sábado, 5 de agosto de 2017

COMO SER PAI







CONSELHOS PARA UM PAI



É preciso admitir que ser um bom pai não é fácil. Mas os conselhos da Bíblia podem ajudar. A sabedoria desses conselhos já ajudou muitos pais e suas famílias. Vejamos alguns exemplos.

1. Reserve tempo para sua família


Como você mostra para seus filhos que eles são importantes? É claro que você faz muitas coisas por eles, incluindo sacrifícios para alimentá-los e lhes dar um lar adequado. Você não faria essas coisas se eles não fossem importantes. Mesmo assim, se não passar tempo suficiente com seus filhos, eles poderão achar que são menos importantes para você do que seu trabalho, amigos, diversão e outras coisas.

Quando é que um pai deve começar a passar tempo com os filhos? O vínculo entre mãe e bebê tem início quando ele ainda está no útero. Cerca de 16 semanas após a concepção, o bebê começa a ouvir. Nesse ponto, o pai também pode começar a criar uma relação especial com o bebê. Ele pode ouvir o coração do filho bater, senti-lo chutar, conversar com ele e cantar para ele.

Princípio bíblico: Nos tempos bíblicos, os homens participavam na educação dos filhos. Deuteronômio 6:6, 7 diz: “Estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, e ao deitar-te e ao levantar-te.” De acordo com esses versículos bíblicos, os pais eram incentivados a ter o costume de passar tempo com os filhos.

2. Melhore sua comunicação



Ouça com calma sem ir logo criticando

Para ter uma boa comunicação com seus filhos, você precisa ser um bom ouvinte. Precisa desenvolver a habilidade de ouvir sem perder a calma.

Se seus filhos acham que você vai logo ficar bravo e criticá-los, dificilmente eles se abrirão com você. Mas eles percebem interesse sincero quando você os ouve com paciência. Isso os deixará mais à vontade para expressar seus valiosos pensamentos e sentimentos.

Princípio bíblico: A experiência mostra que a sabedoria prática da Bíblia é útil nos mais variados campos da vida. Por exemplo, a Bíblia diz: “Todo homem tem de ser rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor.” (Tiago 1:19) Pais que seguem esse princípio bíblico têm uma comunicação melhor com os filhos.

3. Dê disciplina amorosa e elogios


Mesmo quando se sentir decepcionado ou irritado, sua disciplina deve mostrar que você se preocupa de verdade com o bem-estar de seus filhos, pensando nos benefícios a longo prazo. A disciplina inclui conselho, correção, educação e castigo, quando necessário.

Além disso, a disciplina funciona muito melhor quando o pai tem o hábito de elogiar os filhos. Um antigo provérbio diz: “Como maçãs de ouro em esculturas de prata é a palavra falada no tempo certo para ela.” (Provérbios 25:11) Os elogios ajudam os filhos a cultivar boas qualidades. Valorizar os filhos tem um ótimo efeito no desenvolvimento deles. Quando um pai aproveita oportunidades para elogiar os filhos, isso os ajuda a ser mais confiantes e os motiva a não desistir de fazer o que é certo.

Princípio bíblico: “Pais, não irritem seus filhos, para que eles não fiquem desanimados.” — Colossenses 3:21, Pastoral.

4. Ame e respeite sua esposa


O modo como um marido trata sua esposa sem dúvida afeta os filhos. Um grupo de especialistas no desenvolvimento infantil comentou: “Uma das melhores coisas que um pai pode fazer pelos filhos é respeitar a mãe deles. . . . Um pai e uma mãe que se respeitam e deixam isso claro para os filhos proporcionam um ambiente seguro para eles.” — The Importance of Fathers in the Healthy Development of Children (Importância do Pai no Desenvolvimento Saudável dos Filhos). *

Princípio bíblico: “Maridos, continuai a amar as vossas esposas . . . Cada um de vós, individualmente, ame a sua esposa como a si próprio.” — Efésios 5:25, 33.

5. Ensine seus filhos a amar a Deus


Pais que realmente amam a Deus podem deixar para os filhos uma herança bem valiosa: a amizade com seu Pai celestial.


Depois de décadas de muito esforço para criar seis filhos, Antônio,  recebeu um bilhete de uma de suas filhas: “Querido pai, obrigada por ter me ensinado a amar a Jeová Deus, ao próximo e a mim mesma — ou seja, a ser uma pessoa completa. Você me mostrou que ama a Jeová e que se importa comigo de verdade. Pai, obrigada por colocar Jeová em primeiro lugar na vida e por tratar seus filhos como presentes de Deus!”

Princípio bíblico: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força vital. E estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração.” — Deuteronômio 6:5, 6.

É claro que há mais envolvido do que apenas esses cinco conselhos e que mesmo dando o seu melhor você ainda não será um pai perfeito. Mas se você se esforçar para colocar em prática esses princípios com amor e equilíbrio, sem dúvida será um bom pai. *


Um bom pai sempre tem tempo para os filhos
https://www.facebook.com/sergio.barbosa.7524879

Sylvan, que nasceu em Barbados, mora em Nova York com a esposa e os três filhos adolescentes. Ele é motorista de ônibus no centro da cidade. Sua rotina não é nada fácil: começa a trabalhar no meio da tarde e vai até às 3 ou 4 horas da manhã. Sylvan folga nas quintas-feiras e sextas-feiras, mas trabalha nas noites de sábado e de domingo. No entanto, sempre tem tempo para os filhos.

“É difícil, mas eu me esforço”, explica Sylvan. “Eu preciso dar atenção personalizada para cada um dos meus filhos. Deixo as tardes de quinta-feira reservadas para meu filho mais velho, quando ele chega da escola. Nas sextas-feiras, fico com o filho do meio. O domingo de manhã é para o mais novo.”


Eles valorizam seus pais



“Ele brinca comigo e lê para mim à noite.” — Sierra, 5 anos.


“Às vezes, quando estamos nos divertindo para valer, meu pai diz: ‘Bem, agora chega, vamos arrumar tudo.’ Outras vezes, depois de fazermos alguma tarefa juntos, ele para e diz: ‘Agora vamos brincar um pouco!’” — Michael, 10 anos.


“Meu pai nunca deixou que seu trabalho ou passatempos o impedissem de ajudar minha mãe em casa. Até hoje, mesmo depois de tantos anos, ele cozinha pelo menos com a mesma frequência que ela, lava a louça, ajuda a limpar a casa e trata minha mãe com amor e carinho.” — Andrew, 32 anos.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O SEGREDO DE UMA IGREJA DE SUCESSO



CARACTERÍSTICAS DO SUCESSO

INTRODUÇÃO: Se a Igreja de Cristo for o que Deus tem em mente, então somos a instituição mais influente no mundo. Os cansados se voltam para ela para que o Salvador lhes tire a carga; os tristes nela encontram conforto e paz; os solitários a doce comunhão; os problemáticos a solução como socorro.
Existem corações famintos à nossa volta. Já tentaram e provaram de tudo. Somente na Igreja eles encontraram satisfação e sentido para a vida. Ah! Como seria bom se todos viessem à Igreja!
É lindo ver uma Igreja cheia de pessoas, mas é melhor ver as pessoas cheias da Igreja. Vejamos o que é que torna uma Igreja de sucesso:
I. UMA IGREJA CENTRALIZADA EM CRISTO, CL 1:18.
“Também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.
1. Cristo tem primazia em tudo; Ele nos comprou, Ap 5:9 (vc fere a Cristo?)
“E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação”.
2. O pastor não é a cabeça da igreja, e sim o anjo (mensageiro)
– cura, ensino, salvação e batismo é o que o anjo leva. Deus está confirmando?
3. Grupos dentro da Igreja não podem ser cabeça
– ministério, obreiros, departamentos, famílias ou partidos, Sl 127:1
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”.
4. Todos devem se sentir parte vital do todo, pois somos membros de um só corpo.
II. UMA IGREJA AVIVADA, AT 2:4,39
“E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem… Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar”.
1. Uma Igreja fria é uma Igreja morta
– não se choca pintinhos numa geladeira; uma igreja fria não gera novos crentes.
2. Uma Igreja avivada atrai pessoas
(Ex.: um estádio vazio na frente de outro com 20.000 pessoas – qual vai lhe atrair?)
3. Uma Igreja avivada é uma Igreja com entusiasmo
– para freqüentar os trabalhos, para participar e se envolver
III. UMA IGREJA FUNDAMENTADA NA PALAVRA, MT 24:45,46; LC 16:10
“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento? Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo”.
1. A Bíblia é uma lâmpada, Sl 119:105
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”.
2. A Igreja não existe para “movimentos”; eles não são obrigatórios, não são essenciais. São uma, dentre muitas formas, de se expressar a glória de Deus
3. Nossas festividades precisam ter a marca da Palavra
– Deixe o caminho aberto para a Palavra
4. Para se ter uma Igreja assim, é preciso obreiros dedicados à Palavra, II Tm 2:15.
Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade
A. Temos que obter aprovação de Deus – aprovado
B. Não podemos ter vergonha do Evangelho – coragem
C. Temos que manejar bem a Palavra – dedicação
É espantoso que haja mestres e pregadores que atravessem os anos sem qualquer esforço de aprimorar sua mensagem e seus métodos didáticos. Entediam suas igrejas com métodos superficiais de ministração. Forçam seus membros repetirem de ano. Qualquer escola estadual seria fechada pelas autoridades estaduais.
IV. UMA IGREJA FIEL, Ap 2:10
Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida
1. Fidelidade é essencial para o sucesso
– Nenhum negócio prospera sem fidelidade. Se somos fiéis no nosso serviço, nunca faltaremos ao trabalho. Algo vai mal, se o nosso trabalho ou nossa vida social pode contar conosco e a Igreja não.
2. Fidelidade atrai pessoas
– se fossemos fiéis na participação dos cultos, seríamos a atração da cidade. “Você está livre? Não tenho um compromisso”.
V. UMA IGREJA AMÁVEL, I JO 4:7,8,12
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Ninguém jamais viu a Deus; e nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado”.
1. Que ame a Deus acima de todas as coisas
2. Que ame ao seu próximo como a si mesmo
– perdidos e caídos devemos ajuda-los e não faze-los cair
VI. UMA IGREJA GENEROSA (FINANCEIRAMENTE BÍBLICA)
1. Nos dízimos, que pertencem ao Senhor.
2. Nas ofertas alçadas, para os projetos da Casa do Senhor.
3. Na ajuda aos necessitados
4. Muitas vezes estamos usando malabarismos como alternativas, ao invés de seguir o plano de finanças de Deus.
VII. UMA IGREJA TOTALMENTE EVANGELÍSTICA, MC 16:15
1. Uma Igreja não-evangelística é uma Igreja em decadência
(Ex.: artista pintou um retrato de uma igreja em decadência: um lindo tempolo, com uma porta aberta, um gazofilácio com uma inscrição “Para Missões Mundias”, coberto de teia-de-aranha)
2. A Evangelização nos faz parecer com a Igreja Primitiva
3. A Igreja Evangelizadora é uma Igreja frutífera
– terá frutos espalhados pelo mundo inteiro
CONCLUSÃO: Seja um instrumento. Não esteja satisfeito apenas em ser mais um obreiro na Igreja. Faça da sua igreja uma igreja diferente – uma igreja de sucesso!

domingo, 23 de julho de 2017

SER BATISTA

O Que é Ser Batista? 

INTRODUÇÃO:
Um seminarista disse-me, não faz muito tempo, que é Batista por circunstâncias: ele converteu-se numa Igreja Batista, mas que não tinha nenhuma paixão por ser isto ou aquilo. Um outro disse-me que era Batista porque, nesse sistema, a Igreja pode fazer o que quer e ninguém tem nada com isso, porque as Igrejas Batistas são autônomas. Bem, nota zero para os dois. Esta é a situação de muitos Batistas nos nossos dias.
E então, incomoda-nos a pergunta: Que é ser Batista?

1. Ser Batista é, antes de mais nada, ser crente no Senhor Jesus Cristo - crente porque converteu-se a Jesus, ao arrepender-se de seus pecados e crer nEle como único e suficiente Salvador. Nos dias atuais, em que muita gente procura igrejas para milagres e para "melhorar de vida" (teologia da prosperidade), há muita gente que está numa igreja, mas nunca teve uma experiência de conversão e não tem certeza da sua salvação. Os Batistas, ao longo da história, têm exigido que integrem-se às suas igrejas aquelas pessoas que já se converteram, sendo então batizados "na base do perdão dos pecados" (tradução correta revista da expressão: "para perdão dos pecados", em Atos 2.38). Nesta mesma linha de pensamento, ser Batista é crer que o crente recebe o Espírito Santo quando crê (João 7.37-39; Atos 2.37-47; Ef.1.13-14), ocasião em que é selado no Espírito Santo, o que lhe dá a garantia da salvação (penhor - Ef. 1.13-14; 2 Cor. 1.18-22;5.5). Daí, não existir "Batista Renovado", "Batista Carismático" e outros semelhantes. Batista, é Batista.

2. Ser Batista é ter identidade doutrinária. Os Batistas sempre conservaram suas marcas doutrinárias, eis porque a expressão muito comum entre os historiadores de: "doutrinas distintivas dos Batistas". Antes de tudo, esta marca começa pela aceitação da Bíblia como única regra de fé e prática. Por exemplo: cremos na salvação pela graça somente, sem a ajuda das obras, porque a Bíblia assim o diz (Ef. 2.8-10). E assim por diante. E as práticas dos Batistas, desde a sua liturgia ou modelo de culto, até os aspectos éticos da vida cristã se regulam por ensinos e princípios bíblicos, principalmente do Novo Testamento. Atualmente, nota-se um movimento sorrateiro no sentido de descaracterizar a identidade das denominações. Fala-se muito de "Unidade na diversidade". Isso não existe. Em termos de religião e de vida espiritual, só existe unidade com identidade. A Bíblia faz questão da identidade, a começar pelos nomes dos servos de Deus. Só para citar dois exemplos: Abrão, significava: "pai exaltado" (Gen. 11.27). Mais tarde seu nome foi mudado em razão de uma experiência com Deus, para: Abraão, que significava: "pai de multidão" (Gen. 17.5). O nome: Jacó, significava "suplantador", porque nasceu agarrado ao calcanhar do irmão. Mais tarde, depois da famosa experiência no Vau de Jaboque, seu nome foi mudado para "Israel", que significava "ele luta com Deus". Os crentes primitivos foram identificados como "Cristãos", por causa do seu Mestre. E nós, os Batistas, termo inicialmente pejorativo, temos esta identidade porque sempre lutamos por uma volta ao Novo Testamento, contra as heresias e desvios doutrinários. Esta é a nossa marca registrada.

A partir da Bíblia como única regra de fé e prática, seguem-se outras doutrinas, como: A natureza congregacional, local, autônoma e democrática da Igreja; a separação da Igreja do Estado; a responsabilidade individual ou da suficiência da pessoa, no sentido de poder, ela mesma aproximar-se de Deus (sem precisar de sacerdotes); a liberdade de consciência (e isto influenciou, via Batistas, a Constituição dos Estados Unidos da América do Norte - Roger Williams); O batismo por imersão para pessoas já convertidas e, portanto, contra o chamado batismo infantil, dentre outras.

Aprendendo no Novo Testamento, os Batistas tornaram-se, ao longo da história, um grupo que pratica a cooperação entre igrejas da mesma fé e ordem. Daí, fizeram história na área de missões, através de convenções e juntas missionárias, mas os Batistas nunca entenderam que uma Convenção, com a qual cooperam voluntariamente, é mais importante do que a Igreja local. Infelizmente, com o crescimento dos Batistas em algumas partes do mundo, como nos Estados Unidos e no Brasil, chegamos a um ponto em que as Convenções tornaram-se um foco de poder político e, como resultado, muitas igrejas começaram a esperar por decisões e planejamentos e até definições das Convenções para realizarem seu trabalho. No entanto, não é esse o espírito Batista. Pelo contrário, o trabalho efetuado por organizações denominacionais se fortalece, à proporção em que a Igreja local cresce e realiza o seu trabalho. Quando a Igreja local se enfraquece, as Convenções e instituições denominacionais também se enfraquecem. Quando uma convenção criada pela vontade de Igrejas Batistas começa a ditar as regras para essas igrejas, essa Convenção está prestes a cair e a perder a sua razão de ser.

3. Ser Batista, por outro lado, é respeitar o pensamento alheio, tanto de igrejas da mesma fé e ordem, como de outras igrejas e religiões. O direito de liberdade de consciência e, portanto, de culto, é princípio do qual os Batistas nunca abriram mão, tanto para si como para os outros, uma vez que eles mesmos aprenderam isso pelo seu próprio sofrimento por perseguições que enfrentaram de outros religiosos. No entanto, só se unem para cooperação com aqueles que são doutrinariamente semelhantes. Basta acompanharmos a história de suas "Declarações de Fé" que, diga-se de passagem, não têm nada a ver com os chamados "credos" católicos e de certos grupos protestantes. E quando as doutrinas dos que estavam juntos não "batiam" com as suas declarações de fé, logo havia uma separação natural, pela atração dos que pensavam semelhante em termos doutrinários. Já a própria Palavra de Deus assevera: "Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3.3).

4. Ser Batista é ser firme e definido nas convicções. Há hoje muita gente que costuma dizer: "Eu congrego com qualquer grupo". Tais pessoas, naturalmente, não sabem o que são e nem para onde vão. Paulo, o apóstolo, dizia: "eu sei em quem tenho crido" (2 Tim. 1.12-14). Batista sempre foi povo de convicções firmes e muitos deles, no passado, foram presos, perseguidos e até morreram por suas convicções. Quem não conhece a maravilhosa história de John Bunyan que, por ser Batista, foi preso, ocasião em que escreveu o livro: O Peregrino?

Como resultado da firmeza e definição dos Batistas, para eles não existe ecumenismo. O ecumenismo tem invadido nossos arraiais e feito uma espécie de "lavagem cerebral" em muitos dos nossos líderes. Mas ecumenismo não existe no Novo Testamento. Aquela linda expressão de Jesus: "Para que todos sejam um como nós", não tem nada a ver com ecumenismo, pois na época não existia nada além do movimento puro, sem heresias, de Jesus. Na verdade, no contexto, Jesus estava se referindo ao seu grupo de apóstolos, por quem orava no momento. Eis porque os Batistas sempre interpretaram a figura da igreja como um corpo (1 Cor 12.13-31), como referindo-se à igreja local e não a uma "Igreja Universal". Até mesmo do ponto-de-vista lógico e prático, seria impossível pensar num corpo com seus membros em diferentes lugares geográficos e contextos doutrinários. O corpo aqui é de cada igreja local, pois o Novo Testamento enfatiza a Igreja local.

5. Ser Batista é crer em Igreja no seu significado neotestámentario. Hoje há uma verdadeira ojeriza ao termo "igreja" por parte de alguns, razão porque estão trocando a palavra "igreja" pela palavra "comunidade". A palavra "igreja", que realmente foi tomada por empréstimo do mundo secular, jamais quer significar "comunidade", mas "congregação". O sentido vem do Velho Testamento (Septuaginta - Velho Testamento em grego), e a palavra grega é a mesma que está no Novo Testamento: "eklesía". Nos dias de Jesus havia um sentido de comunidade implantado pelos Essênios. Eles eram, realmente, uma comunidade. Viviam nos desertos, em grupos isolados, principalmente nas regiões do Mar Morto. Para alguém pertencer ao grupo teria que passar por um tempo de prova e experiência e, sobretudo, teria que trazer para o grupo tudo o que lhe pertencia, inclusive bens imóveis que, daí para a frente, passavam a pertencer ao grupo. Todos viviam juntos sob o comando de um líder e havia regras rígidas para o comportamento no grupo. Os cristãos primitivos quiseram imitar essa comunidade de alguma maneira, mas não deu certo (Atos 4.32-37; 5.1-16). No Novo Testamento, portanto, o sentido de Igreja desenvolveu-se como uma congregação. Mesmo o povo de Israel, quando atravessava o deserto rumo a Canaan, e que vivia de certo modo em comunidade, sob a liderança de Moisés, fazia distinção entre a comunidade do povo e a "eklesía". Ela só existia quando eram tocadas as duas trombetas de prata e o povo se ajuntava diante da "tenda da Congregação" (Num. 10.1-10). Igualmente, nas cidades gregas livres, só havia a "eklesía" quando o arauto convocava a comunidade para ajuntar-se na praça (Atos 19.39). E o povo assim reunido, chamava-se "igreja". Não existe portanto igreja como comunidade. Igreja é congregação e ser batista é crer no sistema de Igrejas do Novo Testamento.

EKKLESIA



ekklesia e sua etimologia "chamados para fora"





Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos?

Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?

Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V?

Ecclesia é uma palavra grega, que quer dizer "igreja", atualmente, mas que significou, originalmente, "curral" ou "abrigo de ovelhas". Trata-se de uma palavra muito difundida no Cristianismo, em que os fiéis são chamados de "ovelhas", que são cuidadas pelos "pastores". O conjunto dos cristãos que se reúnem regularmente em uma igreja também é chamado de igreja, assim como o total dos cristãos de uma mesma seita.


A palavra Igreja tem origem no grego [ekklesia]. Etimologicamente a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek que significa (para fora) e klesia que significa (chamados).


Logo podemos traduzir como chamados para fora, ou, em minhas palavras, voltados para fora (não voltados para o mundo, e sim para os que estão no mundo a fim de levar as boas novas a estes.


A palavra “igreja” traduz o vocábulo grego ekklesia, que se deriva de ek, “para fora”, e de kaleo, “chamar”. Entretanto, na Bíblia, é usada para indicar qualquer assembleia. O uso, e não a derivação, lhe determina o sentido. O uso bíblico mostra que se havia perdido o sentido de “chamados”. “Assembleia” é a melhor tradução.

Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.
Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.
Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
João 10:7-9

O termo EKKLESIA sintetiza de forma impressionante o ser Igreja: São os chamados para fora. No entanto, na história cristã preponderou o caminho inverso, aquele que torna os discípulos em gente ‘chamada para dentro’, para deixar o mundo, para só considerarem ‘irmãos’ os membros do ‘clube santo’, e a não buscarem relacionamentos fora de tal ambiente. E nesse contexto, ironicamente, passamos a experimentar uma existência cada vez menos interiorizada, cada vez menos atenta para o que se dá no íntimo, e cada vez menos reflexiva.

“Ao sair Jesus do templo(...)”
Marcos 13.1

Com sua atitude Jesus demonstra na prática como a Igreja deve atuar. É algo que passa despercebido, mas, repare que Jesus estava saindo do templo. Esta simples ação indicava a função da Igreja, o seu chamado para fora. A Igreja deve sair do templo, direcionar seus esforços ao perdido, ao desviado, aos sedentos por Deus ao redor da terra.

Enquanto Jesus saía, direcionava o seu olhar, sua atenção e o seu foco para os que estavam fora do templo, fora do aprisco.


“Porque o filho do homem veio salvar o que se havia perdido.” 
Mt 10.11



O segredo não estar no sentido entrar no curral para sua salvação, segurança e alimento. mas ao contrario. estávamos preso e jesus nos liberta pela porta e por ele saímos em liberdade, segurança do bom pastor, e teremos alimento. a paz eterna com a segurança dele e no nome dele e com o dever de levar consigo as boas novas aos outros perdidos.

domingo, 23 de abril de 2017

Obrigado por sua Visita

Agradeço à todas as nações pelo carinho, principalmente
aos irmãos dos USA, ao Evangelho Quadrangular, Assémbléias de Deus, Batistas, Pentecostais, Neo pentecostais, Universais, aos Missionários, aos Evangelistas, aos Teólogos, aos Diáconos, aos Presbíteros,
aos pastores José Antonio e Claudio Ornellas, e ao pastor
Fernando de Oliveira da Assembéia de Deus Ministério Ekklesia pelo seu trabalho em missões.

OBRIGADO POR SUA VISITA
PASSAMOS DE

100.000

ACESSOS





AGORA ESCOLHA UM POST AQUI ABAIXO:







domingo, 8 de janeiro de 2017

Hinos da Harpa_Chuvas de Graça

Harpa Cristã - Aleluiah Apps 1 - Chuvas de Graça 1 Deus prometeu com certeza Chuvas de graça mandar; Ele nos dá fortaleza, E ricas bênçãos sem par Chuvas de graça, Chuvas pedimos, Senhor; Manda-nos chuvas constantes, Chuvas do Consolador. 2 Cristo nos tem concedido O santo Consolador, De plena paz nos enchido, Para o reinado do amor. 3 Dá-nos, Senhor, amplamente, Teu grande gozo e poder; Fonte de amor permanente, Põe dentro de nosso ser. 4 Faze os teus servos piedosos, Dá-lhes virtude e valor, Dando os teus dons preciosos, Do santo Preceptor.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

OS PRIMOGÊNITOS



O que significa primogênito e unigênito?


Para definirmos o significado dessas duas expressões, comecemos vendo o uso de cada uma delas em um texto bíblico:

“E são estes os nomes dos filhos de Arão: o primogênito, Nadabe; depois, Abiú, Eleazar e Itamar.” (Nm 3.2)

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16)



A Bíblia usa na maioria de suas passagens a palavra primogênito para designar o filho homem mais velho de um casal. Porém, o termo também pode ser usado para designar a filha mais velha (primogênita) e também a primeira cria de um animal (Gn 29. 26; Lv 27. 26).

Na cultura judaica, o filho primogênito tinha o direito de receber uma porção dobrada da herança dos pais. Esse direito era chamado de direito de primogenitura (Dt 21.15-17).


Já o uso da palavra unigênito é mais restrito e deve ser compreendido corretamente, principalmente quando é usado para designar Jesus Cristo. Unigênito significa o único gerado, o único gerado do mesmo tipo. Podemos aplicar o termo para pais que têm um filho único. Esse filho único é o filho unigênito do casal.

Com relação a Jesus Cristo, a Bíblia diz que Ele é o filho unigênito de Deus: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.” (Jo 1.18). Poderíamos facilmente cometer o erro de entender de forma equivocada essa expressão e chegarmos à falsa conclusão de que Jesus foi criado por Deus, que não passaria de mais uma criatura de Deus como nós o somos. Porém, Jesus, não foi criado, mas gerado pelo Pai. Nesse sentido é que o termo unigênito se encaixa perfeitamente para Cristo. R. C. Sproul explicou bem essa questão dizendo que “O Filho procede eternamente do Pai, não como criatura, mas como a Segunda Pessoa da Trindade.”

Assim, uso do termo unigênito para Jesus em nenhum momento ofende seu “status” de Senhor e Deus, que é afirmado veementemente nas Escrituras.



Em que sentido é Jesus "o primogênito

de toda a criação"?

Colossenses 1:15-20 é uma das passagens mais fortes que afirma a primazia de Jesus Cristo. Este trecho mostra que Jesus é superior à criação, acima de todas as autoridades, e o cabeça da igreja. Em Jesus habita "toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9; 1:19).

Algumas pessoas interpretam a palavra "primogênito" de uma maneira errada, assim tirando Cristo de sua devida posição divina. Ele é Deus que se fez carne (João 1:14) e que veio à Terra para ser "Deus conosco" (Mateus 1:23). Essas pessoas dizem que "primogênito de toda a criação" quer dizer que o próprio Jesus foi criado. Para apoiar esta idéia, alguns até pervertem a tradução da Bíblia, inserindo a palavra "outras" cinco vezes neste trecho (Colossenses 1:16-20) para mudar o sentido do texto (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, a tradução usada exclusivamente pelos Testemunhas de Jeová). Para afirmar que Jesus fez as outras criaturas é como dizer que uma criança está brincando com os outros cachorros. A criança não é cachorro, e Jesus não é criatura. Ele é eterno. Já existia no princípio (João 1:1). Usou o mesmo nome que Jeová usou no Velho Testamento ­ "Eu Sou" (João 8:24,58; Êxodo 3:14).

"Primogênito" nem sempre tem o sentido do primeiro que nasceu. Esta palavra é usada várias vezes na Bíblia para mostrar a posição de honra ou privilégio que alguém recebeu. Por exemplo, Deus chamou Israel de primogênito entre os povos (Êxodo 4:22). Diversas outras nações já existiam séculos antes de Deus criar a nação de Israel. Primogênito não quer dizer, neste caso, o primeiro que passou a existir. Quer dizer simplesmente que Deus colocou Israel numa posição de honra acima de todas as nações. No Novo Testamento, todos os filhos de Deus são primogênitos (Hebreus 12:23) porque Deus os colocou numa posição de honra. No mesmo sentido, o Pai colocou Jesus numa posição de primazia acima de todas as criaturas.

De semelhante modo, Jesus é o primogênito de entre os mortos (Colossenses 1:18). Outras pessoas foram ressuscitadas antes de Jesus, mas ele reina supremo sobre todos. Jesus não é criatura. Ele é Criador, Redentor, e Senhor dos senhores (Apocalipse 17:14).


O Primogenito Da Criação

“O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda
a criação” Cl. 1,15.


Não é possível negar que texto refere-se a Jesus como o Primogênito. Isto está muito claro. A questão aqui é definir o conceito de primogênito usado pelo autor quando o mesmo o aplica a cristo esse termo, por ventura estaria ele afirmando que Cristo teria sido a primeira obra da criação de DEUS?
Com absoluta convicção afirmo-lhes que nunca passou em suas idéias fazer tais afirmações pois estaria ele contrariando a si próprio, já que o mesmo autor em Inúmeras outras referencias afirma categoricamente ser JESUS um ser divino portanto, tal afirmação deve ser totalmente descartada. Veja; Rm. 9,5. Tt.2,13. Diante dessas assertivas so podemos acreditar que Paulo estava falando algo a respeito de Jesus que não era ser ele um ser criado, e juntos vamos analisar com muito cuidado tal expresão.
Espero que após algumas consultas e analise da Bíblia e algo sobre a cultura dos judeus, e o direito de primogenitura, possamos concluir e nos convencermos de que Jesus Cristo é o Verdadeiro Deus e nosso eterno salvador, sendo assim digno de receber toda honrra gloria e nossa adoração.

O Texto

“O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”.

Como harmonizar: “… o primogênito de toda a criação” – com ideia da eterna preexistência de Cristo?
Os eternos negativistas da divindade de Cristo, afirmam que nesta passagem a palavra primogênito tem sentido temporal, “… de modo que ele está classificado entre as criaturas de Deus, sendo o primeiro entre elas”. (Portanto não pode ser Deus.TJ). Seja Deus Verdadeiro, página 35.

Que significa a palavra primogênito?

Quase sempre se pensa neste termo com sentido temporal, significando única e exclusivamente o primeiro criado ou nascido, mas este estudo visa provar que além desta aplicação a palavra é usada na Bíblia com o significado de posição, de preeminência.
Às vezes, primogênito significa um filho amado em grande maneira, o preferido entre os demais.
O termo chega a ser usado com o sentido de um qualificativo superlativo: Isaías 14.30 afirma: “Os primogênitos dos pobres serão apascentados”, isto quer dizer: Os mais pobres, os paupérrimos serão apascentados.
A palavra grega para primogênito é protótokos; Que com suas flexões pode ter o significado de: Primeiro, melhor, mais importante, preeminente, nascido, criança, nascer. Com o sentido de mais importante, mais preeminente. Todos conhecem o título de primeiro ministro, primeira ministra.
A palavra pode e é usada na Bíblia para a primeira criança que nasce: (Sentido Primario)
“Saiu o primeiro, ruivo, todo revestido de pêlo; por isso, lhe chamaram Esaú” (Gn 25.25);
“Todo o que abrir a madre, de todo ser vivente, que trouxerem ao SENHOR, tanto de homens como de animais, será teu; porém os primogênitos dos homens resgatarás; também os primogênitos dos animais imundos resgatarás” (Nm 18.15);
“… e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7);
“Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas” (Hb 11.28).

Referindo-se a Jesus esta palavra é usada sete vezes no Novo Testamento.
Duas vezes, de seu nascimento através de Maria: (Sentido Primário)

“Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus” (Mt 1.25);
“… e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7).

Cinco vezes, não do nascimento físico, mas em sentido figurado:

1.Primogênito entre muitos irmãos:
“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29);

2.Primogênito de toda a criação:
“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15);

3.Primogênito dentre os mortos:
“Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18);

4.Deus introduz o primogênito no mundo:
“E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6);

5.Primogênito dos mortos:
“… e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra” (Ap 1.5).

Destas sete referências a Cristo, a que merece especial atenção é a de Cl 1.15.

“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”.

Notem bem que Paulo não diz que o Filho de Deus foi a primeira criação, mas o primeiro de toda a criação. Na sua relação com Deus, Cristo jamais é chamado primogênito, mas sim unigênito, ou ainda preeminente, único. Será que com a frase “primogênito de toda a criação”, Paulo almejava mostrar que Jesus foi o primeiro ser criado, ou que ele é o primeiro em posição?

O contexto e a Analogia da Fé, nos provam que não há aqui a idéia de mostrar cristo como o primeiro criado, mas o que tem a primazia sobre tudo: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18).

Veja outras afirmações do apostolo com relação a Cristo.

“… aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13).
“… deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!” (Rm 9.5).
“E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6), nos indica de modo bem claro que a palavra primogênito indica a preeminência de Cristo e o seu domínio sobre todas as coisas.

O eminente prof essor de grego nas Universidades de Tennessee e Yale, Isbon T. Beckwith, em seu livro Apocalypse of John, comentando a passagem “… e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano
dos reis da terra” (Ap 1.5), ele afirma que a palavra “protótokos” em primogênito, tem o sentido hebraico de o mais notável em categoria principesca.

F. C. Bruce em seu Commentary on The Epistle to The Hebrews, página 15 nos diz: “Cristo é chamado o primogênito de toda a criação, porque Ele existe antes de toda a criação e porque toda a criação é herança dele”.

Entre os judeus todo primogênito tinha o direito de reclamar quatro privilégios.

O primeiro, a de consagração a Deus (Êx 13,2; 13,15; 22,29).
O segundo, o direito de sucessão nos poderes paternos (Dt 21.17).
O terceiro, a bênção especial do pai (Nm 3.13).
O quarto, porção dobrada porção da herança material paterna (Dt 21.17).
(Ver: “Primogenitura”, Dicionário Bíblico Nova Vida.).

Se os judeus tivessem sido leais a Deus haveriam participado dos poderes da primogenitura em sua forma mais ampla: “Dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito” (Êx 4.22).

Em primeiro lugar, Israel foi o único povo da terra consagrado a Deus;

Em segundo lugar, Israel recebeu uma bênção especial quando saiu do Egito;

Em terceiro lugar, Israel tinha o direito de chegar a ser “a cabeça” das nações, como império mundial (Dn 2.44) e ser reais sumo sacerdotes;

Em quarto lugar, Israel receber a herança da Canaã Celestial.

Todos estes privilégios fizeram com que a palavra fosse empregada figuradamente com o significado de preeminência, respeitabilidade, pessoa digna de toda a atenção.
Temos muitas referências bíblicas que provam esta preeminência, tais como:

Em Gn 41.50-52, mostra que José tinha dois filhos, sendo Manasses o primogênito, mas Jr 31.9, afirma: “Efraim é o meu primogênito”.

Davi sendo o mais jovem entre oito irmãos (1ºSm 17.12), foi ungido rei (1ºSm 16.10-12). Sem preeminência cronológica recebeu as prerrogativas do primogênito (Sl 89; 20.27).
Sinri, não era o primogênito, apesar disso foi eleito o principal: “De Hosa, dos filhos de Merari, foram filhos: Sinri, a quem o pai constituiu chefe, ainda que não era o primogênito” (1ºCr 26.10).

Em Êxodo 4.22, Moisés devia dizer a Faraó: “Israel é meu filho, meu primogênito”. Esta afirmação indica os privilégios deste povo, que é chamado na Bíblia de escolhido, santo, especial e de muitos outros títulos elogiosos (Dt 7.6-7).

Estes privilégios não permaneceram para sempre com Israel, como a História Bíblica nos confirma, mas se reuniram na pessoa de Cristo, como se conclui pela analise de várias passagens como:

“Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei” (Ez 21.27).

“O SENHOR jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Sl 110,4).

“Ele mesmo edificará o templo do Senhor, e será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono e dominará, e será sacerdote no seu trono e reinará perfeita união entre ambos os ofícios” (Zc 6.13).

“O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (Gn 49.10).

“A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá, sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém” (Mq 4.8).

“Tendo, pois a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firme a nossa confissão”.

Dentre os personagens do Antigo Testamento, José e Davi estão entre aqueles que mais se destacaram e não sendo primogênitos pelo nascimento receberam este título em virtude do destacado papel que desempenharam na história do antigo Israel.

Ao pensarmos no título de excelência que receberam – primogênito – e sendo eles um símbolo de Cristo, entenderemos melhor porque nosso Salvador, cinco vezes, recebeu dos escritores bíblicos esta nobilíssima menção.

W. E. Read, Escreveu: “Isto é algo do que Deus queria indicar ao falar de seu ‘Primogênito’. O que se aplica a Israel como povo, aplica-se num sentido muito mais amplo ao Messias – a Cristo Nosso Senhor.

Na palavra primogênito portanto, a ênfase não está necessariamente na descendência física, mas na posição de dignidade, honra e preeminência. Todas as prerrogativas da primogenitura foram atribuídas a Jesus, mas num sentido muito mais amplo e completo.
Cita ainda o mesmo autor de Adão Clarke: “Eu o farei Meu Primogênito. Lidarei com ele como um pai o faz com seu filho primogênito, a quem pertence uma porção dobrada das posses e das honras. A palavra primogênito nem sempre tem um significado literal nas Escrituras. Ela muitas vezes significa simplesmente filho benquisto ou mais amado; alguém que se estima acima de todos os outros, e se distingue por alguma prerrogativa elevada. Assim Deus chama Israel Seu Filho, Seu primogênito. Êx 4.22. No mesmo sentido ela é, às vezes, aplicada ao próprio Jesus Cristo, para indicar Sua supereminente dignidade”.
Adão Clarke, Commentary on the Bible, sobre o Salmo 89.27.

Cristo, o Primogênito

João nos diz que Cristo ê o “primogênito dos mortos” (Ap 1.5). No sentido Restrito de primeiro, o primogênito dos mortos foi Abel, porém Cristo é o principal de todos os que têm morrido, o mais amado de Deus entre os mortos ressuscitados.

Assim é o “primogênito” de toda a criação (Cl 1.15), não por ser o primeiro ser criado (Ele é Pai Eterno: Is 9.6) senão “… para que em tudo tenha a preeminência” (Cl 1.18).

Cristo é o principal de toda a criatura porque é “… o Primogênito do Céu” (Sl 24.7-9); é o Primogênito da Terra: “… ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6).

O Filho de Deus é o primogênito, porque é “… sobre todo principado e autoridade, e poder, e dominação e sobre todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Ef 1.21).

Cristo é o primogênito de Deus Por tem sido eleito:

“E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17);
“Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa” (1ªPe 2.4).

Por tem recebido a bênção do Pai.

“Bendito o que vem em nome do SENHOR. A vós outros da Casa do SENHOR, nós vos abençoamos” (Sl 118.26);
“E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!” (Lc 1.42).

Por ser sucessor do Pai como juiz.

“… e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos” (At 10.42).
Por ser o Rei e Senhor do Universo:
“Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai” (Lc 1.32);
“… a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (1ªTm 6.15).
Por ser chamado o mais amado do Pai:
“E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17).
“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi” (Lc 9.35 – ARC).

Por ter sido exaltado por Deus:

“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9).


A PORÇÃO DO PRIMOGÊNITO E A BÊNÇÃO DA PRIMOGENITURA

"Mas ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver." (Dt.21:17).

O primogênito é o primeiro filho, e tem toda uma doutrina bíblica envolvendo este fato. Quando Deus matou todos os primogênitos do Egito, no Êxodo, dos homens e dos animais, os israelitas foram orientados a resgatar os seus primogênitos com um cordeiro ou cabrito, macho, sem mácula, de um ano de idade. O cordeiro ou cabrito foi morto em lugar de todo o primogênito de israel. A partir daí, Deus diz, referindo-se ao primogênito, “meu é” e “os macho serão do Senhor”.(Ex.13:2,12). Sabemos que todo o povo de israel era o povo do Senhor, sendo, portanto de Deus. Mas os primogênitos eram particularmente propriedade de Deus, e por isso, deveriam ser mortos, ou resgatados, morrendo outro em seu lugar. O menino israelita, macho, com oito dias de nascido era circuncidado, e recebia o nome, e o primogênito, com quarenta dias de nascido, era levado ao templo para ser consagrado ao Senhor. “E, cumprindo-se os dias da purificação d ela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor); E para darem a oferta seguindo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos.” (Lc.2:22-24). Jesus era o primogênito, e teve de se submeter a esse ritual.

Em Nm. 3 Deus toma a tribo de Levi, em lugar de todo o primogênito de israel. “E eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão meus. Porque todo o primogênito é meu.” (Nm.3:12,13).




O primogênito é um tipo do crente do Novo Testamento, pois em Hb.12:23 está escrito que a carreira ou a corrida do crente –v.1 – vai culminar com a sua chegada “À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus.” O primogênito é um predestinado, eleito, e escolhido por Deus, pois só Ele pode determinar quem nasce primeiro, assim como o crente também é. (Ef.1:5,11). Mas ninguém deve se sentir excluído da salvação, pois, embora Jacó não tenha nascido primeiro, acabou ficando com a primogenitura, porque a valorizava. Se os que foram predestinados não valorizam a salvação, você, que acha que não foi escolhido, valorize, pois você não sabe o que Deus disse a seu respeito.(Mt.22:8).(Rm.9:12).

Que a primogenitura podia ser perdida, está ensinado em várias partes da Bíblia. Por exemplo, dos doze filhos de Jacó, o primogênito era Rúben, que a perdeu por ter se deitado com Bila, concubina de seu pai. Na seqüência estavam Simeão e Levi, que não a receberam porque, tomados de ira e furor, usaram de violência e mataram homens. Judá, que vem em seguida, casou com uma mulher cananéia, e acabou cometendo incesto com a nora, Tamar. O certo é que a primogenitura foi migrando, até chegar em José, que era filho da mulher amada. “Quanto aos filhos de Rúben, o primogênito de Israel, (pois ele era o primogênito; mas porque profanara a cama de seu pai, deu-se a sua primogenitura aos filhos de José, filho de Israel; de modo que não foi contado, na genealogia da primogenitura, Porque Judá foi poderoso entre seus irmãos, e dele veio o soberano; porém a primogenitura foi de José). Talvez tenha sido por isso que Deus proibiu beneficiar o filho da mulher amada, em detrimento da filho da não amada, na questão da primogenitura. ( Dt.21:15-17).(Falo do Antigo testamento, quando era permitido ter mais de uma mulher. Agora, na vigência do Novo testamento, só pode ter uma.)

Um dos privilégios do primogênito era ter direito a uma porção dobrada da herança. Como no caso da parábola do filho pródigo – Lc.15:11-32 – a herança era dividida pelo número de filhos, recebendo cada um deles uma porção, sendo que o primogênito recebia duas. Por isso está escrito “Depois disse Israel a José:...E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus.” É interessante observar que quando Eliseu, discípulo do profeta Elias, pediu a sua herança, ele disse “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.” (II Rs. 2:9). Era a porção do primogênito. A herança, para Israel, era a terra de Canaã, e para igreja é o Espírito Santo. “para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido...Porque, se a herança provém de lei, já não decor re de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente e Abraão.” Será que a igreja vai ser arrebatada e Israel vai herdar o manto, a unçao em dobro?! É bom lembrar que existe apenas uma igreja, mas tem dois segmentos, o judaico e o gentílico. Os judeus messiânicos estão aí. Paulo era o apóstolo dos gentios, mas Pedro era o apóstolo dos judeus; um tinha o apostolado da incircuncisão, e o outro o da circuncisão. (Gl.2:7,8). Por isso, não creio que Paulo tenha escrito a Carta aos Hebreus, pois estaria entrando na seara de Pedro. E Pedro endereça a sua primeira Carta aos judeus da Diáspora, dispersos, fora da terra de Israel.

Em Is.61:7 está escrito “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra.” É a porção dobrada do primogênito. E em I Tm.5:17 “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na Palavra e no Ensino.” Outra tradução reza “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários...” Honorários pode ser pagamento, salário, como em “honorários advogatícios”. A honra, ou os honorários, devem ser os do primogênito, em dobro.E aqui cabe uma conotação de prosperidade, e de restituição, pois em Jó 42:10 está escrito “e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.” E em Gn.27:28, 29 a bênção da primogenitura é pronunciada por Isaque, sobre Jacó: “Assim, pois, te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.” A bênção da primogenitura é uma bênção de prosperidade, de liderança e de vitória sobre os inimigos. Se você é um crente em Jesus Cristo, essa bênção é sua. Tome posse dela.


OS PRIMOGÊNITOS DO EGITO




É normal que o homem comum e a ciência busquem explicações lógicas para todo fenômeno, tudo o que acontece de extraordinário, todos os milagres narrados na Palavra de Deus, ou os que acontecem todos os dias na vida de centenas de servos do Senhor. É normal também a descrença dos homens na Bíblia, em Deus, em Jesus, no Espírito Santo e tudo o que se relaciona à fé.


Desta forma a ciência buscou explicações lógicas, em acontecimentos naturais, para desqualificar a libertação dos hebreus do Egito pelas mãos do Deus Todo Poderoso. Há uma tentativa de “explicar” cada uma das dez pragas enviadas por Deus sobre o Egito, porém, de todas, a mais espetacular é a morte dos primogênitos.


A morte dos primogênitos foi a décima praga enviada por Deus contra o Egito e disse o Senhor a Moisés: “À meia-noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que haveria de assentar-se sobre o seu trono, até ao primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá.” (Êxodo 11:4-6).


Estava decretada a sorte de Faraó e todo o seu povo: todo primogênito morreria, assim de homens como de animais, ninguém escaparia da mão do Senhor.


Deus explicou direitinho a Moisés tudo o que aconteceria e mandou que ele ordenasse aos hebreus que pedisse a seus vizinhos joias de prata e de ouro e Ele inclinaria o coração dos egípcios para entregar suas joias aos filhos de Israel, porque logo depois da morte dos primogênitos, Faraó libertaria o povo de Deus.


Além disso, Deus avisou que a mortandade só recairia sobre os egípcios para houvesse diferença entre hebreus e egípcios, veja: “Mas entre todos os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas.” (Êxodo 11:7).


Deus faz diferença entre Seus servos e os demais homens. Como assim? Deus não ama todos? Ama, sim, por isso mandou Seu Filho morrer por todos, mas nem todos reconhecem o sacrifício de Jesus e muitos rejeitam a Deus e é como se diz: “a ingratidão tira a afeição”. Quem não ama a Deus não pode esperar que Ele passe a eternidade chorando sobre o leite derramado, esta é a razão pela qual sempre haverá diferença entre o justo e o ímpio, entre quem ama a Deus e quem O rejeita.


Pois bem. Para aquela noite o Senhor fez uma recomendação especial ao seu povo e mandou que cada família judaica pegasse um cordeiro macho sem mácula, sem manchas e a tarde os animais deveriam ser sacrificados e seu sangue aspergido, respingado sobre as portas e vergas das portas das casas israelitas. O cordeiro deveria ser servido, na noite designada por Deus, assado, com pães ázimos e com ervas amargas e o que sobrasse deveria ser queimado pela manhã. Estava instituída a páscoa judaica.


O sangue do cordeiro nas portas das casas serviria de sinal para que nenhum dano houvesse entre os hebreus, quando o Senhor passasse pela terra do Egito ferindo os primogênitos. Assim foi feito.


O Anjo do Senhor passou à meia noite em toda a terra do Egito e todos os primogênitos morreram, desde o filho de Faraó até o filho da mais humilde serva e de todos os animais. Faraó e todo o Egito levantaram de noite e o horror estava estampado nos rostos de todos os egípcios, porque não havia casa em que não houvesse um morto.


Bom, a reação de Faraó foi um milagre de Deus: ele mandou chamar Moisés e Arão, ainda naquela noite, e libertou os hebreus, mais que isso, mandou que eles fossem embora de suas terras e levassem consigo todos os seus bens, todos os seus rebanhos, que fossem servir ao seu Deus e que abençoassem também a ele.


Ao invés de tentar se vingar pela morte de seu herdeiro, de seu filho mais velho, Faraó libertou o povo. O normal seria uma chacina, seria Faraó mandar matar todos os hebreus para se vingar da morte de seu primogênito, mas em sentido contrário, Faraó se decidiu pela libertação dos escravos hebreus.


Na verdade os hebreus não foram libertos do cativeiro do Egito, foram expulsos e o texto diz: “E os egípcios apertavam ao povo, apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos.” (Êxodo 12:33). Os egípcios apressaram os hebreus para saírem de sua terra, porque temiam serem todos mortos.


O resto da história você conhece, o povo hebreu ainda assistiu muitos milagres em sua saída da terra do Egito, inclusive a passagem pelo Mar Vermelho e a morte de todo o exército de Faraó.


A explicação que a história universal dá para a morte dos primogênitos do Egito é fantástica e, segundo sua interpretação dos fatos, foi a escassez de alimentos que causou a morte dos primogênitos, isso porque com as nove pragas anteriores, os cereais acabaram ficando contaminados por fungos e como os primogênitos eram os primeiros a comer, foram os primeiros a morrer. Sensacional!


Só tem um probleminha com essa versão fantasiosa, os primogênitos estavam dormindo quando morreram, era meia noite e todos morreram ao mesmo tempo. Além disso, ninguém mais foi contaminado pelos supostos fungos, só os primogênitos. Nem Faraó e nem seus súditos tiveram um mal estar, uma febre, nem mesmo uma leve dor de barriga e todos comeram da mesma comida.


Não tem jeito, não tem explicação plausível, foi Deus quem determinou a morte dos primogênitos do Egito e visando a libertação do Seu povo. O Deus que fez diferença entre egípcios e hebreus é o mesmo que faz diferença entre os Seus servos e os que vivem por conta própria. O Deus que fez diferença na vida dos hebreus é o mesmo que faz diferença na sua vida.



O Egito, a morte dos primogênitos, o sangue do cordeiro respingado na madeira das portas, tudo isso é um tipo de Jesus, aponta para a vinda de um Libertador providenciado por Deus para resgatar do pecado e da morte eterna todos os que crerem em Seu Filho. Agora é crer e viver.


O RESGATE DOS PRIMOGÊNITOS



O Primogênito é o primeiro filho e o primeiro entre os irmãos. Jesus foi o primogênito de Maria (Mt. 1:24-25). Jesus teve quatro irmãos, fora as irmãs (Mt. 13:55-56). O primogênito do pai é o primeiro filho. Depois de nascido o primogênito do pai, cada mulher tinha o seu primogênito. Bat Seba teve quatro filhos para Davi. Siméia foi o primogênito, depois Sobate, Natã e Salomão, o caçula, mas o primogênito de Davi foi Amnon, filho de Ainoã (I Cr. 3:15). Se a esposa que gerou o primogênito, não gerasse mais filhos, esse filho seria unigênito, ainda que o pai tivesse muitas esposas com muitos filhos. Foi o caso de Abraão. Sara só teve um filho, que é chamado de unigênito, apesar de Abraão ter mais sete filhos de outras duas mulheres (Gn. 16:1-4; 25:1-2; Hb. 11:17).

A linhagem de um homem era contada pelo primogênito, por isso que a força de um homem estava no primogênito (Dt. 21:15-17). Se morria o primogênito, estava cortada a linhagem e a força do tal homem.

A última praga que Jeová descarregou sobre o Egito foi a morte de todos os primogênitos, tanto de homens como de animais: “E aconteceu, à meia noite, que Jeová feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais” (Ex. 12:29). Diz a Escritura que o pranto e o clamor do Egito foi mui grande (Ex. 12:30).

O valor dos primogênitos vinha de Jeová. O povo de Israel foi chamado por Jeová de filho primogênito (Ex. 4:22). Assim sendo, podemos entender que para salvar o seu primogênito, Jeová matou a todos os primogênitos do Egito.

Era tanto o valor dos primogênitos, que Jeová os tomou para si. “Santifica-me todo o primogênito, o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e animais; porque meu é” (Ex. 13:2). “Apartarás para Jeová tudo o que abrir a madre, de homens e de animais; os machos serão de Jeová. Porém tudo o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro, e se o não resgatares, cortar-lhes-ás a cabeça; mas todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás. Se acontecer no futuro, que teu filho pergunte, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: Jeová nos tirou com mão forte do Egito, da casa de servidão, porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, Jeová matou a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do homem até o primogênito de Faraó; por isso eu sacrifico a Jeová os machos de tudo o que abre a madre; porém a todo primogênito de meus filhos eu resgato” (Ex. 13:12-15). O texto deixa claro que, não havendo o resgate, os primogênitos serão sacrificados a Jeová, pois pertencem a ele. Este caso assemelha-se ao da circuncisão. Todo macho era circuncidado por estatuto perpétuo. “O filho de oito dias, pois será circuncidado, todo o macho nas vossas gerações; o nascido na casa e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua semente. E estará o meu concerto na vossa carne por concerto eterno. E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada dos seus povos, quebrou o meu concerto” (Gn. 17:12-14). No caso do resgate é igual. Se o pai não resgatar o filho, quebrou o concerto de Jeová. O primogênito será degolado diante de Jeová. ‘O Antigo Testamento Interpretado’ de R.N. Champlin, afirma que os primogênitos eram sacrificados a Jeová. Também, o ‘Vocábulo de Teologia Bíblica’ da Editora Vozes, comenta que, pelas escavações de Gezer e de Taannak, chegou-se a conclusão que o costume bárbaro de imolação de crianças existia também em Israel. Jeová não só aceitava sacrifícios humanos, como também os exigia, pois exigiu de Abraão o sacrifício de seu filho Isaque (Gn. 22). Aceitou o sacrifício da filha Jeftá (Jz. 11). Aceitou o sacrifício de sete filhos de Saul, para aplacar sua ira. Este caso é digno de nota. Saul havia morrido há mais de trinta anos, mas o ódio de Jeová e a sede de vingança aumentavam. Saul estava no inferno, nas mãos de Satanás, e seus filhos estavam nas mãos de Jeová, que mandou três anos de fome sobre Israel. Davi consultou a Jeová, e este lhe disse: É por causa de Saul, que mandou matar os gibeonitas. Davi consultou os gibeonitas, e estes lhe pediram sete filhos de Saul para sacrificarem a Jeová. Estes sete infelizes foram enforcados diante de Jeová (II Sm. 21:9). O texto termina dizendo que a ira e a sede de vingança passaram, e Jeová se acalmou, (II Sm. 21:14).

Voltando ao primogênitos, o preço pago para resgatá-los era de cinco ciclos de prata (Nm. 3:46-47). Havia o siclo de prata (Lv. 5:15; 27:3). Havia também o siclo de ouro (Gn. 24:22; Jz. 8:26). No capítulo sete do livro de Números, que trata das ofertas, há dezenas de citações sobre os siclos de prata e de ouro.

Pois bem, o apóstolo Pedro, falando do resgate das nossas almas, assim se exprime: “E, se invocais, por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação. Sabendo que não foi com coisas corruptíveis como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pd. 1:17-19).

O que nos assusta nesta declaração de Pedro é ele chamar de tradição vã, isto é, sem nenhum valor, aquilo que para Jeová era de valor tão alto que, desobedecido, era punido com a morte. O fato é que o ouro e a prata resgatavam a alma para Jeová, mas não resgatavam para o Pai. Só Cristo resgata com o seu sangue precioso; o resto é coisa vã, sem valor, ritual de tradição para enganar o povo crédulo.


O destruidor que matou os primogênitos era da parte Deus ou do inimigo. Eu entendo que é do inimigo, mas a maioria diz que não. Só existe um destruidor, satanás. E então?

A narração que conta o fato que você lembra se encontra no livo do Êxodo, nos capítulos 11 e 12, no contexto das “Pragas do Egito”. É a última praga, que definitivamente e temporaneamente convence o Faraó a deixar o povo de Israel começar a sua peregrinação pelo deserto até a Terra Prometida. No versículo 4 do capítulo 11 está escrito: Assim diz Iahweh: à meia noite passarei pelo meio do Egito. E todo o primogênito morrerá na terra do Egito, desde o primogênito do Faraó (...) até os primogênitos do gado.. De novo, em 12,12 está escrito: E naquela noite eu passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos (...). O sangue, porém, será para vós um sinal nas casas em que estiverdes: quando eu vir o sangue, passarei adiante e não haverá entre vós o flagelo destruidor.. Mais adiante (12,29), o texto bíblico diz: No meio da noite, Iahweh feriu todos os primogênitos na terra do Egito..

Desta análise do texto é claro que aquele que você chama de “destruidor”, na sua pergunta, é o próprio YaHWeH, Deus. Portanto é Deus que mata os primogênitos do Egito. É óbvio que essa narração bíblica nos deixa perplexos: como pode um Deus que é todo misericórdia, cheio de compaixão provocar toda essa violência?

O tema da violência na Bíblia, do Deus violento, produz muito debate. No seu último livro,Caim, o escritor português Saramago se mostra indignado com um Deus que “brinca” com a sua criatura, que pede ao pai para matar o próprio filho (Abraão e Isaac). É apenas uma demontração de quanto difícil seja entender a questão da violência divina contada no Antigo Testamento. A questão da violência no sagrado não é um argumento irreal. Pensemos às imagens da última guerra na terra da Bíblia, em Gaza: soldados de Israel quefaziam suas orações próximas aos tanques de guerra e palestinos de Gaza que invocavam “Allah u akbar” (Deus é grande), proclamando a guerra santa (jihad). As partes em guerra pareciam invocar a bênção de Deus para derrotar o inimigo, a mesma atitude presente em muitos personagens da história de Israel contada na Bíblia. De fato, na Bíblia, as guerras feitas pelos filhos de Israel são consideradas guerras justas e santas pois são ordenadas e comandadas por Deus, que mostra o seu rosto violento. Em Êxodo 15,3 o Senhor é chamado “homem de guerra” (‘ish milchamà).

É interessante sublinhar que a palavra hebraica que traduz ‘guerra’, milchamà, tem na sua raiz a palavra ‘pão’ (lacham). De fato a guerra é uma privação do pão, o elemento primário da subsistência, que cria uma iniqua destribuição dos bens. E quando falta a justiça aparece o rosto violento.

É muito difícil dar uma explicação dessa violência descrita no livro sagrado. A Bíblia é revelação, um processo de revelação. É palavra de Deus escrita por homens que viveram num contexto de uma determinada época. Inspirados, é verdade, mas influenciados pelo próprio mundo. A visão de Deus, dentro do próprio texto sagrado, vai sendo ‘depurada’ até chegar à revelação plena em Cristo, nos Evangelhos.

Em relação à violência, Jesus nasce num mundo bem real, onde a vilência é uma realidade enraizada e quotidiana e que acompanhará toda a sua existência. Ele não prega a violência e também não a pratica. São emblemáticos os ensinamentos de Jesus sobre a não violência: sealguém ti bate numa face, dá a outra; dos pacíficos é o Reino dos Céus. Apesar disso a questão da violência em Jesus não é assim tão simples. E deixo esses textos como conclusão e convite para ulteriores meditações:
A Lei e os Profetas até João! Daí em diante, é anunciada a Boa Nova do Reino de Deus, e todos se esforçam para entrar nele, com vilência (Lucas 16,16);
Deixo-vos a paz, minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. (João 14,27).