiu, mas depois, numa conversa particular com Moisés, Deus disse: "Moisés, você perdeu o privilégio de guiar o meu povo para a terra prometida, porque não me honrou com as suas palavras."
Salmos 106 versos 32 e 33 refere-se a isso: "Depois o indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, porque irritaram o seu espírito de modo que falou imprudentemente com seus lábios."
Você sabia que quando seu espírito se provoca, muitas vezes você fala imprudentemente? Isto é falar precipitadamente, e Deus nos adverte a esse respeito.

PALAVRAS NEGATIVAS:
Este é um dos "pecados respeitáveis" praticados regularmente por pessoas religiosas. Normalmente não é considerado pecado.

  • "Não tenho fé."
  • "Não creio que conseguirei o dinheiro a tempo."
  • "Tenho certeza que será preciso fazer uma operação."
As palavras podem ser muito educadas, respeitáveis e religiosas, mas em muitos casos são inaceitáveis a Deus.
MUITAS VEZES, CAVAMOS NOSSAS PRÓPRIAS SEPULTURAS COM NOSSAS BOCAS
Há muitas pessoas mortas hoje que não deveriam ter morrido. Morreram por causa daquilo que falaram.
Darei um exemplo de Números 13, onde temos a história dos doze espias que foram enviados para a terra prometida. Os doze espias viram a mesma coisa e tiveram a mesma experiência.
Não houve diferença entre suas circunstâncias nem entre sua procedência.
  • Dez voltaram dizendo: "Oh, é uma boa terra, mas está cheia de gigantes. As cidades são muradas até os céus, e sentimo-nos como gafanhotos aos nossos próprios olhos."
  • Dois espias disseram: “É uma terra maravilhosa. Entremos para possuí-la.”
O contraste entre os dois pontos de vista pode ser visto claramente em Números capítulo 13 versos 30 e 31:
"Então Calebe, fazendo calar o povo perante Moisés, disse: Subamos animosamente, e apoderemo-nos dela; porque bem poderemos prevalecer contra ela. Disseram, porém, os homens que subiram com ele: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nos."
  • Josué e Calebe disseram: "Somos capazes."
  • Os outros dez falaram: "Não somos capazes."
Cada um selou o seu próprio destino pelo que disse.
Aqueles que disseram que não podiam subir, realmente não puderam. Aqueles que disseram que podiam subir, puderam de fato subir.
Selaram seu próprio destino pelo que disseram, e assim acontece vez após vez com os cristãos até hoje.
CHEGAMOS AGORA AOS REMÉDIOS PARA ESSES PROBLEMAS COM A LÍNGUA!
- Remédio número um é reconhecer que o abuso da língua é um problema do coração.
Já vimos em Mateus capítulo 12 versos 33 e 34 que o problema está no nosso coração. Além disso, Tiago capítulo 3 versos do 10 ao 12 diz:
"Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce."
Assim, novamente se compara o coração com a árvore, e as palavras que saem com o fruto.
Em Provérbios capítulo 4 verso 23, uma das minhas passagens prediletas, diz: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."
O que sai da sua boca vem do seu coração. A boca é o barômetro do coração.
- Remédio número dois: Confesse os seus pecados e seja purificado.
Muitas pessoas não gostam de usar a palavra "pecado" para descrever suas faltas no uso da língua. Mas palavras erradas constituem pecado. Quando as encararmos como pecado, começaremos a ver resultados.
Enquanto as tolerarmos, nos desculparmos, ou tentarmos nos esquivar da responsabilidade, não haverá modificação.
Em 1 João capítulo 1 verso 9 nos diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."
Deus tem um remédio para os problemas da língua, mas enquanto não os reconhecermos como pecado, confessando e nos arrependendo deles, e buscando de Deus o perdão e a purificação, não estamos aceitando o remédio de Deus.
- Remédio número três: Recuse o mal, entregue-se a Deus.
Há uma dupla decisão que precisamos tomar. Paulo diz em Romanos capítulo 6 versos 12 e 13 que primeiro devemos recusar que os membros do nosso corpo sejam usados como instrumentos de injustiça e pecado.
Diga ao diabo: "Você não pode ter minhas mãos; você não pode ter meus pés; e acima de tudo, não pode ter minha língua. Quando Jesus morreu, ele comprou a minha língua junto com todo o meu ser, e, Satanás, não vou deixar que você domine a minha língua."
Segundo, entregue-se a Deus e os seus membros como instrumentos de justiça sob a obediência. Diga deliberadamente a Deus que você quer que sua língua seja um instrumento de justiça e que a está entregando a Ele para este fim.
- Remédio número quatro: Compreender porque você tem uma língua.
Se você não compreender isso, nunca há de entrar verdadeiramente naquilo que Deus lhe oferece.
PORQUE DEUS PÔS UMA LÍNGUA NA SUA BOCA?
As Escriituras nos esclarecem.
No Salmos capítulo 16 verso 9, o salmista Davi diz: "Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória: também a minha carne repousará segura."
A que Davi se referia quando disse "a minha glória"?
Encontramos a resposta em Atos capítulo 2 verso 26, onde Pedro cita este salmos: "Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou."
Sua glória e a sua língua. Por quê?
Porque lhe foi dada para um supremo propósito: GLORIFICAR A DEUS!
SUA LÍNGUA É A SUA GLÓRIA
Se você puder alcançar essa verdade e meditar sobre ela e agir sobre ela, sua vida será revolucionada.
- Remédio número cinco: Resolva louvar a Deus.
Louvor é resultado de uma decisão. Foi por isso que Davi disse: "O meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores." (Salmos 57:7)
Uma vez eu disse: "Mesmo que o telhado caia, vou louvar ao Senhor."
No momento, eu estava pregando longe de casa, e telefonei para casa para perguntar:

- "Como estão as coisas?"
- "Tudo bem", veio a resposta, "o telhado caiu."

Fui apanhado pelo meu próprio testemunho e tive que dar graças!
VAMOS EXAMINAR UMA DAS DECISÕES DE DAVI
O título introdutório do Salmos 34 nos conta que Davi estava na corte do rei filisteu fugindo para salvar a sua vida, e fingindo ser maluco. Nesta época, ele tomou a decisão:
"Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. Gloriar-se-á no Senhor a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei o Senhor comigo e todos à uma lhe exaltemos o nome." (Salmos 34:1-3)
Primeiro você toma uma decisão individual: "Eu vou agir assim. Depois, você encontra outras pessoas de igual pensamento, e diz: "Vamos fazer isso juntos". Porém, a decisão individual vem primeiro.
- Remédio número seis: Lembre-se de Cristo, seu Sumo sacerdote.
Aqui está uma verdade importantíssima. Cristo é o nosso sumo sacerdote, que intercede por nós, e que nos representa diante de Deus no céu.
O que você diz com a sua boca limita o que ele pode fazer por você no céu. Se fizer uma confissão fraca, você terá um sumo sacerdote fraco em seu favor, pois ele é o sumo sacerdote da sua confissão.
Hebreus capítulo 3 verso 1 diz: "Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus."
Ele é o sumo sacerdote das suas palavras. Se você cerrar os seus lábios, ele terá nada para dizer a seu respeito.
Hebreus capítulo 10 versos do 21 ao 23 o expressa dessa forma:
"E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa."
Faça sua confissão, continue fazendo e não pare. É isto que significa em português claro.
- Remédio número sete: Submeta-se à disciplína do corpo de Cristo.
Esta é a última recomendação. Uma área da nossa vida que está inquestionavelmente sujeita à disciplina do corpo é a maneira pela qual falamos uns sobre os outros. Se você estiver sujeito a disciplina do corpo, não falará a respeito de outras pessoas, porque, por uma razão, será embaraçoso você ter que ir pedir-lhes perdão. E se você não for pedir perdão, estará caminhando para um apuro pior ainda. Portanto, é melhor ficar livre disso desde o princípio.
Vamos examinar a passagem de Mateus capítulo 18 versos do 15 ao 17:
"Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano."
"Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só." Isso é disciplina. Não vá contar a todos os outros primeiro. Esta seria a reação da maioria dos cristãos. Se alguém me ofender, não falo com ele - falo com todos menos com o irmão que me ofendeu. Depois torna-se quase impossível curar a ruptura.
"Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano."
ISSO É DISCIPLINA
Todos estamos sujeitos a ela se formos membros do corpo de Cristo. Agora, há dois aspectos disso:
  • Primeiro: Se alguém cometer algo que considero errado, o que devo fazer? Devo ir à pessoa para curar a ruptura. Na maioria dos casos, se você agir assim, a ruptura será curada.
  • Depois, há outro lado - e é aí que a maioria das pessoas cai. Quando alguém vai a você e diz: "Você sabe o que o irmão Antônio falou sobre mim? Você sabe como ele está me tratando?", você tem que responder: "Você já conversou com irmão Antônio?" Se a resposta for "não", você tem que dizer: "Então não converse comigo."
Essa é a verdadeira disciplina. Doutra forma, você se torna um cúmplice posterior, em termos jurídicos, e responsável por explodir a situação e criar uma ruptura no corpo de Cristo.
É aí que a maioria de nós tropeça.
Em Provérbios capítulo 25 verso 23 diz: "O vento norte traz chuva, e a língua caluniadora, o rosto irado."
Se aparecer uma língua caluniadora, deve aparecer também o rosto irado. É legítimo ser irado. Não receba a pessoa que proferir palavras caluniadoras. Se pessoas vierem constantemente ao seu lar para contar estórias sobre os outros, diga-lhes que sua sala não é um depósito de lixo.
Se quiserem se dispor do seu lixo, que procurem outro lugar.
Em conclusão, depois de ler essa mensagem, se você reconheceu que tem pecado com a sua língua, ou tiver algum dos problemas que descrevemos, sugiro que você aplique estes sete remédios, e confesse o seu problema agora como pecado.
Se tiver ferido um outro crente, pode ser necessário ir a ele e pedir que lhe perdoe.
Enfrente a verdade sobre o seu pecado e peça que Deus lhe perdoe. Peça que ele o purifique, e então creia que recebeu dele o perdão e a purificação.


.......................................................................................................................................................


  ...................................................................................... .................................................................................... ....................................................................................
Get your own Chat Box! Go Large!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

DEMONOLOGIA


DEMONOLOGIA:

Inferno - Como é, e Onde Fica?

É um lugar espiritual - não geográfico - onde os maus serão castigados eternamente:

"Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus" (Sl 9.17).

A Bíblia nos diz que nesse terrível lugar "o fogo nunca se apaga" (Mc 9.43). Daí porque o inferno é também chamado de "Lago de fogo" (Ap 20.15). Outros nomes: "Lugar de tribulação e angústia" (Rm 2.9); de "pranto e ranger de dentes" (Mt 22.13; 25.30); "eterna perdição" (2 Ts 1.9); "fornalha de fogo"(Mt 13.42, 50); "cadeias da escuridão"(2 Pe 2.4); "ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20).


 O Céu: o lar é onde está o Pai

Naquele trecho maravilhosamente confortante em João 14:1-3, Jesus tenta acalmar a angústia de seus discípulos que o anúncio de que ele iria aonde eles não poderiam seguir havia causado (João 13:33-37). Suas advertências sobre traição os teriam mistificados e confundidos, até magoados. Eles compreendem pouco do que ele está falando, mas o que tem causado um estremecimento em suas almas é a notícia de que ele iria aonde eles não poderiam ir. A idéia da perda de sua presença os amedrontavam e os derrotavam.

Jesus garante aos discípulos que a sua partida não é um abandono, mas sim por consideração a eles- para que ele pudesse ir preparar um lugar para eles com o seu Pai. Eles estariam separados por um tempo, disse ele, para então estarem juntos para sempre.

Alguns pensam que Jesus está falando da igreja, da área de uma nova relação com Deus através da morte redentora do Filho (1 Timóteo 3:15; Hebreus 3:6). E a idéia de que o lugar que Jesus promete preparar para os seus discípulos começa nesta vida, não é sem mérito. No contexto desta mesma conversa Jesus mais tarde disse: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14:23). Mas a morada com que Jesus consola os seus discípulos em 14:1-3 pareceria necessariamente incluir o transcendente e final. Como tem observado Leon Morris, "Muito atraente é a sugestão de Milligan e Moulton, que 'a casa do meu Pai' inclui a terra assim como o céu, de modo que onde quer que nos encontramos estamos naquela casa. Mas por este ponto de vista não é fácil entender porque Jesus deveria 'ir' a fim de nos preparar um lugar" (Evangelho de João, p. 638).

A questão sobre o céu que vem à tona nesta experiência de Jesus com seus discípulos é que não é tanto um mero lugar, quanto um relacionamento que tem alcançado na sua máxima intimidade e proximidade, um lugar com Deus e o seu Filho. Como se tem apropriadamente observado, "Não é no céu que encontramos Deus, mas em Deus que encontramos o céu". Não é nos nossos arredores que o céu se encontra mas em Deus. É verdade que João nas suas visões vê uma cidade com ruas de ouro, paredes de jaspe e portas de pérola (Apocalipse 21), mas aquela cidade representa muito mais a glória do povo redimido de Deus do que as circunstâncias em que eles deverão viver, e é afinal de contas apenas a figura da verdadeira coisa (veja Apocalipse 19:8, 2:2 e Hebreus 12:22-24).

É triste ver cristãos que pensam no céu simplesmente como um lugar maravilhoso onde não haverá mais sofrimento, mágoa ou morte. Tudo isso sobre o céu é verdadeiro, mas a estreitura do foco nos faz lembrar de uma noiva que se gaba sem parar da mobília magnífica do novo lar sem dizer nem uma palavra sobre o futuro marido. Aqueles que entre nós foram casados por algum tempo qualquer sabem que o lar é aonde está a amada, e apenas esse fato ilumina qualquer lugar com alegria. Nunca se foi o lugar, mas sim pessoas, que nos trazem contentamento e satisfação, e a última expressão dessa verdade é que paraíso é estar onde Deus e Cristo estão. Eles são totalmente suficientes para iluminar o lugar com glória (Apocalipse 21:23). Não é o objetivo de Deus que seu povo deveria conhecer o amor ilimitado de Cristo e ficar tomado de toda a plenitude de Deus? (Efésios 3:19). E poderia estar faltando qualquer coisa a esses que vivem na intimidade perfeita com aquele que é "corporalmente, toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9-10), e a "plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas" (Efésios 1:23)? Nós talvez deveríamos passar mais tempo aprendendo sobre Jesus e vivendo próximo a ele, do que contemplando todas as maravilhosas acomodações celestiais. Eu tenho a distinta impressão de que Deus não estará convidando pessoas totalmente desconhecidas para viverem com ele em sua casa. "Mas qual espécie de corpo iremos possuir?" pergunta um, e "iremos reconhecer um ao outro no céu?" indaga outro. Eu não estou condenando curiosidade, mas aqueles que estão seriamente preocupados com tais coisas têm falta de confiança no poder daquele "que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Efésios 3:20). Por mim mesmo, estou inteiramente satisfeito em deixar os planos e acomodações nas mãos de Deus. Francamente, não estou tão certo de que iremos prestar qualquer atenção aonde é que estamos pela alegria de estarmos com nosso Pai e o Filho que nos trouxe a ele, sem mencionar todas aquelas pessoas maravilhosas que o têm amado da mesma maneira que nós.

O Inferno: o último vácuo

Sobre o inferno C. S. Lewis uma vez escreveu: "Não há nenhuma doutrina que eu removeria de mais bom grado do cristianismo do que isto, se eu tivesse o poder. Mas essa doutrina tem o pleno apoio das Escrituras, e sobretudo das próprias palavras do nosso Senhor."

Lewis não está sozinho no seu temor da verdadeira idéia do inferno. É um assunto que pode causar um calafrio de horror em qualquer coração. Mas a verdade é que o inferno não é um acréscimo arbitrário. Ele é essencial ao céu e à própria existência de um Deus justo.

Não pode haver um paraíso sem um inferno, não somente porque o evangelho fala de ambos, mas porque se não há um inferno todos os caminhos conduzem ao mesmo local. E se todos os caminhos conduzem ao mesmo local, não faz diferença qual caminho você toma, e bondade e maldade cessam de existir. A presença de um Deus justo num tal mundo seria inconcebível!

O inferno faz uma diferença infinita. A altura da montanha é medida pela profundidade do vale. É o inferno que faz o paraíso. A grandeza da salvação é vista em oposição ao horror da condenação. É exatamente o inferno que tememos, que fala de um Deus moral, que rege num mundo moral onde bondade e maldade diferenciam-se, ambos em caráter e em conseqüência. O céu e o inferno não podem ser separados. Como Lewis também uma vez observou, "Eu não tenho conhecido ninguém que houvesse completamente descrito sobre o Inferno e que tivesse também uma convicção viva e vivificante sobre o Céu". No evangelho de Cristo o conceito do inferno é inevitável.

A palavra grega traduzida por nossa palavra inferno é gehenna. Ela é derivada do Vale de Hinom ao sudoeste de Jerusalém, onde crianças eram sacrificadas nos fogos do deus Moloque durante o reino dividido (2 Crônicas 28:3; 33:6) e foi por essa razão profanado por Josias a fim de terminar o costume (2 Reis 23:20). Jeremias o chamou de Vale da Matança por causa dos cadáveres que em breve ali seriam amontoados pela arremetida babilônica (Jeremias 7:32; 19:6). O vale tornou-se uma metáfora para morte, corrupção e incêndio.

Há várias razões para acreditar na existência do inferno, mas nenhuma tão convincente como a que Jesus mesmo disse. Das onze vezes que gehenna aparece no Novo Testamento, todas, exceto uma, vêm da boca do Senhor (Tiago 3:6). É Jesus que em todo o Novo Testamento pinta a figura mais gráfica do julgamento dos condenados, advertindo aos seus ouvintes severamente de tal destino (Mateus 5:22,29; 10:28; 23:15,33; Marcos 9:45-48; Lucas 12:5). Ele pinta o inferno como uma fornalha de fogo eterno e um processo interminável de corrupção (Mateus 25:41; Marcos 9:48). São trevas enchidas de um choro angustiante, um lugar de castigo eterno (Mateus 8:12; 25:46).

Este fogo, estas trevas, devem ser subentendidos literalmente? Talvez não, pois o diabo e os seus anjos que não possuem corpos materiais deverão sofrer a mesma sorte. Mas não há qualquer consolo nisso. Linguagem figurada é usada quando palavras comuns falham. A realidade do inferno será muito pior do que as figuras sugerem. O inferno é o lugar onde Deus não está, e poucos de nós têm seriamente contemplado como seria a absoluta ausência de Deus.

O inferno, em última análise, não é algo que Deus tenha acrescentado ao destino dos incrédulos, mas sim a conseqüência natural das escolhas que eles têm feito. Há afinal somente duas espécies de pessoas: aquelas que dizem a Deus, faça-se a tua vontade, e aquelas a quem Deus diz, no final, faça-se a tua vontade. Todos os que irão para o inferno ali estarão porque escolheram contra a vontade e a misericórdia de Deus. E o que têm escolhido?

Eles têm escolhido afastar-se de Deus e de todas as suas qualidades. Isso significa que desde que Deus como Criador tem dado à vida o seu propósito e sentido, a vida no inferno será eternamente sem sentido e inútil. Será uma terra cinzenta e desesperada, destruída de esperança e sonhos.

E porque Deus é amor (1 João 4:8), o inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve. Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.

E porque Deus é luz (1 João 1:5-6), o inferno será verdadeiramente um lugar de "trevas" -- ininterruptas e absolutas. Não trevas literais, físicas, mas as trevas da maldade, perversão e impiedade. O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!

E é assim, que os que vão ao inferno terão recebido exatamente o que desejavam, que é ter posto Deus fora de suas vidas. Não haverão mais apelos divinos para mudar de rumo, não mais apelos para voltar à casa, somente o silêncio vazio de um mundo passado, negro e morto.


Sei que este assunto causa medo em quem não tem a certeza de sua salvação; mas o assunto é real e verídico. Assim como existe o céu existe também o inferno. Alguns “Teólogos” usando de vãs filosofias procurando negar essa verdade bíblica esforçam em negar essa doutrina. Mais negar que o inferno existe é negar princípios básicos do Cristianismo. O Senhor Jesus advertiu os homens sobre essa verdade irrefutável, ele disse: “... ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 24.51; qv. 25.30).


O inferno e a sua definição

A palavra “inferno” vem do latim “infernus” que significa “lugar inferior” para traduzir sheol no AT., e do grego no NT. , geenna, Gehena, inferno; hades, região dos mortos. Jerônimo translitera o termo tartaroo, “lançar ao Tártaro/ao inferno; prender no inferno.”

Geena é a uma expressão hebraica gei-hinnom, “vale de Himonom”, de onde originou o termo geenna, mas não aparece na Septuaginta. Era o nome de um vale localizado no sul de Jerusalém. Nele eram sacrificadas crianças, em ritual pagão, num lugar chamado “Tofete”, que significa “altar”. Neste lugar os reis de Israel sacrificavam a ídolos e, dentre eles, o rei Salomão. O Rei Josias, porém fez uma devassa no local, fazendo dele um deposito de lixo, onde o fogo ardia continuamente até aos dias do ministério de Jesus (Js 15. 8; Jr 7. 31; 2 Rs 23. 10).

Jesus ensinou a existência do inferno

Muitos incrédulos têm questionado a realidade do inferno, entre eles Bertrand Russell, disse que quem ameaça pessoas com o castigo eterno, como Jesus fez, é desumano. No entanto As Escrituras afirmam enfaticamente a doutrina do inferno. A Bíblia fala da queles cujo nome não está escritos no livro da vida, serão lançados no lago de fogo (Ap 20. 11-15). Alguns estudiosos da Bíblia não excitam em afirma que o mestre ensinou mais sobre o inferno que o céu. Jesus advertiu: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes tenham medo daqueles que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mt 10. 28). Ele acrescentou sobre os aqueles que o rejeitam: “Assim como o o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era” (Mt 13.38). No sermão profético no monte das Oliveira Jesus disse que no juízo final Deus dirá aos que estiverem a sua esquerda: “... Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos” (Mt 25. 41). Não da pra questionar o ensino do nosso mestre. O inferno existe e é real e não se trata de purgatório, aniquilação, reencarnação.

Os crentes salvos poderão ser felizes se uma pessoa querida sua estiver no inferno?

O nosso Deus esta perfeitamente feliz no céu e ele sabe que nem todos estarão lá. Se não pudéssemos ser feliz sabendo que alguém estar no inferno, nossa alegria não dependeria de nós, mas de outra pessoa. A pressuposição desta questão é que muitos querem ser mais misericordiosos que o próprio Deus. Podemos sim ser felizes no céu da mesma forma que podemos ser felizes comendo e sabendo que outros estão morrendo de fome, desde que tenhamos tentado alimentá-los, mas eles recusaram a comida. Assim como podemos curar lembranças tristes aqui na terra, Deus também enxugara dos nossos olhos toda lagrima no céu (Ap 21. 4).

O inferno e as Escrituras Sagradas

Nas Escrituras são usadas algumas palavras para descrever esse lugar de sofrimento. Dentre outras palavras são usadas freqüentemente: Inferno, Sheo, Geema, Abismo, Queber, Abadom, Apoliliom, Tártaro, Poço do Abismo, Hades, Lago de Fogo, etc. São usadas no Novo Testamento expressões para representar o inferno como:

· Fogo eterno (Mt 25. 41);
· Trevas exteriores (Mt 8. 12);
· Tormento (Ap 14. 10-11);
· Castigo eterno (Mt 25. 46);
· Ira de Deus (Rm 2. 5);
· Segunda Morte (Ap 21. 8);
· Eterna destruição (2 Ts 1. 9);
· Eterno juízo (Mc 3.29);
· Cadeia da escuridão (2 Pd 2. 4);
· Prisões eternas (Jd v. 6);
· E Lago de fogo (Ap 20. 14) etc.

Neste lugar não há possibilidade de se fazer mais nada por alguém. É verdade que Deus quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2. 4, qv. Tt 2. 11; Hb 2. 3). Mais a salvação é enquanto estamos em vida, precisamos aceitar a Jesus como salvador (Is 55. 6; Hb 9. 27). Na passagem bíblica do Rico e Lázaro, vemos que há impossibilidade de se fazer algo pra quem estar la; Por mais que muitos queiram dizer que a parábola não se tratar de algo real ou fato verídico. Essa passagem bíblica, ela é real e verídica pelo menos por duas razões: primeira questão falta elementos parabólicos. Os títulos dados as passagens bíblicas não vem nos textos originais, exceto os que aparecem em negritos apenas nos Salmos. A expressão “Parábola do Rico e Lázaro” não costa nos originais. Em nossa Bíblia é colocado pelos editores que publicam Bíblia, para facilitar o estudo dela.

Segunda questão parábola é uma ilustração para extrair lições e verdades espirituais. É uma maneira figurada de se ensinar uma verdade. A bíblia não mostra que o caso em apreço não tem por inicio: “O reino dos céus é semelhante” e nem “assemelhá-lo-ei...” ou algo desse tipo; mas “Havia um homem...” (Lc 16. 16). Uma maneira típica de se introduzir uma narrativa no Velho Testamento (1 Sm 1. 1; Jó 1. 1). Mas de qual quer forma, parábola ou não, a mensagem continua a mesma.

Perguntas sobre o inferno

Onde se localiza o inferno?

O inferno sempre estar em uma direção contraria a de Deus. Deus estar “em cima” o inferno estar em baixo. Deus estar “dentro” o inferno estar fora etc. Observe os textos Bíblicos e retire a sua própria conclusão, sobre um “possível lugar” geográfico do inferno, fala sobre o “seio da Terra” ou “o interior da Terra” (Pv 15. 24; Fl 2. 10; Ef 4. 9).

Haverá graus de sofrimentos?

Acreditamos que sim. Jesus ensinou que haverá menos rigor para Sodoma do que para Cafarnaum (Mt 11. 24). No inferno o castigo eterno é escalonado cada um recebe de acordo com a sua obra: “E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites. Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. E qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lc 12. 47-48). O apóstolo Paulo ainda faz uma afirmação que cada um receberá o castigo conforme a sua obra (Rm 2. 5-6; 2 Tm 4. 14).

Para não ficar só nesta questão, pois será novidade para muitos é melhor citar nomes de peso como o Pr. Severino Pedro da Silva (Apocalipse versículo por versículo P. 259, CPAD). Dr. Norman Geisler (Teologia Sistemática Vol. II, P. 821, CPAD). Em uma obra o Dr. Geisler com outro mestre da Apologia Cristã Ron Rhodes afirmam a mesma coisa. (Resposta às Seitas P. 440, CPAD). O Apologista e Pr. Esequias Soares diz: “O castigo divino é escalonado...” (Livro Repostas bíblicas ás Testemunhas de Jeová, P. 198, Editora Candeia Ano, 2009).

Conclusão
O inferno é um fato real e verídico. Decidimos-nos nesta vida, onde viveremos a nossa eternidade. O inferno existe! E não é simplesmente o Hades mitológico dos gregos, onde Zeus mandava aprisionar debaixo da terra pessoas para o seu castigo. O Hades é um lugar real de tristeza e dor, onde todo aquele que viveu e morreu sem ter aceitado a Jesus como salvador estará na sua eternidade. Só Jesus pode nos livrar desta realidade.

DO PONTO DE VISTA TEOLÓGICO

O debate sobre o inferno tem sido reacendido. Por diversas vezes, pregadores conhecidos e desconhecidos têm procurado dar suas visões acerca do inferno. Mais recentemente, um famoso preletor para jovens negou que o inferno seja real e/ou eterno. Alguns de seus livros têm sido traduzidos para nossa língua, bem como a sua série Nooma. Estou falando do Rob Bell, que recentemente causou estranheza

no mundo cristão ao afirmar: um Deus amoroso jamais sentenciaria almas humanas para o sofrimento eterno. Será?

Parece que tem sido moda1  (ou ressurgimento de antigas heresias) negar a existência e eternidade do inferno. Tudo em nome de anunciar uma mensagem que transija com o “bem-estar” e, principalmente, com a filosofia pluralista e a pseudotolerância de nosso século. A fim de transmitir a imagem de “pastores e pregadores” contemporâneos, tolerantes e “bona fide”, esses tais reformulam o amor de Deus, ensinando que “um Deus de amor não lançará ninguém no inferno”. Será contraditório um Deus de Amor condenar homens ao inferno? Se Deus realmente é amor, então como ele pode mandar alguém para o inferno?

No texto que lemos encontramos a seriedade com que Jesus alertou sobre esse terrível lugar. Jesus não disse que era um estado espírito, como querem alguns “pregadores modernos e adocicados”. Na verdade, nesta exposição temática, veremos o que a Escritura ensina sobre esse lugar terrível e algumas objeções levantadas por aqueles que negam o caráter eterno da punição. Rogamos a Deus que nos conceda cuidado, compaixão e, sobretudo, fidelidade ao pisar nesse terreno.

OPÇÕES OFERECIDAS PARA O DESTINO FINAL – SÃO BÍBLICAS?
Não parece ser uma boa opção alguém passar a eternidade em sofrimento. É isto que se deduz da palavra “inferno” e das expressões usadas por Jesus: tormento e sofrimento. No entanto, têm-se oferecido outras opções sobre o destino eterno dos homens. Quero avaliá-las nesse momento, pois elas respondem à pergunta: o que acontece conosco quando morremos? A seguir nos voltaremos para o texto bíblico em exame. São elas:

I.    Reencarnação – tem sido a visão mais popular. Os que ensinam essa concepção nos dizem que temos múltiplas e sucessivas vidas. No túmulo de Alan Kardec tem o seguinte lema: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; está é a lei”. A Escritura não ensina reencarnação. Antes, ela diz: “aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9. 27).

II.    Materialista/Naturalista – este grupo, embora menor, tem forte expressão. Eles nos dizem que não temos alma, que somos apenas corpo e que, ao morrer, deixamos de existir.  Tomando as Escrituras como autoritativa, encontramos o Senhor Jesus dizendo: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28).

III.    Universalistas – alguns contemporâneos têm adotado essa visão. Entre eles o próprio Rob Bell. É também a teoria exposta no livro A Cabana (William P. Young, Ed. Sextante, 2008). Eles ensinam que no final todos que estão no inferno serão salvos e o inferno esvaziado. Por pensarem que todas as religiões conduzem a Deus, entendem então que todas as pessoas serão salvas. Porém, não é isso que Jesus Cristo ensinou. Na verdade, a própria morte de Jesus é sinal de que apenas alguns serão salvos (Cf. Mt 202.8; Mc 10.45). Também disse Isaias ecoado em Paulo: “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rm 9.27).

IV.    Purgatório – esta é a doutrina esposada pelo Catolicismo Romano. De fato, a não ser no Livro Apócrifo de 2 Macabeus 12.46, as Escrituras não reconhecem tal doutrina. O que ela ensina? Ouçamos o que diz o Catecismo Católico: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após a sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu”(C.C, 1030 – 1032).

v.    Aniquilacionismo – é a crença de que os incrédulos não irão sofrer eternamente no inferno, mas que, após algum tempo, serão extintos e deixarão de existir. Embora homens de Deus como John Stott tenham crido nesta doutrina, à luz das Escrituras e da História da Igreja como registrada nas Confissões, a posição cristã tem sido de que os ímpios sofrerão eternamente no inferno. Ouça o que diz a Escritura: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”(Ap 20.10; Cf. 14. 9 -11; 19.20).

O ENSINO BÍBLICO SOBRE O INFERNO
Por três vezes no texto, Jesus adverte aos discípulos: “melhor é para ti entrares na vida-reino de Deus – aleijado, coxo e cego – do que ires para o inferno” (v. 43, 45, 47). A cada advertência Jesus também acrescenta algo sobre o inferno: “para o fogo que nunca se apaga [ARA- inextinguível] (2x)” seguida de outro qualificativo: “onde o seu bicho não morre” 2.

Que descrição terrível vindo da doce voz do Senhor!

Precisamos lembrar que os discípulos não se impressionaram com a descrição. Por quê? Embora fosse uma nova revelação no ministério de Jesus, a descrição já era conhecida pelos discípulos na leitura dos Profetas: “e sairão [os eleitos], e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo nunca se apagará; e serão um horror a toda a carne” (Is 66. 24). Diante das palavras de Jesus e, agora, considerando o todo da revelação bíblica, vejamos qual é o ensino bíblico sobre esse lugar.

Primeiro, o inferno é um lugar real – Jesus diz que as pessoas “vão para o inferno”. O verbo (eiseltein) usado implica em “deslocar-se” ou “separar-se”. No nosso texto usa-se com a preposição (eis) e o substantivo ten geennan. Essa construção gramatical dá a noção espacial . Desse modo, o que Jesus quer dizer é que alguém é “separado para dentro da Geena”. Mas, o que era a Geena?
A palavra traduzida por “inferno” (geena) era uma referência a um lugar chamado de “Vale de Hinom” (Cf. Js 15.  8; 16.18; 2 Rs 23. 10; 2 Cr 33.6). Ficava ao sul de Jerusalém e lá, os antigos judeus apóstatas, sacrificaram seus filhos ao deus pagão Moloque (Cf. 2 Cr 16.3; 21.6; Jr 7. 31; 19.5,6; 32.35). Foi o Rei Josias quem pôs fim a essa prática e transformou o lugar num lixão da cidade. Ali eram jogadas as carcaças de animais que eram queimadas dia e noite. Havia um fogo por baixo do monturo e, por não faltar carniças, nunca deixava de haver vermes.
Veio a ser, portanto, o designativo do lugar de juízo de Deus e se passaria a chamar “Vale da Matança” (Cf. Jr 7. 32;
19. 6, 7). Ao dizer, então, que os ímpios “vão para a Geena [inferno]” têm-se uma ideia acerca do horrível lugar. Decerto que não havia outra figura para demonstrar quão terrível e miserável é o inferno. Não havia descrição mais chocante para descrever sofrimento e tormento. Então, afirmamos à luz das Escrituras, o inferno é um lugar real.

Segundo, é um lugar de consciência – ora, ao dizer que “é melhor isso do que aquilo”, Jesus Cristo revela que aqueles que vão para o inferno estão conscientes de suas escolhas. Poderiam ter escolhido “ficar sem uma mão, um pé ou um olho” e entrar no reino de Deus, mas preferiram perder a sua vida. Semelhante imagem apresenta no v. 42 – “melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado no mar” – em que aquele que fosse motivo de tropeço para um crente mais pequenino estava ciente do tropeço causado. Também o causador de tropeço estava consciente de sua pedra no pescoço e do lugar onde estava se lançando. De igual modo, aqueles que vão para o inferno saberão onde estão e por que estão ali.

Terceiro, é um lugar de permanente sofrimento – quando Jesus diz que “o fogo nunca se apaga e o verme não morre”, aponta para uma realidade permanente. O que mantém o fogo aceso é a existência de material para combustão. No inferno não faltará material para combustão. Claro que, ao usar a referência de “fogo” pode-se muito mais falar do sofrimento sob o juízo divino do que sob “chamas literais”, de acordo com alguns comentaristas. Diz Anthony Hoekema: “O objetivo das figuras, porém, é que o tormento e angústia internos, simbolizados pelo verme, nunca terão fim e os sofrimentos exteriores simbolizados pelo fogo nunca cessarão. Se as figuras utilizadas nesta passagem não significam sofrimento sem fim, então elas não significarão coisa alguma”.
Por diversas vezes, Jesus usa figuras semelhantes para falar do sofrimento eterno. Por exemplo, Jesus disse que é um lugar descrito como uma “fornalha de fogo” onde “haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13.50; ); Jesus disse que os justos irão para vida eterna, mas os ímpios para “o tormento eterno” (Mt 25.46). Ora, não faria sentido pensar que os justos estarão junto a Deus por toda eternidade e, no mesmo texto, Jesus pensar que o tormento é temporário. O inferno também é chamado de “trevas” (Mt 25.30; 22.13). Em outra designação é que os que são destinados ao inferno “ira e indignação [...] tribulação e angústia”(Rm 2. 6-9). De acordo com João, os ímpios serão “atormentados de dia e de noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). De acordo com Apocalipse 19.20, a Besta e o Falso Profeta foram lançados vivos no “lago de fogo e enxofre”. Porém, depois de Mil Anos eles ainda estavam lá, onde receberão a companhia do diabo (Cf. Ap 20.10).

Quarto, o inferno é o lugar da Ira de Deus – quando Jesus diz “fogo que nunca se apaga”, isso nos fala não apenas do sofrimento, mas também da ira de Deus. Em mais de 600 lugares, a Bíblia fala sobre a ira de Deus. No caso específico do inferno, o fogo não é purificador, mas o “fogo da ira de Deus”. Alguns há que costumam colocar os atributos de Deus uns contra os outros, como se, porventura, algum atributo de Deus prevalecesse sobre os demais. Porém, a justiça de Deus, bem como seu amor e soberania, exigem a existência do inferno4 . Porque Deus é justo, ele não pode contemplar os pecados (Hb 1.13). Porque Deus é amor e amou ao mundo, aqueles que rejeitam esse grande amor rejeitam tão grande salvação (Hb 2.3).  Porque Deus é soberano, o mal precisa ser derrotado. Deus vencerá no final (Ap 20). O inferno, portanto, é o efeito da Ira de Deus. Conclui-se daí que o inferno não é governado por Satanás, mas Deus Reina também no inferno. Como disse William Hendriksen:5 “o inferno é inferno porque Deus está lá, Deus em toda a sua ira (Hb 12.29; Ap 6.16). O céu é céu porque Deus está lá, Deus em todo o seu amor. É desta presença de amor que o ímpio é banido para sempre.”

Quinto, Jesus ensina que é possível livrar-se de ir para o inferno – ao dizer “melhor é isso do que aquilo”, Jesus apresenta uma maneira de ser lançado no inferno. Diante do contexto maior (8.34ss), fica claro que os “seguidores de Jesus Cristo”, porque renunciaram aos seus pecados, negaram-se a si mesmo, tomaram a sua cruz e, até mesmo, perderam a sua vida “por amor de mim [Jesus Cristo] e do Evangelho” (Cf. 8.35). Assim, ao fazer a comparação entre o que é “melhor”, estamos diante do teste do Senhor para saber quem é seu discípulo ou não. Aqueles que não renunciam seus pecados aqui terão de sofrer com eles longe da Glória de Deus, em eterno sofrimento. Jesus apresentou o preço a se evitar.

Outra coisa, por duas vezes Jesus diz “entrares na vida” (v. 43, 45) e uma vez diz “entrares o reino de Deus”. Ficamos sabendo pelo interlocutor João que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.7). Por “novo nascimento” o cristianismo ensina ser “a alegria sincera em Deus, por Cristo (1) , e o forte desejo de viver conforme a vontade de Deus em todas as boas obras (2). (Is 57:15; Rm 5:1,2; Rm 14:17. (2) Rm 6:10,11; Gl 2:19,20)” (Catecismo de Heidelberg, p. 90).

O próprio Jesus reconheceu que o inferno não foi preparado primeiramente para o homem, mas para o “Diabo e seus Anjos” (Mt 25.41). E para livrar o homem de ir para o inferno, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(Jo 3.16). Porém, porque o homem permanece indiferente a Jesus Cristo, ou seja, não crê no Filho, então “não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36).

E, ENTÃO?
Existem temas nas Escrituras que são dolorosos. Falar sobre o inferno é um desses temas. Porém, a doutrina sobre o inferno é parte da Teologia Bíblica, e como prova disso, o Senhor Jesus e seus apóstolos a ensinaram repetidamente.  Como disse o Bispo John Ryle, “não há misericórdia alguma em ocultar dos homens o assunto a respeito do inferno. Por mais temível e tremendo que seja o inferno, ele deve ser uma realidade fortemente inculcada sobre todos, como uma das grandiosas verdades do cristianismo. O apóstolo João, no livro de Apocalipse, com frequência o descreveu. Os servos de Deus, hoje, não devem sentir-se envergonhados de confessar a sua crença nesse assunto. Se não houvesse ilimitada misericórdia em Cristo, para todos aqueles que nele creem, bem poderíamos nos esquivar desse temível tópico” (1994, p. 119).

Não pensem que é fácil falar sobre os milhões que passarão a eternidade no lago de fogo. Alguns amigos até acham minha posição meio dantesca e, por isso, medieval. No entanto, minha tarefa como ministro do Evangelho é falar a verdade, seguir os passos do Mestre, mesmo que, ao expor essa doutrina, alguns se sintam incomodados com ela. Muitos estão a passos largos no caminho do inferno, caminhando sobre um grande abismo que não se abre para engolir alguns dos tais, tal como engoliu vivo a Datã, Coré e Abirão (Nm 16. 30-33) por causa das muitas misericórdias de Deus, desse mesmo Deus que eles provocam a sua ira.

Muitos ainda amam os seus pecados e, de forma enganosa, acreditam que podem desfrutar da eternidade com Deus sem seus pecados serem perdoados. Qual não será a surpresa de muitos ao perceberem que estão debaixo da Ira de Deus, simplesmente porque relutam em amar a Deus. Não é amor aos amigos e inimigos se não se anunciar o perigo que estão correndo. Talvez seja preciso que alguns precisem sentir o fogo do abismo queimando sob seus pés.

Dirijo-me àqueles que ainda não despertaram para conversão e para o perigo que estão correndo.

O inferno é para todos que não estão em Cristo. Hão de suportar o peso da ira de Deus. Foi João quem disse que Deus mesmo pelejará contra os que não se converteram ou que pensam que são convertidos. O Senhor Disse: “Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; e os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura” (Is 63.3). Outra vez João, o Discípulo do Amor, viu a cena terrível: “E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso”(Ap 19.15).

Não há nada entre eles e o inferno a não ser a misericórdia de Deus. Mas lembrem-se: Ele está irado e quem pode lhe impedir de agir contra os seus pecados? Alguns supõem equivocadamente que está tudo bem com eles porque têm saúde, prosperidade, alegria, vão à igreja e desfrutam das bênçãos comuns de Deus. Mas isso não é garantia de que serão livres do inferno. A única garantia encontra-se no Cordeiro de Deus, que sofreu a Ira de Deus pelos homens. Se isso não é amor de Deus, em entregar o seu Filho por pecadores, não sabemos, então, o que é amor.

E estou a par de que essa mensagem não é popular. Sei também que alguns encontrarão pessoas que procurarão lhes dissuadir da realidade do inferno. Mas, “por que a cruz e todo sofrimento [de Jesus ], a não ser que haja o inferno? A morte de Cristo perde o seu significado eterno a não ser que haja uma separação de Deus da qual as pessoas precisam ser salvas” 6.  Não pense, também, que o inferno é apenas uma ameaça, e não uma realidade. Se assim o fosse, Deus seria mentiroso. Deus não usa mentiras para atrair aos homens.

Como disse, essa não é uma mensagem popular. Mas ela é verdadeira porque a Bíblia é verdadeira, porque Jesus Cristo é verdadeiro e não pode mentir. Seja Deus verdadeiro e os homens mentirosos (Rm 3.3). Meus amigos, a visão que temos de nossos pecados não é um mínimo daquilo que Deus vê em nós. Certa vez, o pregador Jonathan Edwards, amparado numa visão estritamente bíblica, nos deu um quadro dos pecados dos homens:

Vossas iniquidades vos fazem pesados como chumbo, pendentes para baixo, pressionados em direção ao inferno pelo próprio peso, e se Deus permitisse que caíssem vocês afundariam imediatamente, desceriam com a maior rapidez, e mergulhariam nesse abismo sem fundo. Vossa saúde, vossos cuidados e prudência, vossos melhores planos, toda a vossa retidão, de nada valeriam para sustentar-vos e conservar-vos fora do inferno. Seria como tentar segurar uma avalancha de pedras com uma teia de aranha. Se não fosse a misericórdia de Deus, a terra não suportaria vocês por um só momento, pois são uma carga para ela. A natureza geme por causa de vocês. A criação foi obrigada a se sujeitar à escravidão, involuntariamente, por causa da vossa corrupção. Não é com prazer que o sol brilha sobre vocês, para que sua luz vos alumie para pecarem e servirem a satanás. A terra não produz de bom grado os seus frutos para satisfazer vossa luxuria. Nem está disposta a servir de palco à exibição de vossas iniqüidades. Não é voluntariamente que o ar alimenta vossos corpos, mantendo viva a chama dos vossos corpos, enquanto vocês gastam a vida servindo os inimigos de Deus. As coisas criadas por Deus são boas e foram feitas para o homem, por meio delas, servisse ao Senhor. Não é com prazer que prestam serviço a outros propósitos, e gemem quando são ultrajadas ao servirem objetivos tão contrários à sua finalidade e natureza. E a própria terra vomitaria vocês se não fosse a mão soberana dAquele a quem vocês tanto tem ofendido. Eis aí as nuvens negras da ira de Deus pairando agora sobre vossas cabeças carregadas por uma tempestade ameaçadora, cheia de trovões. Não fosse a mão restringidora do Senhor, elas arrebentariam imediatamente sobre vocês. A misericórdia soberana de Deus, por enquanto, refreia esse vento impetuoso, do contrário ele sobreviria com fúria, vossa destruição ocorreria repentinamente, e vocês seriam como palha dispersada pelo vento"

Portanto, Deus está exortando-lhes, em nome de Cristo, por essa palavra rogando-lhes que se reconciliem com Deus (2Co 5.11-20). Não há muitas opções. É estar em Cristo ou longe dele. É céu ou inferno. Não brinque de cristão, não brinque de crente, não brinque de religiosos ou mesmo ateu. O Senhor Jesus é o seu Deus e Salvador? De fato, você já o recebeu e, portanto, pode ser contado entre os Eleitos do Senhor? O machado já está posto à raiz e “toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” (Mt 7.19), disse o Senhor Jesus. Onde estão os frutos? O Senhor ainda disse: “Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem” (Jo 15. 6). Se isso não for uma realidade em sua vida, então a Ira de Deus permanece sobre você e você será lançado no inferno, no lugar que foi criado para o diabo e seus anjos. Rejeitando a presença de Deus, você estará em companhia do diabo e seus anjos. Fuja para os braços misericordiosos do Senhor Jesus enquanto é tempo!

Fontes:    http://www.estudosdabiblia.net/d14.htm
               http://estudosgospel.com.br/estudo-biblico-duvida-pergunta-e-resposta-biblica/o-inferno-e-real.html
               http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=232






 ........................................................................... ...................................................................................... .................................................................................... ....................................................................................
Get your own Chat Box! Go Large!