sexta-feira, 11 de setembro de 2015

OS PROFETAS

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I - O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO


a) O profeta - O que poderia parecer mero descuido da Lei para o homem comum, era visto como um horrendo desastre pelo profeta, tal sua sensibilidade diante do pecado, Jr 2: 12, 13, 19. O profeta não somente ouvia a voz de Deus como sentia seu coração, Jr 6: 11; 20: 9. Tal sentimento era consequência de um estreito relacionamento com Deus, Am 3: 7; assim, compreendia melhor do que ninguém os propósitos de Deus para o povo com quem tinha um pacto.

b) A mensagem dos profetas normalmente continha advertências aos que colocavam sua confiança em outras coisas e não em Deus, tais como na sabedoria humana, Jr 8: 8, 9; 9: 23, 24; na riqueza, Jr 8: 10; na autoconfiança, Os 10: 12,13; no poder opressor; em outros deuses.

Constantemente o profeta desafiava a falsa santidade do povo judeu e tentava desesperadamente encorajar sincera obediência à Lei.

c) A dedicação - Os profetas eram homens totalmente dedicados a Deus. Detestavam o “meio" compromisso, a entrega parcial a Deus. A fidelidade ao Senhor deveria ser total. Isso implicava em esforçar-se para levar o povo a uma completa submissão a Deus. Os profetas não aceitavam uma sociedade injusta, mas lutavam pela manutenção dos princípios do pacto do Sinai e por eles davam a vida. Condenavam especialmente a opressão social, ou seja, não admitiam que os mais ricos explorassem os que nada tinham, Am 4: 1. Também pregavam contra a bajulação aos abastados, usada para conseguir qualquer favor, Am 6: 1. Por esses posicionamentos, vemos que o povo de Deus tinha e tem de ser comprometido com o seu Deus e não com o homem. A mensagem profética é muito atual.

II - O PROFETA NA IGREJA PRIMITIVA


No Novo Testamento não há o ofício profético como havia no Antigo, mas há o dom de profecia, 1Co 12: 28, 29 e Ef 4: 11. Nessas passagens, o profeta é citado imediatamente após os apóstolos, e está associado aos mestres, como se vê na Igreja de Antioquia, At 13: 1. Eram também considerados alicerces (fundamentos) sobre os quais a Igreja foi edificada, Ef 2: 20.

Os profetas do Novo Testamento tinham como função a proclamação e a predição; eram canais através dos quais Deus transmitia uma orientação especial à Igreja. Foi, por exemplo, o que fez Ágabo, At 11: 28; 21: 10 e 11; e Judas e Silas, At 15: 32. Esses homens, usados pelo Espírito Santo, tinham objetivos definidos em sua atuação, 1Co 14: 3; tornando-os responsáveis pela pregação da mensagem completa sobre o pecado e a salvação, alertando sobre a ira e a graça de Deus.

Os profetas do NT não eram fonte de novas verdades doutrinárias a serem absorvidas pela Igreja e sim expositores da verdade já revelada por Jesus e pelos apóstolos. Eram dotados do dom sobrenatural de conhecer, e com a liberdade de revelar, os “segredos do coração humano”, 1Co 14: 24,25.

Para que o emocional e o humano não se impusessem ao divino, trazendo prováveis confusões, Paulo declara que outros cristãos experientes têm liberdade de julgar o que for profetizado, 1Co 14: 29; ou seja, qualquer declaração profética está sujeita a exame e só pode ser aceita se for achada na mesma linha dos ensinos dos apóstolos, 2Co 11: 4.

III - O PROFETA NA IGREJA HOJE


Não se pode perder a noção de que a responsabilidade da Igreja Local e a sua direção espiritual estão com o pastor, que é auxiliado pelos presbíteros, no que lhes cabe, e por todos aqueles que possuem talentos e dons. É isso que se interpreta com base no significado do próprio título “pastor” (bispo) como está em At 20: 28.

Portanto, ao pastor cabe transmitir à Igreja as mensagens como diretrizes para o rebanho do Senhor. Segundo Ap 2: 1, 8 e 12, o pastor é o anjo protetor designado pelo Senhor para aquela localidade. Logo, o que possui o dom de profecia deve alinhar-se com o pastor e ajudar a promover a paz e o crescimento do rebanho, 1Co 14: 33, repreendendo as distorções sem se intimidar com os que agem como Jezabel, Ap 2: 20.

Para concluir, precisamos deixar claro que os profetas canônicos existiram até João Batista, Mt 11: 13; mas no NT e, portanto, na Igreja, há o dom de profecia, que é concedido pelo Espírito Santo que habita no crente, 2Co 6: 16. Todo crente, e aí se inclui também o pastor, foi comissionado por Jesus, Mc 16: 15, para transmitir ou expor sua mensagem, segundo a Bíblia a apresenta, falando em nome de Deus.

A maioria dos homens ainda não conhece e nem vive essas verdades e o Senhor está esperando que seus pregadores se despertem e anunciem sua santa vontade.


HÁ PROFETAS NA IGREJA DE HOJE?

O que diz a Bíblia?


O dom de profecia foi um dom temporário dado por Cristo para o estabelecimento da igreja. Os profetas eram fundamentais para a igreja (Efésios 2:20). O profeta proclamava uma mensagem do Senhor para os primeiros crentes. Às vezes a mensagem de um profeta era reveladora (nova revelação e verdade de Deus), e às vezes predizia o que iria acontecer (veja Atos 11:28 e 21:10). Os primeiros cristãos não tinham a Bíblia completa e alguns deles não tinham acesso a nenhum dos livros do Novo Testamento. Os profetas do Novo Testamento “preencheram o espaço” ao proclamar a mensagem de Deus para as pessoas que não teriam acesso a ela de outra forma. O último livro do Novo Testamento (Apocalipse) não foi concluído até o final do primeiro século. Sendo assim, o Senhor enviou profetas para proclamar a Palavra de Deus para o Seu povo.

Existem verdadeiros profetas hoje em dia? Se o propósito de um profeta era revelar a verdade de Deus, por que precisaríamos de profetas hoje, uma vez que temos a completa revelação de Deus na Bíblia? Se os profetas eram a “fundação” da igreja primitiva, ainda estamos construindo a “fundação” hoje? Deus pode dar a alguém uma mensagem para entregar a outra pessoa? Absolutamente! Será que Deus pode revelar a verdade a alguém de uma forma sobrenatural e capacitar essa pessoa a entregar a mensagem para outras pessoas? Absolutamente! No entanto, é esse o dom da profecia bíblica? Não.

Sempre que uma pessoa afirma estar falando no nome de Deus (a essência da profecia), é crucial comparar o que ele ou ela diz com o que a Bíblia diz. Se Deus falasse através de uma pessoa hoje, a mensagem teria de estar em total acordo com o que Deus já disse na Bíblia. Deus não se contradiz. Primeiro João 4:1 nos instrui: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” Primeiro Tessalonicenses 5:20-21 declara: “Não desprezeis as profecias, mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom.” Então, quer seja uma “palavra do Senhor” ou uma suposta profecia, a nossa resposta deve ser a mesma. Compare o que é dito com que a Palavra de Deus diz. Se contradizer a Bíblia, jogue fora. Se concordar com a Bíblia, ore por sabedoria e discernimento a respeito de como aplicar a mensagem (2 Timóteo 3:16-17; Tiago 1:5).


I. Que é um profeta?

No Antigo Testamento, um profeta era alguém chamado por Deus para cumprir uma tarefa ou várias tarefas, especialmente a de entregar uma mensagem Dele. A grande característica da mensagem do profeta eram as palavras: “Assim diz o Senhor”. Deus chamou homens comuns, como você e eu, com personalidades diferentes, em situações bem diferentes, para fazer e dizer coisas diferentes. A seguir veja alguns termos usados para se referir a um profeta.
1. Homem piedoso

Às vezes o termo profeta se refere a pessoas piedosas que gozam de um relacionamento íntimo com Deus. Parece que esse é o uso do termo em Gênesis 20.7 em relação a Abraão.
2. Homem de Deus

Muitas vezes os profetas eram chamados “homem de Deus”, como em Deuteronômio 33.1 e 1Reis 13. O uso desse termo enfatiza a diferença de caráter entre o profeta e as demais pessoas. Isso se vê na maneira que a mulher sunamita falou do profeta Eliseu: “Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (2Rs 4.9).
3. Um orador a quem foi confiada uma missão

Notamos que quando Deus chamou Moisés para ser o instrumento divino na libertação do Seu povo, Arão foi designado profeta – em outras palavras, o seu porta-voz – “Vê que te constituí como Deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta” (Êx 7.1).
4. Vidente e profeta se tornam termos sinônimos

No início havia uma distinção entre vidente e profeta, mas mais tarde eram termos sinônimos, como o autor do livro histórico de Samuel enfatiza – “Antigamente, em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia: Vinde, vamos ter com o vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente, se chamava vidente” (1Sm 9.9).
5. Instrumento da comunicação Divina

Embora Deus tenha falado “muitas vezes, e de muitas maneiras… pelos profetas”, foi sempre o mesmo Deus que falou. Por causa disso notamos uma unidade no ministério e nas mensagens dos profetas. A grande responsabilidade de qualquer profeta era lutar para viver uma vida digna do seu ofício, com o objetivo de transmitir a mensagem divina para que o povo de Israel pudesse viver um relacionamento correto com seu Deus.

Note: Deve-se observar que no termo profeta não há nada que implique previsão de acontecimentos futuros. Um profeta pode predizer, ou não, o futuro segundo a mensagem que Deus lhe der. Um profeta é aquele que fala da parte de Deus ao homem.

Profetas Menores para hoje
Você está disposto a entregar a mensagem de Deus hoje, onde Ele o colocou?
II. Variedade e unidade dos profetas

O Antigo Testamento mostra que a maneira como os profetas trabalharam foi diversificada
Alguns profetas trabalharam individualmente, totalmente independentes de outros profetas ou grupos proféticos. De fato, Elias sentiu-se tão isolado que achava que não existia outra pessoa que estivesse buscando a Deus (1Rs 19.10,14)!
Outros profetas se reuniram em “escolas de profetas” (2Rs 2.3-5;4.38; 9.1)
Às vezes a música era usada para ajudar no seu trabalho (1Sm 10.5‑6; 2Rs 3.15)
Às vezes o profeta se fundamentava em sonhos ou visões, mas Jeremias deixa claro que profetizar “eu tenho um sonho” não garantia que a mensagem era de Deus ( Jr 23.28‑32).
Apesar dessa variedade, os profetas estavam cônscios de que faziam parte de uma longa tradição, com a missão de chamar o povo de Israel de volta para Deus e de lembrá-lo da presença do Senhor na sua vida diária (Mq 6.8). Pelo exemplo da sua vida, o profeta tinha o dever de demonstrar a realidade do seu relacionamento com Deus.

Profetas Menores para hoje
Como servos do Senhor temos o dever também de demonstrar, por meio de nossa vida, como o relacionamento com Deus é real.
III. As características dos profetas

É interessante notar o que caracterizava o verdadeiro profeta do Senhor.
1. Chamada específica

O profeta recebia uma chamada específica. Notamos que a iniciativa da chamada para o ofício de profeta vinha de Deus:

a. Moisés (Êx 3.1-4)

b. Isaías (Is 6.1-10);

c. Jeremias ( Jr 1.4-19);

d. Ezequiel (Ez 1 a 3);

e.Oseias (Os 1.2);

f. Amós (Am 7.14-15).

O objetivo da chamada era levar o profeta à presença de Deus. Em outras palavras, o profeta apresentava-se perante os homens na qualidade de um homem que se apresentara perante Deus (1Rs 17.1; 18.15).
2. Consciência da história

O profeta tinha perfeita consciência da história. O Senhor enviou Moisés ao Egito já de posse de informações necessárias para interpretar os grandes acontecimentos que haveriam de ter lugar. O profeta tinha a capacidade de interpretar os acontecimentos históricos. Os profetas concordam que Deus é o Deus da história e está presente nos acontecimentos do dia a dia. É Ele quem controla o Universo, e, por isso, Sua palavra é de confiança absoluta.
3. Preocupação ética e social

O profeta tinha uma preocupação ética e social. Notamos como os profetas sempre denunciavam as injustiças e violências cometidas contra o povo. Havia essa grande preocupação com o bem-estar social. Veja a orientação dos profetas: Moisés (Dt 24.19-22; Lv 19.9-18) e Amós (Am 2.6-8; 5.11).
4. Aconselhamento e confrontação

O profeta tinha que aconselhar e, muitas vezes, confrontar reis. Muitas vezes o profeta tinha que desempenhar um papel ativo, próprio de estadista, nos negócios nacionais.

Vejamos exemplos disso no ministério de Natã (2Sm 7.1-7; 12.1‑15); de Isaías (2Rs 19.1-7, 20-37; 20.4-11); e de Eliseu (2Rs 5.11-14, especialmente v.6-8).
5. Pregação, proclamação e predição

O profeta combinava na pregação tanto proclamação como predição. Os profetas falavam por meio de advertências e encorajamentos concernentes ao presente e ao futuro. As conclamações ao arrependimento (Is 30.6-9) e os apelos à vida de santidade (Is 2.5) estão baseados na visão da ira vindoura divina.
6. Uso de símbolos

O profeta, às vezes, usava símbolos na entrega da sua mensagem. Jeremias e a botija de oleiro ( Jr 19.1); Ezequiel e o cerco (Ez 4.1-8).
7. Representante do povo

O profeta representava o povo perante Deus. Assim notamos esse aspecto intercessório do profeta (Êx 18.19; 1Rs 13.6; 2Rs 19.4). Mas, às vezes, o profeta era instruído a não exercer essa função de interceder pelo povo ( Jr 7.16; 11.14).
8. Homem da palavra de Deus

O profeta era primariamente um homem da palavra de Deus. Esta era a grande preocupação do profeta – transmitir fielmente a Palavra que tinha recebido do Senhor e que “permanece para sempre” (Is 40.8).

Profetas Menores para hoje
O profeta se preocupava com a situação do mundo ao seu redor e com as injustiças e exploração humana. Você se preocupa com os problemas sociais do Brasil?
IV. Os falsos profetas

Deuteronômio 18.15-22 é um trecho importante para nosso estudo de profecia em Israel.
1. Falar em nome de Deus

Nem todos que afirmavam falar em nome de Deus eram reconhecidos no Antigo Testamento como profetas legítimos. Pessoas davam recados que de maneira nenhuma refletiam a vontade de Deus ou a palavra de Deus ( Jr 23.9-40; Mq 2.6-11).
2. Profecia verdadeira

Profecia verdadeira era distinguida de más práticas como adivinhação, feitiçaria, etc. (Dt 18.10-12). É bom observar a afirmação do Senhor: “Pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor” (v.12).

Profetas Menores para hoje
Qualquer pessoa que usa esses métodos de ocultismo e qualquer pessoa que fala em nome de qualquer outro deus, não é, e nunca deve ser considerada um profeta do Senhor (Dt 18.20).
3. Comprovação de profecia

Quando um profeta “falar em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse” (Dt 18.22). Jeremias enfatizou a mesma verdade: “O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor” ( Jr 28.9).
4. Profeta verdadeiro

A prova de um verdadeiro profeta não são seus milagres, mas sim a sua vida de santidade e a sua palavra que está em acordo com a revelação das Escrituras Sagradas (Mt 7.21-23.)


10 características de um falso profeta



Um falso profeta é aquele que afirma falar em nome Deus, sem contudo representar a Deus ou mesmo pertencer a Ele. Além disso um falso profeta propaga ensinos antagônicos as Escrituras, tomando para si uma autoridade que não lhe pertence afirmando ser aquilo que Deus diz que Ele não é.


Jesus ao falar deles disse:"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." (Mateus 7:15-20)


Já Paulo escreveu: "Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a Cristo nosso Senhor, mas ao seu ventre; e com palavras suaves e lisonjas enganam os corações dos inocentes." (Romanos 16:17-18)


Pedro disse: "Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição." (2 Pedro 2:1)

10 características de um falso profeta:


1-) Um falso profeta relativiza as Escrituras. Para um falso profeta a Bíblia não é a Palavra de Deus. Para este as Escrituras são falíveis e não devem servir como plena referência para o cristão.


2-) Um falso profeta fala mais em dinheiro do que em Cristo. Um falso profeta comercializa o evangelho e vende as bênçãos de Deus mediante ofertas extravagantes.


3-) Um falso profeta considera sua palavra inquestionável colocando suas profecias e revelações em pé de igualdade com as Escrituras.


4-) Um falso profeta anuncia, prega e proclama um evangelho absolutamente antropocêntrico.


5-) Um falso profeta interpreta as Escrituras segundo a ótica do seu "próprio umbigo" relativizando o absoluto e inventando doutrinas segundo os desejos de seu coração.


6-) Um falso profeta prega o evangelho da confissão positiva, negando a possibilidade do sofrimento, e anunciando um cristianismo desprovido da cruz.


7-) Um falso profeta sincretiza o evangelho miscigenando a fé, introduzindo doutrinas espúrias as verdades inquestionáveis da Bíblia.


8-) Um falso profeta tem sede de poder, vive pelo poder e ama o poder.


9-) Um falso profeta se considera melhor do que os outros e em virtude disso, distingui-se do rebanho criando e fabricando novos títulos eclesiásticos.


10-) Um falso profeta fala de Cristo, entretanto o nega, prega sobre Cristo, mas não o conhece, fala em nome do Espírito Santo, sem contudo ter sido regenerado por ele. ................................................................................................................ .................................................................................................................
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Jesus Culture - How He Loves Us (Legenda: Português)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Palavra e Honra.

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................................................................................................................ Deus é quem dá verdadeira honra ou 'promoção'. A Bíblia diz em Salmos 75:6-7 "Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o que julga; a um abate, e a outro exalta."
É bom honrar uns aos outros. A Bíblia diz em Romanos 12:10 "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros."
Honrar os pais é um dos mandamentos de Deus. A Bíblia diz em Êxodo 20:12 "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá."







A definição de honra - No Velho Testamento, a palavra honra literalmente significava “pesado”. No Novo Testamento, honra significava “um apreço”. Ou seja, honra nada mais é que valor, significa o peso daquela pessoa!


Honra
O apóstolo Pedro disse que o sangue do Filho de Deus era pesado, extremamente precioso e muito mais valorizado do que “coisas corruptíveis, como prata ou ouro” (I Pedro 1:18). Honrar a Deus é colocar um valor maior nele do que em qualquer coisa na Terra ou no céu. Da mesma forma, quando“honramos” uma pessoa falamos que ela é extremamente valiosa aos nossos olhos. Dizemos que quem ela é e o que ela diz tem um peso grande. O apóstolo Paulo disse aos Filipenses sobre Epafrodito, “Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse” (Filipenses 2:29).

A definição de desonra - O oposto à honra. A palavra desonra nos dias de Jesus significava “neblina” ou “vapor” que sobe de uma panela de água fervente. Era a coisa mais insignificante para os gregos. Pelo o que falamos e a maneira que tratamos uma pessoa, acabamos demonstrando que ela é de pouco valor para nós; que as suas palavras e seus esforços têm “pouco peso” no nosso modo de pensar.


Desonra
Uma grande ilustração de desonra está em Mateus 27:9-10. (a palavra preço era a mesma palavra grega que honra.) Em outras palavras, eles colocaram o valor do precioso Filho de Deus em trinta moedas de prata. A desonra está na avaliação. Seu valor para Judas era apenas um pouco mais do que o vapor que sobe de uma panela de água. Ele não tinha valor para Judas. Decidir honrar ou valorizar as outras pessoas é crucial para o cristão, a palavra "decidir" porque honra não é um sentimento, é uma decisão. Deus não ordena sentimentos, mas nos ordena a pensarmos e agirmos de certa forma. Veja o que Deus disse sobre honrar: (I Pedro 2:17), (Romanos 12:10), (Filipenses 2:3), e (I Coríntios 12:23).

Alguém teve uma idéia brilhante. Decidiram chamar móveis velhos de “antigüidades”. Agora se compram esses móveis velhos por preços absurdos. Até pagam quantidades razoáveis para restaurá-los e parecerem novos. Por que se tornarem antigüidades? Seu valor aumentou. Por quê? Porque decidimos que eles são mais valiosos para nós do que antes. Se podemos fazer isso com móveis, podemos fazer com pessoas.

E se as pessoas não merecem honra?
É verdade que algumas pessoas possam não merecer honra devido a sua conduta. Talvez um cônjuge agisse com ódio ou sem amor, ou um filho foi rebelde. Lembram do que Pedro disse: “tratai todos com honra” ele continuou a dar exemplos de quem devemos respeitar. Ele disse (I Pedro 2:18-25). Parece que Pedro estava indicando que nossa obrigação a mostrar honra aos outros não depende da maneira que eles nos tratam. Paulo disse a Timóteo acerca dos idosos (I Timóteo 5:1)e acerca das autoridades não cristãs (I Timóteo 6:1). As pessoas talvez não mereçam honra, mas nossa preocupação com Deus e sua glória nos levará a tratar até as pessoas desonrosas com respeito.

Vale a pena observar que o próprio Deus nos deu valor quando não merecíamos nada (Romanos 5:8). Isso torna todos os homens iguais. Somos todos pecadores. Nenhum de nós merece honra pela virtude de obediência perfeita ao Senhor. O apóstolo João disse, (I João 4:10-11). Apenas quando nos vemos como receptores do favor não merecido de Deus podemos decidir a amar e honrar as pessoas da nossa família, mesmo que elas não “mereçam” nosso amor.


Honra na família
Quando uma família cresce e prospera não é por acaso. Da mesma forma quando famílias falham não é por acaso. Muitas vezes é porque algum princípio na palavra de Deus tem sido negligenciado. Um princípio crítico para o crescimento espiritual de uma família, freqüentemente negligenciado é o da honra. Veja o que diz a palavra sobre o marido honrar a mulher (I Pedro 3:7 ). Sobre a mulher honrar o marido (I Pedro 3:1). Sobre os filhos honrarem os pais (Efésios 6:1-3). A nora para com a sogra (Rt 1:12-17), Aos mais velhos (Pv 16:31) Uns aos outros (Romanos 12:10).


Honra às autoridades
No Antigo Testamento, a Bíblia nos mostra a honra e respeito pelos servos fiéis aos profetas e autoridades (I Sm 9:5-8) ...Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é...Aos pastores (Hb 13:17) Mais o que mais acontece infelizmente é a desonra (Marcos 6:4). Jesus sabe o que é a dor da rejeição. Lembrem-se de Mt 23:37, Jesus foi desprezado e rejeitado pelos homens - Ele sabe o que é isso. (Isaías 53:3), (Mateus 21:42).

Ainda bem que Deus não nos abandona (Salmos 27:10).

Honra a Deus
Não é necessário nem comentar que se devemos honrar os homens quanto mais a Deus!

Jo 5:44 - Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros e não buscando a honra que vem só de Deus?

Mt 15:8 - Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.

I Sm 2:30 - Portanto, diz o SENHOR, Deus de Israel: Na verdade, tinha dito eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos.

Ml 1:6 - O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? —diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome e dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?

Rm 13:7 - Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

Ap 5:13 - E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.


Honre e Serás Honrado em nome de Jesus!



“Dêem a cada um o que lhe é devido… se honra, honra.” (Rm 13.7)



O que vem à sua mente quando você ouve a palavra HONRA? Farei algumas perguntas para fomentar a sua reflexão: você sabe o que é honra? A quem devo honrar? Pergunte a si mesmo: eu gostaria de ser tratado com honra? Você sabe o que isto significa no mundo espiritual, sua prática para a sociedade e nossos relacionamentos sociais? Você sabe o que isso atrai para sua vida e espírito? Você tem exercitado este princípio? Agora que você lê sobre este assunto, antes de prosseguir, considere isso em seu coração e fale com Deus.

Infelizmente esse princípio tem sido esquecido em nossa sociedade pós-moderna e parece que quem deseja mantê-lo vivo se torna uma pessoa antiquada e alienada. Os mais antigos se lembram da honra que era dada em especial aos pais, professores, autoridades espirituais e patrões. A palavra honra está caindo em desuso; contudo o preço que estamos pagando como sociedade organizada é muito caro.

Vivemos em uma sociedade imperfeita, onde existe muito abuso de poder, desmando de líderes, opressão e corrupção de governantes, pais monstros e líderes cristãos que se afastam da prática dos bons valores. Infelizmente tudo isso é fato desde os tempos da antiguidade, muitas pessoas usando mal sua liderança constituída por Deus, apenas para egoísmo e benefício pessoal.

Todavia, isso nos dá o direito de sermos negligentes com a orientação bíblica da Palavra? Talvez você nunca honrou porque nunca foi honrado, em vez de ser amado e abençoado você foi abusado e humilhado. Você precisa rever isso em seu coração, porque ao honrar você obedece a Deus e atrai bênçãos sobre sua vida. Mesmo Deus sabendo que existem maus pais, Jesus ordenou: “Honra teu pai e tua mãe.” (Lc 18.20) Jesus não ensinou a honrar o bom pai e a boa mãe, não é mesmo? Seu dever é amar e honrar!

A mesma regra se aplica aos líderes, pastores e mestres, cada um tem a missão de zelar pela família de Deus, mas se não o fizerem, prestarão contas a Deus. E se você não honrar, quem prestará contas a Deus? Você ou Ele? Se você não está gostando do que está colhendo, mude suas sementes e forma de semear!

As Escrituras também registram que devemos honrar duplamente. O original do texto trata a honra financeira de forma especial aos que presidem, pregam e ensinam a Palavra do Senhor para nossa vida. Por que dar duas vezes? Porque eles são especiais na sua vida! “Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino.” (1Tm 5.17)

Outra questão também muito importante sobre a honra é que ela está diretamente associada à frutificação espiritual. Jesus falou que a desonra aos profetas de Deus está associada à falta espiritual – Jesus lhes disse: “Só em sua própria terra e em sua própria casa é que um profeta não tem honra. E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles.” (Mt 13.57-58)

A Bíblia diz que devemos honrar a todos, tratando com dignidade: “Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.”(Rm 12.10) Mas em especial, você deve honrar as pessoas que exercem autoridade em sua vida por obediência e por desejo de vida espiritual frutífera! Vamos cuidar do coração, para que quando alguém for honrado em nosso meio, nosso coração seja de alegria e gratidão e nunca de inveja, pois está escrito: “Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele.” ( 1Co 12.26)

A inveja nos empobrece e nos faz pequenos, é fácil observar quando a inveja entra em nossa vida e estraga o nosso coração. Não façamos como o homem que não teme ao Senhor e Sua Palavra. Vamos resgatar o princípio bíblico da honra em casa e na sociedade em geral. Se você nunca teve, busque em Deus porque Ele é a fonte. Assim você recebe sobre a sua vida aquilo que honra e abençoa.

Ainda é possível resgatar o valor e a prática da honra. É uma virtude divina que honra os céus e abençoa a vida das pessoas. Certamente as próximas gerações vão agradecer!





Honra na Família

Há princípios críticos para o sucesso na família. Considere alguns:

O plano de Deus é sempre melhor. Como criador da família, Deus tem a autoridade e sabedoria para fazer leis e dar liderança para os melhores relacionamentos possíveis.

Esforçando-se para o ideal. Devemos esforçar-nos para deixar as nossas famílias o mais próximo possível do ideal, em vez de procurar brechas ou exceções como desculpas para nossas preferências ou falhas

Eu sou responsável por mim. O plano de Deus é baseado em cada indivíduo fazer o melhor. Cada um deve cumprir com suas responsabilidades pessoais independente daquilo que cônjuges/filhos/pais/sociedade... fazem.

Olhar para os outros. A chave para relacionamentos bem-sucedidos e satisfatórios é considerar que os outros são mais importantes do que nós mesmos. Ter a segurança pessoal capaz de sacrificar pelos outros é a única base certa para uma família ideal..

Com Deus, todas as coisas são possíveis. Pela deterioração da família na sociedade pareceria que é impossível ter uma família devota. Mas o cristão acredita em Deus, não em si mesmo. Confiar em Deus e seguir seus planos é o único caminho ao sucesso verdadeiro.

Quando esses princípios são negligenciados, famílias falham

Quando uma família cresce e prospera não é por acaso. Da mesma forma quando famílias falham não é por acaso. Muitas vezes é porque algum princípio na palavra de Deus tem sido negligenciado.

Um princípio crítico para o crescimento espiritual de uma família, no entanto freqüentemente negligenciado é o da honra. Os apóstolos ensinaram que os cristãos deviam honrar uns aos outros. “Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida...” (1 Pedro 3:7 RC). “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Efésios 6:1-3). “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10).

Ilustrações de desonra na família

A gora vamos fazer algumas aplicações concretas na família. Uma pesquisa foi feita com famílias nos Estados Unidos e perguntaram às pessoas “Quais são os dez atos mais desonrosos no lar?” Aqui estão os resultados:

1. Ignorar ou não considerar as opiniões, os conselhos ou as crenças de outras pessoas.

2. Envolver-se na televisão ou no jornal enquanto outra pessoa tenta se comunicar conosco.

3. Fazer piadas sobre as fraquezas ou falhas de uma outra pessoa.

4. Fazer ataques verbais regulares contra um amado: criticar severamente, julgar, dar broncas sem carinho.

5. Não dar a devida importância à família do cônjuge ou a outros parentes no seu planejamento e comunicação.

6. Ignorar ou simplesmente não expressar gratidão por atos bons feitos para nós.

7. Praticar hábitos de mal gosto em frente da família – mesmo quando pedem que paramos.

8. Comprometer-nos exageradamente com outros projetos ou pessoas de maneira que tudo fora do lar pareça ser mais importante do que aquilo dentro do lar.

9. Lutas pelo poder que deixam uma pessoa se sentindo que é uma criança ou que está sendo severamente dominada.

10. Falta de vontade de admitirmos que estamos errado ou de pedir perdão.

A maioria de nós já observou até certo ponto esse tipo de comportamento seja nos nossos lares ou nos dos outros. Às vezes são os filhos desonrando os pais, e outras vezes são os pais desonrando os próprios filhos.

As conseqüências de negligenciar esse princípio

Cada decisão que tomamos ignorando o plano de Deus traz conseqüências. No caso de uma família onde não há honra, casamentos são arruinados e filhos se rebelam. Paulo avisou aos pais para “não provoqueis vossos filhos à ira” (Efésios 6:4) e “não irriteis os vossos filhos” (Colossenses 3:21). Certamente isso acontece quando os pais rebaixam seus filhos, ignoram-os, criticam-os severamente, dão broncas sem carinho, comprometem-se exageradamente a outras coisas, ou quando um pai comete um erro e se recusa a pedir o perdão dos seus filhos. Raiva, irritação e rebelião resultam porque o que nós dizemos ou a maneira que tratamos uma criança mostra-lhe que é de pouco valor para nós. Também não é incomum ver um cônjuge deixar um casamento porque é maltratado.

Por que tratamos as pessoas que “amamos tanto” com tão pouco respeito? Às vezes é o que aprendemos dos nossos pais. Às vezes é relacionado a ego. Uma pessoa que tem pouco respeito para ela mesma às vezes tentará se sentir maior humilhando outra pessoa. Seja qual for o motivo, os danos são incalculáveis.

Como podemos restaurar a honra nos nossos lares?

1. Decidir honrar ou valorizar mais as outras pessoas. Enfatizamos a palavra decidir porque honra não é um sentimento, é uma decisão. Deus não ordena sentimentos, mas nos ordena a pensarmos e agirmos de certa formas. Deus disse, “tratai todos com honra” (1 Pedro 2:17), “preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10), “considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3), e “os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra” (1 Coríntios 12:23). Primeiro temos de decidir que as pessoas são valiosas e principalmente aquelas que Deus pôs sobre nossos cuidados.

Alguém teve uma idéia brilhante. Decidiram chamar móveis velhos de “antigüidades”. Agora pessoas compram esse móveis velhos por preços absurdos. Até pagam quantidades razoáveis para restaurar os móveis antigos para fazê-los parecerem novos. O que aconteceu para aqueles móveis antigos se tornarem antigüidades? Seu valor aumentou. Por que? Porque decidimos que eles são mais valiosos para nós do que antes. Se podemos fazer isso com móveis, podemos fazer com pessoas.

2. Agir de acordo com nossa decisão. Enfatizamos a palavra agir porque honra envolve fazer, mostrar e expressar. O apóstolo Paulo disse para os maridos serem o cabeça, amarem suas esposas, sacrificarem-se por elas, alimentarem e cuidarem delas (Efésios 5:22-31). Às esposas foi dito para serem submissas, temerem e respeitarem seus maridos (Efésios 5:22-33). É dito aos filhos que devem obedecer seus pais (Efésios 6:1). Há muitas outras coisas que podemos fazer para mostrar que valorizamos as pessoas da nossa família. Como seria se quando o marido voltasse do trabalho, sua família o encontrasse na porta, os filhos demonstrassem alegria com a sua chegada e a esposa se arrumasse para mostrá-lo que ele é valioso para ela? E como seria se quando a esposa chegasse do mercado encontrassem-na na porta com um tapete vermelho, encorajassem a a sentar e descansar enquanto os filhos guardassem as compras e o marido preparasse um jantar especial para ela? Como seria se, quando os filhos chegassem da escola, os pais parassem o que tivessem fazendo, preparassem um lanche e ouvissem enquanto os filhos lhes dissessem como foi seu dia?

A atitude de honra e as ações que acompanham criarão um ambiente saudável e aconchegante onde a família possa crescer.

E se as pessoas não merecem honra?

É verdade que algumas pessoas possam não merecer honra devido a sua conduta. Talvez um cônjuge agiu com ódio ou sem amor, ou um filho foi rebelde. Mas é interessante o que Pedro disse: “tratai todos com honra” (1 Pedro 2:17). Ele continuou a dar exemplos de quem devemos respeitar. Ele disse “Servos, sede submissos, com todo o temor ao vosso senhor...também ao perverso” (1 Pedro 2:18). Ele disse “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,” (1 Pedro 3:1). Parece que Pedro estava indicando que nossa obrigação a mostrar honra aos outros não depende da maneira que eles nos tratam.. Paulo disse a Timóteo “Não repreendas ao homem idoso” quando ele precisasse de correção (1 Timóteo 5:1), e para “Todos os servos que estão debaixo de jugo considerem dignos de toda honra o próprio senhor, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados” (1 Timóteo 6:1). As pessoas talvez não mereçam honra, mas nossa preocupação com Deus e sua glória nos levará a tratar até as pessoas desonrosas com respeito.

Vale a pena observar que o próprio Deus nos deu valor quando não merecíamos nada. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8). Isso torna todos os homens iguais. Somos todos pecadores. Nenhum de nós merece honra pela virtude de obediência perfeita ao Senhor. O apóstolo João disse, “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 João 4:10-11). Apenas quando nos vemos como receptores do favor não merecido de Deus, podemos decidir a amar e honrar as pessoas da nossa família mesmo que elas não “mereçam” nosso amor.
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sábado, 5 de setembro de 2015

ALMA E ESPÍRITO

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Alma e Espírito para os Evangélicos

As palavras "alma" e "espírito" nas Escrituras provém de palavras hebraicas e gregas, línguas em que a Palavra de Deus foi escrita. Vejamos:

Alma - No AT, vem do hebraico vpn (nephesh). Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra grega é quch (psyche) e ocorre aproximadamente 105 vezes.

Espírito - No AT, são usadas as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes. No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é pneuma (pneuma); ocorre 220 vezes.
Ambas são traduzidas de diversas formas nas Escrituras; eis alguns exemplos:
Alma - vida (Gn 9:4,5; 35:18; Sl 31:13, etc), pessoa (Gn 14:21; Dt 10:22; At 27:37, etc), cadáver (Números 9:6); apetite (Ec 6:7) coração (Ex 23:9) ser vivente (Ap 16:3) pronomes pessoais (Sl 3:2; Mt 26:38)

A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente 1600 vezes, e em nenhum caso refere-se a uma entidade fora do corpo, ou que seja “imortal”.

Espírito - vento (respiração - Gn 8:1), espírito (no sentido de alento - Jz 15:19), atitude ou estado de espírito (Rm 8:15; I Co 4:21, etc), sopro ou hálito de Deus (II Ts 2:8, etc) consciência individual (I Co 2:11, primeira parte).
Possui também outras definições: anjos e demônios (Hb 1:14; I Tm 4:1, etc) aplica-se como apelativo a Cristo (II Co 3:17 ) a Divina natureza de Cristo (Rm 1:4), a Terceira Pessoa da Trindade (Rm 8:9-11; I Cor. 2:8-12 )
O termo "espírito", em todas as vezes que aparece nas Escrituras referindo-se ao ser humano, não expressa o conceito de que o mesmo seja uma entidade imaterial consciente capaz de sobreviver fora do corpo.
Por que existem tantos sentidos para as palavras “alma e espírito”? A línguas bíblicas não possuem um considerável número de verbetes. Como exemplo temos o hebraico, que não tem vogais, preposições, ou conjunções. É esta escassez de palavras que torna possível apenas uma assumir vários sentidos.
Como comparação, vejamos a língua portuguesa. Mesmo sendo rica em letras e verbetes, enfrenta certas dificuldades. A palavra “manga” tem mais de 1 sentido: manga de um casaco; a fruta cujo nome é manga, etc. Se a nossa língua, com seus muitos verbetes têm palavras com vários sentidos, imagine o alfabeto hebraico !

Apesar das diversas traduções, é importantíssimo sabermos que o conceito básico de "espírito" e "alma" encontramos no texto de Gênesis 2:7, onde nos é mencionado o processo utilizado por Deus na criação do homem:
“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (neshamah), e o homem passou a ser alma (nephesh) vivente”. Gênesis 2:7.
Deus formou ao homem de 2 elementos: pó da terra e fôlego de vida. De acordo com o original, este texto seria da seguinte forma: "Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o espírito de vida (fôlego de vida), e o homem passou a ser uma pessoa vivente".Isto significa que no conceito Bíblico:
A) Espírito é o fôlego de vida proveniente de Deus;
B) Alma é a união do corpo com o fôlego de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Isto é apoiado pelo texto de Deuteronômio 10:22. Exemplifiquemos isto:
Digamos que você tenha uma lâmpada e não tenha e eletricidade. Terá luz? Certamente não.
Agora suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não tenha a lâmpada. Terá luz? Também não.
Para haver a luz, terá de ter a lâmpada e a eletricidade; apenas uma delas não bastará.
O mesmo se dá com a vida. Para existir vida, temos de ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus). Caso contrário, não temos vida; somos inconscientes. Como disse Jesus:
“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João 11:11-14.
Cristo comparou a morte a um SONO, confirmando assim o que diz Salomão:
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.
Portanto:

Lâmpada + eletricidade = Luz.
Lâmpada - eletricidade = Sem luz.

Pó da Terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) = Alma vivente.
Pó da terra - fôlego de vida = cadáver - sem vida.
A união do corpo com o fôlego de vida de Deus resultou numa alma vivente. Assim, podemos ver que o homem “é uma alma”. (cf. Deuteronômio 10:22), não “possui uma alma”.
O fôlego de vida (espírito) humano, dado por Deus, a fonte de toda a vida (Salmo 36:6; Colossenses 1:17, etc) é o mesmo de todos os animais (leia Gênesis 7:22; Eclesiastes 3:19); isto quer dizer que este alento não pode ser algo inteligente, pois se o fosse, o fôlego de vida dos animais (o espírito) teria de ser algo racional também.

Quando morre o corpo, o fôlego de vida não mais existe; torna para Deus (Eclesiastes 12:7) (reintegra-lo, talvez, no ar). Sendo que este espírito (sopro ou fôlego de vida) não é algo pensante, na morte o ser humano deixa de existir como um todo.
De acordo com as Escrituras, o único que possui a imortalidade é Deus: “a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” 1 Timóteo 6:15-16.
Isto se dá porque, para o homem fosse eterno, teria de obedecer a Deus para ter livre acesso á árvore da vida, que perpetua a existência. Como o homem pecou e Deus o expulsou do éden, ele não comeu mais da árvore da vida, tornando-se assim mortal. (Leia Gênesis 3:22-24; Isaías 51:12).
Se já fôssemos imortais, não haveria necessidade de Adão ter comido da árvore da vida, e nós de a comermos no céu. (cf. Gênesis 2:16, 17; 3:23, 24 e Apocalipse 22:2). Como seríamos imortais sendo que Deus privou o homem de comer da árvore da vida? (ver Gênesis 3:22 e 24). O homem foi criado com a imortalidade; mas esta era “condicional” à obediência a Deus.
No céu, quando Jesus voltar e nos levar com ele iremos comer da árvore da vida para sermos imortais: “No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”. Apocalipse 22:2.
“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14.
“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Apocalipse 22:19.
Se já tivéssemos uma alma ou espírito imortal, não haveria necessidade disto.
Se o espírito ou alma já estivessem no céu (vivendo de um modo imaterial), porque Jesus iria vir nos buscar? Não haveria necessidade disto se já estivéssemos lá em cima.
A ressurreição é uma prova de que a pessoa ainda não está no céu na morte; se Jesus vem nos ressuscitar a pessoa para levar ao céu, é sinal de que ela ainda não está lá.
Com o auxílio de uma concordância analítica, podemos verificar que o hebraico “nephesh” e o grego “psique” não aparecem uma única vez coma idéia de imortalidade ou eternidade.
As mesmas palavras hebraicas usadas para definir espírito são usadas para referir-se ao “fôlego de vida” que Deus soprou nas narinas do homem; assim ocorre também com as palavras gregas.

O estado do homem na morte
Na Bíblia, a morte é comparada a um “sono” cerca de 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência dos mortos até a volta de Jesus (Salmo 6:5; 13:3; 88:10-12; 115:17; Isaías 38:18-19; Eclesiastes 9:5-6 e 10; I Tessalonicenses 4:13-16).
“A Bíblia não apóia em absoluto a doutrina popular de que os mortos permanecem conscientes até a ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente refuta tal ensinamento (Sl 115:17; Ec 9:5). Emprega-se comumente o verbo dormir como símbolo da morte (Dt 31:16; 2 Sm 7:12; I Rs 11:43; Jó 14:12 ; Dn 12:2; Jo 11:11,12; I Co 15:51; I Ts 4:13-17; etc). A declaração de Jesus, que consolava a seus discípulos com a idéia de que eles voltariam a estar com ele na ocasião de sua segunda vinda e não na morte, ensina claramente que o “sono” não é uma comunicação consciente dos justos com o Senhor (João 14:1-3). Do mesmo modo, Paulo explicou que ao produzir-se o segundo advento, todos os justos que então estão vivos e os mortos que ressuscitarão neste momento se unirão simultaneamente com Cristo, sem que os vivos precedam os mortos (I Ts 4:16,17)” .
Se a morte fosse um começo de uma nova existência, não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga” (I Coríntios 15:26); teria de ser chamada de amiga, pois estaria nos ajudando a ir para o paraíso.

Como os justos irão pára o céu. Origem da doutrina da imortalidade da alma
Não nos esqueçamos que as pessoas que foram arrebatadas ao Paraíso (Enoque, Moisés e Elias) o foram com o corpo, em vida e não por ocasião da morte (Moisés foi ressuscitado antes de ir ao céu - cf. Judas 9). Isto é uma prova indiscutível de que o ser humano, ao ir para o Céu, irá também com o corpo e não em espírito apenas.
Basta estudarmos a história e veremos que “a doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho...” (Professor Otoniel Mota, Pastor Presbiteriano, em Meu Credo Escatológico [opúsculo], ed. 1938, p. 3.)

Questões Bíblicas para análise:
1) Se a pessoa ao morrer fosse para o céu ou para o inferno, que necessidade haveria de Jesus voltar e nos ressuscitar, se já estivéssemos no céu? (os de Cristo, na sua vinda - I Cor. 15:23). É ilógico Jesus enviar-nos do céu 'em espírito' para a sepultura para depois ter de ressuscitar. Como harmonizar a doutrina da ressurreição com a doutrina imortalista?
2) Como crer que ao morrermos vamos para o céu se em Hebreus 11:39 e 40 os heróis da fé ainda não obtiveram a concretização da promessa, pois Deus não quer que sem nós eles sejam aperfeiçoados? (Lembremos de I Cor. 15:20).
3) Como crer na doutrina da imortalidade da alma sendo que a eternidade do homem era condicional à obediência a Deus, e por desobedecer Adão foi privado da árvore da vida para que não se tornasse imortal como Deus? Nós não comemos da árvore da vida... (Gênesis 3:22-23). Porque iremos comer da árvore da vida no céu se nosso espírito é imortal? (Apocalipse 22:2).
4) Se somos imortais, porque devemos ainda “buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? (Romanos 2:7). Se devemos buscar, é porque não a temos.
5) Porque Jesus diz ser a morte um sono? (João 11:11-14) Porque Jesus disse, após Sua ressurreição, que durante a morte “ainda não tinha subido para o Pai?” (João 20:17).
6) Como harmonizar a doutrina da imortalidade da alma com o texto de Mateus 16:27, no qual diz que “a recompensa será dada quando Jesus voltar”? Se estivessem os mortos no céu ou no inferno, já teriam recebido a recompensa...Tal doutrina (vida após a morte) não se harmoniza com a doutrina do Juízo.
7) Jesus disse em João 11:25: “... Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25 grifo meu); Ele não disse: “... ainda que morra, vive...”. “Ao contrário, Ele declarou, que no futuro trará da sepultura aqueles que morreram nEle. Veja João 5:28 e 29”.


Quando receberemos a imortalidade.
Em João 5:24 o Senhor diz que ao cremos nEle, temos a imortalidade garantida. Mas isto não significa que hoje tenhamos recebido a imortalidade . Isto fica claro nos seguintes textos, onde se afirma que a receberemos quando Jesus voltar e ressuscitar os justos :“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11:25. “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14. “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.

Outros versos:
“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. Hebreus 11:39-40. “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23. “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. 1 Ts 4:13-17.
Neste texto podemos ver a seqüência correta dos eventos antes de recebermos a imortalidade que já nos está assegurada em Cristo:
1o: Vinda de Jesus;
2o: Ressurreição dos mortos;
3o: Transformação dos vivos;
4o: Arrebatamento dos vivos juntamente com os mortos ressuscitados, indicando assim que iremos para o céu todos juntos; os mortos não vão primeiro após a morte;
5o: Encontro com o Senhor nos ares;
6o: Vida eterna ao lado de Cristo.
Em I Coríntios 15 também podemos observar esta seqüência em muitos detalhes:
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória”. 1 Coríntios 15:51-54.
1o: Volta de Jesus, anunciada pelas trombetas;
2o: Ressurreição dos mortos;
3o: Transformação dos vivos;
4o: Nos é outorgada a imortalidade, pois é neste momento que é dito que “tragada foi a morte pela vitória”.
Eis a seqüência apresentada e apoiada pelas Escrituras.

ALMA E ESPÍRITO SEGUNDO AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

O QUE lhe vem à mente quando ouve os termos “alma” e “espírito”? Muitos acreditam que essas palavras significam algo invisível e imortal que existe dentro de nós. Eles pensam que, por ocasião da morte, essa parte invisível do ser humano deixa o corpo e continua a viver. Visto que essa crença é tão difundida, muitos ficam surpresos de saber que isso de forma alguma é o que a Bíblia ensina. O que, então, é a alma e o que é o espírito, segundo a Palavra de Deus?

“ALMA” CONFORME USADO NA BÍBLIA

Primeiro, considere a alma. Talvez se lembre de que a Bíblia originalmente foi escrita na maior parte em hebraico e em grego. Ao escreverem a respeito da alma, os escritores bíblicos usaram a palavra hebraica né·fesh ou a palavra grega psy·khé. Essas duas palavras ocorrem bem mais de 800 vezes nas Escrituras, e a Tradução do Novo Mundo as verte como “alma”, quer no texto principal quer nas notas. Ao examinarmos como as palavras “alma” e “almas” são usadas na Bíblia, fica evidente que basicamente se referem a (1) pessoas, (2) animais ou (3) a vida de uma pessoa ou de um animal. Vejamos alguns textos em que esses três diferentes sentidos ocorrem.

Pessoas. “Nos dias de Noé . . . poucas pessoas, isto é, [“oito almas”, nota], foram levadas a salvo através da água.” (1 Pedro 3:20) Aqui a palavra “almas” claramente se refere a pessoas — Noé e sua esposa, seus três filhos e suas esposas. Êxodo 16:16 menciona as instruções dadas aos israelitas a respeito do recolhimento do maná. Foi-lhes dito que o apanhassem “segundo o número de pessoas [“almas”, nota]” que cada um tinha na sua tenda. Portanto, a quantidade de maná que se recolhia baseava-se no número de pessoas em cada família. Outros exemplos bíblicos da aplicação de “alma” ou “almas” a uma pessoa ou a pessoas encontram-se nas notas em Gênesis 46:18; Josué 11:11;Atos 27:37 e Romanos 13:1.

Animais. No relato bíblico da criação, lemos: “Então Deus disse: ‘Que as águas fervilhem de criaturas [“almas”, nota] viventes e voem criaturas voadoras por cima da terra, pela vastidão dos céus.’ Então Deus disse: ‘Que a terra produza criaturas [“almas”, nota] viventes segundo as suas espécies: animais domésticos, animais rasteiros e animais selvagens da terra, segundo as suas espécies.’ E assim se deu.” (Gênesis 1:20, 24) Nesse texto, peixes, animais domésticos e selvagens são todos englobados na mesma palavra — “almas”. As aves e outros animais são chamados de almas nas notas em Gênesis 9:10; Levítico 11:46 e Números 31:28.

Vida de uma pessoa. Às vezes, a palavra “alma” significa a vida de uma pessoa. Jeová disse a Moisés: “Todos os homens que procuravam matá-lo [“procuravam a sua alma”, nota] estão mortos.” (Êxodo 4:19) O que os inimigos de Moisés estavam tentando fazer? Eles procuravam tirar a vida de Moisés. Bem antes disso, quando Raquel estava dando à luz seu filho Benjamim, ela estava “nos últimos momentos de sua vida [“sua alma partia”, nota]”. (Gênesis 35:16-19) Naquela ocasião, Raquel perdeu a vida. Considere também as palavras de Jesus: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida [“alma”, nota] pelas ovelhas.” (João 10:11) Jesus deu a sua alma, ou vida, em favor da humanidade. Nesses textos bíblicos, ou nas notas, a palavra “alma” claramente se refere à vida de uma pessoa. Você encontrará mais exemplos desse sentido da palavra “alma” nas notas em1 Reis 17:17-23; Mateus 10:39; João 15:13 e Atos 20:10.

Por meio de um estudo mais detalhado da Palavra de Deus, você verá que em nenhum lugar na Bíblia inteira os termos “imortal” ou “eterno” têm relação com a palavra “alma”. Em vez disso, as Escrituras dizem que a alma é mortal, o que significa que ela morre. (Ezequiel 18:4, 20) De modo que, na Bíblia, a pessoa que morre é chamada simplesmente de “alma morta”. — Levítico 21:11, nota.

O QUE É O “ESPÍRITO”?


Vejamos agora o uso bíblico do termo “espírito”. Alguns pensam que “espírito” significa o mesmo que “alma”. Mas não é assim. A Bíblia deixa claro que “espírito” e “alma” se referem a duas coisas diferentes. Em que sentido?

Os escritores bíblicos usaram a palavra hebraica rú·ahh ou a palavra grega pneú·ma ao escreverem a respeito do “espírito”. As próprias Escrituras indicam o significado dessas palavras. Por exemplo, o Salmo 104:29 diz: “Se [tu, Jeová] lhes tiras o espírito [rú·ahh], morrem e voltam ao pó.” E Tiago 2:26 diz que “o corpo sem espírito [pneú·ma] está morto”. Nesses versículos, portanto, “espírito” se refere àquilo que dá vida a um corpo. Sem espírito, o corpo está morto. De modo que na Bíblia a palavra rú·ahh é traduzida não apenas por “espírito”, mas também por “força” ou “força da vida”. Por exemplo, Deus disse a respeito do Dilúvio nos dias de Noé: “Vou trazer sobre a terra um dilúvio de águas, para exterminar de debaixo dos céus toda criatura que tem o fôlego [rú·ahh] de vida.” (Gênesis 6:17; 7:15, 22) Assim, “espírito” se refere a uma força invisível (a centelha de vida) que mantém a vida de todas as criaturas viventes.


Alma e espírito não são a mesma coisa. O corpo precisa do espírito assim como um rádio, para funcionar, precisa da eletricidade. Pense num rádio a pilha, por exemplo. Ao colocarmos pilhas nele e ligá-lo, a eletricidade armazenada nas pilhas dá vida ao rádio, por assim dizer. Sem as pilhas o rádio não funciona. O mesmo se dá com um rádio elétrico, quando desligado da tomada. De modo similar, o espírito é a força que dá vida ao nosso corpo. E, assim como a eletricidade, o espírito não tem a capacidade de sentir ou de pensar. É uma força impessoal. Mas sem esse espírito, ou força de vida, o nosso corpo ‘morre e volta ao pó’, como disse o salmista.

Falando a respeito da morte do homem, Eclesiastes 12:7 diz: “O pó [de seu corpo] volta à terra, de onde veio, e o espírito volta ao verdadeiro Deus, que o deu.” Quando o espírito, ou força de vida, deixa o corpo, o corpo morre e volta para sua origem — o solo. De modo comparável, a força de vida volta para sua origem — Deus. (Jó 34:14, 15; Salmo 36:9) Isso não significa que a força de vida literalmente cruza o espaço em direção ao céu. Na verdade significa que, para quem morre, qualquer esperança de vida futura depende de Jeová. A sua vida está nas mãos de Deus, por assim dizer. Somente pelo seu poder é possível que o espírito, ou força de vida, seja devolvido à pessoa, de modo que ela viva de novo.

Como é consolador saber que é exatamente isso que Deus fará em favor de todos os que descansam nos “túmulos memoriais”! (João 5:28, 29) No dia da ressurreição, Jeová fará um novo corpo para a pessoa que dorme na morte e lhe dará vida colocando nele espírito, ou força de vida. Que dia feliz será esse!
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Bruna Karla - Que bom você chegou (Legendado).

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Quero trazer à memória

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Lamentações – Capítulo 3


1 Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus.

2 Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz.

3 Deveras ele volveu contra mim a mão, de contínuo, todo o dia.

4 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, despedaçou os meus ossos.

5 Edificou contra mim e me cercou de veneno e de dor.

6 Fez-me habitar em lugares tenebrosos, como os que estão mortos para sempre.

7 Cercou-me de um muro, e já não posso sair; agravou-me com grilhões de bronze.

8 Ainda quando clamo e grito, ele não admite a minha oração.

9 Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.

10 Fez-se-me como urso à espreita, um leão de emboscada.

11 Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; deixou-me assolado.

12 Entesou o seu arco e me pôs como alvo à flecha.

13 Fez que me entrassem no coração as flechas da sua aljava.

14 Fui feito objeto de escárnio para todo o meu povo e a sua canção, todo o dia.

15 Fartou-me de amarguras, saciou-me de absinto.

16 Fez-me quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza.

17 Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem.

18 Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no SENHOR.

19 Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.

20 Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.

21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.

22 As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;

23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.

24 A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.

25 Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.

26 Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.

27 Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.

28 Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;

29 ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança.

30 Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta.

31 O Senhor não rejeitará para sempre;

32 pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias;

33 porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.

34 Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,

35 perverter o direito do homem perante o Altíssimo,

36 subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?

37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?

38 Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?

39 Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.

40 Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR.

41 Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus, dizendo:

42 Nós prevaricamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.

43 Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; e sem piedade nos mataste.

44 De nuvens te encobriste para que não passe a nossa oração.

45 Como cisco e refugo nos puseste no meio dos povos.

46 Todos os nossos inimigos abriram contra nós a boca.

47 Sobre nós vieram o temor e a cova, a assolação e a ruína.

48 Dos meus olhos se derramam torrentes de águas, por causa da destruição da filha do meu povo.

49 Os meus olhos choram, não cessam, e não há descanso,

50 até que o SENHOR atenda e veja lá do céu.

51 Os meus olhos entristecem a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade.

52 Caçaram-me, como se eu fosse ave, os que sem motivo são meus inimigos.

53 Para me destruírem, lançaram-me na cova e atiraram pedras sobre mim.

54 Águas correram sobre a minha cabeça; então, disse: estou perdido!

55 Da mais profunda cova, SENHOR, invoquei o teu nome.

56 Ouviste a minha voz; não escondas o ouvido aos meus lamentos, ao meu clamor.

57 De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.

58 Pleiteaste, Senhor, a causa da minha alma, remiste a minha vida.

59 Viste, SENHOR, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.

60 Viste a sua vingança toda, todos os seus pensamentos contra mim.

61 Ouviste as suas afrontas, SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim;

62 as acusações dos meus adversários e o seu murmurar contra mim, o dia todo.

63 Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou objeto da sua canção.

64 Tu lhes darás a paga, SENHOR, segundo a obra das suas mãos.

65 Tu lhes darás cegueira de coração, a tua maldição imporás sobre eles.

66 Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do SENHOR


No período em que Israel esteve no cativeiro babilônico, pelas suas tantas transgressões, o profeta Jeremias escreveu os poemas do livro de Lamentações, para tentar expressar a angústia e sofrimento que seu povo passava naquele tempo.

No capítulo três de lamentações, nos primeiros versículos, podemos ver que quanto mais o profeta se lembrava de toda a dor que havia passado e estava passando, ele esmorecia, ficava cada vez mais entristecido.

E ele mesmo confessa que mantinha na sua mente continuamente pensamentos de dor (Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim” Lm 3:20). Esta atitude quase o fez perder a sua esperança. Mas então, no verso seguinte, o profeta percebe que deveria pensar naquilo que poderia dar-lhe esperança (v.21).

Muitas vezes focamos a nossa atenção em experiências dolorosas do presente, e ainda naquelas do passado, sentimentos que foram feridos, perdas, sonhos frustrados.

E ao lembrarmos continuamente destes fatos, acabamos perecendo na mesma dor, sentindo uma imensa tristeza.

Mas o que pode nos dar esperança diante das adversidades? Esperança é a disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há de realizar ou suceder.

Jeremias viu sua esperança voltar quando lembrou das misericórdias de Deus: 

“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (v. 22).

A palavra misericórdia, que em hebraico é “hesed”, pode ser traduzida por “aliança de amor” ou “amor imutável”.

Diante de tanta adversidade, parecia que não havia mais esperança, mas Jeremias lembrou que a “hesed” de Deus ainda permanecia sobre seu povo. Quando aparentemente parece que estamos vivendo em um “deserto”, devemos nos manter firmes na esperança de que Deus é por nós, e está do nosso lado. 

Devemos nos lembrar dos milagres que Ele já fez, da provisão que diariamente Ele nos dá, do presente da salvação.

Deus é imutável, e o que Ele quer para seus filhos é sempre o melhor.

Nossa mente tem a tendência de as vezes criar asas, e nos levar muito longe, por isso devemos ter cuidado com certos pensamentos que trazem descrença e tristeza na nossa vida ( Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Fp 4:8). Não devemos nos angustiar com o futuro e nem chorar pelo passado, mas devemos estar firmes na confiança de que “tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8:28). Não deixa com que a descrença, o medo, a dúvida ou a dor tenham lugar no seu pensamento.

Ao invés disso, lembre-se que Deus é sempre fiel e nunca irá nos abandonar. Nunca esqueça dos milagres que Deus já fez por você, comece a enumerar as pequenas e grandes bênçãos que Ele já te deu.

O Senhor é a nossa esperança ("Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade." Sl 71:5) e ela jamais será frustrada.

As promessas de Deus na sua vida não vão se frustrar, tudo que Ele te prometeu Ele irá cumprir. Confie no Senhor e nunca esqueça que Ele é fiel. Quando na sua mente vier lembranças tristes, peça ao Senhor que lembre você da Sua fidelidade, das coisas que Ele já fez por você, do amor imutável dEle, e seja fortalecido e encorajado para continuar sua viajem rumo à terra das promessas. 

"Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
consumidos,porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã.

Grande é a Tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR" (Lm 3:21-26).
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Léa Mendonça - Chora Que a Vitória Vem

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

OS LEVITAS

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MINISTÉRIO DE LEVITAS


LEVITAS: Grupo de pessoas (tribo de Levi) separados para

a) levar a arca da Aliança do Senhor, para

b) estar diante do Senhor para o servir e abençoar em seu nome (no nome do Senhor) até o dia de hoje (Deu 10:8).

O levitas são aqueles designados para servir na casa do Senhor.

Os levitas não são e uma lenda ou uma ocupação do passado. Coisa do tradicionalismo do Antigo Testamento. A grande parte das igrejas hoje, deixam passar a grande importância do papel dos LEVITAS NA CASA DO SENHOR, e por isso muitas vezes não conseguem o comprometimento e a disponibilidade que é necessário a quem serve na casa de Deus. Só quem tem o chamado e a convicção de seu papel de levita pode abraçar a visão e realizar o trabalho que o Senhor estabeleceu para cada um de nós.

Dentro da igreja é importante que todos os trabalhadores, levitas, tenham em mente a visão do ministério local. Qual o foco principal. Qual a finalidade específica, o alvo a ser alcançado pelo ministério local.

O verdadeiro levita abraça a visão geral do ministério independente dos seus objetivos pessoais.

Isso aconteceu quando Davi escolheu os primeiros levitas para servirem na casa do Senhor.

A VISÃO DE DAVI: Trazer a Arca da Aliança de volta ao templo. Todos devem abraçar a visão. A visão central dada pelo Senhor é maior do que cada tarefa independente.

Existem características que diferenciam os levitas e os tornam especiais para o trabalho na casa do Senhor.

Os LEVITAS são SANTIFICADOS (separados) para levar a arca de Deus (I Cron 15:2): O trabalho reservado para os levitas só poderia ser realizado por eles. Levitas não podem ser qualquer pessoa que apenas tenha um desejo de servir ou fazer algo na casa do Senhor. Levitas são separados (santificados) para isso. Não podemos esperar que outros façam o nosso trabalho nem deixar que outras pessoas, que não foram separadas (santificadas) levem a Arca da Aliança do Senhor (a tarefa que Deus nos confiou e nos separou para fazer).

Os LEVITAS não esperam recompensa. A herança dos levitas é o Senhor (Deut 10:8-9): Nenhum dos levitas (os da tribo de Levi) tinham parte na divisão da terra e dos bens. Da mesma forma não podemos esperar recompensa e nem reconhecimento humano pelo nosso serviço na casa do Senhor. Não podemos entrar nesse ministério esperando recompensa natural ou promoção humana. Fomos separados pelo Senhor e Ele será sempre a nossa herança e Ele proverá a nossa recompensa.

Há uma tendência natural de relacionar LEVITAS a músicos. Isso não é totalmente errado uma vez que os LEVITAS mais destacados eram os que estavam a frente participando da música. Iniciando por esse grupo de Levitas, vemos que eles tinham características específicas que certamente devem ser evidentes nos levitas de hoje.

OS MÚSICOS designados para servirem no templo (I Cron 15:16-24) eram:

IRMÃOS – os da mesma família, a família dos levitas, e mesmos interesses. Levitas devem viver em união, em unidade defendendo os mesmos interesses como um família. Hoje, temos que reconhecer quem são nossos irmãos, aqueles que tem os mesmos interesses (apenas levar a Arca da Aliança do Senhor), que são parecidos e não podem viver separados pois pertencem a mesma família;

CANTORES – músicos que tocavam e cantavam com alegria. Devemos sempre expressar a alegria que sentimos em ministrar (servir) na casa do Senhor. Devemos faze-lo de forma pública e jubilosa. Os levitas músicos sempre são identificados pela alegria em servir ao Senhor;

PERITOS – os que participavam da música, canto e instrumentos, tinham habilidades específicas nos seus ofícios e o faziam sob orientação e organização. Todos eram especialistas (I Cron 15:22). Não podemos admitir amadorismo no serviço da casa do Senhor. Devemos procurar a perfeição para oferecer sempre o melhor. Se vamos cantar temos que ser peritos em canto. Devemos nos apresentar aprovados (2 Tim 2:15) diante de Deus e dos homens para o serviço na casa do Senhor. Devemos ministrar ao Senhor com arte e perfeição (Sal 33:3). Devemos aperfeiçoar o dom que o Senhor nos deu estudando e nos especializando. O mundo deve reconhecer que os melhores estão servindo na casa de Deus.

Além dos cantores, a Bíblia fala de outro grupo de levitas que da mesma forma foram separados para o serviço na casa do Senhor. Os PORTEIROS.

PORTEIROS – foram separados pessoas para guardar e cuidar da arca, não cantavam nem tocavam, apenas cuidavam da arca. Levitas não eram e não são apenas músicos. É necessário pessoas separadas para outros ofícios que dão suporte e contribuem para se alcançar a VISÃO CENTRAL. Pessoas devem estar envolvidas em manutenção, operação e suporte físico e espiritual. Os porteiros eram os que vigiavam a arca, tomavam conta da tenda. Hoje, é necessário que pessoas sejam separadas para vigiar pelo ministério, interceder em oração enquanto outros estão voltados para outros ofícios. Todos são levitas.

Ser levita é muito mais do que ser um mordomo na casa do Senhor, é fazer parte de um ministério muito especial que se caracteriza ainda por vários fatores:

Deus ajuda os levitas: O trabalho dos levitas nunca foi uma tarefa fácil no tem de Davi, e principalmente nos dias de hoje, onde muitos não tem disponibilidade de servir a Deus em tempo integral, mas mesmo assim atendem ao seu chamado. Contudo os levitas tem a grande vantagem de ter o auxílio de Deus (I Cron 15:26) que está do seu lado e sempre lhes dará o suprimento para realizarem as tarefas para as quais foram designados.

Os levitas, também, oferecem sacrifícios ao Senhor: servir ao Senhor não os exclui do direito de oferecer sacrifícios ao Senhor. Devemos Ter o pensamento que ser um levita é ter mais funções sem excluir nada de nossa vida com Deus. Não estamos fazendo troca nem negociando serviços com Deus. Os levitas são ofertantes, dizimistas e oferecem sacrifícios pessoais ao Senhor;

Todos os levitas, junto com Davi, estavam vestidos com roupa especial: a roupa especial de linho significava a pureza que devemos ter para nos apresentar para ministrar ao Senhor. Todos estavam prontos. Não podemos esperar que apenas o líder, o pastor, o ministro de louvor, estejam vestidos (prontos) para ministrar. Todos devemos estar preparados e da mesma forma, com o mesmo linho (o mesmo nível de pureza, santidade e unção). Isso é fundamental para que a glória do Senhor esteja presente nas ministrações dos levitas.

Guiados por Davi e os levitas, todo o povo com alegria levou a Arca da Aliança do Senhor (I Cron 15:28). Isso é revelado hoje como o louvor congregacional que acontece nas igrejas onde todo o povo é guiado a presença de Deus através do louvor e adoração sob a ministração dos levitas.

Os levitas ministravam diante da arca (I Cro 16:4) que representa o lugar onde os levita devem sempre servir. Cada um deve se manter fiel ao seu chamado;

Depois disso Davi ordenou a estreia dos levitas publicamente (I Cro 16:7): Todos os levitas apresentados já estavam prontos e já haviam ministrado junto com Davi, oferecido sacrifícios e tinham comunhão. Minstrar publicamente é uma conseqüência, não uma necessidade exclusiva. Levitas não procuram palcos, procuram a presença de Deus. Antes de serem apresentados publicamente os levitas devem já Ter adquirido experiência íntima com Deus, comunhão plenas com os seus irmãos e maturidade espiritual para exercer dignamente o seu ministério;

Os levitas eram designados nominalmente para ministrarem na casa do Senhor segundo se ordenara para cada dia (I Cron 16:37-42) cantando, tocando e cuidando da arca. Os levitas devem estar sempre em sintonia com a casa do Senhor e seus ofícios. Hoje, não vivemos literalmente na casa do Senhor para ministrar, mas nós somos o templo do Senhor e assim podemos continuamente, mesmo não estando na igreja (templo), podemos ministrar ao Senhor e oferecer sempre o nosso sacrifício (Heb 13:15). A prática de escalas e turnos para ministração é bíblica e deve ser obedecida e aceita quando for necessário;

Turnos e funções dos levitas (I Cron 23:1-5): Haviam quatro grupos de levitas: superintendentes, oficiais e juizes, porteiros e músicos.

Função dos CANTORES (músicos): profetizar com harpas, alaúdes e címbalos (I Cron 25:1). Esta prática é pouco ministrada e vista atualmente, mas é a perfeita vontade de Deus que músicos e cantores usem seus instrumentos para profetizarem com unção e poder para que haja milagres e prodígios sendo liberados durante o louvor e adoração. Todos os CANTORES eram MESTRES (I Crn 25:7), isso requer estudo dedicação e aperfeiçoamento para ministrar na casa do Senhor. Outra caracter´sitica importante dos levitas cantores era que havia mestre e discípulo (I Cron 25:8) e todos trabalhavam juntamente. A prática de formar discípulos é fundamental para que não faltem trabalhadores com habilidade e a mesma visão. Isso requer humildade, disponibilidade e amor pelo trabalho do Senhor.

Os PORTEIROS também eram habilitados para cuidar da arca segundo a sua necessidade e pelo que o Senhor fizera (I Cron 26:5, 6, 7, 8, 10). Havias vários tipos de porteiros. Hoje há muita necessidade de pessoas para assumirem posições de porteiros na casa do Senhor. Profissionais de manutenção, pessoas para trabalharem nos bastidores muitas vezes não são valorizadas como levitas e por isso poucos são discipulados para esses ofícios;

Haviam os responsáveis pelo TESOURO (I Cron 26:20-28), o patrimônio e valores da casa do Senhor eram responsabilidade dos levitas

Haviam pessoas para gerirem os negócios externos a serviço do Senhor e de interesse do rei (I Cron 26:29-30). Atualmente podemos relacionar as pessoas com habilidade de gerir bem os recursos disponíveis do ministério decidindo o que é o melhor para a casa do Senhor.

O trabalho dos levitas é muito importante e cada vez mais deve ser ensinado tirando a falsa idéia de que apenas músicos são levitas. Os levitas separados por Davi para servirem na caso do Senhor eram quase quarenta mil, contudo, apenas cerca de 3600 eram músicos ou cantores. Isso mostra a imensa deficiência de levitas que temos nas igrejas atuais. Muitos são levitas e não tem consciência disso, outros não são porque nunca foram ensinados sobre como podem ser e não há nada melhor do que Ter verdadeiros levitas trabalhando na casa do Senhor em todos os departamentos. Os levitas são leais, dispostos, peritos, unidos e abraçam a visão do ministério completamente.


Levitas da casa de Deus.




AMADURECENDO COMO LEVITAS

Buscar a Deus em primeiro lugar...

OSÉIAS 6: 1,2 e 3
"Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará. Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra."

A Palavra do Senhor é sempre muito clara. Ele, em todo o tempo nos orienta a buscá-lo mais, conhecê-lo mais, e crescermos espiritualmente. O apóstolo Paulo nos fala de deixarmos de ser meninos, e crescermos em maturidade.

1 CORINTIOS 14.20
" Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia contudo, sede criancinhas "

É tempo de deixarmos de ser apenas músicos e cantores, e darmos alimento mais sólido aos que estão famintos.
É hora de deixar nascer dentro de nós verdadeiros adoradores, com sinceras intenções de alimentar-se em Deus, e ser fontes de bênçãos à Igreja.
Deus está preocupado com o nosso crescer. O nosso Deus é um Deus de processos. Por exemplo, Ele consumou a criação em seis dias e descansou no sétimo, mas Ele não precisava de seis dias, Ele precisava de apenas um segundo. Ele tinha poder para isto mas não o fez desta maneira.
Outro exemplo foi a gravidez de Maria, que durou nove meses. Você acha que Deus não poderia ter enviado Jesus pronto do céu? Sim, mas ele respeitou todo o processo humano.
O nosso Deus é um Deus que respeita o processo humano. Da mesma forma, tenho convicção de que Deus também respeita o nosso processo de crescimento espiritual. Ele tem paciência quando erramos e sabe que precisamos de tempo para aprender.
Com relação a isto, o problema maior é quando não nos dispomos a aprender e continuamos no mesmo patamar espiritual durante muito tempo. Ficamos a vida inteira dependente do pastor, dos líderes, dos presbíteros, dos pais, sendo tratados como crianças espirituais.
Levita, se você quer começar a amadurecer espiritualmente, você terá que estudar! "Corra atrás" de seminários, congressos, escolas de louvor, livros, etc.
Devemos estar dispostos a crescer, crescer, crescer, ...
Está na hora de resgatarmos a nossa identidade! Levita, está na hora de você começar a ganhar almas para Cristo! Está na hora de adorar em espírito e em verdade, de levar o evangelho ao perdido, ... de crescer espiritualmente!
Muitas e muitas pessoas sobem no palco para ministrar tendo ainda visão de criança espiritual, comportamento de criança espiritual, etc.
Muitas e muitas pessoas sobem para ministrar como uma fonte seca, sem nada para falar ou , quando falam, acabam se frustrando e frustrando a igreja.
Quantas vezes somos convocados por Deus para ser adoradores, enquanto estamos sendo apenas músicos e cantores esquecendo do verdadeiro propósito do nosso chamado.
O louvor é uma arma que está em nossas mãos, e armas não podem ficar nas mãos de crianças!
É tempo de despertar, de crescer, ... e nos tornar servos confiáveis nas mãos do nosso Deus.





A Música na Adoração a Deus

Deus sempre quis ser adorado por meio da música. Mas há uma diferença significativa entre o tipo de música que Deus desejava no Antigo Testamento e o tipo que ele autoriza no Novo. O objetivo deste estudo é descobrir nas Escrituras que tipo de música Deus deseja que usemos no culto cristão.

A lei de Moisés

A música que agradava a Deus no Antigo Testamento envolvia o uso de vários instrumentos. Logo após a travessia do mar Vermelho, Miriã e as mulheres de Israel adoraram a Deus com cânticos acompanhados de danças e tamborins (Êxodo 15:20-21). Os profetas dos tempos de Samuel usavam saltérios, tambores, flautas e harpas (1 Samuel 10:5). No período de Davi, Deus era adorado com cânticos acompanhados "com instru-mentos músicos" (1 Crônicas 15:16, 28). 1 Crônicas 16 menciona o uso de alaúdes, harpas, címbalos, trombetas e instrumentos de música (1 Crônicas 16:5, 42). Davi deu instruções específicas para o uso desses instrumentos (veja 1 Crônicas 23 e 25, em que a adoração é descrita detalhadamente). A adoração nos dias de Salomão era semelhante: "e quando todos os levitas que eram cantores, isto é, Asafe, Hemã, Jedutum e os filhos e irmãos deles, vestidos de linho fino, estavam de pé, para o oriente do altar, com címbalos, alaúdes e harpas, e com eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas; e quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazerem ouvir, para louvarem o Senhor e render-lhe graças; e quando levantaram eles a voz com trombetas, címbalos e outros instrumentos músicos para louvarem o Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre, então, sucedeu que a casa, a saber, a Casa do Senhor, se encheu de uma nuvem . . . Assim, o rei e todo o povo consagraram a Casa de Deus. Os sacerdotes estavam nos seus devidos lugares, como também os levitas com os instrumentos músicos do Senhor, que o rei Davi tinha feito para deles se utilizar nas ações de graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre. Os sacerdotes que tocavam as trombetas estavam defronte deles, e todo o Israel e mantinha em pé" (2 Crônicas 5:12-13; 7:6). Clarins e trombetas acompanhavam os cânticos de louvor a Deus na época de Asa (2 Crônicas 15:14). Atente para o fato de que nada disso era mera invenção humana; Deus tinha exigido esse tipo de adoração: "Também estabeleceu os levitas na Casa do Senhor com címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por intermédio de seus profetas" (2 Crônicas 29:25). Após a volta do cativeiro, a adoração foi conduzida de modo semelhante: "Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem o Senhor, segundo as determinações de Davi, rei de Israel" (Esdras 3:10). Na cerimônia da dedicação pelos muros de Jerusalém havia címbalos, alaúdes, harpas e trombetas (Neemias 12:27-36). Como disse Isaías: "O Senhor veio salvar-me; pelo que, tangendo os instrumentos de cordas, nós o louvaremos todos os dias de nossa vida, na Casa do Senhor" (Isaías 38:20).

O Saltério (Salmos) era o cancioneiro de Israel. Os salmos dão muito destaque ao uso de instrumentos musicais na adoração a Deus. "Celebrai o Senhor com harpa, louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas. Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilio" (Salmo 33:2-3). "Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu" (Salmo 43:4). "Salmodiai e fazei soar tamboril, a suave harpa com o saltério. Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa. É preceito para Israel, é prescrição do Deus de Jacó" (Salmo 81:2-4). Passagens semelhantes encontram-se espalhadas pelos Salmos. O salmo 92 menciona o uso de "instrumentos de dez cordas" junto com o saltério e a harpa (Salmo 92:1-3). "Celebrai com júbilio ao Senhor, todos os confins da terra; aclamai, regozijai-vos e cantai louvores. Cantai com harpa louvores ao Senhor, com harpa e voz de canto; com trombetas e ao som de buzinas, exultai perante o Senhor, que é rei" (Salmo 98:4-6). Embora de nenhum modo tenhamos citado todos os textos relacionados à questão, ficou mais que claro que Deus era adorado por instrumentos musicais no Antigo Testamento. As referências são bem freqüentes e não dão margem para dúvida. "Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!" (Salmos 150:3-6). Veja também Salmos 147:7 e 149:3.

O evangelho de Cristo

A música no Novo Testamento apresenta um forte contraste com a do Antigo Testamento. Não se fazem referências ao uso da música instrumental na adoração do Novo Testamento! Após ler tantos textos que mencionam o uso dos instrumentos musicais no Antigo Testamento, a diferença é marcante e importante. Observe os seguintes textos: "Por volta de meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam" (Atos 16:25). "Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente" (1 Coríntios 14:15). "Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguem alegre? Cante louvores" (Tiago 5:13). O louvor que oferecemos deve ser aquele em que aconselhamos e instruímos uns aos outros: "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração" (Colossenses 3:16). Deve estar claro que nenhuma harpa nem flauta tem condições de instruir. "falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais" (Efésios 5:19). Esse texto de Efésios é interessante porque especifica claramente qual instrumento deve ser usado: o coração. Jamais se menciona nenhum instrumento mecânico em relação à adoração de Deus no Novo Testamento. O escritor de Hebreus resume: "Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome." (Hebreus 13:15). O nosso sacrifício de louvor deve ser o "fruto dos lábios".

Isso não significa que os instrumentos musicais não existissem no período do Novo Testamento. Aliás, eles são mencionados diversas vezes, ligados a acontecimentos sem relação com o culto (Mateus 9:23; 11:17; Lucas 15:25, etc.). Mas jamais são mencionados em referência à adoração. Isso se assemelha ao uso do sacrifício de animais no culto. No Antigo Testamento, é difícil encontrar uma só página que não mencione o sacrifício de animais. No evangelho de Cristo, entretanto, não há nenhuma menção do sacrifício de um único animal. Isso, obviamente, não significa que não se cozinhavam nem comiam animais nos lares dos cristãos do Novo Testamento, mas sim que jamais eram usados para adorar a Deus.

Dois princípios fundamentais

É importante entender que não nos achamos mais debaixo da lei do Antigo Testamento. Vários textos insistem nesse ponto: Romanos 7:2-4; Efésios 2:14-15; Colossenses 2:14-17; Hebreus 8, etc.. Observe as palavras de Gálatas 3:24-25: "De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio." Mais adiante no mesmo livro, Paulo afirmou que quem se voltar para o Antigo Testamento e obedecer a uma parte dele o obrigava a cumprí-lo todo: "Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes" (Galátas 5:2-4). A lei do Antigo Testamento não é a autoridade para nós hoje. Às vezes, as pessoas afirmam que isso não se aplica aos salmos. Mas em João 10:34, Jesus se refiriu a Salmo 82:6 como "lei". Isso não é de surpreender. Os que recorrem a Davi como a autoridade para o uso de instrumentos no culto a Deus jamais se voltam para ele para autorizar a poligamia, o sacrifício de animais, a observância do sábado e das festas judaicas, mas ele fazia tudo isso. Nenhuma parte do Antigo Testamento, a não ser a que se repete no Novo, nos vale como autoridade.

Devemos também reconhecer a necessidade da autoridade da Bíblia em tudo o que fazemos. Uma vez que as Escrituras nos tornam completos para toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17), então, se alguma coisa não se encontra no Novo Testamento, não é boa obra. O que ultrapassa a doutrina de Cristo é errado (2 João 9). Toda adoração procede ou da autoridade de Deus ou das ordenanças humanas. Se for proveniente da autoridade de Deus, existe a Escritura para comprová-la. Se não se acha no Novo Testamento, então a adoração procede do homem, e Deus a eliminará (veja Mateus 15:8-9, 13-14). Vários exemplos da forma em que Deus tratou o homem no passado exemplificam esse conceito. Quando Deus ordenou que o fogo para o altar do incenso fosse trazido de uma determinada fonte, e Nadabe e Abiú o trouxeram de uma fonte a respeito da qual Deus nada tinha dito, eles foram queimados com fogo do céu (Levítico 10:1-3). Quando Deus mandou que a arca da aliança fosse transportada nos ombros dos levitas, mas Davi a transportou de um modo não mandado por Deus, o Senhor o puniu.

A questão básica é esta: o Novo Testamento não contém a autorização do uso de instrumentos musicais na adoração a Deus. Sem dúvida não se trata de um descuido acidental de Deus, porque, quando ele quis que os instrumentos musicais fossem usados durante a época do Velho Testamento, ele o declarou muitas vezes. Já que não há base no Novo Testamento para o uso do instrumento musical na adoração, o homem que respeita à autorização divina não tocará instrumentos em adoração a Deus, assim como não oferecerá sacrifício de animais. A pessoa que hoje deseja justificar o sacrifício de animais na adoração, deve citar um texto no Novo Testamento que o confirme; o homem que hoje fizer questão do uso de instrumentos musicais no culto deve apresentar um texto no Novo Testamento que o autorize. Se não se puder achar nenhum, respeitemos o silêncio de Deus.

Apêndice: argumentos usados para fundamentar o uso de instrumentos musicais

Usados no céu

Alguns tentam justificar o uso de instrumentos musicais no culto pelo fato deles serem mencionados em Apocalipse como algo existente no céu (veja Apocalipse 5:8; 14:2). De fato, é improvável que se trate de instrumentos físicos, dada a natureza espiritual do céu e a natureza simbólica de Apocalipse. Mas, mesmo que fossem instrumentos musicais, isso não autorizaria o uso deles hoje no culto cristão. Haverá crianças no céu (já que não têm pecado), mas isso não autoriza que sejam batizadas hoje. A Bíblia fala de haver um altar de incenso no céu, mas isso sem dúvida não sustenta o uso dele no culto. Não há casamentos no céu (Mateus 22:30), mas não podemos usar isso para fundamentar uma ordem de celibato (1 Timóteo 4:1-3). Os que hoje desejam usar harpas, flautas ou outros instrumentos no culto, devem mostrar a autorização para usá-los como adoração. Se conseguissem fazê-lo, não haveria necessidade alguma de recorrer ao Antigo Testamento ou ao céu para fundamentar o uso.

Os salmos

Alguns se utilizam do fato de que devemos entoar salmos (Colossenses 3:16), a fim de tentarem fundamentar o uso do instrumento musical. O raciocínio deles segue mais ou menos assim: temos a ordem de louvar a Deus com salmos; os salmos se referem a instrumentos musicais; portanto, podemos usar instrumentos musicais. Colossenses 3 nos diz o que devemos fazer com os salmos -- cantá-los! Colossenses 3 não nos autoriza a fazer tudo o que os salmos mencionam. Por exemplo, os salmos ordenam os sacrifícios de animais (Salmos 20:3; 51:18-19; 66:13-15) e a dança para o Senhor (Salmos 150:4). O fato de cantarmos os salmos certamente não nos autoriza a sacrificar animais, nem a praticar a dança religiosa.

A palavra grega

De vez em quando você ouvirá alguém ensinar que a palavra grega traduzida por "louvando" em Efésios 5:19 significa cantar acompanhado de instrumento. Isso não é verdade. Mil anos antes do Novo Testamento ser escrito, a palavra (psallo) significava "dedilhar". Naquela época era então usada em referência ao instrumento musical. Mas, no período em que o Novo Testamento foi escrito, a palavra simplesmente significava "cantar". É por isso que quase todas as traduções da Bíblia, tanto em inglês, quanto em português, traduzem a palavra por cantar, louvar ou coisa semelhante. Os melhores e mais confiáveis dicionários gregos também deixam claro que a palavra significava cantar no período do Novo Testamento. Mesmo no antigo grego, na época em que a palavra significava "tocar um instrumento", o instrumento era sempre citado especificamente no contexto (mesmo naquela época não significava tocar se não houvesse menção a nenhum instrumento no contexto). No contexto de Efésios 5, o único "instrumento" é o coração! Podemos dedilhar as cordas de nosso coração enquanto cantamos, mas a palavra psallo não dá autoridade para tocar instrumentos.

Auxílios e acréscimos

Às vezes há quem afirme que o instrumento musical é meramente uma ajuda ao cântico, mas não de fato um acréscimo à adoração. No Antigo Testamento, no entanto, o instrumento era usado especificamente para louvar a Deus, e não apenas para ajudar a cantar. O fato é que estamos tratando de dois tipos de música: a vocal e a instrumental. O Antigo Testamento autorizava ambos; o Novo Testamento só autoriza a música vocal.

Reflexão

Música e adoração na igreja


Referência: Salmos 40.3

INTRODUÇÃO



1. Perguntaram para Rick Warren, o que faria de diferente se tivesse que começar sua igreja de novo. Ele respondeu: “desde o primeiro dia eu colocaria mais energia e dinheiro no ministério de música”.



2. Davi no Salmo 40:3 fala sobre quatro atributo da música: 1) A origem da música; 2) A natureza da música; 3) O propósito da música; 4) O resultado da música.



3. Davi diz que há uma clara conexão entre música e evangelismo. Aristóteles disse que “a música tem o poder de formar o caráter”. A música é a principal comunicadora de valores para as gerações:



a) Na Reforma – foi a música que popularizou a doutrina da reforma luterana;



b) As canções de rock dos anos 60 e 70 forjaram os valores dos americanos dessas duas décadas.



c) A MTV molda os valores da maioria dos adolescentes.



I. A IMPORTÂNCIA DO LOUVOR NA VIDA DA IGREJA



1. Quem louva agrada a Deus




O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.



“O que me oferece sacrifício de ações de graça, esse me glorificará” (Sl 50:23).



2. Deus nos criou para o seu louvor




“Ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor” (Is 43:21).



3. Devemos louvar a continuamente




Louvor em todo o tempo: “Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” (Sl 34:1).



Louvor desde o amanhecer até o ocaso: “Do nascimento do sol até o ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (Sl 113:3).



Louvor continuamente: “Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente” (Sl 71:8).



4. O louvor e a adoração são as principais razões de virmos à igreja



“Vinde, ajoelhemos e prostemo-nos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95:6-7).



Adoração implica sempre em reconhecimento da majestade de Deus. Sempre que a igreja adorou em Apocalipse ela estava prostrada.



5. Deus rejeita adoração da igreja se a vida dos adoradores não estiver certa com Deus



Isaías 1:11; Amós 5:21-24; Malaquias 1:10. Deus procura a verdade no íntimo. Deus vê o coração. O Publicano e o Fariseu foram ao templo. Quem saiu justificado não foi aquele que proclamou sua justiça, mas o que confessou o seu pecado.



Se contemplarmos vaidade em nosso coração, Deus não nos ouve (Sl 66:18). Coração quebrantado Deus não rejeita (Is 57:20). O que confessa e deixa alcança misericórdia (Pv 28:13).



Salmos 133 quando a igreja vive em união ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.



6. O louvor alivia o fardo




Jó disse que Deus inspira canções de louvor nas noites escuras.



O louvor reduz o efeito da pressão. Satanás quer que estejamos desolados e melancólicos, quando passamos por tempos difíceis. Ilustração: Spafford.



Como nos libertar dessas nuvens escuras? Louvando a Deus continuamente! Quando louvamos, sacudimos o jugo da angústia. Trocamos o espírito angustiado por vestes de louvor (Is 61:3).



Enquanto estamos desolados e deprimidos, não manifestamos a vitória de Deus. Catarina Van Bora disse para Lutero: “Deus morreu”.



O louvor nos põe fora do problema, dentro da solução e sob as bênçãos de Deus.



7. O contínuo louvor transforma o temor em fervor



É impossível louvar a Deus e permanecer desanimado: “Por que estás abatida, ó minha alma? Espera em Deus, pois eu ainda o louvarei” (Sl 42:5).



Quando louvamos a Deus, a nossa fé se torna mais forte: “Firme está o meu coração ó Deus, o meu coração está firme: cantarei e entoarei louvores” (Sl 57:7).



O louvor transforma a adversidade em bênção, nossa fraqueza em força divina: “O senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia; nele fui socorrido; por isso o meu coração exulta e com o meu cântico o louvarei” (Sl 28:7).



8. O louvor abre portas que doutra forma não seriam abertas



Reclamar, lamentar, murmurar, ficar magoado abre brecha para Satanás (Ef 4:26-27), mas o louvor amarra a Satanás (Sl 149:6-8). O louvor mostra ao inimigo que não caímos em seus truques, mostra que confiamos no Deus onipotente.



Deus habita no meio dos louvores e onde Deus está o diabo precisa fugir (Sl 9:1-3; 18:3).



9. O louvor não é consequência da vitória, é causa da vitória



2 Crônicas 20:21 e Atos 16 revelam que o louvor é a causa da vitória e não apenas sua consequência. Louvamos para vencer. Louvamos para derrotar o inimigo. O louvor nos põe acima das nuvens escuras. Ilustração: o dia que o meu pai morreu.



O louvor proclama a vitória antecipadamente: Miriã cantou o cântico certo no lugar e na hora errada.



10. Aspectos grandiosos do louvor



a) O louvor é da vontade de Deus



“Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Ts 5:18).



b) O louvor é resultado da plenitude do Espírito Santo



“Mas enchei-vos do Espírito Santo, falando entre vós com salmos , entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais…” (Ef 5:18-20).



Efésios 5:19-20: fala de comunhão; adoração e gratidão. Onde há contendas e ciúmes a adoração não pode subir como aroma suave.



c) O louvor é resultado da plenitude da Palavra em nós




“Habite ricamente em vós a Palavra de Cristo… louvando a Deus com salmos e hinos e cânticos espirituais” (Cl 3:16).



II. A INSTRUMENTALIDADE DA MÚSICA NA IGREJA



1. A música é um veículo




A músca é um veículo de comunicação anterior à palavra. O ritmo interfere em nossa estrutura muscular, altera nosso pulso cardíaco, nossa velocidade de marcha, ou nosso sistema respiratório. A melodia interfere poderosamente com as emoções humanas e pode levar pessoas da alegria às lágrimas ou da euforia à calma em poucos instantes. A harmonia interfere no esforço intelectual do ouvite para apreciar a música.



a) 1 Sm 18:7; 21:11; 29:5 – A música das mulheres de Israel provocaram uma revolução em Israel: A música chegou aos ouvidos de Saul e do povo e permaneceu influenciado o povo durante muito tempo. A música espalha a mensagem.



b) A música de Lutero – espalhou-se além de Wittembert para os leigos, componeses e pobres aldeões a mensagem da Reforma.



2. A música como comunicação do homem para Deus e de Deus para o homem



Se o homem fala a Deus através dos cânticos religiosos, também Deus pode falar ao homem por seu intermédio. Música é um bom veículo para o homem falar com Deus, mas também é eficiente meio para Deus falar ao homem.



3. A música como impressão




A música impressão tem como propósito um apelo emotivo sobre as pessoas. O objetivo não é comunicar uma mensagem, mas provocar um sentimento.



Agostinho: “Quando, às vezes, a música me sensibiliza mais do que as letras que se cantam, confesso com dor que pequei” (Confissões, p. 219,220).



Nas Institutas Calvino alertou para o perigo da música impressão. “Impõe-se diligentemente guardar que não estejam os ouvidos mais atentos à melodia que a mente ao sentido espiritual das palavras… cânticos que têm sido compostos apenas para o encanto e deleite dos ouvidos nem são compatíveis com a majestade da Igreja, nem pode a Deus não desagradarem sobremaneira” (Institutas III, p. 20,32).



4. A música como expressão



Olha para música não como fim em si mesmo, mas como instrumento, canal para comunicação de uma mensagem. Os textos são bem elaborados e escolhidos para que sua mensagem seja entendida e fixada.



O que despertou certa antipatia nos Reformadores e pais da igreja quanto ao uso de instrumentos na igreja é que a música não estava sendo instrumento para a mensagem, mas substituto dela. Era a música pela música. A música tinha uma função apenas de impressão.



A música deve ser serva do texto e não espetáculo em si mesma. Lutero dizia que a música deve ser sermão em sons.



Na igreja não espaço para execução da música como espetáculo; na igreja ela é serva da mensagem, veículo da mensagem.



III. PRINCÍPIOS SOBRE ADORAÇÃO



1. Somente os salvos podem verdadeiramente adorar a Deus



Adoração é a expressão do nosso amor por Deus, por quem ele é, pelo que ele disse, pelo que ele está fazendo.



Não podemos confundir cantar com adorar. É possível cantar sem adorar e é possível adorar sem cantar.



2. Não precisamos de um prédio para adorarmos a Deus



Deus não habita em templos feitos por mãos de homens (At 17:24). Jesus disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18:20).



3. A adoração tem muito muito mais a ver com a essência do que com estilo



Ao redor do mundo, pessoas diferentes adoram a Deus com estilos diferentes. Entretanto, toda adoração precisa ser em espírito e em verdade. Ou seja, precisa ser verdadeira e sincera.



Adoração não é tanto uma questão de estilo de música ou quantidade de instrumentos que usamos, mas uma atitude de coração disposta a glorificar a Deus. Não é show. O show visa a glória do homem, a adoração visa a glória de Deus (Ap 14:7).



4. A adoração é um poderoso testemunho para os não crentes



Uma coisa é a doutrina da onipresença de Deus, outra é a presença manifesta de Deus. O que produz impacto nas pessoas é a presença de Deus perceptível no culto da igreja. Essa presença manifesta derrete os corações e destrói barreiras mentais.



Existe conexão estreita entre adoração e evangelismo. A meta do evangelismo é produzir adoradores para Deus. Evangelismo é a missão de recrutar adoradores para Deus.



5. A adoração precisa produzir em nós um profundo senso de admiração



Isaías quando contemplou o Senhor do seu santo templo ficou extasiado com a glória e a majestade do Senhor. Precisamos resgatar segundo Tozer essa percepção da mejestade de Deus em nossos cultos.



Isaías ficou extasiado com a santidade de Deus, com a pecaminosidade da sua vida, com a grandeza da graça e com a urgência da obra.



IV. A DINÂMICA DA MÚSICA NA IGREJA



1. Acelere o passo e o dinamismo do culto



No culto não pode ter improvisação.



O som precisa estar testado. Tudo precisa estar no lugar antes das pessoas chegarem.



Não deixe “hora morta” no culto: o solista que vai cantar, já precisa estar no primeiro banco. Entre um passo e outro não pode existir intervalo.



O dirigente de cânticos não deve parar em cada cântico para fazer um comentário, isso quebra a dinâmica. Não pode existir uma liturgia dentro da liturgia.



Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que a maioria das pessoas que saem da igreja é porque acham o culto boring.



2. Fuja da previsibilidade



O culto é um evento único, singular, irrepetível. É um tríplice encontro: com Deus, com os irmãos e consigo.



O culto precisa ser estudado, elaborado. Precisa existir uma expectativa da intervenção de Deus em cada culto. Deve existir um entusiasmo persuasivo no começo de cada culto que diz: “Algo bom está para acontecer”.



3. Escolha as músicas certas para cada momento



As músicas precisam ser oportunas, pertinentes para cada momento do culto.



É preciso conhecer a letra antes de ensinar um cântico. Hoje temos uma explosão de música de consumo cujas letras são sofríveis.



4. Enriqueça o repertório buscando coisas novas e antigas




Temos um reservatório imenso. Algumas igrejas só cantam as músicas clássicas. Outras só cantam as músicas contemporâneas. Nem tudo o que é antigo é bom e nem tudo que é novo é bom. Precisamos escolher o melhor do antigo e do contemporâneo.



5. A música pré-gravada antes e depois do exercício devocional é rico recurso espiritual



Hoje vivemos com música no carro, em carro, no banco, nas lojas. A igreja deve utilizar melhor o tempo que tem para veicular a melhor música. A música prepara, aquece, desperta, consola.



6. A celebração do culto precisa ser festiva



O culto não é um funeral. O Salmo 100 nos ensina a servir o Senhor com alegria e apresentarmo-nos diante dele com cânticos. ................................................................................................................ .................................................................................................................
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