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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

AS PESSOAS E AS CONTENDAS

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A bíblia diz o que é a ira:

A ira é um movimento desordenado
da natureza pecaminosa do homem,
que o leva a rejeitar com violência tudo aquilo
que o desagrada, e a vingar as ofensas reais
ou imaginárias. É uma das muitas manifestações
do pecado. É o “estado da alma”.
Mateus 16:17





IRA E MAU GÊNIO:



Definições: Má índole ou disposição de caráter, irascibilidade. Forte sentimento de desagrado e geralmente oposição contra alguém ou algo, geralmente causado por injúria real ou imaginária; raiva; fúria; cólera. A ira é um termo amplo que se aplica a vários níveis de emoção que a pessoa pode ou não exteriorizar. Mau gênio aqui refere-se à “tendência de se zangar facilmente”.

 Controlando o seu gênio

Veja porque é importante manter o controle sobre as suas ações:


“Quem se zanga facilmente faz coisas tolas, mas o sábio permanece calmo.” Provérbios 14.17


“A pessoa de mau gênio sempre causa problemas, mas a que tem paciência traz a paz.” Provérbios 15.18


“Vale mais ter paciência do que ser valente; é melhor saber se controlar do que conquistar cidades inteiras.”Provérbios 16.32


“A pessoa sensata controla o seu gênio, e a sua grandeza é perdoar quem a ofende.” Provérbios 19.11


“Deixe que a pessoa de mau gênio sofra as conseqüências disso, pois, se você a ajudar uma vez, terá de ajudar de novo.” Provérbios 19.19 – (NTLH)


“A pessoa de mau gênio sempre causa problemas e discórdias.” Provérbios 29.22


“Controle sempre o seu gênio; é tolice alimentar o ódio.”Eclesiastes 7.9


“Mas agora livrem-se de tudo isto: da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio. E que não saia da boca de vocês nenhum insulto e nenhuma conversa indecente.”Colossenses 3.8


“Porque a raiva humana não produz o que Deus aprova.”Tiago 1.20


“Não fique com raiva, não fique furioso. Não se aborreça, pois isso será pior para você.” Salmos 37.8 


Tratando a doença do mau humor e da raiva.



Efésios 4:26-27: 31-32 “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfemias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”

O que devemos fazer?

1 – Reconhecer o problema.


Efésios 4:31 “Toda amargura, ira, cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós.”


Colossenses 3:8 “Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes, da vossa boca.”

2- Observar do que você se alimenta.


Lucas 15: 27-30 “ E ele lhe disse: veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar, E, saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento; e nunca me dete um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lheo bezerro cevado”.

Jesus conta acima a parábola do filho pródigo, da alegria do pai ao receber de volta o filho perdido. Interessante notar a irritação do irmão pelo carinho que o pai demonstra com o filho que estava perdido e foi achado. Como olhamos as coisas é muito importante.


Provérbios 4:23 “ Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”
Causas da Raiva, Ira:

- Influências – Dor - Injustiças - Expectativas – Frustrações

3 – Ter rápida atitude ou ação ao primeiro sinal de infecção.


Efésios 4:26-27 “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo.


Provérbios 14:29 “ O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura.”


Provérbios 22:24-25 “Não acompanhes o iracundo; nem andes com o homem colérico para que não aprendas as suas veredas e tomes um laço para a tua alma”.


Provérbios 29:11 “Um tolo expande toda a sua ira, mas o sábio a encobre e reprime.”
O que devemos fazer quando a raiva se manifesta:

- Respire fundo, oriente sua mente.

- Use de Sabedoria

- Amadureça
Pessoas maduras :


-Respondem gentilmente


Provérbios 15:1 “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”

- Se relaciona de forma positiva e produtiva


Tiago 1:19 “ sabeis isto, meus amados irmãos: mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

-Perdoa generosamente.



Efésios 4: 31-32 “Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfemias, e toda malícia seja tirada de entre vós. Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”

-Ama sem esperar retorno


I Coríntios 13:4-5 “ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita,não suspeita mal.”

- Responde ao insulto com gentileza.


I Pedro 3:8-9 “E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis, não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário; bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a benção.”

- Busca a paz de todas as formas


Romanos 14:19 “Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo.”

-Não se ofende


Salmos 119:165 “Muita paz tem os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço.”



A ira, muitas vezes, nos sobrevem mesmo sem a nossa vontade. São situações que acontecem, em que somos pegos de surpresa por uma atitude de alguém, e que nos leva à ira. Porém, pelo que diz a palavra, o que não podemos fazer, é deixar que a ira tome conta de nós, que demos vazão, com gestos, palavras ou atos a um sentimento de raiva.

Jamais devemos, por exemplo, agredir, verbal ou fisicamente uma pessoa, por algo que nos irou. Da mesma forma, não devemos deixar que o sol se ponha sobre nossa ira. Ou seja, não devemos alimentar este sentimento indefinidamente, a ponto de levar ao rancor e ao ódio, que são sentimentos contrários ao que Jesus nos ensinou.

A “Nova Tradução na Linguagem de Hoje” traduz este verso de uma maneira interessante. Confira:

“Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva.” (Efésios 4:26 NTLH)

Outra porção do Novo Testamento nos ajuda a compreender o que Deus espera de nós quando os outros nos deixam com raiva é a seguinte:

“Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.” (Colossenses 3:12-14 NTLH)

Existe um dito popular, que diz que não podemos impedir que as aves voem sobre nossa cabeça, mas podemos impedi-las de fazer ninho sobre a mesma. Da mesma forma, muitas vezes não conseguimos impedir um acesso de ira, mas podemos impedir que tal sentimento se transforme em algo pior.


“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo”. Efésios 4:26-27

 Quem nunca se irritou alguma vez com alguma pessoa ou com alguma coisa? Se você nunca se irritou com nada e com ninguém, então seu problema é maior ainda, pois se não peca ao irar-se, peca por não irar-se, se tornou indiferente. Mas será que a ira é uma virtude a ser cultivada ou um pecado a ser evitado? A resposta a essa pergunta depende da resposta que damos a outra pergunta – “o que nos deixa irritados?”. Se o que nos deixa irritados é o menino atrapalhando o trânsito e pedindo uma moeda e não o sistema corrupto que permite que crianças sejam colocadas nessa situação, nossa ira é um pecado e não uma virtude. Mas, mesmo uma ira santa em sua motivação pode se tornar uma ira pecaminosa em sua expressão, o que exige que o assunto seja tratado com temor e tremor. Não se trata de um assunto complicado, apenas complexo, ou seja, mais do que conhecimento sobre o assunto (explicação), precisamos de entendimento do assunto (revelação). Nesse estudo trataremos de duas questões, a primeira é a diferença entre ira e raiva e a segunda tratará de como se irar sem ficar com raiva.

I. Como discernir entre a ira e a raiva – quando a ira é uma virtude e quando a ira se torna um pecado

“O homem de grande indignação deve sofrer o dano; porque se tu o livrares ainda terás de tornar a fazê-lo”. Provérbios 19:19

1. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando sua motivação é errada – a ira é tanto um efeito quanto uma causa de outro pecado. Ela pode ser originada do orgulho ou da inveja e originar o ódio, a murmuração e o ressentimento. Não há como haver um fruto bom de uma raiz ruim. Lembre-se que Deus nos julgará pelos nossos anseios e não simplesmente pelos nossos feitos. Tudo o que não nasce do amor é pecado: a ira se torna cólera, a coragem em atrevimento etc.

2. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando sua expressão é errada – como já foi dito na introdução, mesmo uma ira santa em sua motivação pode se tornar uma ira pecaminosa em sua expressão. O modo como expressamos a ira é tão importante quanto aquilo que a motivou. Se a expressamos com xingamentos, murmurações e agressões, ela é pecado!

3. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando seu alvo é errado – Jesus disse que qualquer que se irar contra seu irmão comete pecado, isto é, o que é relevante perante Deus não é tanto o porquê nos iramos, mas contra quem nos iramos. Precisamos atacar o mal e não o malvado. Precisamos odiar o pecado, mas continuar amando o pecador. É necessário desassociar o pecado do pecador.

4. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando sua finalidade é errada – desejamos suprimir um mal para que um bem seja preservado? Nosso objetivo é defender a glória de Deus ou nossa reputação? Os fins revelam os meios e os princípios!

5. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando sua medida é errada – muitas vezes nossa ira é desproporcional ao que a provocou. Às vezes demonstramos uma grande ira por um problema pequeno. O colérico leva tudo a sério, tanto as coisas relevantes como as insignificantes, e por isso perde de vista aquilo que é realmente importante!

6. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando seu momento é errado – a hora certa para se confrontar alguém é fundamental. Discutir com quem está irado é a mesma coisa de tentar apagar um incêndio com gasolina!

7. A ira deixa de ser uma virtude para se tornar um pecado quando sua duração é errada – breve é o único tempo admitido para a ira. Lembro-me da história de dois irmãozinhos que haviam brigado e sua mãe disse a eles que não poderiam deixar que o sol se pusesse sobre a ira deles. Mais tarde, ao passar pelo quarto de um deles, ouviu uma oração que dizia o seguinte – “Deus, assim como fizeste para seu servo Josué, impeça o sol de se pôr hoje, porque estou com muita raiva de meu irmão e não quero perdoá-lo!” – nós podemos não orar dessa maneira, mas nossas atitudes revelam o mesmo desejo daquela criança!

Reflexão: “Existem aqueles que facilmente se iram e dificilmente se deixam apaziguar, outros que facilmente se iram e facilmente se deixam apaziguar, aqueles que dificilmente se iram, mas dificilmente se deixam apaziguar e também outros que dificilmente se iram, mas que facilmente se deixam apaziguar. Este último grupo é o daqueles que precisamos imitar!”

II. Como se irar sem ficar com raiva – como lidar com a ira e os irascíveis

“Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.
Tiago 1:19

1. Para que a ira esteja sob controle é preciso não confundir traço de personalidade com perversão de caráter – a ira precisa ser uma reação e não uma norma de vida! Precisamos parar de arranjar desculpas para nosso comportamento e procurar perdão para nossas atitudes! A ira é mais do que um simples sentimento, pois tem um elemento chamado vontade anexado a ela. Você já percebeu que nos iramos com nossos familiares, mas não com nosso patrão! Ofendemos os mais frágeis que nós, mas nos resignamos frente aqueles que têm mais autoridade que nós! Isso prova que a ira não é uma reação involuntária de nosso temperamento, mas algo produzido por um caráter afetado pelo pecado! Nosso temperamento influencia nosso comportamento, mas não o determina! Precisamos parar de confundir o normal com o comum! Não é porque todo mundo se comporta de uma maneira ou porque sempre temos agido e reagido de um modo que isso se torna normal. O fato de todo mundo começar a andar plantando bananeira tornaria isso normal?

2. Para que a ira esteja sob controle é preciso não confundir paciência com passividade – mansidão não significa ser frouxo. Paciência não é sinônimo de passividade. Precisamos que nossa capacidade de suportar o mal dos outros seja maior que a capacidade dos outros em infringir-nos o mal! Temos que andar a segunda milha, para que os que nos fazem sofrer se cansem! Muitas vezes a falta de ira em nós é sinal de indiferença e não sinal de um espírito tranquilo! Não somos resultado daquilo que fazem conosco, mas do que fazemos com aquilo que fizeram conosco! A paciência é dinâmica e não passiva, pois implica na sabedoria de saber quando e como agir! Mansidão não é fraqueza, é simplesmente o poder de não se usar o poder!

3. Para que a ira esteja sob controle é preciso entender que o autocontrole só é possível sob o controle do Alto – não basta ter o Espírito residindo em nós, é preciso ter o Espírito presidindo em nós, ou seja, não basta possuir o Espírito é necessário ser possuído pelo Espírito! Lembre-se que o filho do trovão foi capaz de se tornar o apóstolo do amor! Numa vida controlada pelo Espírito as situações que nos provocam a ira se transformam em ocasiões de confiarmos em Deus e em sua justiça!

4. Para que a ira esteja sob controle é preciso entender que a ira não pode ser eliminada, mas deve ser controlada – Moisés, um assassino se tornou o homem mais manso da terra, contudo no final de sua vida, o pecado que ele acreditava ter eliminado, ressurgiu com tamanha força que o privou de ter acesso à terra prometida! Enquanto estivermos nesse mundo, precisamos nos lembrar de que ele é campo de batalha e não lugar de lazer! No que se refere ao pecado gozamos de períodos de trégua, mas nunca de solução definitiva! Um pecado adormecido não é o mesmo que um pecado extinto! O pecado pode estar oculto, mas nunca ausente!

5. Para que a ira esteja sob controle é preciso saber que ganhar uma discussão pode significar a perda da comunhão – queremos ganhar uma discussão ou ganhar um irmão? Queremos estar certos ou ser abençoados? Lembre-se que uma palavra branda desvia o furor, mas uma palavra áspera aumenta o furor.

6. Para que a ira esteja sob controle é preciso entender que um problema meio resolvido é um problema mal resolvido – não basta evitar a manifestação da ira, temos que lidar com sua fonte! Mudar o comportamento sem mudar o coração só piora o problema, porque eliminamos o sintoma, mas continuamos com a doença! Davi derrubou o gigante com a pedra, mas cortou a cabeça dele com a espada. Não deixou o serviço pela metade. Derrubar o gigante sem cortar sua cabeça é dar a ele a chance de se levantar e nos destruir!

7. Para que a ira esteja sob controle é preciso saber que o perdão pode custar muito, mas a falta de perdão custará muito mais – a melhor maneira de nos livrar de um inimigo é fazê-lo nosso amigo e isso só o amor cristão é capaz de fazer! O amor cristão não ama o outro por que ele é amável, mas para torna-lo amável! Perdoar pode ser difícil, mas não é impossível! Qualquer um é capaz de se irar, mas capaz do perdão só aquele que é nascido do Espírito!

 “Pagar o bem com o mal nos faz parecidos com o Diabo. Pagar o mal com o mal nos faz parecidos com nossos inimigos. Pagar o bem com o bem nos faz parecidos com qualquer um. Mas, pagar o mal com o bem é a única prova de que somos parecidos com Deus!”


David Kornfield diz que a ira é o desejo ardente de atacar, corrigir ou destruir algo ou alguém que nos incomoda ou nos ameaça. Como cristãos, precisamos conhecer bem mais esse gigante da alma.


A verdade sobre a ira

A ira é claramente um atributo de Deus e uma experiência comum aos seres humanos, provavelmente de modo universal. Esta ira divina é vigorosa, intensa, consistente, controlada e, invariavelmente, uma expressão de indignação perante a injustiça. É necessário compreender a ira divina, caso desejemos entender a ira humana.

A Bíblia jamais crítica a ira de Deus, mas faz repetidas advertências contra a ira humana. Isto não é evidência de um duplo padrão. A ira contra a injustiça é reta e boa, tanto em Deus como nos seres humanos. Pelo fato de Deus ser sábio, soberano, poderoso, perfeito e onisciente, Ele jamais interpreta mal uma situação, jamais se sente ameaçado, não perde nunca o controle e fica sempre irado com o pecado e a injustiça.

Em contraste, nós humanos interpretamos mal as circunstâncias, cometemos erros de julgamento, reagimos na hora, quando nos sentimos ameaçados ou feridos e, às vezes, respondemos com atos de vingança e represália. Como resultado, a ira humana pode ser prejudicial e perigosa. Ela fornece uma brecha para Satanás, e somos advertidos a esse respeito:“Irai-vos, e não pequeis; não ponha o sol sobre a vossa ira”, Ef 4: 26. Com base nessa e noutras passagens bíblicas semelhantes, temos possibilidades de chegar a várias conclusões sobre a ira humana.

A ira humana é normal. Os seres humanos, criados à imagem de Deus, possuem emoções, inclusive a ira. Essa ira é uma reação necessária e útil, como aconteceu com Jesus, não sendo pecaminosa em si mesma. Paulo endossa essa posição: “Irai-vos e não pequeis...”, Ef 4: 26.

É lícito irar-se. Não devemos, no entanto, confundir a raiva, como outras disposições do coração, como o ressentimento, o ódio, a amargura, o senso de vingança. “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” são as palavras com as quais o apóstolo completa o seu conselho, e não podemos esquecê-las.

Um alimento pode ser muito saboroso, mas se o deixarmos fora da geladeira por muito tempo, ele se estragará e envenenará quem o comer. Da mesma maneira, a raiva estagnada, a mágoa rancorosa, a ira sobre a qual o sol se põe nos envenenam. Precisamos encarar nossa ira e resolvê-la, antes que, abafada pela censura ou insuflada pelo orgulho, se transforme em rancor.

David Seamands diz que a raiva é uma emoção colocada por Deus no coração humano, e é parte da imagem de Deus no homem, para ser utilizada com fins construtivos.

A ira humana pode ser prejudicial. Da mesma forma que outras emoções, a ira pode ser destrutiva caso não seja manifestada de acordo com as diretrizes bíblicas, Ef 4: 26-29. Este texto torna muito claro que entristecemos o Espírito Santo através do amargor, indignação, cólera, gritos, injúrias e malícias, que são a hostilidade da alma.

Paulo, aos Gálatas 5: 20, coloca a ira, a dissensão e a indignação na mesma categoria dos crimes da embriaguês e das orgias dizendo: “eu vos previno, como já fiz, aqueles que praticam isso não herdarão o reino de Deus”.

A ira humana facilmente se torna pecaminosa. Quando começamos a defender nosso Ego, quando atacamos alguém ao invés de atacar o erro dele, quando a chama da ira é alimentada, ela se torna um fogo que destrói. Como dizem por aí: “Depois que o sangue sobe para a cabeça...”.


O alto preço da ira

O Salmo 37:8 diz: “deixa a ira e abandona o furor; não te impacientes; certamente isto acabará mal”. Três coisas acontecem durante um ataque de ira:

a. Alguns órgãos do corpo recebem mais sangue do que o necessário, enquanto outras partes sofrem deficiência do sangue. O cérebro, por exemplo: recebe grande quantidade de sangue, muito além do que necessita. Então fica comprimido, apertado dentro do crânio, provocando grande dor de cabeça. Outros órgãos recebem pouco sangue, causando grandes desarranjos. O estômago, por exemplo, fica com pouco sangue, seus músculos ficam tensos, provocando congestões, úlceras e outros males.

b. Algumas glândulas, durante um ataque de ira, produzem mais substâncias do que o necessário, lançando-as no organismo, especialmente no sangue, provocando manchas vermelhas no corpo.

c. A tensão muscular fica alterada, isto é, fica esticada como corda de violão. A ira pode levar a pessoa a um estado crônico de nervosismo e até a loucura.

Após um ataque de ira é comum a tristeza e a depressão. Grandes somas de dinheiro têm sido gastas com estes desajustes emocionais. Milhares de lares são desfeitos, muitas inimizades, brigas, crimes, prisões têm como motivo a ira. A raiva e o sentimento de amargura causam elevada tensão, a qual, por sua vez, produz o desequilíbrio físico.

O Dr. Martin Podovani (“Curando as Emoções Feridas”) afirma que, se a raiva oculta não for trazida à superfície e analisada, ressurgirá de alguma outra maneira. Aparece frequentemente sob a forma de um problema psicológico, físico ou psicossomático.

Muitas pessoas falam com frequência sobre seus males físicos como colite, dor no peito, perda de cabelo, dor de cabeça, úlcera. Mas o verdadeiro problema dessas pessoas pode ser a raiva com que deixaram de lidar, a raiva que foi sufocada, reprimida, evitada. Uma das principais causas associadas a alguns distúrbios mentais que envolvem rompimento com a vida e a realidade é a raiva não admitida ou examinada.

Considerações finais

Se, de alguma forma, estes problemas lhe afetam, lembre-se de que Deus poderá ajudá-lo a se libertar deste sentimento que lhe está afligindo e destruindo você aos poucos. Jesus quer morar em seu coração. Entregue sua vida a Cristo. Ele vai ajudá-lo a produzir os frutos do Espírito Santo. Comece uma vida de louvor a Deus, só assim será vitorioso. 


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