segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

MALDIÇÃO


MALDIÇÃO




O que é uma maldição


Segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida a maldição é um chamamento de mal, sofrimento ou desgraça sobre alguém ou alguma coisa que passa a ser maldito . Trata-se portanto de uma ação do maligno sobre uma vida, situação ou local; cuja legalidade da ação pode ser através da família (tb. chamada hereditária), por meio de palavras proferidas ou ainda por meio de auto-declarações.

Origem das Maldições na História Humana
Texto Gn 2.17: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”

No alicerce das maldições está a Desobediência. É o primeiro relato bíblico sobre a possibilidade de ocorrer uma maldição quando o Senhor diz uma palavra clara e vinculou a morte com a desobediência. Com a quebra do princípio estabelecido por Deus a maldição veio e foi transmitida a todos os homens e a terra. Interessante que, “até mesmo Jesus Cristo, que veio em carne como filho do homem, sofreu as conseqüências destas maldições”.

De onde procedem as Maldições

1. Do desobediência aos estatutos do próprio Deus: Por exemplo em Dt 27.15-26 encontramos 12 maldições que viriam sobre aqueles que quebravam a lei; várias atitudes do homem podiam levá-lo a ser portador de maldições, desde fazer estatuetas e imagens até prejudicar um estranho ou ter comportamento sexual incestuoso. Em Gn 12.3 há uma promessa que Ele abençoaria os que abençoassem, a Abraão e seus descendentes, portanto o anti-semitismo trás maldição sobre os que o praticam. Mesmo procedendo da parte do Senhor devemos lembrar que elas só ocorreram se o homem com o seu livre-arbítrio optar por desobedecer a Ele, este conceito esta bem claro em Dt 11.26-29 “ Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição; A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que hoje vos mando; Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes. E será que, quando o SENHOR teu Deus te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal.

2. Pessoas que tem autoridade podem amaldiçoar: Pai sobre filhos, líder sobre liderados, professor sobre aluno, etc. Foi isto que aconteceu quando Jacó, questionado por Labão a respeito do roubo de seus deuses, declara: “Com quem achares os teus deuses, esse não viva; reconhece diante de nossos irmãos o que é teu do que está comigo e toma-o para ti. Pois Jacó não sabia que Raquel os tinha furtado.” Como esposo de Raquel ele tinha autoridade sobre ele, e mesmo ele desconhecendo o que ela havia feito, a maldição se cumpriu. Pouco depois deste fato Raquel morre ao dar a luz a Benjamim .

Tipos de Maldições

Hereditárias
De início é necessário entendermos que apesar do termo hereditariedade esta relacionado à transmissão de caracteres físicos ou psíquicos aos descendentes (p.ex.: se os pais são de cor negra os filhos obrigatoriamente devem possuir a mesma cor, se o biótipo da família dos pais é de pessoas altas os filhos deveram ser altos, etc.); este termo também expressa o direito de receber a totalidade ou a parte daquilo que uma pessoa possui e deixa após sua morte. Assim no caso das maldições hereditárias devemos ter em mente que os espíritos que atuam sobre uma família, porque conquistaram em algum lugar do passado estas legalidades, vão passar de geração em geração até que a legalidade seja anulada. Devemos compreender que não se trata de um espírito das trevas “transmitido geneticamente”, como se fosse a cor dos olhos, mas são espíritos ligados a uma dada área de ação que encontra e cria em uma determinada família condições ideais para a sua atuação.

Por exemplo: Um avô alcoólatra, levou seu filho a bares e outros lugares onde ele praticava seu vício, acabando assim por incentivar o filho a ter o mesmo vício e comportamento, no momento em que este filho começa a beber, espíritos do mesmo tipo que atuam no avô passam a atuar sobre o filho; ao casar o filho gera um neto que cresce no mesmo ambiente de vício, o que favorecerá a atuação destes demônios também em sua vida.

Sintomas uma pessoa pode estar sob efeito de maldições:
1. Colapso mental e emocional,
2. Doenças freqüentes ou crônicas (especialmente sem um claro diagnostico médico),
3. Fracassos constantes, também relacionados a problemas com o sexo oposto,
4. Rompimento de casamento, e transtornos familiares;
5. Contínua recessão financeira (em especial quando a renda parece ser suficiente), e
6. Propensão a acidentes.


EXEMPLOS
Maldição de Davi sobre os montes de Gilboa (2 Sm 1.21) Davi proferiu contra estes montes uma maldição: Não caia sobre vós nem orvalho e nem chuva, a fim de que a terra ficasse estéril. Isto ocorre de forma tal que mesmo hoje com toda a tecnologia que Israel possui no campo do reflorestamento, não consegue sucesso em reflorestar os montes de Gilboa.

Jesus amaldiçoa a figueira (Mc 11.14,20-21) Jesus não encontrando frutos na figueira a amaldiçoou dizendo que dela nunca mais se comeriam figos. Na manhã seguinte a figueira outrora viçosa estava seca.

Maldições de Terceiros
No início todas as coisas foram formadas pela Palavra. “Disse Deus: haja... e houve!” Pela palavra profética geramos no mundo espiritual aquilo que desejamos no mundo físico . Este princípio serve tanto para as bênçãos que desejamos como também para as maldições que lançamos. Assim a partir do momento em que são proferidas as palavras, espíritos das trevas reivindicam o direito de atuar na vida desta pessoa trazendo sobre ela a referida maldição.


Encontramos no livro de Tiago um alerta para como o mau uso da palavra (língua) pode trazer prejuízos, também Pv 18.21 nos revela o seu poder: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.”
É necessário, como já vimos, que para que esta maldição seja estabelecida, àquele que a profere deve possuir alguma autoridade sobre a vítima.

Nomes que revelam Maldições

Os judeus eram, e ainda o são, muito criteriosos na escolha do nome de seus filhos, de modo geral o nome refletia uma característica de quem o possuía, esta era a crença dos hebreus.
Os estudiosos, inclusive de ciências ocultas , afirmam que o nome de uma pessoa possui influência sobre a pessoa.
Alguns nomes revelam maldições: Maria das Dores, Mara (amargura), Dolores (dor e pesar), Adriana (rainha das trevas), Piedade, Aparecida (surgida do nada, sem origem), nome de ídolos, de entidades, etc.
Devemos evitar lançar este tipo de maldição sobre os nossos filho. Se o fizemos devemos quebrá-la e declará-la sem efeito.
Atributos e frases negativas que são lançadas contra as pessoas

Infelizmente devido ao descontrole sobretudo dos pais muitas crianças crescem sendo chamadas de: imbecil, canalha, preguiçoso, vadio, burro, jumento, desgraçado, doido, diabinho, sapeca, safado, maluco, danado , ou então ouvindo: vá para o inferno, o diabo que te carregue, você é terrível, pau que nasce torto morre torto, você não tem jeito, você é um endiabrado, você é igual a fulano de tal (aquele parente cheio de defeitos morais e espirituais). Muitas vezes estas palavras criam na pessoa uma condição tal que se tornam impotentes para a vida.
Estas palavras podem também ser lançadas por: professores, chefes de trabalho, lideres religiosos, esposos, etc.

Auto-Maldições

Similar a Maldição de Terceiros tem efeito quando a palavra de maldição é lançada sobre uma pessoa, só que neste caso é a própria pessoa que as declaram contra si mesmas.
Passam a vida inteira se auto-denominando: incompetentes, burras, desastradas, infelizes, imprestáveis, fracassadas, que incorporam isto a sua maneira de ser.

Alguns exemplos bíblicos de auto-maldições.

Durante o Julgamento de Jesus (Mt 27.24-25). Pilatos após lavar suas mãos, delega ao povo o julgamento que responde dizendo: “O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”. Nos Basta analisar a história dos judeus e veremos que o derramamento de sangue acompanha este povo até hoje.
Caso da Benção de Jacó em Lugar de Esaú. (Gn 27). Jacó temeu ser amaldiçoado por Isaque quando este percebesse que o tinha abençoado no lugar de seu irmão; então Rebeca declara: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho; atende somente o que eu te digo...” . Esta maldição recai sobre ela que nunca mais vê seu filho, quando Jacó retorna, ela já é morta.

Maldições Sem Causa.

São as maldições lançadas sobre alguém mas que por não encontrar a brecha de um pecado já existente, não consegue penetrar. Assim como já mencionamos a causa fundamental para a existência de uma maldição é o pecado, sem ele a maldição não se cumpre. 



As causas das maldições
Muitas pessoas se perguntam o por quê de certas coisas más acontecerem com umas pessoas e não com outras, ou ainda, por que certas ondas de azar acontecem. Várias pessoas atribuem a má sorte a feitiços e ações eventuais como a quebra de um espelho, passar por debaixo de escada, etc. E para combater essa má sorte se valem de vários recursos e patuás, contudo aqui não trataremos da questão da sorte, boa ou má, e sim da maldição, pois muitos confundem uma coisa com outra.
Sorte é coisa passageira e não tem causa especifica, pode vim a qualquer um.

Observei ainda e vi que debaixo do sol não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a peleja, nem tampouco dos sábios o pão, nem ainda dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor; mas que a ocasião e a sorte ocorrem a todos. Eclesiastes 9:11

maldição ela pode até ser passageira, mas tem causa especifica.
Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não encontra pouso. Provérbios 26:2

Então comecemos.

O que é maldição?

A primeira coisa a fazermos para compreendermos as causas das maldições é sabermos o que é realmente uma maldição!
Na Bíblia existem 06 palavras em hebraico e 04 palavras em grego para designar a maldição, e cada uma com significados específicos. Mas, não ficaremos nas explicações sobre os tipos de maldição, a colocaremos aqui de forma genérica, para entendermos melhor suas causas.

Maldição é mal dizer, ou seja, resumidamente, é falar mal de alguém, diminuir por meio de palavras, falar palavras de má sorte, ridicularizar.

Na antiguidade, e até hoje em dia, muitas pessoas acreditam no poder mágico das palavras, assim como, se você dizer tal coisa, isso ira acontecer. Veja no meio evangélico, existe a questão de “profetizar”, “a palavra tem poder”, e fora do mundo evangélico essa ideia persiste através de rituais, mantras, rezar, mandingas, benzeduras, etc.
Porém a Bíblia declara que só a Palavra de Deus é que tem o poder de fazer algo miraculoso acontecer. Claro que as palavras humanas têm efeito prático, exemplo disso é a psicologia, que de fato é uma “cura pelo falar” e se uma mãe, por exemplo, ficar dizendo constantemente a seu filho: “você não presta”, provavelmente a criança introjectará essa ideia, e poderá não prestar mesmo. Mas esses não são efeitos miraculosos e sim humanos.
Enfim tanto a benção de Deus como as maldições estão condicionadas a alguma ação, escolhas ou posturas humanas, aprovadas ou reprovadas por Deus, e não a falas ou atos, mesmo proféticos, que são invocações mágicas meramente, e são essas condições e motivos relativas as maldições que iremos ver.

O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência. Deuteronômio 30:19

1º Motivo da maldição: Quem desobedece a Lei de Deus.

Se, porém, não ouvires a voz do Senhor teu Deus, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão: Deuteronômio 28:15
A maldição é o contrario da benção, e a benção esta condicionada a obediência, então a desobediência gera a maldição, notem porem que os mandamentos foram feitos para o bem do ser humano, assim o descumprimento desses mandamentos de Deus gera males, seria como se um doente não tomasse os medicamentos indicados pelo médico.

2º Motivo da maldição - Quem amaldiçoa é amaldiçoado.

Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Genesis 12:3
Este é o principio da semeadura, o que o homem planta ele colhe, sendo assim se alguém amaldiçoa outro, receberá esta maldição para si, pois a maldição só vem com uma causa, perceba a Bíblia condena severamente os maldizentes e murmuradores. Então perceba que o versículo acima Deus não diz que vai abençoar Abraão e sim as pessoas que abençoarem a ele e por causa disso também Abraão seria o canal de benção para as famílias da terra. Em suma tanto a benção como a maldição são condicionais a postura do homem.

3º Motivo da maldição - Quem confia no homem

Assim diz o Senhor: Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Jeremias 17:5

Todo homem é instável, ou seja, ele pode mudar ou estar errado, além do fato da mentira e falsidade ser real na vida humana, por esses motivos o homem não é confiável, porém a questão da confiança no homem que a Bíblia se refere, vai muito além de ter pessoas confiáveis ou não, a gestão é não por sua confiança e esperança no homem, no poder humano e nas coisas materiais; por exemplo, a pessoa crer que terá um emprego, pois conhece alguém importante (pistolão), ou ainda espera uma velhice segura, pois tem um bom plano de aposentadoria; ficará rico porque fez bons investimentos, Jesus chama essas pessoas de locos na parábola do rico insensato, pois para Deus o homem é vaidade.
É melhor refugiar-se no Senhor do que confiar no homem.
É melhor refugiar-se no Senhor do que confiar nos príncipes. Salmo 118: 8-9

3º Motivo da maldição - Quem faz a obra de Deus relaxadamente

Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente, e maldito aquele que vedar do sangue a sua espada! Jeremias 48:10

Ninguém gosta de ter um funcionário, ou até um serviço feito para si de forma negligente, relaxada. Imagine alguém construindo sua casa de qualquer jeito, ou fazendo sua comida sem o mínimo de cuidado e higiene; logicamente estes fatos geram revolta no ser humano, quanto mais no coração de Deus, que é zeloso. Sendo assim esta pode ser uma das grandes causas de maldição entre os crentes, pois veja uma ideia corrente de fazer as coisas sem o devido zelo e preparo, então depois de se perceber que a coisa não esta boa se diz: “É para Deus, Ele aceita”. Na Biblia Deus manda entregar este tipo de oferta aos ilustres da comunidade e amaldiçoa o enganador hipócrita que simula santidade.

Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos.
Mas seja maldito o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, o vota, e sacrifica ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos exércitos, e o meu nome é temível entre as nações. Malaquias 1: 8 e 14


Então compare certos cultos e apresentações, eles seriam feitos da mesma forma se fossem exibidos em uma rede de televisão, por exemplo?
Dentro deste conceito de negligencia esta inserido também a falta de cuidado com a casa de Deus, a infidelidade e o deixar de buscar a Deus e isso esta relacionado em Malaquias 2 e Oseías 4, comparativamente o dizimo, ofertas e o estudo da Palavra de Deus.

4º Motivo de maldição - Quem não produz fruto

Então Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Olha, Mestre, secou-se a figueira que amaldiçoaste. Marcos 11:21

Nós fomos criados para produzirmos, exemplo disso é que uma das primeiras ordens dadas ao primeiro casal foi para serem fecundos e encherem a terra.
Por causa disso é que no Novo testamento vemos Jesus só uma vez amaldiçoando algo, que foi justamente a árvore que não tinha fruto, e veja que nem era o tempo propicio para isso, não era tempo de figos (Marcos 11:13).
Sendo assim podemos estar sendo amaldiçoados se não tivermos em nossos corações o interesse de produzir:
Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento. Marcos 3:8
Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. Gálatas 5:22

E o fruto do crente que é um outro crente.

5º Motivo de maldição - Quem distorce a Palavra de Deus

Agora, ó sacerdotes, este mandamento e para vós.
Se não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração. Malaquias 2:1-2


Entendimento errado da Palavra sempre existiu e continuará existindo, pois somos falhos, porém cabe a nós estarmos atentos para ouvirmos a correção de outros que Deus usa para corrigir a sua igreja. Veja o exemplo do que talvez seja a primeira interpretação errada do que Jesus disse:

Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será?
Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu.
Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? João 21: 21-23


Então veja a sutileza do erro Jesus não afirmo, Ele simplesmente questiona a Pedro, perceba que o diabo usou a mestra estratégia de deturpação da Palavra de Deus com Eva:
Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Genesis 3:1
O diabo deturpou a Palavra colocou uma pergunta para questionar uma afirmação, e em João 21 o engano é colocar uma pergunta como afirmação. Contudo essas são coisas que muito acontece e a maldição vem pelo não se deixar corrigir pelo Espírito de Deus, nem buscas a Palavra, deixando-se levar por seus desejos carnais.
Foi isso que aconteceu com Eva, ela achou que a fruta era boa, os sacerdotes amaldiçoados citados em Malaquias faziam acepção de pessoas, e é assim sempre deixa-se a Palavra de Deus por algum desejo humano e quando vem a correção não aceita pois amam as benesses do erro.

Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Mateus 5:19
O erro estar em permanecer com a atitude pecaminosa, seria como esperar pelas recompensas nesta terra, porém a pessoa não percebe que esta sob uma maldição, exemplo disso podemos citar como a avareza, pois a pessoa corre a procura de dinheiro, e quanto mais tem, mais é escravo dele.

Conclusão
Ninguém no mundo é perfeito, porém para Deus a perfeição humana é ter um coração arrependido, e disposto a voltar para Ele. E é bom lembrar sempre que Deus perdoa todos os tipos de pecado, menos Blasfêmia contra o Espírito Santo, que basicamente é não aceitar a correção dEle própria, e não se converter a Jesus.
Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Mateus 12:31

Por que.

E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:
do pecado, porque não crêem em mim;
da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais,
e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. João 16:8-11


Fontes.:   www.montesiao.pro.br/estudos/libertacao/.../estudo_maldicao.html
                www.jacuipenoticias.com/religiao/fevereiro/maldicao.htm
                www.bibliaon.com › Temas da Bíblia ..................................................................................... ....................................................................................

sábado, 6 de dezembro de 2014

LUTA INVISÍVEL





LUTA INVISÍVEL



Os Judeus da época de Cristo esperavam o Messias como um Rei, semelhante ao Rei Davi. Um Rei poderoso, guerreiro, vencedor de batalhas que pudesse liberta-los das mãos dos Romanos. Ou seja, eles queriam um Rei guerreiro, mas para vencer batalha contra a carne e o sangue. Mas Jesus veio para reinar e guerrear e vencer as guerras no mundo espiritual. Jõ. 18: 33-36. Mas eles não entendiam isto, pois estava oculto aos olhos deles. Mc. 4; 11. Eles não entendiam nada deste mundo espiritual. Pois eles na verdade não estavam cativos dos Romanos, mas sim de Satanás e seus demônios. Estavam em trevas e não sabiam. Mt. 4: 12-17; Jõ. 8: 12. Jesus conquistou a vitória na Cruz. Cl. 2: 13 –15; Ap. 1: 17-18.

O REINO INVISIVEL: O Evangelho é luz, para mostrar o que os nossos olhos carnais não podem ver. O Evangelho tem como objetivo nos mostrar e a nos ensinar a lutar neste mundo invisível. Lc.17: 20; Jõ. 18: 33-36; II Co. 4: 18. O QUE ESTÁ OCULTO: Fica fácil para os nossos inimigos nos atingir, nos usar, causar danos a nossa vida. Pois não podemos vê-los. Mas quando nós começamos a entender os ensinamentos de Jesus, ai sim nós começamos a dificultar as coisas para os nossos inimigos. Nós começamos a ver o que ninguém pode enxergar em nível espiritual. Começamos a ter visão espiritual e enxergar o que nos está no oculto. I Co. 2: 9,14 e 15. Lc. 12: 2.

LUTANDO CONTRA O INVISIVEL: Tendo a visão do invisível, podemos ver quem está nos atingindo, perturbando as nossas vidas. I Pd. 5: 8; Ap.12: 9 e 10.

Agora que já sabemos quem nos atinge, que nos acusa e que em todos os momentos quer nos derrubar, passamos a usar as armas que a Palavra de Deus nos dá para lutar e vencer este inimigo invisível, neste mundo invisível.Ef. 6: 10-18.

APRENDENDO COM O EVANGELHO: Quando Jesus falou a respeito, de alguém bater na sua face direita, e você oferecer a esquerda, muitos teólogos interpretam como sendo espiritual, mas não é. Esta Palavra é literal, o diabo incita uma pessoa a te agredir, esperando que você reaja da mesma forma, ou seja, olho por olho, dente por dente, mas se você oferecer a outra face, vai frustrar todas as intenções do diabo.Mt. 5: 38 e 39.

O diabo usa muitas pessoas para nos agredir, tentando fazer que através de nossas reações, nós venhamos a manchar imagem e a semelhança de Deus em nossas vidas. Tirando de nós a capacidade de perdoar, pois nós carregamos a imagem e a semelhança de um Deus perdoador. Quando nós perdoamos aqueles que nos ofende, nós atingimos em cheio os planos do diabo. E mostramos a ele que verdadeiramente carregamos a imagem e a semelhança do nosso Deus. Mt. 6: 14 e 15, Ef. 4: 32; Cl. 3: 13.

O diabo, nosso inimigo no mundo espiritual, faz com que venhamos a ter muitos inimigos no mundo físico. Fazendo com que o ódio venha a dominar os nossos corações, atingindo assim a imagem e semelhança de Deus em nossas vidas. Pois o nosso Deus não é um Deus de ódio, mas sim é um Deus que é amor. Porquê nós fomos inimigos de Deus por causa do pecado, mas Ele nos amou. Ao em vez de odiar os nossos inimigos nós devemos ama-los. Quem perde nesta batalha é o diabo. Porque quando amamos os nossos inimigos ficamos cada vez mais parecidos com o nosso Deus. Mt.5: 43-48; I Pd. 2: 20-25.

Nos dias de hoje, há algumas doutrinas que levam as pessoas a querer só receber, a buscar mais os seus próprios interesses. I Co. 10: 22-24; Rm. 12: 16; Atos 20: 35. O Evangelho nos ensina ao contrário. Para o Evangelho o melhor é dar e ter para oferecer. Pois o inimigo tem como objetivo nos atingir, fazendo com que nós venhamos a pensar mais nos nossos interesses pessoais. Mas quando nós fazemos ao contrário, em vez de pensarmos mais em nós, passamos a pensar mais nos necessitados, fazemos o que Deus fez por nós, pensou mais em nós do que NELE. Quando entregou o seu Filho por nós. Dt. 15: 9-11; Rm. 5: 5-8. Fazendo assim, frustramos os planos do inimigo.

Faz parte do caráter do diabo, criar guerras, fazer com que vivamos em guerra. Guerra em nosso lar, no trabalho, na escola, com os amigos. Mas quando nós em vez de vivermos guerra, passamos a viver em paz com todos, nós frustramos mais uma vez os planos do inimigo. Ef. 6: 15; Rm. 12: 18.

O inimigo também procura introduzir em nossas vidas pequenas coisas que não tem nada a ver com o Evangelho. Pequenas mentiras, pequenas corrupções, coisas que não são honestas. Dizendo sempre assim: Não tem problema, é tudo por uma boa causa. Mas quando nós damos um grande NÃO a estas pequenas coisa, nós quebramos as pernas dele e conquistamos a vitória no mundo espiritual. Rm. 12: 17. Ele também procura nos influenciar a oferecer o pior para Deus. A pior hora para as orações, pouco tempo para orar, pouco tempo para ler a Palavra, pouco tempo para ir a igreja, o que sobra para as ofertas. Quando fazemos ao contrário, atingimos em cheio o inimigo no Reino Espiritual. I Pd.2: 1-5; Lc. 22: 17-20; Ml. 1: 6-8.



Às vezes ainda me surpreendo como algumas famílias e pessoas ainda possam estar sendo enganadas por um inimigo há séculos conhecido. Entendo que com a modernidade e com a evolução do saber, todos já deveriam ter conhecimento também da necessidade da espiritualidade séria e compatível com a vontade do Deus Criador.

Tenho notado que muitos nem sequer percebem porque estão vivendo situações adversas a sua vontade e muita vezes difícil, e porque não dizer quase impossível de se viver. O mundo físico e o mundo espiritual andam lado a lado. O mundo físico será resultado do sucesso que adquirimos no mundo espiritual, haja vista que tudo começou no espiritual e se estendeu ao físico por um tempo. No final tudo existirá no espiritual, por isso para mim é fácil acreditar que somos resultados de uma vida espiritual.

Jesus é conhecido e respeitado por todos, sem importar a religião que se tenham, todos sabem e concordam que seus ensinos são verdadeiros e cheios de sabedoria. Jesus para nós cristãos é nosso guia, pai, nosso Deus encarnado. Jesus é nossa autoridade espiritual maior.

Jesus nos ensina como devemos vencer os inimigos invisíveis, aqueles que estão a nossa volta e não percebemos. Ele diz:

“Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa” (Mt 12.29).

Jesus fala desse homem valente se referindo a um espírito maligno que acabará de expulsar de um homem cego e mudo. Na verdade este homem se encontrava em uma situação muito difícil e Jesus percebe que a situação não era natural, mas na verdade a causa da enfermidade deste homem era uma possessão maligna. Ao exorcizar este espírito maligno o homem se tornou curado. Passou a ver e falar.

Muitos problemas, não todos os problemas, podem ser causados por causas espirituais. Se perceber que há algo te escravizando, então é preciso que seja liberto deste mal. Neste caso alguém que está preso não pode soltar-se a si próprio é preciso que alguém que está livre o solte. Jesus é Senhor sobre todos os principados e potestades, a Ele foi dado todo o poder e toda a glória (Mateus 28: 18). Jesus pode libertá-lo e quer libertá-lo. Este mesmo poder foi delegado a sua igreja. Por tanto você deve crer que Jesus não mudou. Hoje Ele pode e quer expulsar este valente que está te oprimindo.

Por isso muitas vezes você pode ter ouvido o termo está amarrado que os evangélicos usam com bastante frequência. Jesus disse que se o valente não for manietado, que quer dizer preso, amarrado, não é possível vencê-lo. Decida dar um basta na situação que está vivendo, Deus pode mudar a sua vida.

É bem típico usarmos um termo como: “está amarrado” quando nos referimos aos demônios. Mas é um termo apropriado biblicamente, porque Jesus o ordenou. Quando dizemos está amarrado, não estamos querendo dizer que prendemos um ser que é um espírito, uma vez que espírito não é constituído de matéria. Quando ordenamos que “está amarrado” com isso queremos dizer que estamos impedindo a sua ação sobre aquela situação, estamos decretando que o estamos subjugando pelo poder delegado por Jesus Cristo a sua igreja. (Marcos 16: 17).

Não apenas o amarre, o melhor é expulsar o demônio em nome de Jesus Cristo. Ás vezes é preciso ordenar a sua prisão temporária para que não cause distúrbios no decorrer do culto, afinal o objetivo é expulsar o demônio e não gerar um show de bizarrices.

Fato é que os espíritos malignos existem e afetam diretamente a vida das pessoas, mas o culto é para exaltar e adorar a Deus. Assim, a expulsão destes espíritos deve ocorrer de forma mais tranquila possível e mais rápida o possível sem causar tumulto e nem chamar a atenção. Nossa missão é demonstrar e falar das obras de Deus e não dos feitos do maligno.

Tem testemunhos que são muito impressionantes e cheios de emoção. Mas que trazem pouca edificação porque o relator do testemunho fica 1 hora e 30 minutos falando o que fez quando estava com o cão e 2 minutos falando sobre Jesus e sua conversão. Será melhor utilizar 1 hora para falar como se sente depois que Jesus o libertou e 2 minutos para dar alguns exemplos rápidos do que faz alguém que não tem Jesus em sua vida.

Nem todos os problemas são de causa espiritual. Acredito que 99% dos problemas sejam consequências de escolhas humanas. Colheita de suas decisões. Mas Satanás sabe como multiplicar as consequências de decisões erradas que você toma. Vou lhe dar um exemplo:

– Um casal com 4 filhos passando por dificuldades financeiras. Ele com 44 anos desempregado e ela ganhando dinheiro com bicos diversos. Onde está o culpado por esta situação. Quem causou este mal? O próprio casal. Vou explicar um pouco:
1- Aos quarenta e quatro anos ele já deveria estar com a carreira definida, preparado para um momento como este. A dificuldade em conseguir um emprego vem de não ter uma formação adequada a exigência do mercado (faculdade, pós-graduação, inglês). Cada dia mais o mercado de trabalho está mais exigente e difícil de acompanhar. É um desafio constante. Mas não pode ser menosprezado.

2 – Ela também não se preparou para a vida profissional.

3 – Será que se prepararam para o casamento e por tanto para o futuro, ou um olhou para o outro e apaixonados decidiram casarem sem o mínimo preparo?

Nesta situação bem difícil, é fácil perceber que nem Deus, nem o Diabo têm culpa desta situação vivida por este casal. Eles mesmos são os responsáveis diretos por esta situação. Mas o religioso diz que o capeta está furioso. E transfere a culpa para o cão.

É bem verdade que o Diabo irá aproveitar esta situação e irá multiplicar a dor e o sofrimento, irá criar barreiras e fechar portas. Irá incentivar as discussões e as brigas. Mas não é o principal responsável pela situação. Neste caso devemos repreender o maligno e impedir sua ação, mas o casal terá que vencer as dificuldades naturais.

O maravilhoso é que este casal poderá e deverá contar com a misericórdia de Deus que está pronto a impedir a ação do maligno e irá abrir portas inesperadas e irá surpreender a todos com sua benevolência. Jesus é assim. Não é a toa que o chamamos de Maravilhoso, Conselheiro, Emanuel que significa Deus conosco.

Jesus é o melhor amigo que você pode ter. Entregue teu caminho a Ele. E descanse nEle. Descansar é um estado de espírito e não de acomodação, aonde você irá lutar o que tiver que lutar, irá se esforçar o que tiver que se esforçar. Usar sua inteligência, que agora estará livre de qualquer bloqueio. E crendo que agora irá conseguir porque o maligno que te atrapalhava foi amarrado e expulso, ou seja, foi para longe e proibido pelo próprio Deus de agir em sua vida.



FONTES.:  http://www.palavrasdavida.com.br/estudos.html
                http://estudos.gospelmais.com.br/ ..................................................................................... ....................................................................................

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Por que Julgar?


Por que Julgar?

Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mateus 7.1).
Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?” (1 Coríntios 6.2)
Afinal: crente pode ou não julgar? Para algumas pessoas, o verdadeiro cristão é alguém que não julga. Ele sabe o que é o pecado, consegue reconhecê-lo quando ele acontece, mas ele nunca chamará outra pessoa de pecadora. Na verdade, ele sempre se mostrará compreensivo com o pecador, chegando a abrir mão da disciplina eclesiástica, pois, “quem sou eu para julgar o meu irmão?” Outros adotam uma postura mais agressiva: medem a espiritualidade das pessoas por meio de suas obras, não raro chegando ao ponto de criar uma escala espiritual dos crentes, aonde uns são santos e consagrados, e outros são mundanos e depravados. Os mais exagerados chegam até mesmo ao ponto de declarar que algumas pessoas são salvas, e outras não.
Por trás deste debate, está uma questão que é mal interpretada e compreendida nos círculos evangélicos. Afinal, o crente pode julgar? Se sim, quando e como deve ser este julgamento?

1) O CRENTE PODE JULGAR?

Como protestante conservador, entendo que não existe uma parte da Bíblia mais inspirada do que outra. Não acho que os Evangelhos sejam mais inspirados do que as epístolas, ou que a teologia paulina é superior à teologia de Marcos. Ler a Bíblia com este pressuposto significa entender que um ensino dos Evangelhos é tão autoritativo como um ensino contido em uma epístola. Os que dão preferência a uma porção da Bíblia em detrimento de outra acabam com uma teologia parcial e incompleta, além de quebrarem a unidade e harmonia das Escrituras.
Inicialmente, gostaria de dizer que, em algumas circunstâncias, o cristão pode fazer julgamentos. Embora Jesus Cristo tivesse dito que Ele não julgava as pessoas (João 8.15) ou que nós não deveríamos julgar (Mateus 7.1), podemos ver vários momentos em que o Senhor Jesus emitiu juízos:
“Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo”. (Mateus 23.13).
“Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo”. (Mateus 23.24).
“Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12.39).
“Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; ...” (Marcos 7.6).
“Respondeu Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino” (Marcos 9.19).
“Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mateus 7.6).
Estes versículos são apenas uma amostra de vários juízos proferidos por Jesus. Além destes, podemos achar outros, como os ais pronunciados contra Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Lc 10.13-15), a declaração de Cristo a vários judeus que haviam crido nele, dizendo que eles eram filhos do Diabo (Jo 8.44) e várias passagens aonde Cristo diz que quem não crê nele, já está condenado (Jo 3.17-18, 36, etc).
À luz destas passagens, revela-se falso o argumento de que, baseado no ensino dos Evangelhos e no modelo de vida de Jesus, o cristão não pode julgar a ninguém. Cristo julgou a vários grupos de pessoas. Ao contrário de nossa visão suavizada acerca do Senhor, vemos que Ele, em sua ira e verdade, chamou os fariseus de “hipócritas”, disse que não deveríamos jogar pérolas a “porcos” ou dar o que é santo aos “cães”, além de considerar a sua geração como sendo “perversa”, “adúltera” e “incrédula”. Em todos estes momentos, Jesus mediu estas pessoas, achou-as em falta e emitiu um comentário ou juízo sobre eles.
No entanto, alguém pode argumentar dizendo que Jesus, devido a sua condição única de Deus-Homem, tinha o direito de julgar aos outros. Afinal, de acordo com João 5.22:
“Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho”.
Em outras palavras, Jesus pode julgar as pessoas porque Ele é Deus. Ele nunca faria um julgamento incorreto ou impreciso, além de ter todas as qualificações morais necessárias para ser um Juiz. Nós não teríamos esta capacidade.
Mas, apesar de nossas limitações e finitude humanas, o ensino dos apóstolos nos diz claramente que devemos emitir juízos em algumas situações:
“Apesar de eu não estar presente fisicamente, estou com vocês em espírito. E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente (...) entreguem este homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Coríntios 5.3-5).
“Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer” (1 Coríntios 5.11).
“Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo- se apóstolos de Cristo” (2 Coríntios 11.13).
“Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês” (2 Pedro 2.12-13).
“De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus, quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas” (2 João 7-11).
Vemos portanto que três apóstolos, Paulo, Pedro e João julgaram a pessoas em seu tempo. Na verdade, é impossível cumprir alguns mandamentos sem que se avaliem as pessoas. Paulo disse que não devemos nos associar a quem diz que é cristão, mas é imoral, avarento, idólatra, entre outros. Para que eu obedeça a este
mandamento, preciso olhar para a vida do cristão e ver se ele incorre em algum destes erros. João diz que não devemos nem saudar aqueles que negam a encarnação de Jesus e os hereges que vão além do ensino de Cristo. De igual modo, para que eu obedeça à instrução de João, devo julgar a meus semelhantes cristãos.

O bom senso também nos mostra que fazemos julgamentos o tempo todo. Na hora de escolher um pastor, presbítero ou diácono, nós devemos julgar o caráter do candidato à luz das exigências bíblicas (Tt 1 e 1 Tm 3) e ver se ele é aprovado para a liderança da Igreja. Quando convidamos alguém para pregar, também examinamos a vida e o ensino do pregador, pois, caso ele seja um herege, entregar-lhe o púlpito significa causar transtornos à Igreja de Cristo.
Vemos também, à luz destes versículos, que a disciplina eclesiástica também é uma ordenança divina. O próprio Senhor Jesus nos dá base para a exclusão de membros em Mateus 18.17:
“Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano”.

2) COMO JULGAR E COMO NÃO JULGAR AS PESSOAS

Esclarecido, pois, este primeiro ponto, precisamos analisar agora como as pessoas devem ser julgadas.
Olhando para o exemplo de Jesus, vemos que os religiosos que não vivem aquilo que pregam são dignos de julgamento. Os fariseus foram criticados por Jesus por serem hipócritas. Eles, por exemplo, davam o dízimo de temperos, mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23). Jesus também condenou os fariseus por sua doutrina distorcida (Mt 23). Olhando para os evangelhos, também vemos que os fariseus eram pessoas que impediam o acesso de outros pecadores ao caminho da salvação (Mt 23.13), orgulhosas acerca de sua fé (Lc 18.9-14) e resistentes ao ensino de Jesus, chegando até mesmo a atribuir as obras de Jesus ao próprio Satanás (Lc 11.14-15).
Jesus também julgou a sua geração por querer tentar a Deus, pedindo um sinal. Na verdade, a multidão não queria acreditar em Jesus, eles não tinham fé. Pela mesma razão, Jesus teve vários embates com a multidão ao longo do Evangelho de João. Jesus apontava o pecado da incredulidade para aqueles que se recusavam a admitir suas falhas. O Senhor também julgou os "cães" que rejeitam o seu Evangelho, chegando a dizer que não deveríamos lhes atirar as nossas pérolas (o Evangelho).
Os pecadores resistentes, aqueles que se recusam a admitir o seu pecado (como Ananias e Safira ou os fariseus), os hereges que não aceitam correção (como os falsos apóstolos descritos por Paulo), os que se fazem passar por irmãos, mas não o são (os fariseus e os homens com os quais não devemos nos associar), os imorais que não se arrependem de seu erro e continuam a praticá-lo (o caso de disciplina mostrado em 1 Coríntios 5), todos estes são exemplos de pessoas que são passíveis de julgamento.
Mas não devemos condenar os pecadores que reconhecem seu erro e se arrependem. A adúltera apresentada a Jesus (Jo 8.1-11), o publicano Zaqueu (Lc 19.1-9) e a pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7.36- 50) são exemplos de pessoas que foram julgadas pelas pessoas que os cercavam, mas que não foram julgadas por Jesus. Tratavam-se de pecadores que estavam buscando o arrependimento, corações que tinham sede de Jesus e que não foram resistentes ao Evangelho. O pecador que sabe a gravidade de seu pecado e que está lutando para abandoná- lo e se aproximar de Deus, deve ser acolhido.
Jesus também não julgou os pecadores que ainda não tiveram a oportunidade de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. Ele andava com os publicanos e pecadores (Mt 9.10), provavelmente evangelizando-os. O pecador que não participa da Igreja e que não rejeitou definitivamente o Evangelho deve ser evangelizado, e não condenado. Sobre isso, vale a pena ler 1 Coríntios 5.12, que dá a entender que não devemos julgar aqueles que estão fora da Igreja:
“Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?”
Isso não quer dizer que não devemos falar para os incrédulos sobre os seus pecados. Ao contrário, toda evangelização séria mostrará, com clareza, que todos somos pecadores e merecedores de uma condenação eterna. Mas isso não nos dá o direito de condená-los, a nossa primeira preocupação deverá ser a de evangelizá-los, e, caso eles não aceitem o Evangelho, deixá-los e pregar o Evangelho a outros incrédulos (Mt 10.11-16).
Aquele que julga também deve ser uma pessoa de moral. Caso contrário, ela estará desqualificada para fazer qualquer julgamento:
“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco de seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Mt 7.3-5).
“Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (Rm 2.1).
Um adúltero não pode disciplinar outro, um ladrão não pode disciplinar outro ladrão, e por aí vai. Antes de alguém querer julgar a seu semelhante, convém recordar Mateus 7.2, que diz que:
“Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês”.
Uma última palavra deve ser dita. Condenar a alguém não significa tripudiar sobre a pessoa, nem caluniá-la ou ficar fofocando sobre o pecado alheio. Em Mateus 12.20, lemos que Jesus “não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante”. Jesus não foi enviado para condenar o mundo, mas sim para salvá-lo (Jo 3.17), e nem mesmo o arcanjo Miguel fez acusações injuriosas contra Satanás (Jd 9). A disciplina eclesiástica ou a condenação de alguém são eventos que devem despertar em nós tristeza e pesar, e não fofocas ou prazer. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente.
Espero que este estudo possa nos ajudar a entender melhor a questão da disciplina e possa nos dar uma visão bíblica e equilibrada sobre esta delicada questão que é a de julgar os outros.


AS PALAVRAS...

"O homem bom tira do tesouro bom cousas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira cousas más." (Mateus 12:35)
Mateus 12 é um dos capítulos mais penetrantes do Novo Testamento. Uma parte das palavras de Jesus aqui refere-se à língua. Ele está falando sobre a árvore e seus frutos.
"Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar cousas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração." (Mateus 12:33-34)
O CORAÇÃO É A ÁRVORE, E A BOCA É O FRUTO DA ÁRVORE
A árvore (o coração) é conhecida pelo fruto (as palavras). O que sai da sua boca demonstra o que está no seu coração. Jesus prossegue, aplicando isto especificamente às nossas palavras.
Não existe um nível intermediário entre o bem e o mal. Ou é bom até o fim, ou é mau até o fim. É a mesma corrente do início ao fim. Não pode se alterar.
"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado." (Mateus 12:36-37)
Em última análise, o destino da nossa alma é determinado pelas nossas palavras. Teremos que dar conta de cada palavra frívola que pronunciamos.
DEUS NUNCA USA PALAVRAS VÃS
Ele sustenta cada palavra que profere. E nos diz: "Que suas palavras sejam assim. Não use palavras vãs. Se usar terá que dar conta delas."
A epístola de Tiago provavelmente examina o assunto da língua de forma mais completa e penetrante que qualquer outra parte do Novo Testamento. Olhe apenas um versículo:
"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã." (Tiago 1:26)
Não quero me tornar pessimista ou crítico, mas para mim, com este golpe de caneta, foram riscados setenta e cinco por cento da religião atual.
AS PESSOAS QUE PRATICAM RELIGIÃO NÃO TÊM DOMADO A SUA LÍNGUA
E a Bíblia diz: "Se você não dominar a sua língua, sua religião é vã."
- Vamos examinar problemas específicos que encontramos relacionados com a língua:

FALAR DEMAIS: A seguir temos duas passagens que tratam desta questão.

"No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente." (Provérbios 10:19)
"Porque da muita ocupação vem os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras." (Eclesiastes 5:3)
Se alguém conversa o tempo todo, está simplesmente demonstrando a todos o que realmente é, pois a voz do tolo se conhece pela multidão das suas palavras.
Além disso, lembre-se das palavras de Jesus: "Porque a boca fala do que está cheio o coração."
Uma língua irrequieta denota um coração irrequieto.
Uma pessoa que não pode ficar calada não está tranqüila, por mais que fale sobre paz e alegria. Em todas essas coisas, ela proclama sua inquietude interior pelo que flui continuamente da sua boca.

PALAVRAS VÃS: Como já tratamos deste problema nos parágrafos anteriores, vamos apenas mencioná-lo aqui.

Em Mateus capítulo 12 verso 36, já citamos: "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo."
No Sermão da Montanha, há um versículo paralelo: "Seja porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno." (Mateus 5:37)
Enfatizar exageradamente destrói rapidamente o efeito de uma palavra. A melhor maneira de impressionar os outros não é empregar palavras impressionantes; é simplesmente dizer o que você realmente quer dizer.

FUXICO (MEXERICO, MALEDICÊNCIA):
Vamos ver o que a Bíblia diz a respeito do fuxico.

Eu não brinco com o fuxico, porque é algo terrível. Embora seja verdade que os homens também fuxicam, basicamente concordo com o comentário de Ern Baxter que diz: "Fuxico é o risco ocupacional das mulheres". A mulher normal da nossa sociedade tem muito mais tentação e oportunidade de fuxicar do que o homem. Entretanto, estou ciente de que o homem também fuxica.
"Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo: não atentarás contra a vida do teu próximo." (Levítico 19:16)
"As palavras do maldizente são doces bocados, que descem para o mais interior do ventre." (Provérbios 18:8)
VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL LITERALMENTE MATAR UMA PESSOA ATRAVÉS DE PALAVRAS?
Sei de casos reais onde ministros morreram sob o opróbrio, vergonha e feridas de línguas maliciosas.
Em Jeremias capítulo 18 verso 18 diz que os inimigos de Jeremias falaram: "Vinde, firamo-lo com a língua, e não atendamos a nenhuma das suas palavras."
Muitos servos de Deus morreram de feridas causadas pela língua.
No Novo Testamento, examinaremos duas passagens: "Além do mais aprendem também a viver ociosas (falando a respeito de mulheres na igreja), andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem." (1 Timóteo 5:13)
"Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócio de outrem." (1 Pedro 4:15)
Você não acha interessante o intrometido ser classificado junto com os assassinos, ladrões e malfeitores?
A maioria dos religiosos ficaria horrorizada ao ser classificada como um assassino, ladrão ou malfeitor; no entanto, muitos deles são intrometidos.

MENTIRA:
Vamos começar novamente no livro de Provérbios.

"Seis cousas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16-19)
Das sete coisas abominadas pelo Senhor, três se relacionam com a língua:
  • A língua mentirosa,
  • A testemunha falsa,
  • E o que semeia contendas entre os irmãos.
Provérbios capítulo 12 verso 22 confirma isto, quando diz:
"Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite."
"ABOMINAÇÃO" é a palavra mais forte que se pode usar para descrever o que desagrada a Deus.
Encontramos mais um versículo sobre mentir no Apocalipse, onde há três advertências a respeito do perigo de mentir nos últimos dois capítulos. Apocalipse capítulo 21 verso 8 diz:
"Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe seja no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte."
TODOS OS MENTIROSOS SÃO DESTINADOS PARA O LAGO DE FOGO
Não quero estender-me nesse assunto, mas sejamos honestos - há muitos cristãos mentirosos. Embora eu não seja o juiz, fico me perguntando o que lhes acontecerá no último dia. Não quero ignorar a Palavra de Deus que afirma que todos os mentirosos acabarão no lago de fogo.
Creio que isto significa literalmente o que está escrito; contudo, lembremos também que sempre há arrependimento para aqueles que quiserem voltar-se a Deus.

A BAJULAÇÃO: Creio que a maioria das pessoas não entende o perigo da bajulação, e nem o quanto isso é desagradável a Deus. Como pregador da Palavra, aprecio a genuína gratidão e sou estimulado pelas expressões de estima das pessoas que me ouvem; entretanto, aprendi a vigiar contra bajulação, pois muitos servos de Deus têm se enredado por meio desse instrumento.

Eu poderia citar os nomes de diversos homens que foram bajulados a ponto de serem cativados e de perderem os seus ministérios.
"Socorro, Senhor! porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. Corte o Senhor todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente." (Salmos 12:1-3)
São palavras bem claras, e outra vez acho que a maioria das pessoas concordaria que há uma abundância de insinceridade entre o povo religioso - uma riqueza de palavras açucaradas que no fim não significam nada.
TOME CUIDADO COM PESSOAS DE LÁBIOS BAJULADORES!

PALAVRAS PRECIPITADAS:

Provérbios capítulo 29 verso 20 diz: "Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele."
Esta é uma afirmação muito penetrante. Não diga tudo que sente na hora que sente. Se você fizer assim, acabará entrando em problemas sérios.
Aprenda a se dominar.
No Salmos 106 temos um quadro bem trágico de Moisés, que perdeu o privilégio de guiar o povo de Deus para a terra prometida por causa de uma frase impetuosa que pronunciou. Nada poderia melhor nos mostrar até que ponto Deus é exigente quanto a nossa maneira de falar do que esse acontecimento com Moisés.
Os filhos de Israel estavam se queixando da falta de água, e Deus ordenou a Moisés: "Volte ao povo, e fale à rocha. Quando você falar, a água sairá."
Da outra vez, Moisés havia tirado água da rocha, ferindo-a com a sua vara. Agora, por estar realmente irado com o povo, ao invés de fazer como Deus ordenou, ele feriu a rocha outra vez e disse: "Precisamos tirar água para esses rebeldes?" Deus o honrou, e a água saiu, mas depois, numa conversa particular com Moisés, Deus disse: "Moisés, você perdeu o privilégio de guiar o meu povo para a terra prometida, porque não me honrou com as suas palavras."
Salmos 106 versos 32 e 33 refere-se a isso: "Depois o indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, porque irritaram o seu espírito de modo que falou imprudentemente com seus lábios."
Você sabia que quando seu espírito se provoca, muitas vezes você fala imprudentemente? Isto é falar precipitadamente, e Deus nos adverte a esse respeito.

PALAVRAS NEGATIVAS:
Este é um dos "pecados respeitáveis" praticados regularmente por pessoas religiosas. Normalmente não é considerado pecado.

  • "Não tenho fé."
  • "Não creio que conseguirei o dinheiro a tempo."
  • "Tenho certeza que será preciso fazer uma operação."
As palavras podem ser muito educadas, respeitáveis e religiosas, mas em muitos casos são inaceitáveis a Deus.
MUITAS VEZES, CAVAMOS NOSSAS PRÓPRIAS SEPULTURAS COM NOSSAS BOCAS
Há muitas pessoas mortas hoje que não deveriam ter morrido. Morreram por causa daquilo que falaram.
Darei um exemplo de Números 13, onde temos a história dos doze espias que foram enviados para a terra prometida. Os doze espias viram a mesma coisa e tiveram a mesma experiência.
Não houve diferença entre suas circunstâncias nem entre sua procedência.
  • Dez voltaram dizendo: "Oh, é uma boa terra, mas está cheia de gigantes. As cidades são muradas até os céus, e sentimo-nos como gafanhotos aos nossos próprios olhos."
  • Dois espias disseram: “É uma terra maravilhosa. Entremos para possuí-la.”
O contraste entre os dois pontos de vista pode ser visto claramente em Números capítulo 13 versos 30 e 31:
"Então Calebe, fazendo calar o povo perante Moisés, disse: Subamos animosamente, e apoderemo-nos dela; porque bem poderemos prevalecer contra ela. Disseram, porém, os homens que subiram com ele: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nos."
  • Josué e Calebe disseram: "Somos capazes."
  • Os outros dez falaram: "Não somos capazes."
Cada um selou o seu próprio destino pelo que disse.
Aqueles que disseram que não podiam subir, realmente não puderam. Aqueles que disseram que podiam subir, puderam de fato subir.
Selaram seu próprio destino pelo que disseram, e assim acontece vez após vez com os cristãos até hoje.
CHEGAMOS AGORA AOS REMÉDIOS PARA ESSES PROBLEMAS COM A LÍNGUA!
- Remédio número um é reconhecer que o abuso da língua é um problema do coração.
Já vimos em Mateus capítulo 12 versos 33 e 34 que o problema está no nosso coração. Além disso, Tiago capítulo 3 versos do 10 ao 12 diz:
"Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode acaso uma figueira produzir azeitonas, ou uma videira figos? Nem tampouco pode uma fonte de água salgada dar água doce."
Assim, novamente se compara o coração com a árvore, e as palavras que saem com o fruto.
Em Provérbios capítulo 4 verso 23, uma das minhas passagens prediletas, diz: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."
O que sai da sua boca vem do seu coração. A boca é o barômetro do coração.
- Remédio número dois: Confesse os seus pecados e seja purificado.
Muitas pessoas não gostam de usar a palavra "pecado" para descrever suas faltas no uso da língua. Mas palavras erradas constituem pecado. Quando as encararmos como pecado, começaremos a ver resultados.
Enquanto as tolerarmos, nos desculparmos, ou tentarmos nos esquivar da responsabilidade, não haverá modificação.
Em 1 João capítulo 1 verso 9 nos diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."
Deus tem um remédio para os problemas da língua, mas enquanto não os reconhecermos como pecado, confessando e nos arrependendo deles, e buscando de Deus o perdão e a purificação, não estamos aceitando o remédio de Deus.
- Remédio número três: Recuse o mal, entregue-se a Deus.
Há uma dupla decisão que precisamos tomar. Paulo diz em Romanos capítulo 6 versos 12 e 13 que primeiro devemos recusar que os membros do nosso corpo sejam usados como instrumentos de injustiça e pecado.
Diga ao diabo: "Você não pode ter minhas mãos; você não pode ter meus pés; e acima de tudo, não pode ter minha língua. Quando Jesus morreu, ele comprou a minha língua junto com todo o meu ser, e, Satanás, não vou deixar que você domine a minha língua."
Segundo, entregue-se a Deus e os seus membros como instrumentos de justiça sob a obediência. Diga deliberadamente a Deus que você quer que sua língua seja um instrumento de justiça e que a está entregando a Ele para este fim.
- Remédio número quatro: Compreender porque você tem uma língua.
Se você não compreender isso, nunca há de entrar verdadeiramente naquilo que Deus lhe oferece.
PORQUE DEUS PÔS UMA LÍNGUA NA SUA BOCA?
As Escriituras nos esclarecem.
No Salmos capítulo 16 verso 9, o salmista Davi diz: "Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória: também a minha carne repousará segura."
A que Davi se referia quando disse "a minha glória"?
Encontramos a resposta em Atos capítulo 2 verso 26, onde Pedro cita este salmos: "Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou."
Sua glória e a sua língua. Por quê?
Porque lhe foi dada para um supremo propósito: GLORIFICAR A DEUS!
SUA LÍNGUA É A SUA GLÓRIA
Se você puder alcançar essa verdade e meditar sobre ela e agir sobre ela, sua vida será revolucionada.
- Remédio número cinco: Resolva louvar a Deus.
Louvor é resultado de uma decisão. Foi por isso que Davi disse: "O meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores." (Salmos 57:7)
Uma vez eu disse: "Mesmo que o telhado caia, vou louvar ao Senhor."
No momento, eu estava pregando longe de casa, e telefonei para casa para perguntar:

- "Como estão as coisas?"
- "Tudo bem", veio a resposta, "o telhado caiu."

Fui apanhado pelo meu próprio testemunho e tive que dar graças!
VAMOS EXAMINAR UMA DAS DECISÕES DE DAVI
O título introdutório do Salmos 34 nos conta que Davi estava na corte do rei filisteu fugindo para salvar a sua vida, e fingindo ser maluco. Nesta época, ele tomou a decisão:
"Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios. Gloriar-se-á no Senhor a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei o Senhor comigo e todos à uma lhe exaltemos o nome." (Salmos 34:1-3)
Primeiro você toma uma decisão individual: "Eu vou agir assim. Depois, você encontra outras pessoas de igual pensamento, e diz: "Vamos fazer isso juntos". Porém, a decisão individual vem primeiro.
- Remédio número seis: Lembre-se de Cristo, seu Sumo sacerdote.
Aqui está uma verdade importantíssima. Cristo é o nosso sumo sacerdote, que intercede por nós, e que nos representa diante de Deus no céu.
O que você diz com a sua boca limita o que ele pode fazer por você no céu. Se fizer uma confissão fraca, você terá um sumo sacerdote fraco em seu favor, pois ele é o sumo sacerdote da sua confissão.
Hebreus capítulo 3 verso 1 diz: "Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus."
Ele é o sumo sacerdote das suas palavras. Se você cerrar os seus lábios, ele terá nada para dizer a seu respeito.
Hebreus capítulo 10 versos do 21 ao 23 o expressa dessa forma:
"E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa, retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa."
Faça sua confissão, continue fazendo e não pare. É isto que significa em português claro.
- Remédio número sete: Submeta-se à disciplína do corpo de Cristo.
Esta é a última recomendação. Uma área da nossa vida que está inquestionavelmente sujeita à disciplina do corpo é a maneira pela qual falamos uns sobre os outros. Se você estiver sujeito a disciplina do corpo, não falará a respeito de outras pessoas, porque, por uma razão, será embaraçoso você ter que ir pedir-lhes perdão. E se você não for pedir perdão, estará caminhando para um apuro pior ainda. Portanto, é melhor ficar livre disso desde o princípio.
Vamos examinar a passagem de Mateus capítulo 18 versos do 15 ao 17:
"Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano."
"Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só." Isso é disciplina. Não vá contar a todos os outros primeiro. Esta seria a reação da maioria dos cristãos. Se alguém me ofender, não falo com ele - falo com todos menos com o irmão que me ofendeu. Depois torna-se quase impossível curar a ruptura.
"Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano."
ISSO É DISCIPLINA
Todos estamos sujeitos a ela se formos membros do corpo de Cristo. Agora, há dois aspectos disso:
  • Primeiro: Se alguém cometer algo que considero errado, o que devo fazer? Devo ir à pessoa para curar a ruptura. Na maioria dos casos, se você agir assim, a ruptura será curada.
  • Depois, há outro lado - e é aí que a maioria das pessoas cai. Quando alguém vai a você e diz: "Você sabe o que o irmão Antônio falou sobre mim? Você sabe como ele está me tratando?", você tem que responder: "Você já conversou com irmão Antônio?" Se a resposta for "não", você tem que dizer: "Então não converse comigo."
Essa é a verdadeira disciplina. Doutra forma, você se torna um cúmplice posterior, em termos jurídicos, e responsável por explodir a situação e criar uma ruptura no corpo de Cristo.
É aí que a maioria de nós tropeça.
Em Provérbios capítulo 25 verso 23 diz: "O vento norte traz chuva, e a língua caluniadora, o rosto irado."
Se aparecer uma língua caluniadora, deve aparecer também o rosto irado. É legítimo ser irado. Não receba a pessoa que proferir palavras caluniadoras. Se pessoas vierem constantemente ao seu lar para contar estórias sobre os outros, diga-lhes que sua sala não é um depósito de lixo.
Se quiserem se dispor do seu lixo, que procurem outro lugar.
Em conclusão, depois de ler essa mensagem, se você reconheceu que tem pecado com a sua língua, ou tiver algum dos problemas que descrevemos, sugiro que você aplique estes sete remédios, e confesse o seu problema agora como pecado.
Se tiver ferido um outro crente, pode ser necessário ir a ele e pedir que lhe perdoe.
Enfrente a verdade sobre o seu pecado e peça que Deus lhe perdoe. Peça que ele o purifique, e então creia que recebeu dele o perdão e a purificação.


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