Translate

terça-feira, 22 de setembro de 2015

O QUE COMER?

.................................................................................................................
................................................................................................................

“Se quiser, e obedecer, você comerá o melhor desta terra”. Mas se recusar, e for rebelde, será morto à espada; assim diz o SENHOR”.(Isaias 1:19-20).

Certo líder religioso caminhava com seu discípulo quando o discípulo lhe perguntou: “Mestre, quando um homem deve se arrepender?” Com muita serenidade o líder respondeu: “Você precisa estar certo de que se arrependerá no último dia de sua vida”. “Mas, …” Protestou o discípulo, “Não sei quando será o último dia de minha vida”. Sorrindo, o líder concluiu: “A resposta para este problema é simples – arrependa-se agora”.

É muito comum ouvirmos pessoas dizerem que terão muito tempo para se arrependerem de seus pecados e pensar em Deus. “Tenho uma longa vida a viver… mais tarde pensarei nesse assunto. Preciso aproveitar minha juventude e gozar de tudo de bom que o mundo oferece”.

Como nos enganamos ao pensar assim! O mundo é traiçoeiro e seus prazeres enganosos. As luzes brilham apenas por um tempo e logo se apagam. Os sonhos transformam-se em pesadelos e a juventude pode ser grandemente desperdiçada.

Se você quer realmente aproveitar sua juventude e gozar a vida da melhor maneira possível, deve, enquanto tem tempo, entregar os seus cuidados a Aquele que pode dar ao homem a vida abundante e eterna. Se não quer correr riscos e “comer o melhor desta terra”, o melhor a fazer é abrir o coração para o Senhor Jesus Cristo.

Muitas vezes adiamos e vamos protelando para deixar a vida de pecados que tanto nos envolve. Pensamos que o que estamos fazendo é o melhor para nossas vidas, mas, em verdade, estamos apenas comendo migalhas em vez das finas iguarias que o Rei dos reis tem colocado à nossa disposição. Às vezes temos tempo de nos arrepender e desfrutar ainda de algum tempo de regozijo e felicidade, outras vezes, somos surpreendidos e não temos mais a oportunidade que julgávamos ter antes de morrer.

O QUE COMER?

Levítico capítulo 11 nos dá uma lista de restrições alimentares que Deus deu à nação de Israel. Essas leis incluíram proibições de comer porco, moluscos, a maioria dos insetos e vários outros animais. Nunca foi a intenção que essas regras alimentares se dirigissem a mais ninguém além de Israel. Jesus depois declarou que todas as comidas era puras (Marcos 7:19). Deus deu ao Apóstolo Pedro a visão na qual Ele declarou que todos os animais eram considerados impuros: “Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou” (Atos 10:15). Quando Jesus morreu na cruz, Ele deu um fim à lei do Velho Testamento (Romanos 10:4; Gálatas 3:24-26; Efésios 2:15). Isso inclui as leis sobre as comidas puras e impuras.

Romanos 14:1-23 nos ensina que nem todo mundo é maduro o suficiente em sua fé para aceitar o fato de que todas as comidas são puras. Como resultado, se estivermos com alguém que se ofenderia por comermos comida “impura” – devemos parar de comer esse tipo de comida para não ofender a outra pessoa. Temos o direito de comer o que quisermos, mas não temos o direito de ofender a ninguém, mesmo se estiverem errados. Para o Cristão dos dias de hoje, no entanto, temos a liberdade de comer o que tivermos vontade de comer, contanto que não cause outra pessoa a tropeçar em sua fé.

Na Nova Aliança da graça, A Bíblia se preocupa muito mais com o quanto comemos do que com o que comemos. Apetites físicos são uma analogia de nossa habilidade de nos controlar. Se somos incapazes de controlar nossos hábitos alimentares, somos também incapazes de controlar outros hábitos, tais como: os hábitos da mente (desejo sexual, cobiça, ira/ódio injustos) e da nossa boca, como os de fofoca e brigas. Não devemos deixar que nossos apetites nos controlem; na verdade, nós que devemos controlá-los. Veja Deuteronômio 21:20; Provérbios 23:2; 2 Pedro 1:5-7, 2 Timóteo 3:1-9, 2 Coríntios 10:5.

O QUE COMER?

O que Paulo quis dizer no capítulo 14 de Romanos ao escrever as seguintes frases: V.2 …o débil come legumes; V.6 …Quem come para o Senhor come, quem não come, para o Senhor não come. Os versos 7 e 8 também. V.14 …nenhuma coisa é impura. V.21 …é bom não comer carne… Existe alguma explicação para estas afirmações?

Para algumas pessoas, o texto de Romanos 14 à primeira vista parece sugerir a abolição das leis dietéticas de Leviticos 11. Busquemos compreender a mensagem bíblica a respeito deste assunto.

O primeiro passo para compreensão deste texto, é analisar o fato de que em Deus não há nem sequer sombra de variação (Mal.3:6,Tia. 1:17, Heb.13:8), ele não pode mentir (Tito 1:2), Ele disse taxativamente: “Não alterarei o que saiu dos meus lábios” (Sal.89:34)

O segundo passo, é analisar o fato que a carta escrita aos Romanos foi escrita num período de menos de um ano da carta escrita aos Coríntios, ou seja, comparando-se os textos, chega-se a inevitável conclusão que Romanos 14 trata do mesmo assunto de I Corintios 8, ou seja, “carnes sacrificadas aos ídolos…”(I Cor.8:1).

Observe atentamente o que diz Romanos 14:2: “Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes.”, em I Corintios 8:7 definitivamente esclarece: “Entretanto, nem em todos há esse conhecimento; pois alguns há que, acostumados até agora com o ídolo, comem como de coisas sacrificadas a um ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, contamina-se.”

O fraco (Rom.14:2), ou de consciência fraca (ICor.8:7) mencionado por Paulo consiste na falta de conhecimento visto que alguns cristãos abstiam-se inteiramente de alimentos cárneos, o que significa que o seu alimento era restrito a “ervas”, isto é, vegetais “come só legumes”(Rom.14:2). Para o entendimento destas pessoas, os alimentos cárneos oferecidos aos ídolos não deveriam servir de alimento ao crente, no entanto Paulo repreendeu tal entendimento como imaturo: “Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só…”(I Cor.8:4). A partir deste verso passamos a compreender melhor o que Paulo disse aos Romanos: “estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.”(Rom.14:14), ele ainda diz sobre o perigo do mal testemunho em I Cor.8:9-13 e também em Rom.14:13.

Resta salientar que não é por comer ou deixar de comer algo que nos recomendamos à Deus. Seguir as leis dietéticas não pode se transformar num meio de salvação. Em Romanos 14:17 diz: “porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.”, e o mesmo entendimento se encontra em I Coríntios 8:8 “Não é, porém, a comida que nos há de recomendar a Deus; pois não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos.”

Não devemos utilizar textos isolados ignorando a mensagem predominante na palavra de Deus sobre um determinado assunto.

Veja que Paulo tem em alta consideração o corpo. “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós…glorificai pois a Deus no vosso corpo.” (ICor.6:19-20). Ou seja, as leis dietéticas mencionadas na Bíblia, visam trazer saúde ao corpo, e isto é agradável à Deus.

Diversos textos Paulinos exaltam a importância do cuidado com a saúde física; I Cor.10:31, 3:17 e Rom.12:1, O Profeta Isaías escreveu: “Os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor.” (Isa.66:17, ver também Isa.65:2-5, III João 1:2, Juízes 13:4)

Conclusão: Paulo em Romanos 14 está falando a respeito de comer ou não carnes sacrificadas a ídolos. Ele não está diminuindo a importância do cuidado com a saúde, nem abolindo as leis de saúde, dadas amoravelmente por Deus ao seu povo no Antigo Testamento.

O QUE COMER?



Os cristãos podem comer alimento com sangue e carne sufocada?




Muitos crentes sinceros se deparam com dificuldades durante a leitura bíblica. Todavia, como dizia o Dr. Martyn Lloyd Jones, "dúvidas não são incompatíveis com a fé". Deveras vezes, todos nós, nos deparamos com versículos e situações da vida onde não encontramos alguma solução imediata para a dúvida.


Dentre todas as incertezas, está aquela que diz respeito a licitude ou não de se comer alimentos com sangue e carne sufocada. Alguns são os versículos que suscitam tal ponto de interrogação:


- "Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo" (Lv 7.27);
- "Portanto tenho dito aos filhos de Israel: Nenhum dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro, que peregrine entre vós, comerá sangue" (Lv 17.12);
- "Tão-somente o sangue não comereis; sobre a terra o derramareis como água" (Dt 12.16);
- "Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne" (Dt 12.23).


Antes de entendermos tal questão, é preciso fazer uma ressalva que, confesso, me deixa intrigado. Permita-me, o leitor, um brevíssimo desabafo.


Comumente os evangélicos cometem o grave pecado de afirmar que a Lei de Deus, isto é, as leis civis do povo de Israel do Antigo Testamento, não são mais válidas para nós - quando, no entanto, Cristo foi cristalino em dizer: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir" (Mt 5.17). Ele mesmo disse que era a Lei e os verdadeiros profetas eram Sua boca: "E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos" (Lc 24.44). Porém, embora tais pessoas digam que a Lei não está mais em vigor (somente porque não conseguem vê-la sendo aplicada), frequentemente fazem proibições aos membros e à igreja usando a própria Lei! Ora, isto é um disparate profundo! Ou a Lei é válida, dentro do correto entendimento, ou não é!


Bem, exposto o que me deixa intrigado (mas sei que não somente a mim), destrinchemos a questão.


O Antigo Testamento trabalha com formas visíveis que expressam realidades invisíveis. Por exemplo, o tabernáculo e o templo eram Cristo prefigurado, a saber, apontavam para o Cristo que viria (Mt 26.61); as leis de separação de animais, sementes e tipos de tecidos (Lv 19.19), ensinavam ao povo que eles deveriam ser separados ao Senhor (Lv 26.12); o ano do jubileu, tempo em que se restituía a terra àqueles que a haviam vendido para pagar dívidas (Lv 25.13), era uma demonstração do perdão dado por Cristo e do amor que une os irmãos (Jo 13.35). Assim, seguindo esta mesma sequência, temos as referências ao não comer sangue.


O primeiro fato que devemos notar é o sangue não ser o mal em si mesmo. O sangue não poderia ser a malignidade por si só, pois se assim fosse, os sacerdotes não seriam instados a aspergir sangue no templo (Lv 7.14) de Deus. Se a substância "sangue" fosse pecaminosa, de modo algum o Senhor a requereria de Seu povo.


O segundo fato é o sangue ser uma figura que indica vida: "Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne" (Dt 12.23 - grifo meu). Notemos que é uma "figura", algo que remete à vida. Bem sabemos que a vida não está somente no sangue. Uma gota de sangue na estrada não indica que há um ser humano, literal e completo, na partícula. Nosso corpo é formado de muitas "juntas e medulas" (Hb 4.12), "De pele e carne" (Jó 10.11a), "de ossos e nervos" (Jó 10.11b)...


O terceiro fato diz respeito à necessidade, assim como nas leis de separação de sementes e demais coisas, do povo ser instruído a valorizar o sacrifício. Lembremos que o povo de Israel convivia constantemente oferecendo holocaustos (ofertas totalmente queimadas), os sacerdotes degolavam animais (Lv 4.15) e criaturas eram frequentemente oferecidas em sacrifícios ao Senhor.


Assim, Deus havia proibido o comer/beber do sangue, não por uma propriedade intrinsecamente má no sangue, mas, sim, por causa da necessidade do povo aprender a não confundir e se perder na leviandade.


Este fato pode ser provado com os elementos da ceia sob a luz do Novo Testamento (leia 1 Coríntios 11). Nenhum cristão, durante a ceia, crê que os elementos sejam literalmente o sangue de Cristo [1], mas nem por isso é displicente com eles - não se põe a ficar "fazendo bolinha" com o pão ou erguendo o cálice para admirar a textura do vinho contra a luz. Por que assim não se procede? Porque o momento é diferente; mesmo que os elementos sejam os mesmos usados nas casas, para os jantares e confraternizações, naquele momento eles representam algo mais importante. Cuida-se para não banalizar o significado, não o elemento.


Desta forma, quando lemos na Escritura que não dever-se-ia comer sangue, o propósito era ensinar os judeus sobre a necessidade de serem santos (que significa ser separado) ao Senhor, não ingerindo o líquido que o Senhor requeria para apontar o perdão dos pecados em Cristo Jesus (Hb 10).


Portanto, hoje, nós cristãos do Novo Testamento, podemos livremente comer qualquer coisa com sangue (uma carne "mal passada" ou galinha ao molho pardo, por exemplo), pois não mais vivemos nas sombras do que os elementos tipificavam, e sim na luz, às asas do Altíssimo. O sangue, sim, para sempre continuará a significar "vida" (tanto que somos instados a somente o utilizar na ceia, a fim de seguirmos o padrão bíblico), mas não mais como motivo de separação. Pelo sangue de Cristo estamos unidos a Ele, de modo que o sangue, o líquido, não deve ser proibido aos cristãos.

O que dizer, por fim, do versículo, "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes" (At 15.29; 21.15)? Para entendermos, é preciso analisar o porquê da recomendação apostólica.

No início do capítulo 15 é relatado que, "alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos" (At 15.1). Aqueles cristãos advindos do judaísmo não se conformavam com o fato de não haver mais necessidade de circuncisão física, pois agora ela se dava no coração (Rm 2.29). Havendo, então, esta dificuldade para conciliar a vida de judeus convertidos com gentios convertidos, "Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto" (At 15.16).

Tal assunto não foi facilmente resolvido, de modo que lemos haver ocorrido "grande contenda" (At 15.7) até mesmo entre os apóstolos e anciãos (demais presbíteros reunidos). Pedro se levanta em meio à assembleia e relembra aos irmãos, "que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem... dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" (At 15.7-10). A razão para isso era a referência à Lei, que nos dizeres do escritor de Hebreus: "(Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou)" (Hb 7.19). Os judaizantes estavam tentando persuadir aos convertidos de que a observância da Lei, por si mesma, seria a causa da salvação - e nisto estavam errados.

Com isso em mente e a discussão em pauta, "tomou Tiago a palavra, dizendo: Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome...Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue" (At 15.13-14, 19-20).

Qual é, pois, a solução para nosso problema? Muito simples. Uma vez que a Igreja de Deus florescia com judeus e gentios vivendo conjuntamente, era necessário estabelecer um padrão, de modo que os judeus não se escandalizassem pela não prática de certos ritos da Lei que haviam cessado em Cristo e, também, de maneira a não levar os gentios (todos os outros povos que não eram judeus) a viverem licenciosamente, como se nada devessem observar.

Este mesmo princípio, a saber, o de não ser escândalo para o próximo, foi aventado pelo apóstolo: "Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize" (1Co 8.13). Ora, uma vez que a Bíblia não pode se contradizer e notro lugar lemos, "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Cl 2.16-17), o entendimento só pode ser um: que o motivo pelo qual os crentes do início do Novo Testamento deveriam se abster de sangue e carne sufocada, não era pela natureza em si dos elementos ou pela forma como ela era obtida, e sim para evitar o escândalo e promover a unidade. Tal qual Paulo estava disposto a nunca mais comer carne (sacrificada a ídolos [veja os versículos anteriores de 1Co 8.13)], caso isto trouxesse consequências na vida dos irmãos mais fracos na fé, bem faremos se de igual modo procedermos.


Que este breve estudo, pela graça e misericórdia de Cristo, o salvador de todos os Filhos de Deus, no qual as cerimônias sangrentas (assim chamadas devido ao sangue) e todas as outras que envolviam prefigurações, foram encerradas e definitivamente substituídas pelo novo Adão, possa, longe de nos levar à devassidão, acima de tudo, nos instar a amar a Deus e ao próximo nos laços fraternais de Jesus.


Louvemos ao Senhor pelo precioso Sangue de Cristo e não temamos o comer e o beber.

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31).



O QUE COMER?

#VocêPergunta: A Bíblia diz em Levítico 11. 7 que a carne de porco era considerada impura. Por isso, aquele povo não podia comê-la. Minha pergunta é: Comer carne de porco hoje em dia é pecado ao cristão? Por quê?

Caro leitor, o texto que você citou diz: “Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo;” (Lv 11. 7)

As restrições alimentares foram dadas por Deus aos israelitas (judeus). Nessa restrição Deus separou os animais em puros e impuros para a alimentação do povo. As restrições no Antigo Testamento parecem indicar que Deus, entre outras coisas, queria fazer distinção entre Israel e os gentios (os outros povos). Os animais puros representavam o povo de Israel, enquanto os impuros representavam os gentios. Essa distinção era vista em diversas leis para diversas áreas da vida, inclusive a alimentação.

Vemos Deus proibindo também várias praticas ao seu povo, que eram praticas comuns a povos pagãos, inclusive alguns hábitos alimentares.

Muito tempo mais tarde, quando a nova aliança mediada por Jesus Cristo passou a incluir os gentios (não-judeus), esses conceitos alimentares foram suspensos, pois, sendo os gentios participantes dessa aliança, já não há a necessidade dessa distinção. É o que chamamos da aplicação da Graça de Deus, que é superior à Lei, mas que a cumpre em todos os seus princípios morais.


Jesus demonstrou a suspensão das restrições alimentares nessa ocasião: “…porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.” (Mc 7. 19).

O principio da lei é mantido quando a Bíblia no Novo Testamento sempre indica a importância da santidade e da pureza (em todas as áreas da vida), que são as marcas de um santo (de um separado, consagrado a Deus). Restrições alimentares, portanto, já não são necessárias.


Por isso, não há problema algum em o cristão comer carne de porco.

Para um aprofundamento maior sobre o assunto, leia Atos 10. 9-16

O QUE COMER?

Canibalismo, o extremo da fome ou da miséria espiritual



O canibalismo é uma prática comum para índios selvagens, mas para os demais seres humanos, representa uma aberração da natureza humana praticada apenas em casos extremos de fome, miséria espiritual ou de ambos, como foi o caso das mães canibais de Samaria (II Re 6:24-33).


No caso de grave fome, pessoas podem chegar ao extremo de se alimentarem de carne humana. Em uma história real, dezesseis sobreviventes de uma queda de um avião nos Alpes da América do Sul, depois de comerem os alimentos que restaram no avião e não haver mais o que comer, não tiveram outra opção de sobrevivência senão comerem os cadáveres das pessoas que morreram no acidente.

A Bíblia anuncia previsões de canibalismo para períodos de grave fome vindos em conseqüência do pecado e da ausência de Deus (Lv. 26:29, Jr 19:9; Lm 2:20; Ez.5:10). Infelizmente, há pessoas que interpretam essas previsões erradamente e afirmam que o Antigo Testamento (AT) incentiva o canibalismo. Isso não é verdade, pois, dentro do contexto, esses textos são previsões e não poderiam ser incentivos do canibalismo pois, no próprio AT, Deus proíbe comer sangue e tocar corpos mortos. Além disso, A Bíblia orienta desde o Gênesis uma alimentação saudável para o homem.

Já o canibalismo como miséria espiritual está relacionado a rituais satânicos ou a estado de grave loucura. Em rituais satânicos, acredita-se que comendo a carne de uma pessoa, absorve-se a energia, e o poder dessa pessoa. No caso de loucura, um exemplo foi o alemão Fritz Harmann, conhecido como o Vampiro de Hannover, que foi condenado em 1924 pelo assassinato de 27 garotos. Ele fazia salsicha da carne dos meninos, não somente para consumo próprio, como também para venda em seu açougue.

O canibalismo, portanto, sempre virá de uma necessidade, da loucura humana ou do primitivo desejo de poder, mas não de Deus.

O QUE COMER?

As mães canibais


Em tempo de extrema fome na terra de Samaria, duas mães combinam de cozinhar e comer os próprios filhos.


II Reis 6:24-33







No tempo em que Jorão reinava em Israel, Ben-Hadade, rei da Síria, cercou todas as terras de Samaria com suas tropas. Por ter suas fronteiras fechadas pela Síria, começou a faltar recursos dentro da cidade de Samaria. Como o comércio havia enfraquecido e a cidade estava desabastecida de recursos, até o que não tinha qualquer valor começou a ser vendido por alto preço. Em pouco tempo, faltava tudo na cidade e Samaria foi abalada por uma gravíssima fome. A situação ficou desesperadora tanto para ricos quanto para pobres. Em Samaria vendia-se até cabeça de jumento por oitenta peças de prata. Já a fome supervalorizou até as fezes de pombos, que eram vendidas por cinco peças de prata cada duzentas gramas.




Mas além da falência da terra, faliu-se também a humanidade das pessoas, que chegaram ao ponto de cometer atrocidades para matar a fome. As pessoas de Samaria, que viviam acostumadas à fartura, agora disputavam fezes de pombos para se alimentarem e algumas chegaram ao extremo de apelarem para o canibalismo para sobreviverem.




Certa vez, estando o rei de Samaria passando pelo muro da cidade, uma mulher tomada por uma aparência de desespero começou a gritar diante do rei dizendo: Acode-me, ó rei, meu Senhor!




O rei olhou para a mulher e friamente disse: Se o Senhor não te acode, de onde te acudirei eu? Terei eu trigo ou vinho para ajudá-la?




Mas vendo o estado de desespero da mulher, o rei disse-lhe ainda: que tens? Ao ouvir o que a mulher disse, o rei entrou em estado de grande abalo emocional.




A mulher apresentou ao rei uma outra mulher, que não tinha o mesmo parecer de desespero, mas, ainda assim, tinha uma aparência castigada pela miséria que assolava Samaria. Era como se o silêncio dessa segunda mulher disesse que pior do que estava não ficaria mais.




A primeira mulher então desabafou aos prantos o que havia acontecido. Ela disse ao rei que a outra mulher disse a ela: já que não temos mais nada para comer, vamos cozinhar o seu filho hoje e comê-lo, e amanhã cozinhamos o meu filho para fazermos a última refeição de nossas vidas. O rei, já em estado de choque, continuou ouvindo a história da mulher. Ela finalizou dizendo que elas jantaram o filho dela, mas que a outra mulher, no dia seguinte, recusou-se a cozinhar o próprio filho e o escondeu, não cumprindo o trato.




Sem poder suportar mais ouvir a miséria das palavras daquela mulher, o rei, em alto estresse emocional, rasgou as próprias vestes.




O rei começou a caminhar pelo muro da cidade em total desconsolo e o povo viu que ele, por dentro, vestia panos de saco, o que em Israel significava um manifesto de grande sofrimento interior.




O rei perguntou ao profeta Eliseu se foi Deus quem fez cair toda aquela desgraça sobre Samaria. O profeta Eliseu deu a seguinte mensagem da parte Deus ao rei: “Amanhã a esta hora, você poderá comprar em Samaria três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada por uma peça de prata.” Essa mensagem anunciava que a prosperidade estava chegando à Samaria e que os dias de fome chegavam ao fim.




No dia seguinte, os sírios já haviam fugido de Samaria e deixado no arraial muita abundância de alimentos. Conforme a palavra do Senhor, Samaria foi abençoada com muita fartura. Fiel é Deus!




Textos sugeridos




IIRe 7:1-2 - Eliseu anuncia, da parte de Deus, prosperidade e fartura para Samaria.

IIRe 7:16-18 - O povo recebe de Deus grande fartura.

IIRe 7:19-20 - A pessoa que não creu no anúncio de prosperidade do profeta Eliseu morre atropelada pelo povo que corria em direção à aos alimentos abandonados no arraial dos sírios.

Sl 37:25 - O justo e a sua descendência não mendigarão o pão................................................................................................................. .................................................................................................................
................................................................................................................ .................................................................................... .................................................................................... ...................................................................................... ....................................................................................

Confira Também:

GRATIDÃO

“Até aqui nos ajudou o SENHOR.” 1 Samuel 7:12b O agradecimento é o minimo que todo homem pode fazer pois a Gratidão é o reconhecimento p...