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quarta-feira, 6 de março de 2013

O TEMPO DE DEUS



Tempo de Deus


Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente ás nossas necessidades, sem pressa alguma em nos atender. Surge, a partir daí, uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.

Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões. A primeira, Deus não tem pressa! O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão. Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem. Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas. O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa que ninguém precise apressá-lo.

Em segundo lugar, a aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico. Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo. Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa interioridade, mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades. Esperar origina uma forma de aprender. Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.

Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro. O tempo sempre nos traz á luz aquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque a pressa encobre nossa visão. Consequentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz á esperança. Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência. Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?

A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.
A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivenciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes. A vida é pedagogia pura. Ela é um aprendizado forjado nas lições do cotidiano.

Deixemos pois, que cada dia dê conta de si mesmo, e que despeje suas águas turvas, cheias de mazelas e tensões, sempre ao pôr do sol. Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo inclusive do tempo. Porque, então apressar o rio? Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida:

"NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELO AMANHÃ; BASTA CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL".

 

O Tempo Certo de Deus


2 Crônicas 26.1 a 5, 16 a 18 e 20

Bom amados aqui vemos a vida de um adolescente, jovem por nome de Uzias que após a morte de seu pai Amazias é constituído rei em Jerusalém também vemos aqui no primeiro versículo que Uzias não foi constituído pelo decreto de Deus, mas sim pela mão humana ou melhor povo daquela época.

Muitas das vezes pessoas tentam colocar na nossa sua vida responsabilidades, decisões que naquele momento você não esta capacitado completamente para enfrentar ou tomar decisões.

Não devemos amados ouvintes ser induzidos, levados por pessoas que estão fora da vontade de Deus, e nos leva a tomar decisões precipitadas. Quando tomamos decisões precipitados lá na frente temos que pagar um preço.
 Devemos ser como Davi, mesmo sendo consagrado por Deus a rei, pelas mãos do Profeta Samuel não se precipitou em se tornar rei, mas esperou o tempo de Deus se cumprir em sua vida. Quando fazemos as coisas em nossas vidas no tempo de Deus somos bem sucedidos assim como o próprio Rei Davi foi. Talvez hoje você amado ouvinte esta esperando uma promoção, uma porta de emprego ou sua vida financeira, sentimental, familiar esta precisando de uma transformação ou uma restituição. E tem pessoas querendo opinar querendo tomar decisões pra você ou ate mesmo levando você a tomar atitude precipitada. Amado quero te dizer uma algo o melhor reinado é o de Davi porque ele soube esperar em Deus o Tempo certo de tornar Rei.

Uzias e constituído Rei em Jerusalém e ele começa a fazer aquilo que e agradável reto aos olhos do Senhor. Uzias começa a buscar Deus em seus dias e o Senhor a cada dia o faz prosperar. Uzias sai a guerrear contra os Filisteus, contra os Arábios e o Senhor o ajuda, guerreia sua guerra e concede a vitoria a seu povo. È ele a cada dia que passava o Rei Uzias ia se fortalecendo e crescendo, em uma linguagem mais popular ele estava se tornando o cara.

Mas a partir do versículo (16 a) Lemos que “Havendo-se fortalecido, exaltou-se o seu coração até se corromper, e transgrediu contra o Senhor, seu Deus,”. Bom amados aqui vemos que o Rei Uzias não consegue se manter em humildade em saber que erra Deus que o fazia forte.

O grande problema do ser – humano é que após o Senhor o exaltar, engrandecer ele começa a se achar poderoso de mais. Pelo fato de ter tornado o dono de uma grande empresa, ou ter um bom trabalho ser uma autoridade em sua cidade, acha-se capaz de menosprezar ou passar por cima de qualquer pessoa. E esquece de que aquele que o fez forte também e capaz de fazê-lo fraco.

Como eu disse no começo quando agimos sem antes consultarmos a Deus pagamos um preço, Uzias acha-se poderoso o suficiente para queimar incenso no altar no santuário de Deus, onde somente os sacerdotes que erram designados a queimar o incenso no santuário. Agora veremos o preço que Uzias pagou (v.20) Por causa dessa atitude o rei Uzias foi contaminado pela lepra. (v.21) assim ficou leproso até o dia da sua morte.

O que nos faz fortes a cada dia é termos a humildade em nossos corações, sabermos que o Senhor e que nos colocou no lugar de honra, e nunca deixarmos o nosso coração se exaltar se corromper e transgredir contra o Senhor nosso Deus.


Tempo de Deus Fazer Milagres

2 Rs 7:1-2


INTRODUÇÃO:
O que é um milagre? Milagre é a intervenção divina numa situação, alterando radicalmente o curso normal da mesma

Milagre não se explica! Milagre se vive! Não tem como você explicar o que Deus vai fazer na sua vida

Condições próprias você não tem! E é por isso que é milagre! Por que se você tiver condições aí não é milagre!

Milagre é quando você faz tudo o que tem que fazer e não da certo, ai entra o agir de Deus e tudo da certo

E! eu quero profetizar pra você no inicio desta mensagem, que o milagre de Deus vai chegar na sua vida! Seu vizinho não vai entender! Seu colega não vai entender! Seu parente não vai entender! Mais que o milagre vai chegar! VAI CHEGAR!

Agora, entenda a maioria dos milagres acontecem em tempos de crise. É no meio as crises que Deus manifestar seu imenso poder, ainda que muita gente não consiga entender nem acreditar.

Quero falar nesta noite do milagre que aconteceu em Samaria, no meio de uma grande crise Deus fez um grande milagre, vejamos:

1 - SAMARIA SOFRE UMA GRANDE CRISE

O rei da Síria Ben-Hadade ajuntou seu exercito e cercou Samaria e fechou todas as entradas e saídas da cidade com isso impossibilitou à entrada e saída de transportes de alimentos.

Apesar dos agricultores produzirem comida suficiente para alimentar o povo por um período, o cerco durou vários dias e a fome tomou conta de Samaria

A cidade foi a falência, a inflação foi elevada: "...uma cabeça de jumento por oitenta peças de prata e a quarta parte de esterco de pombas por cinco peças de prata" II Rs.6:25

A fome chegou a um patamar tão grande que 2 mães chegaram ao ponto de cozinhar o filho pra comer 2 Rs 6:26-29

O rei de Israel ficou indignado com aquela situação, mas, não assumiu seu erro de estratégia em fortalecer a cidade e criar novos meios de provisão contra um possível cerco

Antes, procurou um culpado pelo episódio: O profeta Eliseu:- assim me faça Deus e outro tanto, se cabeça de Eliseu filho de Safate, hoje ficar sobre ele v,v 31

Este é o maior problema de muita gente, é só chegar a crise que começa a procurar alguém para jogar a culpa

Muitos se recusam a assumir sua culpa, antes transfere para os outros a causa do seu fracasso:

Lembra de adão e Eva: - a mulher que tu me destes... a serpente me enganou e eu comi...

Ei! No meio da crise não procure culpados! Assuma os seus erros, e procure ajuda naquele que pode fazer milagres em tempo de crise

2 - NO MEIO DA CRISE SEJA UM PROFETA DA PROSPERIDADE

O rei Ben-Hadade enviou um mensageiro ate a casa do profeta Eliseu, Eliseu ao receber o mensageiro do rei, marcou dia e hora para terminar a crise:

" ...assim diz o Senhor, amanhã, quase a este tempo, uma medida de farinha haverá por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo à porta de Samaria" II Rs.7:1
Ei! Quem sabe você esta também passando por uma grande crise, crise financeira, crise familiar, crise no ministério, crise espiritual...etc

Deixa eu te dizer algo nesta noite! Ao invés de murmurar, ao invés de ficar lamentando a situação, profetize vitoria na tua vida! Profetize bênção no teu lar! No teu trabalho,
Profetize bênção na tua igreja,! Profetize bênção na tua saúde!

Ei! Não se esqueça e no tempo de crise que Deus faz milagres! Ele só realiza milagres quando eles são necessários, se nesta noite você precisa do milagre, creia que ele vai acontecer na sua vida!

3 - O CAPITÃO DUVIDOU DA PALAVRA DO HOMEM DE DEUS

"Eis que ainda que o Senhor fizesse janelas no céu, poder-se-ia fazer isso?" 2 Rs 7:2

Para o capitão do exercito da Síria, Deus não iria atropelar o curso normal da situação

Pois o trigo ou a cevada, são semeados, nascem, crescem e frutificam, levando algum tempo para esse processo
Para quem não crê é sempre difícil crer numa intervenção sobrenatural de Deus. O milagre que Eliseu profetizou, seria quase que instantâneo: "amanhã"

Ele não disse: - quando chegar a colheita – daqui a 4 meses – quando o exercito da síria terminar o cerco ele disse ``amanha´´.

Para o capitão, se meios naturais seriam quase que impossíveis quanto mais meios sobrenaturais: "...ainda que o Senhor fizesse janelas no céu..."

Nunca questione a procedência do milagre, somente aceite, milagre não se explica! Milagre se vive!

4 - LEPROSOS INTRUMENTOS PARA O MILAGRE DE DEUS

Para realizar o milagre em tempo de crise Deus usou quatro leprosos que estavam fora da cidade

Pessoas que estavam a margem da sociedade, completamente fora do sistema.
 A lei de Moises em vigor naquela época era muito rígida com as pessoas leprosas, assim que alguém descobria ser vitima de tal enfermidade era expulso do convívio social, viviam fora da cidade.

Os leprosos não tinham convívio social, Vivia fora da cidade, não tinham convívio familiar: Vivia longe da família, não tinham convívio religioso: não podiam freqüentar a sinagoga

A lepra era uma enfermidade contagiosa por isso Tinham que gritar a uma distância de cem metros: "imundo, imundo...".

Mas o que nos chama atenção no agir do nosso Deus é que ele não age pela lógica humana, parece que Deus vai à contramão de tudo aquilo que nos pensamos ser o correto.

o agir sobrenatural de Deus neste caso foi algo tremendo! Deus usou pessoas que estavam à margem da história, vivendo crises existenciais, sem nenhuma perspectiva de vida, para realizar o milagre da provisão

Para Deus isso é coisa simples, para nós uma surpresa, mas Ele gosta de nos surpreender.

- Para transportar Jonas para cidade de Nínive, mandou um grande peixe, quando um navio ou mesmo uma carruagem seria o mais simples.

- Para sustentar Elias durante 3/6 de seca, mandou corvos e uma viúva pobre , quando o mais simples seria pessoas ricas cuidar de seu profeta

- Usou Davi para matar Golias, quando o mais simples seria um bem dotado e treinado exército

- Preparou apenas trezentos homens para Gideão vencer os Midianitas, quando o mais simples seria uma aliança de vários exércitos.

Para fazer o milagre em Samaria usou 4 leprosos, Deus sempre nos surpreende, tem gente passado por grandes crises e esperando um milagre de Deus na sua vida.

Mas, ficam esperando nos grandes homens deste mundo, nos pregadores de renome, no profeta famoso da TV, no dia que tiver uma festa na sua igreja e vier alguém famoso que ora.

Ei! Quem sabe Deus quer usar pra fazer o milagre na sua vida é alguém simples, alguém que esta no anonimato, o menor da casa.

Ele usa quem ele quer, poder ser uma criança, pode ser um analfabeto, pode ser um pessoa pobre de chinelo no pé.

Ei! Pra fazer milagre ele usa até leproso! Sabe por quê? Por que o poder é dele, a gloria é dele, a unção é dele, então ele usa quem quer, na hora que ele quer e da maneira que ele quiser.

O que importa não é o vaso, mais sim o que esta dentro do vaso!

Enquanto a fome assolava Samaria, aqueles 4 leprosos que viviam de fora da cidade tomaram uma decisão: - se entrar-mos na cidade, há fome na cidade e morreremos lá, se ficarmos aqui morreremos aqui, então vamos até o arraial dos Sírios, se nos deixarem viver, viveremos, se nos matarem, tão somente morre remos 2 Rs 7:4

Enquanto aqueles 4 leprosos caminhavam em direção ao acampamento dos Sírios, Deus tornou aos ouvidos dos sírios, os passos dos leprosos como um poderosos exército em marcha.

Agora, imagine comigo, a dimensão deste milagre! 4 leprosos caminhado, famintos, doentes, talvez faltando parte dos pés, dos dedos, caminhado lentamente, talvez até calambeando.

Mas, Deus fez seus passos como trovão, lá no arraial os Sírios, eles ouviram um ruído de um grande exercito com carros cavalos, eles tiveram tanto medo que disseram: - o rei de Israel alugou os exércitos do Egito para pelejar contra nos
Saíram fugindo com medo e deixaram para traz; suas tendas, seus cavalos, suas armas e seus tesouros

5 - POR QUE DEUS USOU 4 LEPROSOS?

Existem pelo menos 2 razoes para Deus ter usado aqueles 4 leprosos para realizar o milagre em meio a grande crise de Samaria

Ele poderia ter usado Eliseu, afinal ele era o profeta daquela época, mas não usou!

Poderia ter usado o rei de Israel, ele era a maior autoridade em Samaria, mas não usou!

Poderia ter usado o capitão com seu exército, mas não usou! Deus preferiu 4 leprosos! Sabe por quê?

1° lugar - por que leprosos não são egoístas

Quando eles chegam no arraial dos Sírios eles tinha fugido desesperados, deixando tudo para traz, eles entraram em uma tenda comeram e beberam, entraram em outra pegaram prata e ouro.

Mas, de repente caíram em si e disseram: - não fazemos bem, hoje é dia de boas novas e nós nos calamos... 2 Rs7:9

Em outras palavras: - está errado o que estamos fazendo. Lá em Samaria, nossos parentes, nossos amigos, nossos irmãos estão morrendo de fome e nós aqui comendo a vontade enquanto isso acontece.

Embora eles tenha nos desprezado, embora eles tenham nos expulsado por causa da nossa lepra, nós não podemos ficar calados, hoje é dia de boas novas!

Ei! Deixa eu te dizer algo nesta noite! Embora o mundo nos despreze, embora o mundo nos odeie, mesmo assim devemos continuar pregando, dizendo que hoje é dia de Boas Novas, isto é compartilhar o que Deus tem feito por nós.

Os leprosos no meio da crise encontraram no arraial dos Sírios comida e bebida, e isto mudou a vida deles e nos no meio do arraial deste mundo encontramos Jesus e a nossa vida foi mudada,Istoé boas novas

2° lugar - os leprosos reconhecem o tempo de Deus

Os 4 leprosos reconheceram que no tempo de Deus, não existe lugar para isso: "...se esperarmos até a luz da manhã, algum mal nos sobrevirá, pelo que vamos agora e anunciemos a casa do rei."II Rs 7:9

A melhor coisa é estarmos dentro do tempo (kairós) de Deus, e o tempo de Deus para nós é agora.

Não espere pelo amanha, não deixe para depois, anuncie hoje: o milagre de Deus acontece em tempos de crise

Conclusão:

O capitão do exército de Israel não creu que Deus podia fazer um grande milagre no meio daquela tão grande crise.

Ele acabou morrendo atropelado pelo próprio milagre 2 Rs 7:19-20 viu o milagre acontecendo mais não desfrutou dele.

Ei! Não duvide do poder de Deus! É justamente no meio das crises que o milagre acontece, muitos estão morrendo no meio da bênção, vendo; porém sem desfrutar dela

Mais que não seja assim com você, por mais que as coisas estejam difíceis creia em Deus e no seu Poder, Ele vai transformar sua crise em um grande milagre, e fazer de você mais que vencedor em Cristo Jesus

Tempo de Restaurar


“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, clamem por ele enquanto está perto.” (Isaias 55:6)

É tempo de restauração de Altar em nossas vidas! É tempo do melhor de Deus pra nossas vidas! É tempo de buscar intimidade com o Senhor! É tempo de viver aquilo que cremos! É tempo de jogar fora todas as coisas que atrapalham a nossa caminhada com Cristo! É tempo de refletirmos a verdadeira imagem e semelhança de Deus!

Portanto...
É tempo de renúncia! É tempo de entrega! É tempo de amar! É tempo de perdoar! É tempo de morrer para si e viver para Cristo e em Cristo! É tempo de se humilhar na presença do Pai!

Estamos dispostos a isso tudo?

Para andar na presença do Pai precisamos de disposição, precisamos entender que o mover de Deus em nossas vidas vem através da busca diária que fazemos para conhecermos mais do criador de todas as coisas. Cremos que Deus é aquele que opera maravilhas a tempo e fora de tempo, que faz o impossível acontecer, que move montanhas e opera milagres em meio ao seu povo, e por que não queremos ter essa disposição de seguir ao Mestre em verdade? Por quê?

Somos altar do espírito Santo de Deus, você entende isso? Será que Deus quer habitar em um altar despedaçado? Um altar cheio de rancor, cheio de amargura, cheio de coisas que não agradam ao Pai? Onde só tem espaço para nossas próprias vontades? É melhor pararmos e pensarmos um pouco no altar que somos para Cristo, antes que seja tarde demais!

Inicie esse processo de restauração de altar em sua vida, entregue todas as suas necessidades, problemas, dificuldades nas mãos do Senhor, e busque ter intimidade com o Pai, aí sim você terá uma vida de propósito, porque você terá sua vida direcionada pelo Espírito Santo de Deus, conseqüentemente, você será um vaso totalmente restaurado e moldado pelas próprias mãos do Mestre, que transborda da Graça e Amor do Pai!

O tempo de Deus para nós é AGORA! JÁ! Precisamos abrir os nossos olhos espirituais para enxergar a vontade de Deus para nossas vidas, para assim podermos fazer e viver aquilo que Deus quer, pois: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9).

Somos templo do Espírito Santo, portanto, devemos andar em retidão! “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” (1 Coríntios 3:16-17).

“Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor; Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” (2 Pedro 1:2-4)

Tempo da Graça

Ao longo dos séculos Deus vem tratando com a humanidade de formas diferentes, visando cada vez mais facilitar a salvação para a mesma; contudo, em todas estas dispensações trazidas por Deus, sempre, e invariavelmente, alguma atitude do ser humano será requerida.

A Bíblia nos apresenta 39 (trinta e nove) livros chamados de Antigo Testamento, ou aliança, e 27 (vinte e sete) livros do Novo Testamento.

Da antiga aliança, vem-nos a revelação que, sem derramamento de sangue não há remissão de pecado, daí, vieram os inumeráveis sacrifícios de animais que, periodicamente eram realizados por aqueles que adentravam a fé judaica.

O tempo dos rituais judaicos hoje, nenhum valor tem para aqueles que se tornaram Igreja, ou seja, discípulos de Jesus Cristo, e em virtude de o Judaísmo não ser uma falsa religião, conforme os relatos de Romanos 2.12 – 13, fica esclarecido que, a Antiga Aliança (Lei), pode ser considerada a vontade permissiva de Deus para os Judeus, contudo, a Nova Aliança (Cristo), e a vontade absoluta para o mundo.

Podemos com clareza bíblica ver a quebra (cumprimento) da Antiga Aliança, e a instituição da Nova. Na Antiga Aliança era pedido o sacrifício de um cordeiro para que o perdão do pecado fosse realizado. Cada um receberia o seu perdão pessoal, mediante a sua própria oferta. Contudo em João 1.29, João Batista aponta para Cristo e diz, eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Entenda bem que, o relato abrange aos confins da terra, Ele tira o pecado do MUNDO. Aquilo que Deus nunca permitiu ser humano algum realizar, agora, Ele mesmo realizará pela humanidade, ou seja, o sacrifício de um ser humano (Jo.3.16); e não esqueça do que é dito. Ele é o Cordeiro de Deus, ou seja, é o próprio Deus quem oferece a oferta de sacrifício eterno.

Conforme os fatos inquestionáveis, fica instituído o tão comentado Tempo da Graça, ou seja, o favor imerecido de Deus para com os homens, onde o Apóstolo Paulo deixa sua contribuição gloriosa para que nosso entendimento não vacile (Romanos 3.21 – 26); e ainda em Rom.6.23, o mesmo mostra seu entendimento quando afirma ser Cristo o dom GRATUITO DE DEUS. Por ser Cristo o dom gratuito, é que hoje nos encontramos no tempo da Graça, o favor imerecido.

Veremos ainda com toda a clareza nas palavras do Senhor Jesus, que toda Lei precisaria ser cumprida antes de sua abolição, pois a mesma também, como instituição divina, jamais poderia ser desconsiderada, a menos que fosse cabalmente cumprida.
Em Mateus 5.17 – 18, o Senhor Jesus, ao declarar ter vindo para cumprir a Lei, deixa evidente que o Apóstolo compreendeu o tempo da Graça em Sua pessoa, e mais uma vez ratificamos a declaração de João 1.29, que Cristo seria o grande sacrifício, que encerraria todos os rituais judaicos.

Em Mat. 26.28, Marc. 14.24, e Luc. 22.20, Jesus demonstra ser o Mediador de uma Nova Aliança no seu próprio sangue.(Leitura indispensável – Hebreus 9.11 – 21 / 12.24 / 13.20)

Uma vez compreendido a instituição do tempo da Graça, passaremos a demonstrar nesta Nova Aliança, qual a parte cabível ao homem, uma vez que já não resta mais sacrifício algum a ser feito.

Uma vez que todo sacrifício já tenha sido realizado, e sabendo que nenhum de nós nasce predestinado a nada, temos, afinal de contas, que descobrir qual parte nos cabe nesta Nova Aliança; pois se estamos falando de Aliança, isto que dizer que duas partes estão em questão, pois normalmente uma Aliança tem que envolver no mínimo dois aspectos, ou ainda dois interesses.

Em Efésios 2.8 – 9, fica evidenciado a parte que nos cabe; pois está dito pela Graça ( favor imerecido de Deus por nós, no sacrifício de Cristo) somos salvos, contudo revela, mediante a fé. Isto quer dizer que, a minha fé deve estar direcionada ao favor que Deus por mim instituiu na pessoa e sacrifício de Cristo. E ainda está escrito que isto não vem de nós, ou seja, jamais teríamos como providenciar-nos um veiculo de salvação tão poderoso e eficaz.

Em Romanos 5.1 – 2, Paulo, mais uma vez evidencia que a nossa atitude de fé nos permite adentrar a Nova Aliança, para em fim, desfrutarmos do tempo da Graça; onde também deixa evidenciado que somos justificados mediante a fé.

Apenas a titulo de encerramento queremos lembrar Hebreus 11.6, que afirma que sem fé e impossível agradar a Deus; ou seja, se não tivermos fé de que o sacrifício de Cristo seja único e suficiente para nossa remissão, jamais agradaremos a Deus, e assim, não desfrutaremos da sua graça. Mediante a fé no tempo da graça poderemos ser tudo o que quisermos para ver a tremenda glória de Deus.

Este tempo da Graça é também conhecido como dispensação da fé; pois o Senhor Jesus deixou claro que, se tu creres verás a Glória de Deus (Jo.11.40). Em fim, a parte de Deus está consumada, agora resta-nos fazer a nossa parte. Lembra-te que Fé é a ação do seu livre arbítrio. Portanto creia, e tu verás a glória de Deus.

Tempo de Não Fazer Nada - Apenas Confiar


Durante anos os israelitas almejaram ser governados por um rei humano. E finalmente, Deus permitiu-o. Ele disse ao profeta Samuel para ungir Saul para governar sobre Israel. Então o profeta encontrou-se com Saul, verteu uma vasilha de óleo sobre sua cabeça, e beijou-o. Depois disse a Saul, "Porventura te não tem ungido o Senhor por capitão sobre a sua herdade?" (I Samuel 10:1).

A nenhum ser humano poderia ser dado tamanho elogio. Basicamente, Samuel disse, "Saul, Deus é contigo. Tu és um vaso escolhido; selecionado com cuidado por Deus." Além disso, Deus abençoou Saul imediatamente com um coração disposto a cumprir o seu chamado: "Deus lhe mudou (a Saul) o coração em outro... e o espírito do Senhor se apoderou dele (Saul), e profetizou” (versículos 9-10).

Contudo, Saul não se vangloriava; não ostentava a sua unção ou condição. De facto, a Bíblia diz que ele próprio se viu pequeno (ver I Sam. 15:17). Vemos um exemplo da humildade de Saul quando este regressou à casa após o encontro com Samuel. O seu tio interpelou-o, curioso sobre o que se passara. Este tio tinha consciência de que Samuel tinha a reputação de falar apenas com um grande propósito em mente. Então implorou a seu sobrinho, "Por favor Saul, diz-me - o que é que Samuel te disse?"

Mas, as escrituras dizem, "Porém o negócio do reino, de que Samuel falara, (Saul) lhe não declarou" (10:16). Saul dispunha de notícias incríveis - no entanto não proferiu palavra alguma sobre isso. Pergunto-lhe: quantas pessoas você conhece que guardariam uma coisa destas para si?

Pouco depois Samuel reuniu o povo em Mizpá. O profeta tinha dois propósitos: primeiro, queria corrigir o povo por renunciar a Deus e desejar um rei humano. Segundo, queria apresentar-lhes Saul como o rei escolhido por Deus. Porém, quando chegou a hora de Saul ser apresentado, não o encontraram. Samuel enviou uma delegação a procurá-lo - e finalmente localizaram Saul escondido entre bagagens.

Quando Saul foi apresentado perante a multidão, tinha tudo o que eles desejavam num rei. Era alto e formoso, "mais alto do que todo o povo do ombro para cima" (10:23). Samuel disse, "em todo o povo não há nenhum semelhante a ele" (versículo 24). E Israel gritou em aprovação "Viva o rei" (mesmo versículo).

Nos dois primeiros anos, Saul provou ser um líder forte e piedoso. Quando ouviu que os amonitas tinham invadido Jebes-Gileade, "O espírito de Deus se apoderou de Saul" (11:6). Saul depressa recrutou uma milícia de 330.000 homens, e essa mistura heterogénea, um exército mal armado, derrotou os amonitas. Depois, Saul deu toda a glória a Deus (vide versículo 15). E em pouco tempo o piedoso rei conduziu Israel à vitória sobre todas as nações que os saquearam - Moabe, Amom, Edom, Amaleque, e até sobre os poderosos filisteus (vide 14:47-48).

Quem não gostaria de ter um homem assim para rei? Saul era humilde, corajoso, esplêndido de aparência, ajudado por Deus, movia-se poderosamente no Espírito, era atento à direcção do santo profeta. Saul era o modelo do líder fiel.

Porém, incrivelmente, este mesmo homem ungido iria morrer em total rebeldia. Pouco depois das suas vitórias incríveis, Saul perdeu a unção e foi-lhe retirado o reino. Foi abandonado por Deus, tornou-se incapaz de ouvir a voz do Espírito, e finalmente foi possuído por um espírito maligno. Acabou por matar inocentes. Ordenou a morte de sacerdotes indicados por Deus. E, na véspera da sua morte, procurou a orientação de uma feiticeira. O rei que uma vez conduzira Israel ao triunfo sobre os inimigos, acabou seus dias como um insano enraivecido.

Que triste fim para um, outrora, ungido servo de Deus. O que aconteceu a Saul? O que levou este homem humilde a descer à loucura e destruição? Teria havido algum ponto de viragem na vida de Saul, quando ele começou a se desgovernar?

O Momento Chave Na Vida de Saul Ocorreu em I Samuel 13.

Saul passou por um momento chave que todo o crente deverá com o tempo passar. É uma ocasião crucial de crise, quando somos forçados a decidir se vamos esperar em Deus pela fé, ou ficar impacientes e resolver o assunto com as próprias mãos.

O momento chave de Saul surgiu quando ameaçadoras nuvens de guerra se concentravam sobre Israel. Os filisteus tinham juntado um exército enorme de 6.000 cavaleiros, 30.000 carros, e legiões de soldados equipados com as armas mais recentes. Para Israel o número deles parecia "como a areia que está à borda do mar" (I Samuel 13:5). Em contraste, os israelitas tinham apenas 2 espadas no seu exército - uma para Saul, outra para seu filho, Jônatas.
Todos os restantes tinham de utilizar armas alternativas como lanças de madeira ou rudes ferramentas agrícolas.
Agora, à medida que os israelitas viam os poderosos filisteus a aproximarem-se, entraram em pânico. "O povo se escondeu pelas cavernas, pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações e pelas covas" (13:6). Outros fugiam para outros países, para evitarem ser recrutados no exército de Saul. Outros desertaram em completa covardia. De repente o exército de 330.000 homens que derrotou os amonitas ficara reduzido a 600. E mesmo esses que ficaram, tremiam de medo (vide 13:7). A situação de Israel parecia desesperadora.

Uma semana antes, Samuel advertira Saul que esperasse por si em Gilgal antes de ir para a batalha. O profeta disse-lhe que chegaria 7 dias depois para fazer os sacrifícios próprios para o Senhor. Não conhecemos o significado desta espera de 7 dias; talvez Samuel soubesse que viria de algum sítio distante onde a sua presença era necessária. Porém, é mais provável que esta semana de espera tivesse o intuito de testar a fé de Saul.

Quando o sétimo dia chegou e Samuel não tinha chegado, os soldados de Saul começaram a se dispersar. Pior, o rei não tinha a direcção de Deus para a batalha. Agora, coloque-se na posição de Saul durante um momento. Veja o assustador exército filisteu a marchar na sua direcção. Sinta o poderoso retumbar dos carros. E quando olha para o que resta do seu exército, vê que eles estão a tremer com as suas armas insignificantes. Está tudo fora do controle. O que é que você vai fazer?

Você poderá perguntar, "Será que Saul tinha de ficar sentado ali sem fazer nada?" Sim - era exactamente isso que ele tinha de fazer. Esperar e orar. De facto, isto estava implícito quando Samuel apresentou Saul como rei. O profeta disse a Israel, "Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e deres ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao dito do Senhor, assim vós, como o rei (Saul) que reina sobre vós, seguireis ao Senhor vosso Deus. Mas se não derdes ouvidos à voz do Senhor, mas antes fordes rebeldes ao dito do Senhor, a mão do Senhor será contra vós" (12:14-15).

Samuel explicou, "O Senhor quer receber toda a glória pelo que Ele faz através do nosso rei. Ele quer que o mundo saiba que a vitória não vem pelas estratégias, pelas armas ou números - mas sacrificando a Deus através de oração fervorosa e confiança Nele."

Então, que atitude tomou Saul? Será que ficou firme e declarou, "Não quero saber se Samuel leva oito dias a chegar. Vou ficar firme na palavra de Deus para mim. Quer viva quer morra, obedecerei à Sua voz"? Não - Saul entrou em pânico. Deixou-se intimidar pelas circunstâncias. Acabou por manipular a situação torneando a palavra de Deus. Ordenou ao sacerdote presente, Abija, que sacrificasse sem a presença de Samuel.

Quando Samuel finalmente regressou, ficou horrorizado. Cheirou-lhe a carne queimada vinda do altar. Então perguntou a Saul, "Que fizeste?" (13:11). A pergunta do profeta sugere-nos que Saul não fazia a mínima idéia da gravidade do seu pecado. Samuel estava-lhe a perguntar, "Apercebeste-te do que fizeste? Dei-te uma ordem simples e clara. Não deverias fazer nada até eu chegar. Não estavas em perigo, mas tomaste o assunto nas tuas mãos. Agiste por medo, não em fé. Cometeste um pecado gravíssimo perante o Senhor."

Esta é a explicação de Saul: "Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás" (13:11). Note-se a acusação de Saul nas suas palavras: "Não regressaste a tempo Samuel." Ele estava a falar com o profeta, mas sua acusação estava, na verdade, a dirigir-se a Deus. Saul estava a dizer, “Tinha de fazer algo - estavam todos a desertar. Seguramente o Senhor não esperava que eu agüentasse mais tempo."

Não - Deus nunca se atrasa. O tempo todo, o Senhor conhecia cada passo que Samuel estava a tomar em direcção a Gilgal. Colocou o profeta numa rota de navegação celestial, planejando a cada segundo a sua chegada. Samuel estaria lá no sétimo dia, nem que fosse um minuto antes da meia noite. Podemos crer que Deus não enganou Saul neste aspecto; como vemos, Samuel chegou na hora.

À primeira vista, a reacção de Deus para com a desobediência de Saul parece severa. Samuel disse: "Obraste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Porém agora não subsistirá o teu reino: já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou" (versos 13-14).

Poderá perguntar-se: "Porque é que Deus não abriu uma excepção para Saul, aqui? Este homem estava numa situação terrível. Além disso, ele apenas queria conquistar uma vitória para o Senhor. Porque é que a OBEDIÊNCIA de Saul era tão importante aqui?" Resposta: Deus queria que todos os poderes do inferno soubessem que a batalha é do Senhor - e é ganha por pessoas escolhidas, pessoas de fé que confiam e esperam Nele.

O Que é Que Isto Nos Ensina Hoje?

Deus não mudou com os tempos. Ele continua preocupado se o Seu povo obedece ou não ao Seu mandamento: "derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao dito do Senhor" (I Samuel 12:15). Não importa se a sua vida está fora do controle - temos de caminhar em total confiança no Senhor. Mesmo quando parece que não há esperança, não ajamos em medo. Antes, deveremos esperar pacientemente que o Senhor nos livre, como nos promete a Sua Palavra.

O facto é que Deus ficou ao lado de Saul enquanto o exército filisteu o pressionava. O Senhor viu os carros retumbantes, e viu as armas afiadas a brilhar. Conhecia a crise em que Saul estava, com seus soldados amedrontados. Os Seus olhos estavam em cada detalhe.

Igualmente, o nosso Deus vê cada detalhe da sua crise. Ele vê todos os problemas da vida a pressioná-lo. E Ele está totalmente consciente que a sua situação piora de dia para dia. Os que oram e esperam Nele calmamente e com fé nunca estão em perigo real. Mais, ele conhece seus pensamentos de pânico: "Não vejo como pagar esta dívida... Não tenho esperanças para o meu casamento... Não sei como manter meu emprego." No entanto, o seu mandamento continua fiel: "Não entres em pânico, nem te adiantes a Mim. Não faças nada, só tens de orar - e descansar em Mim. Eu honro todos os que confiam em Mim."

Relembre estas palavras dadas por Deus à igreja: "Sem fé é impossível agradar-Lhe" (Hebreus 11:6). "Confiai nEle, ó povo, em todos os tempos; derramai perante Ele vosso coração. Deus é o nosso refúgio." (Salmo 62:8). "Vós, os que temeis ao Senhor, confiai no Senhor: ele é seu auxílio e seu escudo" (Salmo 115:11). "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio conhecimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas." (Provérbios 3:5-6).

O Senhor é muito paciente conosco. Na realidade, Ele convida-nos, "trazei vossas firmes razões", ou “apresentai a vossa demanda” (Isaías 41:21). Ele sabe que os nossos antepassados passaram por momentos de dúvida, desde Abraão até os santos do Novo Testamento. Tempos houve, em que quiseram morrer, chorando, "Não suporto mais." Até Jesus teve um momento de dúvida, perguntando, "Porque me abandonaste?"

O nosso Deus sente cada golpe de dor, temor e pânico que vem sobre nós. Podemos receber repentinamente más notícias - um ente amado faleceu, um filho ou filha está-se a divorciar, o cônjuge teve um relacionamento extraconjugal. Nesses momentos Deus envia o Espírito Santo para nos consolar, acalmar a nossa dor e repousar nossos corações.

No entanto Saul permaneceu com medo e em pânico durante sete dias inteiros. E durante todo esse tempo, o Espírito Santo pedia-lhe que tomasse uma decisão: "Sim Saul, parece que não há esperança. Mas não tinhas exército anteriormente contra os amonitas, e Deus te salvou na época. Então, que vais fazer hoje? Obedecerás a palavra de Deus, não importa o que te aconteça ou ao reino? Dirás como Jó, ‘Ainda que pereça, Nele confiarei’?"

Sabemos que Deus conhece o coração de cada pessoa. E sabia que a decisão que Saul tomasse decidiria o rumo da sua vida dali em diante. Afinal de contas, ele teria de enfrentar muitas situações semelhantes. Ganhamos um pouco de visão da decisão de Saul nas suas palavras para Samuel: "Violentei-me, e ofereci holocausto" (I Samuel 13:12). A raiz da palavra "violentar-me", neste contexto significa "impedir-se". Com isto Saul queria dizer, "Tentei ser obediente. Impedi-me de ser desobediente o máximo possível. Mas finalmente tive de agir por minha conta e risco."

Como resultado, Deus deixou Saul e revogou sua nomeação como rei. Por que? Porque o Senhor sabia que a partir deste dia, Saul oferecer-Lhe-ia uma fé morta. Ele sabia que Saul não agüentaria outro teste de obediência. Em vez disso, acabaria produzindo maquinações e manipulações.

A incredulidade é mortal, as suas conseqüências são trágicas. E enfrentaremos conseqüências terríveis se tentarmos superar as provas por nós mesmos, em vez de confiarmos em Deus para as superar. Isto é explícito com a vida de Saul. Desde o momento em que Saul tomou a decisão fatídica de tomar as rédeas nas mãos, a sua vida desmoronou-se rapidamente. A sua descrença abriu as portas para todo o tipo de mal no seu coração.

De facto, a vida de Saul ilustra os degraus para a ruína causados pela descrença:

(1) Saul Tornou-se um Legalista da Pior Espécie.

Após ter pecado, a alma de Saul tornou-se rígida e legalista. Este espírito legalista quase provocou a morte do seu amado filho Jônatas.

Jônatas e seu escudeiro decidiram realizar um ataque surpresa à guarnição filistéia. A emboscada causou tal confusão no campo filisteu que eles começaram a lutar entre si, matando-se uns aos outros. O estrondo era de tal ordem que: "e até a terra se alvoroçou" (I Samuel 14:15).

Quando Saul viu os filisteus em fuga, lançou um ataque total. Ordenou às suas tropas para lutar durante todo o dia sem parar. Ao anoitecer, os israelitas estavam tão fatigados que quase entravam em colapso. Mas Saul fez um voto tolo: se alguém parasse para comer antes de a batalha ter terminado, seria amaldiçoado.

Jônatas não conhecia o voto, pois estava a lutar numa área distante. Então fez uma breve pausa na luta. Como tal, aproveitou e comeu um pouco de mel de uma colmeia para se refrescar para a batalha.

Nessa noite, os soldados de Saul não agüentaram mais. Correram com avidez sobre os despojos do que tinham ganho e começaram a assar animais e a comê-los. Ora, a lei judaica estabelecia que qualquer animal deveria ser sangrado antes que pudesse ser comido. Então, quando Saul viu tal coisa, encheu-se de raiva. Replicou: "Vocês não respeitam a lei de Deus". "Eis que o povo peca contra o Senhor, comendo com sangue" (I Samuel 14:33).

Saul tinha se tornado legalista, nomeando-se a si próprio como policial da santidade divina. Sem dúvida, os sacerdotes que ali estavam aplaudiram-no, dizendo: "Graças a Deus Saul está assumindo posição em favor da santidade." Mas, de fato, Saul era o maior pecador em campo: estava em total desobediência, caminhando em estrondosa descrença. No entanto pôde declarar sem reflectir: "Que Deus tenha misericórdia do soldado faminto que quebrar um til da lei, comendo carne sangrante."

Nessa noite, Saul tomou outra decisão tola: decidiu que o exército ficaria toda a noite acordado para continuar em batalha. Entretanto, os sacerdotes protestaram, insistindo para que consultasse primeiro o Senhor. Porém, quando oraram, Deus não respondeu. E aí Saul ficou indignado novamente. Declarou, "Deus não responde porque alguém pecou. Quem é o culpado?" Disse: "Porque vive o Senhor... ainda que seja o meu filho Jônatas, certamente morrerá" (I Samuel 14:39).

Este tipo de autodisciplina é verificado em todos os legalistas. Não confiam em Deus para lhes conceder essa rectidão, então tentam criar uma justiça sua. E acabam por criar um sistema que não tem em conta os seus próprios pecados e, contudo sublinha as falhas dos outros.

Saul decidiu lançar a sorte para descobrir quem tinha pecado. A sorte final caiu sobre si e sobre seu filho Jônatas. Imediatamente, Saul culpabilizou o filho dizendo: "Eu sei que não estou em pecado. Tem de ser tu." Jônatas admitiu que tinha comido o mel, mas disse que nada sabia sobre o juramento. Não obstante, Saul tinha agora entrado numa cruzada moral, empenhando-se para parecer santo. Se Deus não interviesse através do povo, Saul teria morto o próprio filho - apenas para provar o seu zelo sagrado.

Em minha opinião, incredulidade é a raiz de todo o legalismo. Como? Porque ela se recusa a aceitar as promessas de aliança vindas de Deus; as de que Seu Espírito subjuga os nossos pecados, nos dá poder para obedecer, instila o Seu temor em nós, leva-nos a andar em rectidão, dá-nos um ódio santo pelo pecado. Quando nos apartamos da verdade da aliança de Deus, deixando de confiar e esperar que Ele faça o trabalho, tornamo-nos legalistas. Criamos o nosso próprio conjunto de regras rígidas, destituídas do poder do Espírito.

(2) Saul Perdeu Todo Discernimento Espiritual.

A descrença de Saul cauterizou sua consciência, tornando-o distraído quanto ao pecado. Repentinamente, o pecado perde sua "pecaminosidade" aos olhos daquele que, outrora, fora um homem de Deus.

Vemos um exemplo disto quando Samuel ordena a Saul que aniquilasse os amalequitas. O profeta deu a Saul instruções claras para destruir tudo o que dissesse respeito a Ameleque - suas famílias, seu gado, tudo. Não deveria poupar nada nem ninguém.

Contudo, quando a batalha terminou, Saul manteve o rei Agague como troféu vivo. Também guardou alguns dos despojos - o melhor do gado, das roupas e pertences amalequitas. Saul teve até a audácia de erguer um monumento a si próprio, em memória da sua vitória. Uma vez mais demonstrou seu acintoso desrespeito para com a palavra de Deus.

Quando Samuel chegou, não acreditou no que via. O campo de batalha tornara-se numa grande feira. As pessoas comercializavam gado, experimentavam roupas, assavam animais. Porém, o maior dos cúmulos é que lá estava o rei Agague em meio à cena.

Samuel dirigiu-se a Saul e perguntou: "Saul, que algazarra é esta que eu ouço?" Saul respondeu mentindo descaradamente: "Ah, o povo está a separar algum gado para que possam sacrificar ao Senhor por esta grande vitória. Mas destruí todo o resto. Acatei fielmente o mandamento do Senhor. Vamos ter um grande reavivamento."

Samuel chorou alto. Perguntou a Saul, "Porque, pois, não atentaste à voz do Senhor, mas te lançaste ao despojo e fizeste o que era mal aos olhos do Senhor?" (I Samuel 15:19). Saul respondeu, "Antes, dei ouvidos à voz do Senhor... e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequitas destruí totalmente" (verso 20).

Como pôde Saul ser tão cego? Mentiu diante de claras evidências de que desobedecera. Porém, tragicamente, Saul acreditou na própria mentira. Perdera todo o discernimento.

Alguns cristãos hoje em dia são exatamente como Saul. Entregam-se à toda espécie de desobediência, depois vão directamente para a igreja orar: "Senhor, dei-te o meu melhor. Toma - aceita o meu sacrifício de louvor." Estes crentes são como a mulher descrita em Provérbios: "Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, limpa sua boca e diz não cometi maldade." (Provérbios 30:20).

Como é que os cristãos chegam à uma situação destas? Começa quando recusam aceitar a justiça de Deus pela fé. Tentam estabelecer sua própria justiça tornando-se em legalistas e julgando os outros. Vacilam na fé, não esperando em Deus pela direcção - e fazem as coisas à sua maneira. Com o decorrer do tempo, perdem o discernimento, as suas consciências tornam-se totalmente cauterizadas. Finalmente, tornam-se partidários do próprio pecado.

De acordo com as Escrituras, é aqui que as sementes do ocultismo ganham raízes. Aos olhos de Deus, a desobediência em se crer na Sua palavra eqüivale à feitiçaria. Como Samuel disse a Saul nesta ocasião: "Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria." (I Samuel 15:23).

(3) Quando o Discernimento É Perdido e a Consciência Cauterizada, Não Há Defesa Possível Contra o Espírito de Inveja.

"E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e o assombrava um espírito mau, da parte do Senhor" (I Samuel 16:14). Bem, Deus não enviou, literalmente, um espírito maligno sobre Saul. Apenas permitiu que o inevitável sucedesse. Veja, quando uma pessoa que é regida pela descrença chega a este ponto - tornando-se legalista, perdendo o discernimento e cauterizando a consciência - não há defesas contra a invasão dos espíritos de ciúme e inveja. E estes espíritos gémeos atemorizam toda a alma em que entram.

Por esta altura, Saul começa a ter espasmos demoníacos, vociferando e irando-se com todos. Os seus servos ficaram tão atemorizados, que chamaram Davi para tocar sua harpa e cantar salmos para Saul, tentando acalmar seu espírito. Claro, Davi era um homem que confiava totalmente no Senhor - e sua música ungida trouxe paz à alma de Saul.

O rei ficou tão grato que fez Davi capitão do exército. Porém quando este mostrou coragem e habilidade em batalha, Saul encheu-se de insana inveja contra ele. A inveja torna crentes em pessoas abomináveis. Todo aquele que não confia em Deus não confia nos outros tampouco. E pessoas invejosas ou ciumentas acusam os outros dos pecados mais evidentes neles próprios. Mais ainda, vêem-se como vítimas. Estão convencidas de que os outros estão sempre com inveja delas, constantemente a falar delas, constantemente a persegui-las. A inveja não é apenas uma fase que as pessoas atravessam - é um espírito vindo do inferno. Tira do povo de Deus todo o propósito celestial. Faz com que se concentrem em suas batalhas pequenas e carnais.

Pergunta-se de onde é que o seu espírito de ciúme vem? Insisto em que você olhe para trás, para os seus tempos de provação, e pergunte a si mesmo como é que reagiu. Comprometeu-se a confiar em Deus, aconteça o que acontecer? Ou abrigou o pensamento de que Deus não chegou a tempo para si?.

Considere o final trágico da alma incrédula de Saul. A sua última consulta antes de partir para a eternidade foi com uma bruxa. Escute as palavras finais de Saul: "Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais" (I Samuel 28:15).

Porém, há boas novas para todo o crente nesta era da Nova Aliança. Cristo pagou a penalidade da nossa rebelião. (Claro está que a graça de Deus e o Seu perdão estavam disponíveis para Saul, mas o seu coração manteve-se teimoso - e um coração obstinado nunca deseja misericórdia).

Jesus veio para quebrar o feitiço da descrença - para quebrar as correntes do legalismo e livrar-nos das algemas da inveja. Mas primeiro temos de admitir o nosso pecado. Temos de confessar a nossa incredulidade - e depois lançar o nosso futuro, a nossa liberdade e nosso livramento totalmente aos cuidados de Jesus. Ele chegará a tempo. O nosso papel é não fazer nada - apenas confiar Nele.

Temos que perceber que estamos sendo testados. E Deus assegura que todo o que persevera em fé e crê Nele, não importa quão desesperadora pareça a situação, será honrado. "Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa que o ouro, que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra e glória, na revelação de Jesus Cristo" (I Pedro 1:7).

A Lavoura e o Tempo

“Porventura lavra continuamente o lavrador, para semear? ou está sempre abrindo e desterroando a sua terra? Não é antes assim: quando já tem nivelado a sua superfície, não espalha a ervilhaça, não semeia o cominho, não lança nela o melhor trigo, ou cevada no lugar determinado, ou o centeio na margem? Pois o seu Deus o instrui devidamente e o ensina” (Is.28.24-26).

         Durante todo o período correspondente às narrativas bíblicas, a agricultura foi uma das principais atividades econômicas. Nela se ocupava grande parte da população ativa. Por esta causa, a figura do lavrador e o seu trabalho aparecem com freqüência nas Sagradas Escrituras, servindo como ilustração para ensinos morais e espirituais diversos.
        O profeta Isaías estava perguntando: Será que lavrador lavra o tempo todo? Sabemos que não. Pois este é apenas o início do seu trabalho, que inclui muitas outras tarefas.

A lida no campo pode ser resumida nas seguintes etapas:

        1 – Lavrar – Depois de escolher uma boa terra, deve-se prepará-la, tirando pedras e ervas daninhas, nivelando e revolvendo o solo para que se torne receptivo e adequado para a semente. Nessa parte entra o trabalho com o arado, geralmente puxado por uma junta de bois, unidos pelo jugo.
“Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc.9.61).
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mt.11.29).

        2 - Semear – Além de preparar o solo, o homem do campo precisa selecionar a semente, conforme sua espécie, quantidade e qualidade, e lançá-la à terra. A semeadura parece um desperdício, uma perda. É como se a semente fosse jogada fora. Por isso muitos não semeiam. Preferem comer toda a semente, pois sua visão está apenas no aqui e no agora. O semeador vê o futuro e por isso renuncia sua semente no presente.
“Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão; pois tu não sabes qual das duas prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão, igualmente boas” (Ec.11.6).

“Semeai para vós em justiça, colhei segundo a misericórdia; lavrai o campo da lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós” (Os.10.12).

        3 – Esperar a chuva – Por mais que o homem do campo trabalhe, ele também depende de Deus. Quanto maior a lavoura, maior é essa dependência. O lavrador sabe que nem tudo está em suas mãos. Sua parte já foi feita, com muito esforço. Agora é preciso ter fé e paciência.
“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, e regozijai-vos no Senhor vosso Deus; porque ele vos dá em justa medida a chuva temporã, e faz descer abundante chuva, a temporã e a serôdia, como dantes” (Joel 2.23).

        4 – Germinação – em contato com a água, a semente germina, lançando seus renovos. É vida que nasce da morte. A semente estava sepultada. Aquele parecia seu fim, mas Deus realiza o milagre do renascimento. A palavra que sai da boca de Deus é como a chuva. Ela cai em nossos corações e nos renova, vivifica e nos faz crescer.
“Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12.24).

“Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Is.55.10-11).

        5 – Cuidar da lavoura – O agricultor precisa zelar pela plantação. Enquanto as plantas são pequenas, é necessário evitar que sejam pisadas. Em todo o tempo, é importante cuidar para que ninguém as arranque. É necessário também vigiar por causa das pragas, insetos, aves e animais.
“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas; pois as nossas vinhas estão em flor” (Ct.2.15).

          6 – Esperar pelo fruto – O lavrador precisa ser paciente, enquanto cuida da lavoura e aguarda a produção. Antes do fruto, muitas ervas e árvores produzem flores. É o maravilhoso anúncio do resultado final que se aproxima. Depois do surgimento dos frutos ainda é preciso esperar que amadureçam. Enquanto isso, os cuidados aumentam.
“Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estão abertas as suas flores, e se as romanzeiras já estão em flor” (Ct.7.12a).

“Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas” (Tg.5.7).

        7 – Colher os frutos – Enfim, chega a época da colheita, como recompensa por todo o labor e espera do lavrador.
“Aquele que sai chorando, levando a semente para semear, voltará com cânticos de júbilo, trazendo consigo os seus molhos” (Salmo 126.6).

         Um dos principais elementos que regem a vida do agricultor é o tempo. Ele precisa conhecer as estações do ano e agir de acordo com cada uma delas, plantando, cuidando, esperando e colhendo. Ele não pode inverter a ordem. Não é possível colher sem ter plantado, a não ser que se queira roubar na propriedade alheia.
          As tarefas agrícolas não podem ser realizadas com muita antecipação nem com atraso. Na época da chuva não é possível preparar o solo nem lançar a semente. O resultado seria um grande lamaçal, com a enxurrada carregando os grãos. Quando chega a época da ceifa, é possível que o lavrador já esteja muito cansado, mas ele não pode relaxar. Adiar a colheita pode significar perda total.
“Abundância de mantimento há na lavoura do pobre; mas se perde por falta de juízo” (Pv.13.23).

         O ciclo da agricultura é comparável à vida de cada um de nós, com muito trabalho, fé em Deus, paciência e produtividade. Salomão comparou a juventude à primavera (Ec.11.10). Nossa existência é dividida em estações, com tempos adequados para cada propósito. Não podemos ignorar tal coisa. Não devemos ser precipitados em nossas realizações, adiantando demais os fatos, nem ser omissos, negligentes ou preguiçosos, deixando de fazer aquilo que deve ser feito no tempo certo.
“O que ajunta no verão é filho prudente; mas o que dorme na sega é filho que envergonha” (Pv.10.5).

         Vejamos alguns exemplos de inversão na ordem natural da vida: Há muitas crianças trabalhando, quando deveriam estudar e brincar. Por outro lado, muitos jovens só querem se divertir, quando deveriam também estudar e trabalhar. Outros antecipam as relações sexuais, a gravidez e a constituição da família, sem que tenham se preparado para isso. Algumas vezes, encontramos pessoas bastante idosas que estão ingressando na faculdade, porque não o fizeram na juventude. Todo tempo é propício à aquisição do conhecimento, mas se isso acontecer muito tarde, o indivíduo não colherá o que está plantando.
“Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou” (Ec.3.1-2).

         Muitos fatos ocorrem por força das circunstâncias, causando desordem na vida. Compreendemos isso. Entretanto, há quem perca seu tempo por outros motivos: preguiça ou negligência.
         É imprescindível que cada um se conscientize do momento em que está vivendo. Qual é a estação atual? Para muitos de nós, ainda é tempo de semear, tempo de plantar. Não percamos a oportunidade.
         Quando chega o tempo de colher, e não existe fruto aprazível, o indivíduo começa a murmurar. Acusa Deus, o governo, os pais e a família. Culpa o destino, revolta-se e se desespera. Entretanto, não se recorda de sua negligência na época da semeadura. 
          Existem também aqueles que vivem praticando o mal sem saber que seus atos são sementes. O que fazem hoje lhes será feito amanhã de modo multiplicado.

“Falam palavras vãs; juram falsamente, fazendo pactos; por isso brota o juízo como erva peçonhenta nos sulcos dos campos” (Os.10.4).

“Lavrastes a impiedade, segastes a iniqüidade, e comestes o fruto da mentira” (Os.10.13).

        “O que semear a perversidade segará males” (Pv.22.8).
         “Pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gal.6.7).
          Além dos estudos e do trabalho, seja natural ou espiritual, semeamos em cada ato, palavra ou gesto para com o próximo. Cada semente, boa ou má, se multiplicará e retornará para nós no tempo da ceifa.
         Cabe, portanto, a cada um de nós, escolher bem as sementes para que a nossa colheita seja excelente. Façamos hoje o deve ser feito, pois amanhã pode ser muito tarde.
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gal.6.9).
         Queremos colher muito, mas semeamos pouco. Somos econômicos na semeadura e ambiciosos na colheita. Fizemos algo para Deus ou para o próximo e achamos que foi suficiente. Não se acomode. Trabalhe mais. Semeie mais.
“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará” (IICo.9.6).
“Eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça” (João 15.16).


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FONTE:
igrejaaguas.blogspot.com/2009/04/tempo-de-deus.html
 estudoscristaos.com/.../estudo-cristo-como-entender-o-tempo-de.html
 www.midiagospel.com.br/newsletters/.../tempo-de-deus-estudos-bibli...
Festudos.gospelmais.com.br › Vida Cristã
www.estudosgospel.com.br/estudos/diversos/tempo-de-deus.html
 www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=3563
 www.emjesus.com.br/index.php?area=mensagens&acao=ler...
 www.cristianismohoje.com.br/materia.php?k=891



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