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sábado, 3 de novembro de 2012

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BALAÃO

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Amaldiçoando a Nós Mesmos
Balaque, rei de Moabe, estava amedrontado. Ele sabia que Israel era um povo numeroso e este rei estava a par do sucesso deste povo. Agora Israel estava acampado na fronteira de seu país! Ele enviou mensageiros ao profeta Balaão, pedindo-lhe que viesse amaldiçoar Israel (Números 22). Balaão, instruído pelo Senhor, recusou mas Balaque mandou mais mensageiros, oferecendo recompensas ainda maiores. Balaão estava possuído por sua cobiça e desejava fazer o que Balaque pedia. Quando Balaão consultou o Senhor novamente, foi-lhe dito que fosse com os mensageiros.
Quando Balaão chegou a Moabe, a única coisa que ele pôde fazer foi abençoar Israel! Três vezes Balaque fez preparações para Balaão amaldiçoar Israel e todas as vezes o Senhor não permitiu que ele amaldiçoasse Israel; em vez disso, o profeta pronunciou bênçãos sobre Israel. Balaque enfureceu-se com Balaão e mandou-o embora (Números 23-24).
Este, porém, não é o fim da história. Mais tarde, o povo de Israel pecou, cometendo fornicação e idolatria com as mulheres moabitas, e Deus enviou uma praga que matou 24.000 israelitas (Números 25). A Bíblia informa que foi Balaão quem aconselhou Balaque a instigar Israel a participar da idolatria (Números 31:16; Apocalipse 2:14; Judas 11; 2 Pedro 2:15). Balaão foi incapaz de amaldiçoar Israel diretamente, mas evidentemente entendeu o valor de colocar uma pedra de tropeço diante da nação!
O perigo da ganância é obvio na vida de Balaão. Ele foi reprovado pela sua própria jumenta (Números 22:21-34) e mais tarde foi morto numa batalha com os israelitas. Contudo, talvez, uma lição mais sutil nos espera nesta história. Deus protegeu seu povo não permitindo que Balaão o amaldiçoasse, mas Israel trouxe maldições sobre si mesmo ao desobedecer o Senhor. Do mesmo modo, Deus prometeu proteger seu povo escolhido de nossos dias, a igreja (João 10:28-29). Satanás está limitado em seu poder para afligir o povo de Deus, exatamente como Balaão estava (Tiago 4:7). Contudo, o tentador colocará pedras de tropeço diante de nós e . . . se cairmos, traremos a maldição do pecado sobre nós mesmos!


A História de Balaão



O EPISÓDIO DE BALAÃO — Num 22:2 - 25:18
Os capítulos anteriores do Livro de Números nos mostram os israelitas atacados, mas sempre vitoriosos. Todavia, agora, surge da parte dos inimigos uma nova tática como a precaver o crente das ciladas que o inimigo lhe pode também armar, muitas vezes através de um outro crente para esse fim industriado. Aqueles que durante certo tempo pareciam seguir o Senhor e até dele dar testemunho são frequentemente procurados por Satanás para agirem no mesmo sentido. Reparem na responsabilidade, que cabe aos que se dizem filhos de Deus, de nunca deixar que a sua influência seja usada contra um testemunho fiel à verdade!
No presente caso, a tentativa falhou, evidentemente, pois foi manifesta a intervenção sobrenatural do Senhor. Vacilou a princípio Balaão, e estava pronto para entregar-se, mas Deus estava com ele para o guardar e assim provar que nada impediria os Filhos de Israel de entrarem na Terra Prometida.
Conhecedor das derrotas infligidas pelos israelitas a quantos os atacaram, procurou o rei de Moabe um processo indireto de os destruir. Começou por chamar os anciãos dos midianitas, pois Moabe e Mídia eram aliados, nesse período. Moabe era possuidor do território ao sul dos acampamentos dos israelitas bem como era uma nação estável.
Como os midianitas eram um povo nômade, talvez o próprio Balaque fosse também midianita, embora fosse o rei dos moabitas.
Não se conhecem alusões anteriores à figura de Balaão, a quem a Bíblia daqui em diante apresenta como prestan¬do culto ao Senhor, apesar de não per-tencer à família de Israel. Contudo, no dizer de Pedro a Cornélio (At. 10:35), Deus não distingue os homens pelo país a que pertencem, ouvindo todo aquele que O teme e fazendo o que é justo. Deve-se notar ainda que, se por vezes Balaão se refere a Deus servindo-se deste mesmo vocábulo "Deus", o qual podia aplicar-se a qualquer divindade, não raro ele recorre ao nome especial e característico do Deus da Aliança de Israel, conhecido simplesmente por "Senhor".
Muito se tem discutido a propósito da aplicação a Balaão da designação de verdadeiro "profeta". Diga-se, antes de mais nada, que tudo depende do sentido que atribuirmos a este termo. Assim, a Bíblia não indica uma ocupação ou missão permanente, mas apenas um indivíduo através do qual é concedida uma mensagem. Deus pode, na realidade, servir-se de um profeta apenas temporariamente, substituindo-o mais tarde por outro, de tal sorte que nem todas as suas palavras são inspiradas. Quando Davi disse ao profeta Natã ser do seu agrado construir um templo em honra ao Senhor, respondeu-lhe este: "Vai e faze tudo quanto está no teu coração, porque o Senhor é contigo" (II Sam. 7: 1-3). No dia seguinte, todavia, numa nova mensagem, declarou que só ao des¬cendente de Davi caberia essa honra da construção do Templo (II Sam. 7:4-16). Reparem que Natã era, normalmente, instrumento do Senhor nas Suas mensagens ao povo, mas desta vez ele se serviu apenas das suas faculdades intelectuais para dizer a Davi que o Senhor abençoaria os seus planos relativos à construção do templo, e falhou completamente, pelo que Deus o obrigou a corrigir a afirmação. Como não se duvida que os caps. 23-24 contêm mensagens concedidas por revelação direta de Deus através de Balaão, é certo que era o próprio Deus quem falava pela boca de Balaão, sendo, portanto, em toda a acepção da palavra, um verdadeiro profeta. Isso não significa, porém, que fosse um homem perfeito. Ao contrário, Balaão cometeu vários pecados graves, tal como sucedeu com outros profetas.
Balaque conhecia perfeitamente a capacidade de Balaão. Disse-lhe saber que
todo aquele a quem Balaão abençoasse seria abençoado, e amaldiçoado aquele a quem amaldiçoasse. Não se tratava de qualquer poder mágico, segundo a Bíblia. Apenas Balaque supunha que Balaão fosse dotado desse poder. O próprio Balaão não se arrogava disso, insistindo somente que poderia abençoar aqueles a quem o Senhor abençoasse e amaldiçoar aqueles a quem o Senhor amaldiçoasse.
Mais prudente que Natã, parece Balaão, no episódio acima narrado, em presença das recompensas apresentadas pelos anciãos midianitas, disse-lhes que a resposta apenas seria dada depois de consultar o Senhor.
Quem são estes homens? Isso não quer dizer que o Senhor não soubesse quem eles eram. É que Deus quer que, quando nos dirigimos a Ele, nos possamos manter em estreita comunhão com o Senhor Supremo, exprimindo claramente as nossas idéias. Por vezes, resolvemos um problema apenas em face duma exposição clara.
Quando Balaque ouviu dizer que Balaão recusava aceder ao seu pedido, pensou não ter sido suficiente o primeiro presente enviado. Mas ainda o levou a pensar assim, quando por fim Balaão foi ao seu encontro, sem se lembrar, todavia, que as circunstâncias se tinham modificado completamente, ao chegar a nova embaixada de mensageiros. À primeira embaixada foi-lhe respondido que antes convinha consultar o Senhor. Agora, ele já sabia qual era a vontade do mesmo Senhor. Em princípio, devia recusar o pedido por não haver nada de novo para modificar a primeira resposta. Mas, em vez de seguir a vontade de Deus, que já conhecia, Balaão declarou novamente que iria procurar saber qual a opinião do Senhor a tal respeito. Em si, era um ato de desconfiança, porque, uma vez conhecida a Sua vontade, não há necessidade de proceder a novas consultas. O indispensável é obedecer sem perguntas e sem demoras. Mas o procedimento de Balaão foi devido à tentação dos ricos presentes, que desta vez o cativaram, oferecidos pelos homens. Como devemos ser cuidadosos em antepor a vontade do Senhor a tudo quanto seja a satisfação dos nossos interesses?!! Diz-se do Povo no deserto, que "Deus satisfez-lhes os desejos, mas fez definhar as suas almas" (Sal. 106:15). Em vez de repetir o que Balaão já conhecia de antemão, Deus aparentemente cedeu à vontade de Balaão: "Se aqueles homens te vierem chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que eu te disser" (v.20). Ê essa a atitude de muitos cristãos que se deixam seduzir por falsas considerações! Fazem aquilo que sabem ser contrário à vontade de Deus, julgando continuar fiéis aos compromissos para com Ele. Mas, em geral, falham essas intenções, porque Deus não se contenta com a obediência pela metade. No nosso caso, Balaão levava a cabo a sua empresa, mas o poder sobrenatural de Deus teve mais força que as suas intenções, não se concretizando o que julgara ser de mais utilidade.
Já notamos que a segunda resposta do Senhor a Balaão não foi completa, por visar apenas à falta de confiança na palavra de Deus, quando a Sua divina vontade já era conhecida. Esta conclusão é confirmada pelo que narra o v.22: "E a ira de Deus acendeu-se, porque ele se ia, e o anjo do Senhor pôs-lhe no caminho por adversário".
Deus desejava impressionar Balaão que só devia transmitir as Suas divinas mensagens. Não devia, portanto, desobedecer naquele pormenor de ir, pois dava a entender que podia ir mais além e desobedecer na mensagem do Senhor. Muitos se tornam assim instrumento precioso nas mãos de Satanás, quando partem para um empreendimento com intenções boas. Desta vez, porém, fez-lhe sentir uma intervenção miraculosa de Deus a fortalecer o profeta vacilante, por ser indispensável, conforme aos Seus desígnios, para levar a bom termo o plano da entrada dos israelitas em Canaã. Convinha, pois, que não viesse prejudicar tal plano a fraqueza do profeta.
Segue-se o episódio da jumenta, que, embora sem par na Bíblia, não pode supor-se como mero sonho, parábola ou visão. Se a Palavra de Deus o relata, não pode haver dúvidas para o crente de que na realidade sucedeu. A Bíblia não é um livro comparado ao das fábulas de Esopo ou de La Fontaíne em que os animais aparecem a falar, como se fossem seres humanos. Tais casos não são vulgares nas Escrituras, se excetuarmos o da serpente (Gên. 3) por cuja boca falou Satanás. Ora, se Satanás teve poder para fazer falar uma serpente, por que não daria Deus fala a uma jumenta, se assim o entendesse? Não se faz alusão ao processo de que Deus se serviu para tal efeito. O certo é que Balaão ouviu distintamente uma voz que partia do animal.
Este fato associado às palavras do anjo do Senhor devem ter impressionado profundamente o espírito de Balaão, de forma a impedi-lo de realizar o seu objetivo, não obstante as tentadoras promessas de Balaque. Assim, Deus intervinha, diretamente, num caso de importância extraordinária no plano da Redenção. Os cristãos dos nossos dias, de certo, não esperam milagres deste gênero, em casos de fraqueza ou descrença, como no de Balaão, devendo, no entanto, aprender a viver em constante conformidade com a vontade de Deus, revelada na Sua Palavra, sempre cônscios da presença divina, sem necessidade de O ver com os olhos carnais.
Ao deparar com Balaão, assim se exprimiu Balaque: "Não posso eu na ver-dade honrar-te? (37). Falava como homem do mundo; não como homem de Deus. Mas a resposta foi-lhe dada num termo completamente diferente: "A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei" (38). Sem dúvida Balaque considerava esta resposta como uma réplica cheia de hipocrisia, pois não correspondia ao fato de Balaão ter comparecido. Balaque matou bois e ovelhas, e as enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele (40). O termo zabah, aqui traduzido por "matou", como em Deut. 12:15, 21; I Sam. 28:24; II Cr. 18:2, nem sempre implica sacrifício. A simples idéia é de que Balaque ofereceu um grande banquete para celebrar a vin¬da de Balaão.
Por quatro vezes Balaão anunciou a palavra de Deus numa mensagem especial, embora perdesse a oportunidade de conseguir os ricos presentes que Balaque lhe oferecia para amaldiçoar Israel. Depois de cada um dos dois primeiros casos, Balaque utilizou todos os estratagemas para conduzir Balaão ao objetivo em vista. Sempre, no entanto, replicava Balaão que nada teria a acrescentar à opinião proferida pelo Senhor. Só após a terceira vez, Balaque mandou que Balaão desistisse, não atendendo nem à bênção, nem à maldição de Israel. Balaão continuou as suas mensagens, não só abençoando Israel, mas referindo-se ao destino do povo de Balaque nas mãos dos israelitas.

  • [Definitivamente] professou LEALDADE à Palavra de Deus;
    Então Balaão respondeu, e disse aos servos de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem do SENHOR meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; (Números 22:18);
  • Era ardoroso, eloqüente, e [indiscutivelmente] obtinha RESULTADOS;
    Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; talvez o poderei ferir e lançar fora da terra; porque eu sei que, a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. (Números 22:6);
  • [Sem dúvidas] ele OUVIU a palavra de Deus, CONHECEU o conhecimento de Deus, e teve VISÕES vindas do Todo Poderoso;
    Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos. (Números 24:16)
  • Definitivamente, o ESPÍRITO DE DEUS estava sobre ele;
    E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus. (Números 24:2)
  • Ele PREGOU CRISTO;
    Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete. (Números 24:17) 
  • E [sem dúvidas] ENFATIZOU O SACRIFÍCIO CERTO!
    1 ¶ Então Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros. 2  Fez, pois, Balaque como Balaão dissera: e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3  Então Balaão disse a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura o SENHOR me sairá ao encontro, e o que me mostrar te notificarei. Então foi a um lugar alto. (Números 23:1-3)29  Balaão disse a Balaque: Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros. 30  Balaque, pois, fez como dissera Balaão; e ofereceu um novilho e um carneiro sobre cada altar. (Números 23:29-30)

A jumenta de Balaão (episódio bíblico)

Números 22

21 Então levantou-se Balaão pela manhã, albardou a sua jumenta, e partiu com os príncipes de Moabe.
22 A ira de Deus se acendeu, porque ele ia, e o anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, ele ia montado na sua jumenta, tendo consigo os seus dois servos.
23 A jumenta viu o anjo do Senhor parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão e, desviando-se do caminho, meteu-se pelo campo; pelo que Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.
24 Mas o anjo do Senhor pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo uma sebe de um e de outro lado.
25 Vendo, pois, a jumenta o anjo do Senhor, coseu-se com a sebe, e apertou contra a sebe o pé de Balaão; pelo que ele tornou a espancá-la.
26 Então o anjo do Senhor passou mais adiante, e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
27 E, vendo a jumenta o anjo do Senhor, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão se acendeu, e ele espancou a jumenta com o bordão.
28 Nisso abriu o Senhor a boca da jumenta, a qual perguntou a Balaão: Que te fiz eu, para que me espancasses estas três vezes?
29 Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; oxalá tivesse eu uma espada na mão, pois agora te mataria.
30 Tornou a jumenta a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste toda a tua vida até hoje? Porventura tem sido o meu costume fazer assim para contigo? E ele respondeu: Não.
31 Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra.
32 Disse-lhe o anjo do senhor: Por que já três vezes espancaste a tua jumenta? Eis que eu te saí como adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim;
33 a jumenta, porém, me viu, e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se tivesse desviado de mim, na verdade que eu te haveria matado, deixando a ela com vida.
34 Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: pequei, porque não sabia que estavas parado no caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.
35 Tornou o anjo do Senhor a Balaão: Vai com os mem, ou uma somente a palavra que eu te disser é que falarás. Assim Balaão seguiu com os príncipes de Balaque:
36 Tendo, pois, Balaque ouvido que Balaão vinha chegando, saiu-lhe ao encontro até Ir-Moabe, cidade fronteira que está à margem do Arnom.
37 Perguntou Balaque a Balaão: Porventura não te enviei diligentemente mensageiros a chamar-te? por que não vieste a mim? não posso eu, na verdade, honrar-te?
38 Respondeu Balaão a Balaque: Eis que sou vindo a ti; porventura poderei eu agora, de mim mesmo, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei.
39 E Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote.
40 Então Balaque ofereceu em sacrifício bois e ovelhas, e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele.
41 E sucedeu que, pela manhã, Balaque tomou a Balaão, e o levou aos altos de Baal, e viu ele dali a parte extrema do povo.

A MORTE

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A morte: uma reflexão

 à luz da Bíblia



Pela fé, um crente deve sobrepujar a morte, confiando no sacrifício e vitória de Cristo, crendo de todo o seu coração que ela foi aniquilada em Sua vida.

1. Introdução



A Bíblia ensina que a morte é o término da vida. Não fosse pela segurança da ressurreição (I Co 15:18), com a morte terminaríamos a nossa existência. Todavia, a ressurreição faz a morte ser um sono temporário.


Assim sendo, a morte é um fim para todo o pecado e uma porta aberta para a glória. Pela fé, um crente deve sobrepujar a morte, confiando no sacrifício e vitória de Cristo, crendo, de todo o seu coração, que ela foi aniquilada em sua vida!


"Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória " ( I Co 15. 53-54).


Para termos uma base bíblica mais precisa sobre todo o contexto da morte, creio ser importante um entendimento mais abrangente sobre o que a Bíblia nos ensina em relação aos 3 (três) tipos de morte existentes.

Vamos em frente!

2. Os tipos de morte



Morte espiritual: todos nós nascemos assim, pois nascemos ligados a Adão e à sua herança. Por isto precisamos nascer de novo em Cristo Jesus.


Base bíblica: I Co 15:21,22; Jo 3: 3-6.


Morte física: é a morte do corpo, o qual veio do pó e ao pó voltará, assim como o espírito que nos dá a vida volta para Deus.


Base bíblica: Gn 3:19; Gn 2:7; Ecl 12:7; Jó 34:14,15.


Morte eterna: também chamada de 2ª morte. Será a morte que ocorrerá depois do Juízo Final, onde haverá a separação definitiva dos justos e dos ímpios. Para esta morte não há solução.


Base bíblica: Ap 20:11,15.

3.Para onde vão os mortos?



Para responder a esta pergunta temos que entender a revelação que Deus nos fez conhecer no livro mais antigo que Ele revelou para a humanidade. A passagem está descrita em Jó 10: 20,22. Aqui Deus não fala de céu ou inferno, mas simplesmente de “uma terra de escuridão e sombra da morte, sem ordem alguma e onde a luz é como a escuridão”. O céu, assim como o inferno existem mas, para nós, devem ser entendidos como um acontecimento após o Juízo Final, visto que apenas o diabo, seus anjos e os demonios irão ser lançados no Tartarus (inferno) antes do Juízo Final (Ap 20:10). Nós abordaremos isto mais adiante e, por hora, vamos entender esta importante e reveladora passagem do livro de Jó.


1º) O princípio da existência e da vida é a luz, pois este foi o primeiro ato de Deus em Sua criação ( Gn 1:3); assim como a luz está relacionada com a vida, a escuridão está relacionada com a morte. Por isto, "terra de escuridão e sombra da morte" é o local onde os mortos ficam após esta vida. Este local é de suprema soberania do Senhor Deus, pois é um local sobrenatural - de existência espiritual -, pois quem está neste local são as almas daqueles que partiram deste mundo.


2º) A expressão "sem ordem alguma" significa sem lei, sem natureza, sem modo, sem método e sem disciplina. Isto demonstra claramente a ausência de qualquer tipo de atividade no reino dos mortos. Por isto é comum a expressar “dormir”, ao invés de morrer. Seja para salvos ou ímpios. Analise esta grande revelação recebida pelo profeta Daniel:


"E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno " ( Dn 12:1,2)


.3º) Outra passagem importantíssima foi revelada por Deus através do rei Salomão, no Livro de Eclesiastes, no capítulo 9. Salomão foi o homem que recebeu a mais pura sabedoria da parte do Senhor. Os versículos 5 e 6 dizem o seguinte: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem cousa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma neste século, em cousa alguma do que se faz debaixo do sol ". Aqui nos é mostrado claramente que o reino dos mortos está sob a direta autoridade do Senhor Deus e a transição da vida para a morte representa uma passagem para um mundo estritamente espiritual e reservado para a soberania da manifestação do Senhor.


Complementando esta passagem, também devemos observar o que diz o versículo 10: "Tudo quanto vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde vais, não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma ". Observe que a palavra sepultura quer dizer voltar ao pó, como descrito em Gênesis ( cap 3; vs 19) e que depois, a alma da pessoa morta vai para um lugar sem ordem alguma, como Deus revelou a Jó séculos antes. Sem ordem alguma porque não há obra, indústria, ciência ou sabedoria alguma.


Temos que ter muito temor e prudência antes de falarmos sobre o reino dos mortos, visto que não há sabedoria alguma( nem para Salomão que recebeu-a do próprio Deus) capaz de definir o que acontece no local onde Deus reservou para Si uma exclusiva e absoluta autoridade.


No prosseguimento deste artigo, o Espírito Santo continuará a nos revelar outros aspectos importantes. Vamos adiante!

4. Como é a passagem desta vida para o reino dos mortos?



1º) Quem professa a fé judaica e faz parte da aliança de Deus com Abraão através da Lei, vai para o seio de Abraão.


"Ir para o seio de Abraão" significa que a alma desta pessoa é recebida pelo Senhor e fica no local que Ele designou para os judeus, como parte da herança recebida por Abraão. Analise esta passagem, a qual relata os últimos instantes da vida do rei Davi:


E Davi dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi (I Rs 2:10).


Neste versículo, a palavra "pais", significa aqueles que viveram antes de Davi e professaram a fé no Deus Vivo, através da aliança feita com Abraão.


2º) Quem professa a fé no Senhor Jesus é recebido pelo próprio Senhor, pois aquela alma foi entregue a Ele e, por isto, o Senhor Jesus encarrega-se de receber aquela alma e colocá-la em descanso junto de Si.


Um exemplo maravilhoso foi a vida de Estevão, o primeiro mártir da Igreja:


"E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo. E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu " (At 7: 54-60).


Observe que Estevão, nos últimos instantes de sua vida, viu o Senhor em Sua Glória. Assim também acontecerá conosco, quando chegar a hora de partirmos. Isto porque o Senhor Jesus conhece todos aqueles que tem a Sua marca ( Gl 6:17) e virá buscá-los para que durmam em paz!


3º) Quem não faz parte da aliança com Abrãao ( povo judeu) e nem faz parte da Igreja de Cristo(crentes) também vai para o reino dos mortos.


Já mostramos isto em Dn 12:2. O Senhor Jesus também deixou isto claro:


"Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação " (Jo 5: 28,29).


Jesus diz "os que estão nos sepulcros" e isto quer dizer "os que estão no reino dos mortos". Aqui fica claro que todos estão no reino dos mortos e que não há distinção alguma. Somente após a ressurreição, que significa o Juízo Final.


O apóstolo Paulo também deu este testemunho ao governador Félix:


Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas. Tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos. E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens (At 24: 14-16).


ATENÇÃO: a Bíblia não relata como eles ficam no reino dos mortos, visto que não são judeus e nem fazem parte da Igreja de Cristo. Mas, como dissemos no início, no reino dos mortos não há "ordem alguma". Isto significa que somente Deus, que nos criou e nos formou e nos nos deu corpo, alma e espírito, sabe como é o "dormir" destas pessoas.


Ninguém, biblicamente pode negar a realidade do inferno para o castigo dos ímpios, mas sempre aprendi que, muitas vezes, Deus não revela totalmente seus mistérios. Isto porque sempre haverá um abismo entre o nosso entendimento e o entendimento de Deus. Entre a nossa sabedoria e a dEle. Se alguns ficam no reino dos mortos e sofrem antes do julgamento no Juízo Final, como se estivessem em um "inferno intermediário" ( que a religião católica define como purgatório), o Senhor Deus é o único que tem autoridade para decidir sobre isto, pois repito que o reino dos mortos é de total e completa soberania e autoridade do Senhor Deus.


4º) Assim, todos os que morrem vão para o reino dos mortos e dormem a espera do dia da ressurreição.


Os mortos na aliança de Abraão ( judeus) serão justificados e salvos pela Lei, os mortos em Cristo Jesus ( crentes) serão justificados e salvos pela Graça, enquanto aqueles que dormem sem estarem nestas condições aguardarão o julgamento por seus atos e, alguns, pelos atos da sua fé (aqueles que criaram religiões falsas e contrárias a Palavra de Deus ou que foram motivos de escândalo para prejuízo do Evangelho).


Para você entender melhor este final, releia e medite em tudo o que já leu até aqui. Faça isto e lembre-se de 2(dois) pontos importantes:


1º) Nunca saia fora da Palavra de Deus. Por melhor que seja um pastor, por mais abençoado que seja o livro de algum escritor ou mais revelador que seja um filme, não saia da soberania absoluta da Palavra de Deus.


2º) Antes de ler a Bíblia, ore com sinceridade e peça ao Espírito Santo para dirigir seu entendimento na revelação da vontade de Deus.

O Que a Bíblia Ensina Sobre a Morte e o Julgamento? 



Nascemos, vivemos e morremos. E depois? Esta pergunta tem desafiado a humanidade através da História do Mundo. Nosso entendimento do que acontece após a morte influenciará muito a maneira pela qual vivemos. Para aqueles que procuram agradar a Deus, é importante saber o que ele revelou sobre este assunto. Só por um estudo da Bíblia podemos evitar os perigosos erros da sabedoria humana.


O que é a morte? O que acontecerá depois que morrermos? A Bíblia responde a essas perguntas.

O que é a morte?



A morte é uma separação. Podemos entender este fato claramente, considerando como a Bíblia descreve a morte espiritual. Comecemos no livro de Gênesis, onde encontramos pela primeira vez o conceito de morte.


Quando Deus disse a Adão que não comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele revelou que a consequência da desobediência seria a morte no mesmo dia do pecado (Gênesis 2:17). Com certeza, Deus cumpriu sua promessa sobre a consequência do pecado, porque ele sempre fala a verdade e nunca quebra uma promessa. Por causa do pecado do casal original, Deus expulsou-os do Jardim do Éden (Gênesis 3:23-24). Mesmo tendo Adão vivido, em seu corpo físico, por 930 anos, ele e sua esposa morreram no dia de seu pecado, no sentido de que eles foram separados de Deus. A morte espiritual é a separação de Deus.


O caso de Adão e Eva nos ajuda a entender que é possível estar fisicamente vivo, enquanto morto espiritualmente (veja Efésios 2:1-6, por exemplo). A razão para esta morte espiritual esta separação de Deus é sempre a mesma. Separamo-nos de Deus pelo nosso próprio pecado (Isaías 59:1-2).


A morte física também é uma separação. Quando o corpo está separado do espírito, ele está morto (Tiago 2:26). Eclesiastes 12:7 nos diz que isto é o que acontece no fim da vida física: “O pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.

O que acontecerá após a minha morte?



É claro que o espírito voltará a Deus, mas o que ele fará com meu espírito? Mesmo que a Bíblia possa não satisfazer toda a nossa curiosidade sobre o que acontece depois da morte, ela é clara ao apresentar diversos fatos vitais:


Deus confortará o fiel e mandará o ímpio para um lugar de tormento (Lucas 16:25).


Deus julgará cada pessoa (Hebreus 9:27). Este julgamento será de acordo com a palavra que Deus revelou através de seu Filho (João 12:48). Ele julgará as coisas que fizemos em corpo (2 Coríntios 5:10). Passagens como Mateus 25:31-46 e 2 Tessalonicenses 1:7-12 mostram claramente que haverá uma eterna separação (morte espiritual) entre os justos (obedientes) e os injustos (desobedientes).


Podemos concluir, então, que a morte eterna não é o fim da existência, mas uma eterna separação de Deus. É óbvio no caso do homem rico, porém desobediente, em Lucas 16 que uma pessoa ainda estará consciente, mas que o injusto nunca poderá atravessar a separação para estar na presença de Deus.

Aplicações: Respondendo às doutrinas humanas



Infelizmente, há muitas doutrinas conflitantes sobre a morte e a eternidade. Consideremos, brevemente, quatro exemplos de doutrinas humanas que contradizem o ensinamento da Bíblia.


Doutrina humana: A morte é o fim da existência



As pessoas que não acreditam na existência de Deus, obviamente, negam a ideia de vida após a morte. Outros, mesmo entre aqueles que se proclamam seguidores de Jesus, ensinam que os injustos deixarão de existir, quando morrerem. Em contraste, Jesus claramente ensinou que a existência não cessa com a morte (Mateus 22:31-32; Lucas 16:19-31). O problema fundamental nesta doutrina humana que diz que a existência cessa com a morte, é o erro de não entender que a morte é uma separação, e não o fim da existência da pessoa (veja Tiago 2:26). Algumas igrejas, seguindo doutrinas de homens, negam a existência do inferno, mas a Bíblia mostra que todos serão julgados e separados, os justos para a vida eterna e os ímpios para o castigo eternamente, separados de Deus para sempre (João 5:28-29; Mateus 25:41,46).

Doutrina humana: A reencarnação



Muitas pessoas estão fascinadas pela ideia da reencarnação, incluindo-se aquelas que seguem religiões orientais, como o hinduísmo, e outras que aceitaram a filosofia da “Nova Era” ou os ensinamentos do Espiritismo. A doutrina da reencarnação é que nossa alma voltará, possivelmente centenas de vezes, para viver novamente e para ser aperfeiçoada em consecutivas vidas. A Bíblia não diz nada para provar esta ideia. Em contraste, a Bíblia ensina que morreremos só uma vez. Hebreus 9:27-28 diz: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” Pense no significado desta afirmação. Se uma pessoa precisa morrer muitas vezes, qual é o valor do sacrifício de Jesus? Teria ele também que morrer muitas vezes? Esta passagem mostra que ele morreu uma vez para pagar o preço de nossos pecados. 2 Coríntios 5:10 afirma que cada pessoa será julgada“segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. Neste versículo, Paulo não fala de corpos, mas de um corpo só. O meu espírito não voltará para ser aperfeiçoado em outros corpos. Quando morremos, o nosso espírito volta para Deus. Note, também, que a ideia de que nossas almas são aperfeiçoadas através da reencarnação é absolutamente oposta à doutrina Bíblica de que somos salvos pela graça de Deus (Efésios 2:8-9).

Doutrina humana: O purgatório



A doutrina do purgatório foi propagada pelo catolicismo, e sugere que há uma oportunidade depois da morte para sofrer por causa de certos pecados antes de entrar no céu. Esta doutrina diminui o valor do sacrifício de Cristo, que deu a seus servos o dom gratuito da salvação. Não podemos merecer nossa passagem para o céu, nem antes nem depois da morte. Quando a Bíblia fala da situação dos mortos, ela diz que é impossível ao ímpio escapar dos tormentos para entrar no conforto dos fiéis (Lucas 16:25-26). A doutrina do purgatório, simplesmente, não é encontrada na Bíblia.

Doutrina humana: Comunicação com os mortos



A prática do espiritismo e de algumas outras religiões, ao tentar comunicar-se com os mortos, é absolutamente oposta ao ensinamento da Bíblia. Quando o homem rico de Lucas 16 pediu que um mensageiro dos mortos fosse enviado para ensinar sua família, Abraão disse que isso não seria permitido, e que nem era necessário (Lucas 16:27-31). No Velho Testamento, Deus condenou, como abominações, esses esforços para consultar os mortos (Deuteronômio 18:9-12). A consulta aos mortos é ligada à idolatria e à feitiçaria, coisas que são sempre condenadas, tanto no Velho como no Novo Testamento. É, absolutamente e sempre, errado tentar consultar os mortos.

Conclusão: O que faremos?



O entendimento correto do ensinamento Bíblico sobre a morte tem aplicação prática em nossas vidas. Eis duas sugestões específicas sobre as aplicações que devemos fazer:


(1) Devemos resistir às doutrinas e práticas que não são baseadas na Bíblia, incluindo:


- A ideia de que a existência termina com a morte


- As tentativas de comunicar com os mortos


- A doutrina do purgatório


- A doutrina da reencarnação


(2) Devemos viver de acordo com os ensinamentos da Bíblia, de modo que estejamos prontos, quando encontrarmos Jesus (Mateus 24:42-44; 2 Pedro 3:10-13).

Morte


Como podemos enfrentar a morte? Não devemos ter medo se Deus está conosco. A Bíblia diz em Salmos 23:4 “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.”
Como é a morte? É como um sono. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:13 “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança..” E a Bíblia diz em João 11:11-14 “E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.”
Segundo Daniel, onde dormem os mortos? A Bíblia diz em Daniel 12:2 “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.”
Sabem os mortos algo? A Bíblia diz em Eclesiastes 9:5-6, 10 “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
Mas a morte não é o fim. A Bíblia diz em Isaías 26:19 “Os teus mortos viverão, os seus corpos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó; porque o teu orvalho é orvalho de luz, e sobre a terra das sombras fá-lo-ás cair.”
Que promete Jesus aos que morrem ? A Bíblia diz em Oséias 13:14 “Eu os remirei do poder do Seol, e os resgatarei da morte. Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó Seol, a tua destruição? A compaixão está escondida de meus olhos.”
O poder da ressurreição vem de Cristo. A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:21-22 “Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.”
Por que que Deus deu o Seu Filho ao mundo? A Bíblia diz em João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Ambos os justos e os impios serão ressuscitados. A Bíblia diz em João 5:28-29 “Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”
Os justos serão ressuscitados na Segunda Vinda de Cristo. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”
Que acontecerá depois da ressurreição? A Bíblia diz em Filipenses 3:20-21 “Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.”
Por quanto tempo viveram os justos ressuscitados? A Bíblia diz em Lucas 20:36 “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.”
Quanto tempo têm que esperar os impios depois da primeira ressurreição para que eles mesmos sejam ressuscitados? A Bíblia diz em Apocalipse 20:4-5 “E eles [os justos] reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. (Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem.).”
Qual é o destino dos impios? A Bíblia diz em Apocalipse 20:9 “Mas desceu fogo do céu, e os devorou.”
Quem são os impios? A Bíblia diz em Apocalipse 21:8 “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

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